Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

23/05/2009

O sábado (quase) como estava previsto

Modestamente, este blog quase matou a charada nos três jogos do sábado.

Deu o que era previsível, é verdade.

O Cruzeiro, que desconheceu a existência do Vitória e, com dois gols de Kléber, ainda no primeiro tempo, liquidou o jogo e tratou de se poupar pensando na Libertadores.

O Corinthians, com meia dúzia de reservas, que ganhou do Barueri por 2 a 1.

Verdade que não foi tão fácil como no Mineirão (com apenas 7 mil pagantes), porque o alvinegro jogou apenas três minutos, os primeiros do segundo tempo no Pacaembu, com apenas 12 mil torcedores.

Até aí tinha disputado um primeiro tempo de dar sono e feito 1 a 0 de pênalti, em Jorge Henrique, cobrado por Souza.

No recomeço do jogo, Saci bateu falta na cabeça de Jean e fim de papo: 2 a 0.

Quer dizer, fim de papo em termos.

Porque o goleiro Felipe fez, no mínimo, quatro baitas defesas depois que estava 2 a 0.

No último segundo, o Barueri descontou de cabeça, em cobrança de escanteio, com Daniel Marques.

E no Serra Dourada, com só 6 mil pagantes, ia dando o empate previsto até que Taison entrou no jogo, aos 10 do segundo tempo, e acabou por fazer o gol, com belíssima cabeçada, que mantém o Inter 100%: 1 a 0.

O Goiás merecia melhor sorte, ao menos o empate previsto pelo blog, principalmente pelo que fez no primeiro tempo e o Inter conseguiu o que buscou, também repleto de reservas.

Este Inter pinta como autor, em seu centenário, da façanha da tríplice coroa.

Por Juca Kfouri às 20h30

Vascão 100%

Na Série B, de Basco, a sorte sorri para o Vascão.

Em São Januário, novamente lotado, o time cruzmaltino jogava mal, o Atlético Goianiense era melhor, mas, aos 43 minutos, ficou com 10 jogadores, por justa expulsão de Pituca, reincidente em faltas feias.

Ele saiu, a falta foi cobrada e Elton cabeceou para fazer 1 a 0.

Mesmo com 10 no segundo tempo, o time goiano exigiu que Fernando Prass fizesse uma baita defesa, aos 10, e outra, aos 14.

A coisa se resolveu, no entanto, quando Nilton deu belo passe para Edgar fazer 2 a 0, aos 29.

Aos 47, para fechar, Ramon, sem ângulo, quis cruzar, a bola sofreu um desvio e decretou o 3 a 0 para o Vasco.

Para se dar bem diante do Corinthians, o Vasco terá de jogar muito mais.

E sem Carlos Alberto, irresponsavelmente punido pelo terceiro cartão amarelo diante do Vitória, pela Copa do Brasil.

Talvez por saber que a classificação para a final é quase uma utopia, a direção vascaína tenha aberto mão de jogar em casa o primeiro jogo nesta quarta-feira e tenha optado por não poupar ninguém, o que faz sentido, diga-se desde já.

Mas, sabe-se, futebol é futebol.

Por Juca Kfouri às 18h05

NBA sensacional

Arrisco dizer, e estou pronto para desdizer, que desde que Michel Jordan parou com o basquete que a NBA não tem finais de Conferência tão emocionantes.

O que está acontecendo nos duelos entre Denver Nuggets e Los Angeles Lakers e entre Orlando Magic e Cleveland Cavaliers é coisa de louco.

Quatro jogos já aconteceram e todos foram decididos no fim.

E cada time ganhou um jogo, empatando tudo em 1 a 1.

Los Angeles saiu na frente com uma vitória dramática por 105 a 103 no primeiro jogo.

Denver empatou ao vencer por 106 a 103 no segundo jogo fantástico.

Orlando fez 107 a 106 no primeiro jogo depois de estar perdendo por 16 pontos.

E Cleveland empatou com uma vitória ainda mais dramática por 96 a 95 no segundo, numa partida em que chegou a botar 23 pontos de dianteira e precisou da cesta final de Lebron James quando faltava apenas um segundo e de três pontos!

Eu estava até quieto no meu canto, só curtindo.

Mas achei que tinha a obrigação de dividir a emoção com quem gosta de basquete, que sei não ser o forte dos blogonautas que aqui vêm.

Até porque fica difícil dormir depois de tanta adrenalina.

Que jogo, que jogo, esse tal de basquete!

Por Juca Kfouri às 00h55

22/05/2009

A terceira rodada do Brasileirão

O sábado do Brasileirão poderia ser muito bom, porque terá três dos mais badalados times do país em ação.

Pena que os três estejam mais preocupados com os jogos que farão no meio da semana que vem, pela Copa do Brasil e pela Libertadores.

Sim, porque o Corinthians recebe o Barueri, no Pacaembu, às 18h30, com a cabeça no Maracanã e no Vasco, mas precisando vencer, mesmo sem Ronaldo.

O Inter terá o duro Goiás, de Iarley, no Serra Dourada, no mesmo horário, mas pensando no Coritiba.

E o Cruzeiro recebe o Vitória, no Mineirão, também às 18h30, voltado para o São Paulo, seu rival na Libertadores e já às voltas em achar um substituto para Ramires.

O blog aposta em Corinthians, empate (se houver um vencedor será o Goiás) e Cruzeiro.

O domingo poderia ser ainda melhor, porque com um super clássico no Palestra Itália, entre Palmeiras e São Paulo, às 16h.

Mas aí também teremos um Palmeiras dividido pela atenção ao jogo de quinta-feira, em casa, contra o indigesto Nacional e o São Paulo concentrado no Cruzeiro, embora ambos saibam como será importante vencer o jogo, que tem cara de empate.

Sempre às 16h, o Furacão recebe o Náutico e deve vencer.

Como o Grêmio, que estará em Caracas na quarta-feira, pega o Botafogo, no Olímpico, para também ganhar.

Já o Fluminense, talvez o time que mais venha recebendo apoio de sua torcida e a decepcionando seguidamente, tem o Santos pela frente no Maracanã, e não pode nem pensar em empatar, porque só lhe restou o Brasileirão.

Finalmente, às 18h30, mais três jogos.

O Santo André será minoria em seu estádio diante do Flamengo, que deve acabar com a pose do Ramalhão.

O Sport precisará derrotar o Galo em sua Ilha.

E o Avaí recebe, na Ressacada, o Coritiba.

Que está focado, como se diz hoje em dia, no Inter, o que deve causar a terceira derrota ao time paranaense.

Por Juca Kfouri às 11h33

21/05/2009

Portas abertas da América Latina

O poderoso Boca Juniors caiu.

Nas oitavas-de-final, foi derrotado, na Bombonera, pelo Defensor.

O gol uruguaio, de Diego de Souza, foi marcado ainda no primeiro tempo, aos 27.

O gol do jogo.

Depois, o goleiro Martin Silva tratou de fazer defesas em cima de defesas e garantir o resultado que levou seu time às quartas-de-final, quando enfrentará outro argentino, o que restou, o Estudiantes.

Um Souza e um Silva abriram aos quatro brasileiros as portas para mais um título.

Por Juca Kfouri às 21h51

Todos os convocados e alguns pitacos

Goleiros
Júlio Cesar (Internazionale)
Victor (Grêmio)
Gomes (Tottenham)

Três bons goleiros, mas já que Victor não será o titular, bem que poderia ter sido preservado para jogar a Libertadores pelo Grêmio. 

Laterais

Daniel Alves (Barcelona)
André Santos (Corinthians)
Maicon (Internazionale)
Kléber (Internacional)

A lateral-esquerda está frágil, com dois jogadores que não primam pela seriedade.

Zagueiros

Juan (Roma)
Lúcio (Bayern)
Luisão (Banfica)
Alex (Chelsea)

Nada a opor, ao contrário.

Meio-campistas

Anderson (Manchester United)
Josué (Wolfsburg)
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Elano (Manchester City)
Júlio Baptista (Roma)
Felipe Melo (Fiorentina)
Kaká (Milan)
Ramires (Cruzeiro)

Gilberto Silva tem lugar cativo, faça o que fizer. E Felipe Melo é médio.

Atacantes

Robinho (Manchester City)
Alexandre Pato (Milan)
Luís Fabiano (Sevilla)
Nilmar (Internacional)

Grafite está jogando muito mais que Robinho e Ronaldinho Gaúcho toma o choque que talvez precise.

O time titular do blog seria: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Kléber: Anderson, Elano, Ramires e Kaká; Nilmar e Luís Fabiano.

Dunga deu uma boa, sensata, calma e bem humorada entrevista coletiva.

A se lamentar apenas a revelação que fez ao dizer que a última vez em que conversou com Mano Menezes este estava ainda no Grêmio, como se isso fosse demonstração de independência.

Porque não é.

Dunga deveria conversar diariamente com todos os técnicos dos principais clubes brasileiros.

Mas, verdade seja dita, a praxe dos técnicos da Seleção é a de ignorá-los mesmo.

Por Juca Kfouri às 15h59

As semifinais da Copa do Brasil

Na quarta-feira que vem, dia 27, o Vasco receberá o Corinthians, não se sabe se em São Januário, para 18 mil torcedores no máximo, ou no Maracanã, algo que deve ser decidido ainda nesta tarde.

Economicamente será bom para o Vasco jogar no Maracanã, mas, do ponto de vista do resultado, é claro que o Corinthians prefere não jogar em São Januário.

Ainda mais que Carlos Alberto desfalcará o Vasco.

O Inter fará o primeiro jogo contra o Coritiba no Beira-Rio, sem Guiñazu, enquanto o time coxa não terá Marcelinho Paraíba, prejuízo ainda maior.

Os jogos de volta, no Pacaembu e no Couto Pereira, serão disputados uma semana depois, no dia 3 de junho.

Atualização(16h): o Vasco acaba de se decidir pelo Maracanã.

Por Juca Kfouri às 15h39

Arbitragem eletrônica goleia

Dos 1700 blogonautas que responderam à sondagem sobre arbitragem eletrônica, 65% são a favor de que ela seja adotada.

Por Juca Kfouri às 15h27

Prejuízo para o Inter

Nilmar foi convocado por Dunga.

Ficará fora do Inter por quase um mês, assim como o lateral Kléber, também chamado e, se duvidar, D'Alessandro, que deve ser convocado por Maradona.

O Cruzeiro perdeu Ramires na Libertadores, como o Grêmio perdeu o goleiro Victor.

Já o Corinthians ficou sem André Santos, que anda numa máscara sem tamanho.

Por Juca Kfouri às 15h09

Na Edição Nacional da 'Folha' de hoje

Por JUCA KFOURI

Convocação sem emoção

Houve um tempo em que uma quinta-feira como hoje era aguardada como se fosse dia de grande clássico

DUNGA CONVOCA hoje os jogadores da seleção que enfrentará uruguaios e paraguaios nas eliminatórias e, de quebra, disputará a Copa das Confederações,na África do Sul.

Não há nenhuma expectativa no ar, a não ser, com observou Tostão, da imprensa.

O torcedor não está nem aí.

Aliás, o torcedor que até acha que alguns jogadores de seus times de veriam ser convocados, xingará o técnico por não convocá-los, mas xingará ainda mais se os convocar.

Imagine como reagirá o colorado que quer, mas na verdade não quer,Nilmar na seleção.

Ou o corintiano que exagera ao pedir Ronaldo desde já e que ficará fulo da vida se o craque for chama do e desfalcar o time.

Verdade que o corintiano não tem por que se preocupar depois que Ronaldo disse o que disse do cartola mor, o que acabou levando a CBF a antecipar a chamada também para a Copa das Confederações, para matar, numa cajadada só, a possibilidade de se convocar o Fenômeno agora ou um pouco mais adiante.

Aliás, é importante esclarecer que houve leitores que se confundiram ao ver a sabatina da Folha e acha ram que as palavras "duplo caráter" vieram da boca dos jornalistas que o entrevistaram, não da de dele.

É que quando Ronaldo as proferiu, um dos entrevistadores não entendeu, perguntou em cima, outro repetiu mais alto o que ele tinha dito e ficou a falsa impressão.

Basta, aliás, conferir na entrevista disponível, por exemplo, em meu blog no UOL.

Sem se dizer que ele mesmo teria tratado de esclarecer se não tivesse sido o autor.

Dito isso, voltemos à seleção, convocada sem maior emoção.

Sim, também como já disse Tostão, dá para fazer um time só com jogadores que estão aqui, embora bastante inferior ao time com os jogadores que estão fora.

E se não se discute mais se é Rivellino do Corinthians ou Ademir da Guia do Palmeiras que merece um lugar, ou se é Gilmar do Santos ou Castilho do Fluminense que deveria ser titular, ou se Zico do Flamengo é melhor ou pior do que Falcão do Inter, esperemos que o artilheiro, e provável campeão do Campeonato Alemão, Grafite, seja chamado ao menos para que a já,felizmente, esquecida convocação de Afonso não soe apenas como uma aberração incoerente ou mais uma coisa de empresários.

Arbitragem eletrônica

Com apenas duas rodadas do Campeonato Brasileiro, se acumulam os erros dos árbitros e as reclamações dos prejudicados que amanhã serão beneficiados e, aí, é claro,não reclamarão.

É inevitável que sempre surja quem veja má intenção, e infelizmente a história recente dá moti vos para tanto, mas é mais claro
ainda que a disparidade entre o que os homens podem ver e a TV mostra exige que se mude o jeito de decidir lances capitais também em nosso futebol.

 

Por Juca Kfouri às 15h04

Elementar: Corinthians, Inter e Vasco. Mas, que noite!

Jogo de futebol mesmo que é bom, nos primeiros tempos, só no Beira-Rio, com 48 mil torcedores.

Porque no Barradão, era mesmo impossível, por mais que logo de cara o artilheiro Neto Baiano tenha deixado sua marca, num chute de longe que Fernando Prass, que depois se redimiu, aceitou.

Para sorte do Vasco, em seguida, aos 4, Elton empatou e, aos 41, por ter cuspido em Ramon, Neto Baiano foi expulso.

Já no Maracanã o jogo era de um time só: o Corinthians, diante de 68 mil torcedores.

Que fez 1 a 0 logo aos 6 com Chicão batendo falta e 2 a 0 aos 16, com Jorge Henrique depois de um super passe de Dentinho.

O Fluminense de Parreira que se acovardou no Pacaembu, não soube ser corajoso nos 45 primeiros minutos no Maracanã, porque essas coisas não se aprendem da noite para o dia.

O Corinthians, ao contrário, adorou enfrentar um time dito mais ofensivo, porque se esbaldou nos espaços que encontrou.

Mesmo com 10, porque Ronaldo, praticamente não jogou.

Ainda no primeiro tempo, Carlos Simon, molengão, deixou de dar um segundo cartão amarelo para Maicon e um vermelho para Fred, que só fez uma coisa: deu uma entrada criminosa em William.

Enquanto isso, no sul, Inter e Flamengo se pegavam de todos os modos e quase não faziam jogadas na área, sempre com tentativas de fora.

Só mesmo, aos 38, Kléberson teve uma chance clara, mas chutou fora quase da marca do pênalti.

Em seguida, Juan, aquele do Maicosuel e que brigou com o Cuca, atrasou mal uma bola, Nilmar a roubou, foi ao fundo e deu para Taison fazer 1 a 0, aos 42.

O Flu voltou para o segundo tempo com Alan e Dieguinho nos lugares de Maicon e Ratinho.

E mais perigoso, embora o Corinthians também desse suas estocadas, enquanto tentava fazer o tempo passar, calmamente, com aquele toque de bola que quem gosta mesmo é o...Parreira.

Só que o Flu não concordava.

Até que, aos 18, Alan pegou um rebote de chute de Conca defendido apenas parcialmente por Felipe e diminuiu: 2 a 1.

Aí, o Maracanã quis se incendiar depois de toda chuva que apanhou no primeiro tempo.

Dentinho saiu, entrou Boquita e começou a ter jogo de verdade.

Melhor ainda ficou quando Thiago Neves empatou, em passe de Conca, aos 23.

De tão acomodado que voltou, o Corinthians parecia perplexo.

Morais substituiu Jorge Henrique e Tartá no lugar de Marquinhos.

Aos 31, com o pé, para variar, Fernando Henrique evitou o que seria o terceiro gol corintiano, de Ronaldo, em sua primeira participação de verdade na partida.

Só dava Fluminense.

12 escanteios a zero e Fernando Henrique na área corintiana.

Diego, o zagueiro, entrou no lugar de Ronaldo, aos 44.

O Corinthians tocava a bola e tomava vaia.

O Vasco cozinhava o Vitória em Salvador e Inter e Flamengo seguiam em luta renhida em Porto Alegre.

Até que, aos 30, Emerson empatou, em bola que Kléberson lhe deu da linha de fundo, pela direita.

O Flamengo, mais uma vez, mostrava que o manto sagrado vale tanto ou mais que a técnica.

E surprendia o confiante Beira-Rio.

Mas, Andrézinho, de falta, com as mãos, em falta desnecessária de Ibson, aos 45, deu a vitória e a classificação para o Colorado, num jogo de matar do coração.

Aconteceu exatamente o que os jogos de ida prenunciaram.

Corinthians e Vasco farão uma das semifinais.

Inter e Coritiba farão a outra.

Será bom de ver.

E as torcidas de Fla e Flu tiveram motivos para se orgulhar de seus times, pelo que fizeram nos segundos tempos.

Por Juca Kfouri às 23h48

A CBF levou 'só' dois dias e duas horas para corrigir

20/05/2009 às 12:54
Correção em notícia publicada no dia 18 de maio

CBF NEWS

Diferentemente do que foi publicado no dia 18 de maio, na matéria com o título "Dunga assistiu a Palmeiras x Internacional e viu jogos da Europa pela TV",  o resultado correto do jogo do Beira-Rio foi Internacional 2 x 0 Palmeiras. 

A matéria está sendo publicada novamente, com horário atualizado e a devida correção.

Por Juca Kfouri às 16h04

Uma dinheirama suspeita

Por CLAUDIO WEBER ABRAMO*

Que o futebol é cheio de gente no mínimo suspeitíssima, todo brasileiro sabe. As finanças dos clubes, das federações e da Confederação Brasileira de Futebol são geralmente envoltas em obscuridade impenetrável.

Os números mencionados em transferências de jogadores são de tontear. Nos principais times, os salários dos atletas facilmente ultrapassam 100 mil reais por mês. Alguns ganham múltiplos disso. Os contratos de patrocínio são espantosos, os acordos de uso de imagem, astronômicos.

Não obstante, os clubes brasileiros vivem sempre na bancarrota — ou assim nos querem fazer acreditar.

Como é tudo muito misterioso, ninguém realmente acredita. Na dúvida, desconfia-se que os cartolas não estão contando a história toda.

A expectativa é reforçada pelo tipo de pessoa que costuma povoar o mundo do futebol. De dirigentes a intermediários, agentes, promotores, empresários, propagandistas e outros mais ou menos laterais, agregados, aspirantes e esperançosos, parece haver uma quantidade pouco normal de gente esquisita nesse meio. Sem deixar de mencionar determinados jornalistas esportivos cuja principal característica é a subalternidade a algum ou todos os interesses representados pelos já mencionados.

O que faz essa gente ser atraída para esse meio é a forma como o futebol se organiza e é governado. Nada mais natural que um ambiente permissivo e sem regras de funcionamento razoáveis, instalado na penumbra entre os interesses privados e a permamente interferência da ação indireta (às vezes direta) do Estado, atraia os caçadores de renda.

Embora com diferenças de grau, coisa parecida acontece no mundo futebolístico europeu. Nos últimos anos, uma quantidade espantosa de nababos comprou alguns dos principais times das ligas européias mais importantes, em particular a inglesa. Vejamos:

O Chelsea foi adquirido por um russo chamado Roman Abramovich (com esse nome deve ser parente distante deste que escreve), que além de ser o sujeito mais rico da Inglaterra não conseguiria explicar exatamente como foi que amealhou a sua bufunfa.

Outro grande clube da capital inglesa é o Arsenal, entre cujos principais acionistas está o bilhardário uzbeque Alisher Usmanov, o qual fez fortuna explorando minas de ferro após a derrocada da antiga União Soviética.

Um exemplo radical da escuridão que envolve o dinheiro do futebol vem da Tailândia. Esse país asiático teve como primeiro-ministro um ex-policial chamado Thaksin Shinawatra. Depois de ter sido defenestrado do poder por corrupção, abuso de poder e mais um rol extenso de meliâncias, Shinavatra exilou-se na Inglaterra, onde, pouco antes, havia adquirido o controle do Manchester City, o time em que atua esse jogador brasileiro chamado Robinho (cujas virtudes futebolísticas, aliás, escapam a este que escreve). O séjour futebolístico do ex-primeiro ministro não durou muito, pois algum tempo depois vendeu o clube para o cheique Mansour bin Zayed Al Nahyan, que vem a ser irmão do manda-chuva de Abu Dhabi, um desses emirados petrolíferos medievais do Oriente Médio.

Na Itália, o exemplo mais notável talvez seja o do Milan, controlado por aquela flor de pessoa chamada Silvio Berlusconi, que no começo da vida era assessor parlamentar, depois progrediu a pequeno empreiteiro de obras públicas, depois grande empreiteiro, depois magnata da TV, líder de direita e primeiro-ministro. Seu fac-totum no clube é um sujeito careca que aparece nos jogos do clube com uma gravata amarela. Berlusconi e o Milan contam com um séquito interminável de puxa-sacos na imprensa italiana, que nesse particular dá sinais de, em média, ser ainda pior do que a brasileira.

Tudo isso para lembrar que a Copa de 2014 vem aí, a qual, por decisão tresloucada da FIFA, será realizada no Brasil.

Vai rolar uma grana não trivial para modernizar estádios, melhorar vias de acesso, reforçar sistemas de telecomunicações e mais uma infinidade de serviços.

Adivinhe o eventual leitor quem vai pagar a conta. É isso mesmo. Nós, pois embora os clubes, as federações, a CBF e a FIFA sejam entes privados, ninguém é de ferro e pra que serve o governo, afinal?

De forma a minimizar o prejuízo, será fundamental vigiar os preparativos do Brasil para essa Copa. Se não se olhar de perto, vai acontecer o mesmo que ocorreu com os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro, para cuja preparação se distribuiu um dinheirão em obras feitas sem licitação, sob a desculpa da "emergência", dinheirão esse até hoje inexplicado.

*Claudio Weber Abramo é matemático, mestre em filosofia da ciência, jornalista e secretário executivo da ONG Transparência Brasil.

http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo

Por Juca Kfouri às 11h53

Mais do CBF News

19/05/2009 às 18:15
Presidente da CBF faz esclarecimento sobre notícia publicada no jornal Diário Catarinense

CBF NEWS

O presidente Ricardo Teixeira esclarece que não tem procedimento a notícia publicada pelo jornal "Diário Catarinense" em sua edição desta terça-feira, dia 19 de maio, na coluna Cacau Menezes, com o título "O Furo", segundo a qual Florianópolis está "fora da Copa de 2014". (...)

(...)Finalizando, o presidente Ricardo Teixeira reafirma que a escolha das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014, a ser feita no dia 31 de maio, em Nassau, é de responsabilidade da FIFA.

Nota do blog: curiosamente, o presidente não desmente a informação dada, igualmente ontem, pelo colunista de "O Globo", Ancelmo Gois, sempre, aliás, muito bem informado também sobre as coisas da CBF.

Ele informou que o jogo entre Flamengo e Atlético Paranaense, marcado para o dia 30 de maio, foi transferido para o dia 31, domingo, para que Ricardo Teixeira possa entrar no telão do Maracanã anunciando que o estádio será palco da final da Copa de 2014.

Por Juca Kfouri às 11h39

Do CBF News

18/05/2009 às 14:01
Dunga assistiu a Palmeiras x Internacional e viu jogos da Europa pela TV
Jorginho acompanhou Flamengo x Avaí, no Maracanã
CBF NEWS

O técnico Dunga e o assistente Jorginho deram prosseguimento, neste final de semana, à rotina de assistir a jogos de futebol. Às vésperas da convocação para os jogos das Eliminatórias contra Uruguai e Paraguai e para a disputa da Copa das Confederações 2009 da África do Sul, Dunga acompanhou no sábado e domingo aos jogos dos campeonato ilaliano, alemão, inglês e espanhol, o mesmo acontecendo com Jorginho.

No domingo, Dunga esteve no Beira- Rio, onde assistiu à vitória do Palmeiras sobre o Internacional por 2 a 0.

Jorginho esteve sábado, no Maracanã, onde assistiu ao empate em 0 a 0 entre Flamengo e Avaí.

O técnico Dunga chegará ao Rio de Janeiro na quarta-feira. A convocação da Seleção Brasileira será na quinta-feira, às 15 horas, no auditório da sede da CBF. 

 

Por Juca Kfouri às 10h42

Pega fogo na Copa do Brasil

O Coritiba bateu a Ponte Preta por 1 a 0 e já está nas semifinais da Copa do Brasil.

Pouco mais de 15 mil torcedores viram, no Couto Pereira, a Ponte mandar no começo do jogo, ser salva no fim do primeiro tempo por seu goleiro, Aranha, mandar na maior parte do segundo tempo, mas, no fim, levar o gol que valeu a classificação do time do Paraná.

Que agora espera para saber quem será seu adversário, se Inter ou Flamengo, que se enfrentam no Beira-Rio nesta noite, às 21h50, com favoritismo para o time gaúcho.

A outra semifinal deverá ser disputada pelo Vasco, que joga também às 21h50, no Barradão, contra o Vítoria, que precisa fazer 4 a 0 para ir aos pênaltis e 5 a 0 para se classificar.

Sabe quando?

Nuuuuuuuuunca!

O que não se sabe mesmo é quem será o adversário do Vasco.

Se Corinthians ou Fluminense, que também se enfrentam nesta noite, às 21h50, no Maracanã certamente repleto.

O Corinthians tem a vantagem de ter vencido no jogo de ida por 1 a 0, mas esconde o time que vai jogar, assim como o Flu, entre a dúvida de ser mais cauteloso ao estilo Parreira ou mais valente, coisa que raramente Parreira foi.

Mano Menezes aposta que Parreira será cauteloso.

Atitude que mais parece um desafio, como se a provocar Parreira a ir para cima do Corinthians.

Enfim, uma super quarta-feira, quarta-feira nobre. 

Por Juca Kfouri às 00h36

19/05/2009

Mais uma derrota da mentira compulsiva

Alimentado pelos mentirosos natos da vida, o ex-ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, andou falando bobagens e inventando coisas, como é do estilo dessa gente leviana e irresponsável, desesperada em busca de uma credibilidade que não tem e disposta a tudo, em vão, para ver se destrói reputações, porque já tem a sua em petição de miséria.

Gente que sabe que fratura de osso tem cura, mas de caráter não.

Que a inveja não é apenas o mau hálito da alma, como dizia Ibraim Sued, mas, também ataca o estômago, a ponto de só mesmo uma dentista para suportar.

Acionei Queiroz na Justiça, dando a ele a chance da retratação.

Ele esnobou.

A sentença do juiz saiu hoje e segue abaixo.

Em tempo: havia prometido doar o dinheiro da indenização ao PCdoB, para que o partido formasse quadros melhores...

Mas não só Queiroz saiu do PCdoB como, ainda por cima, os que o sucederam no ministério são do mesmo tipo, razão pela qual há que se concluir que o PCdoB também não tem mais jeito.

O dinheiro, portanto, será destinado ao escritório de advocacia que tem me amparado, pro bono, em questões semelhantes.

Eis o trecho principal da sentença:

 Em suma, o réu afirmou que o autor teria pautado sua atuação, no período da gestão de Pelé no Ministério, como o jornalista a soldo do governo.

Trata-se evidentemente de acusação grave e que sem dúvida nenhuma macula a honra da pessoa ofendida, na medida em que retira sua credibilidade como jornalista - justamente o bem maior de que dispõe o jornalista perante os leitores: a credibilidade. (...)

(...)Na verdade, ele atribuiu ao autor falsamente a prática de conduta antiética e antijurídica, com o nítido intuito de denegrir a sua boa reputação de jornalista.

Apesar de ter oportunidade para comprovar suas afirmativas, o réu não logrou êxito em fazê-lo.(...)

(...)Os documentos apresentados pelo réu não comprovam a veracidade de sua acusação.

O recebimento de pagamentos pela empresa do autor referentes à prestação de serviços de organização e gestão de evento esportivo não serve para demonstrar o pagamento irregular apontado pelo autor na entrevista.

Além disso, aqueles pagamentos envolveram as empresas do autor e de Pelé e foram realizados antes do ingresso deste no Ministério, além de ter justa causa evidente configurada pelo serviço prestado.

Ao contrário do que foi alegado na defesa, o réu não se limitou a dizer que faltava respaldo moral ao autor; foi além disso, afirmando que usou sua atividade jornalística para atender a interesses do governo a fim de elogiar o então ocupante do cargo de Ministro dos Esportes.

Quanto ao fax de fls. 77, não tem maior relevância.

O documento não indica que o autor recebeu verba oficial e nem que se comprometeu a elogiar o governo.

Na verdade, aquele escrito reforça exatamente a independência do autor como jornalista e seu total e completo afastamento de qualquer influência governamental, já que ele exalta e reforça sua atividade profissional independente, alheia a quaisquer compromissos.

Isso não quer dizer, por óbvio, que o jornalista não possa ter simpatia por atos do governo e por isso mesmo o desprendimento de elogiá-los quando com eles concorda.

Lembre-se que a proximidade do autor com Pelé no período anterior ao ingresso deste no Ministério era notória, chegando o autor inclusive a intermediar encontro de Pelé com o então Presidente eleito Fernando Henrique Cardoso para tratar da nomeação daquele para o Ministério.

Parece natural, portanto, que o autor tenha exultado, na época, a nomeação do 'Rei do Futebol' para o Ministério.

Isso, é evidente, não significa que ele recebeu dinheiro do governo ou do próprio Pelé com a finalidade de elogiar os atos oficiais.

Se o réu afirmou tal fato, deve obrigatoriamente comprová-lo, em função de seu caráter ofensivo, o que não logrou fazer neste processo.

A respeito da gravação apontada pelo réu em que o autor o teria ofendido, não tem qualquer relevância para a solução deste caso.

Primeiro, porque sequer houve pedido reconvencional. Segundo, não se sabe nem a data e o contexto em que foi veiculada aquela gravação.

Terceiro, pela transcrição de fls. 55, nota-se que a matéria não trouxe qualquer ofensa pessoal ao réu, limitando-se a divulgar que o relatório do TCU sobre a gestão do réu à frente do Ministério dos Esportes foi desfavorável.

Trata-se de dado objetivo e que não pode ser negado pelo réu.

Por isso, não há cunho ofensivo em sua veiculação.

Sendo assim, conclui-se que a entrevista concedida pelo réu se apresenta como ofensiva à honra do autor, atingindo sua credibilidade jornalística, não podendo ser considerada mera expressão de opinião.

 Nestes termos, impõe-se o reconhecimento de que o réu é responsável pelos danos causados ao autor, de acordo com a regra do artigo 927 do CC.

Em relação ao dano moral, dispensa comprovação efetiva, pois existe in re ipsa.

Decorre da mera verificação de que a vítima teve sua honra atingida publicamente pela expressão de opinião do ofensor.

Em relação ao valor da indenização, deve-se pautar pelos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, levando-se em conta os diversos aspectos objetivos e subjetivos da relação material.

No caso, não se pode olvidar que o réu exercia o cargo de Ministro dos Esportes, o que indubitavelmente confere maior gravidade ao ato, já que ocupante do primeiro escalão do Poder Executivo Federal.

Além disso, as ofensas foram veiculadas de forma ampla pela imprensa televisiva e escrita.

Por outro lado, o ponto central da agressão atingiu o maior patrimônio moral do autor, que é sua credibilidade perante os leitores.

Ressalte-se que o autor já exerceu cargos de destaque na imprensa, sendo o diretor da Revista Placar e goza de reputação muito forte no meio jornalístico, centrando sua atuação na crítica aos desmandos e imoralidades cometidas no meio esportivo.

Tudo isso indica que a ofensa causada pelo réu teve especial repercussão por envolver o jornalista Juca Kfouri, tendo o réu se aproveitado de sua condição de integrante do governo para atacar o jornalista que defende ética e moralidade nos gastos públicos no âmbito do esporte.

Em razão de tudo isso, fixa-se o valor da indenização em R$ 25.000,00, a serem corrigidos monetariamente pelo INPC e acrescidos de juros de mora de 1% ao mês, ambos a partir desta data.

Pelo exposto, JULGO PROCEDENTE EM PARTE O PEDIDO para condenar o réu a pagar ao autor indenização por danos morais de R$ 25.000,00, com a correção monetária e os juros de mora já definidos acima.

Não obstante a sucumbência parcial, condeno o réu a arcar integralmente com as custas processuais (Súmula 326/STJ) e também com os honorários advocatícios, estes fixados em 10% do valor da condenação. Publique-se para o réu". Publicada em audiência. Intimados os presentes. NADA MAIS HAVENDO, encerrou-se o presente termo que, lido e achado conforme, vai devidamente assinado.

Dr. Roque Fabrício Antônio de Oliveira Viel, PRIMEIRA VARA CIVEL DE BRASILIA.

Por Juca Kfouri às 15h54

Mais gols contra da justiça esportiva

O torcedor de futebol, a cada julgamento, tem mais motivo para não acreditar na dita justiça esportiva.

Ontem foi julgado, no tribunal paulista, o jogador Diego Souza, do Palmeiras, que deu um show de descontrole ao voltar a campo para agredir o zagueiro Domingos, do Santos, nas semifinais do Paulistinha.

Ele não só pegou apenas oito jogos de suspensão como, ainda, por cima, só vai cumpri-los, se cumprir, no Paulistinha do ano que vem.

Já o o tribunal superior, no Rio, na semana passada, suspendeu o jogador Dentinho, do Corinthians, corretamente, por três jogos, porque ele deu uma cotovelada num adversário.

No mesmo dia, o mesmo tribunal, no entanto, absolveu o jogador Fred, do Fluminense, que deu um tapa no rosto de outro adversário.

Ou seja, um caso típico daquela justiça que é igual para todos, mas mais igual para alguns.

A tradição bacharelesca do Brasil impede que se faça aqui o que se faz em países mais adiantados quando se trata de justiça no esporte: o rito sumário.

Por meio do qual uma cotovelada pode até ser considerada mais grave que um tapa, mas um tapa jamais será sinônimo de impunidade.

Atualização, às 18h: Dentinho obteve efeito suspensivo e enfrentará o Fluminense.

CQD.

Por Juca Kfouri às 01h15

17/05/2009

Grandes de São Paulo e Rio sem vitória

Cinco empates em 10 jogos.

Três 0 a 0.

Só um visitante, o Santo André, venceu, único paulista também a ganhar na segunda rodada do Brasileirão.

Entre os times do Rio, não só nenhum ganhou como, ainda por cima, nenhum fez um gol sequer.

A média de público foi razoável, de 13 mil pagantes por jogo, mil a menos do que na primeira rodada.

O melhor público foi no Beira-Rio, com quase 30 mil pagantes.

Em Barueri a torcida foi a decepção de sempre, com apenas 2500 torcedores, mais baixo comparecimento da rodada.

A média de gols foi de 2,4 por partida, graças novamente ao Goiás que, outra vez, empatou 3 a 3, como na primeira rodada.

O maior prejudicado pela arbitragem foi o Atlético Paranaense, que sofreu um pênalti não marcado e um gol em impedimento no empate com o São Paulo, embora o Goiás possa reclamar da mesma coisa, um pênalti, claro, não marcado, e um gol tomado em impedimento, este já não tão claro, na Vila Belmiro.

E a arbitragem eletrônica continua a ser uma heresia para a Fifa.

Por Juca Kfouri às 22h41

Festa no nordeste, nada de gols no Rio

De surpresa, o Corinthians apareceu no Engenhão com seus titulares.

Ronaldo, inclusive.

Mas até os 23 minutos de jogo, foi o Botafogo quem criou três boas oportunidades de gol.

Aos 23, no entanto, nos pés de Ronaldo, surgiu a melhor chance e ele tocou para fora, rente à trave.

Dois minutos depois, ele de novo, numa arrancada, para boa defesa de Renan.

Aos 28, Renan impediu gol certo de André Santos que, no entanto, foi fominha, pois Ronaldo estava livre para receber e fazer.

O Corinthians se impunha e seu gol parecia amadurecer.

Mas, aí, o jogo caiu num certo marasmo e ficou chato, até acabar o primeiro tempo, sem gols.

Também nos Aflitos, sob chuva forte em boa parte, a primeira etapa de Naútico e Cruzeiro terminou 0 a 0.

Apenas Athirson levou perigo, num chute de longe, ao gol timbu, enquanto a raposa sofreu ao menos três ataques perigosos dos donos da casa.

Gol mesmo só no também encharcado Barradão, no clássico rubro-negro do nordeste, entre Vitória e Sport.

Gol dos baianos, de Neto Baiano, aos 34, entre as pernas de Magrão, depois de uma furada de César Lucena.

Quando a partida recomeçou no Engenhão, logo aos 3 minutos, Túlio Souza bateu forte e Felipe fez defesa providencial.

Aos 10 foi a vez de Juninho, de cabeça, quase fazer para o alvinegro carioca, que, então, jogava melhor.

Victor Simões não saía da banheira e Dentinho saiu do gramado para entrar Jorge Henrique.

Aos 18, quem saiu foi Renan, nos pés de Ronaldo e evitou desses gols que se é o Souza que perde nem será bom falar o que aconteceria...

O tipo do gol que o Fenômeno, com três quilos a menos, não perderia.

Túlio Souza foi trocado por Léo Silva.

E logo de cara obrigou Felipe a fazer mais uma grande defesa.

O 0 a 0 era pouco e, então, Souza, tan-tan-tan-tan, entrou no lugar de Ronaldo.

E Boquita no de Morais, porque era claro que os paulistas cediam espaço e o gol carioca era o mais provável.

Aos 46, no entanto, quem quase fez foi Elias, com outra defesa importante de Renan.

O Engenhão merecia mais.

Já no Recife era só festa.

O Naútico acabou por derrotar o forte Cruzeiro por 2 a 0, com direito a um golaço de cobertura de Carlinhos Bala em seu ex-time onde não brilhou, aos 26, 14 minutos depois de Derley ter aberto o placar depois de tabelar com Gilmar, rima e solução.

Como no Barradão, porque o Vitória manteve a vitória sobre o Sport.

O que também era motivo de festa nos Aflitos.

Por Juca Kfouri às 20h27

Inter com justiça, só um Verdão se deu bem

Inter e Palmeiras fizeram um primeiro tempo muito melhor do que se poderia esperar por causa dos apenas quatro titulares colorados no Beira-Rio repleto.

E os gaúchos foram muito melhores, principalmente graças a Taison, que infernizou a defesa paulista.

Foi ele que, aos 11 minutos, deu um drible desses que Pierre não está acostumado a levar, quebrou a espinha do volante alviverde e centrou para o meio da área.

A bola parou nos pés do zagueiro Danny Moraes que não teve maiores dificuldades para abrir o placar, para alegria e tristeza de seu avô, Valdir de Moraes, da Comissão Técnica do Palmeiras.

Apenas uma vez, e por erro de passe de Andrézinho na saída de bola, o Palmeiras incomodou de verdade, com Diego Souza.

E o Inter esteva mais perto do segundo gol, com pelo menos uma senhora defesa de Marcos em chute violento, de primeira, de Taison, mas no meio do gol.

O Palmeiras voltou mais aceso, como era de se exigir, pois com seu time completo e com Mozart no lugar de Souza.

Aos 11, Fabinho Capixaba entrou no lugar de Danilo e Ortigoza entrou no lugar de Marquinhos.

E Cleiton Xavier começou a jogar, coisa que não tinha feito até então.

Mas o Inter se defendia bem e ameaçava quando ia ao ataque.

Rosinei saiu, Guiñazu entrou.

Aos 20, outra vez com Diego Souza, agora de cabeça, o Palmeiras quase empatou, com a bola triscando o travessão.

Aos 23, Andrézinho deu lugar a D'Alessandro, porque Tite se dava conta que o empate era iminente.

E Nilmar também foi para o jogo, aos 35, no lugar de Alecsandro.

Já eram sete titulares vermelhos em campo.

E Pierre foi expulso aos 44, por tomar o segundo cartão amarelo.

Aps 46, Lauro salvou o que seria gol certo de Keirrison.

E, aos 48, Marcos salvou o que seria gol certo de Nilmar.

Só que a bola sobrou para D'Alessandro e o argentino fez 2 a 0.

Verdão derrotado em Porto Alegre, Verdão empata heroicamente na Vila Belmiro.

Depois de sofrer 2 a 0 e 3 a 1, eis que o Goiás arrancou um empate do Santos e ainda teve um pênalti não marcado no fim.

Por Juca Kfouri às 17h58

Tricolores só empatam

O São Paulo parece imerso num sono profundo.

Alguma coisa, além dos muitos desfalques, parece prender o time.

Hernanes tem perdido gols e chutado mal como não se imaginava que era capaz.

Hoje, no Morumbi vazio, apenas 11 mil pagantes, perdeu um gol logo de cara e chutou bisonhamente uma bola que lhe veio com açúcar de Borges.

Que, por sinal, desperdiçou também, no primeiro tempo, dois gols.

Já o Furacão teve também uma chance de ouro, em falha canhestra de Richarlyson que acabou nos pés de Rafael Moura e na trave tricolor.

Mas, no fim da primeira etapa, de bico, numa bola que sobrou de escanteio cobrado por Marcinho, o zagueiro Rafael Santos abriu o placar.

A vantagem rubro-negra durou pouco.

Quer dizer, durou os 15 minutos do intervalo e mais 60 segundos, tempo que Borges levou para empatar.

Um pouco mais acordado, o São Paulo foi à luta.

Mas Jorge Wagner e Arouca se machucaram o que forçou as entradas de Junior Cesar e Wellington.

Aos 24, num mesmo ataque, o São Paulo teve perto da virada, com Galatto intervindo muito bem depois de um chute de Hernanes e com Hugo mandando o rebote na trave.

Como é aquela coisa do quem não faz toma?

Pois é.

Aos 29, Marcinho bateu novo escanteio e Rafael Santos marcou outra vez, agora de cabeça, entre Richarlyson e Miranda: 2 a 1.

Nada que os são-paulinos pudessem reclamar, a não ser deles mesmos.

E o Atlético Paranaense defendia sua vantagem com unhas e dentes, diante de intensa pressão.

Até que brilhou a estrela de Muricy Ramalho, que fez entrar, aos 41, André Lima e ele, aos 43, em sua primeira participação, empatou, em impedimento.

O Furacão sim tem do que reclamar, porque Marcinho ainda sofreu um pênalti não marcado no começo do jogo.

E, em Barueri, Grêmio e Fluminense ficaram no 0 a 0.

Por Juca Kfouri às 17h54

Na 'Folha', de hoje

TOSTÃO
 

"Tática dos movimentos básicos"

"O leitor não deve ter entendido nada do título da coluna.

Pergunte ao Tite.

O técnico disse, após o jogo, que adotou a 'tática dos movimentos básicos e o sistema engajado'.

É o titês".

Por Juca Kfouri às 13h29

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico