Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

30/05/2009

Sábado de práticas perigosas

O Vasco preferiu priorizar a Copa do Brasil e, na quarta rodada da Série B, já não é mais invicto, ao perder para o Paraná Clube, em Curitiba, por 3 a 1.

Invictos na Série B, de Basco, aliás, só o líder Guarani, com 100% de aproveitamento, e a Lusa, que está apenas em quinto lugar.

Sei não.

A quase utopia vascaína na Copa do Brasil pode custar caro caso a classificação não venha, como dificilmente virá.

Também o Coritiba está com a cabeça na remota hipótese de eliminar o Inter e tomou de 3 a 1 do Goiás, que ficou com 10 na metade do segundo tempo, no Couto Pereira, com 8 mil pagantes.

Provavelmente o time coxa ficará sem a Copa do Brasil e, o que é pior, com a lanterna na mão na Série A, apenas um ponto em quatro jogos...

Felipe, duas vezes, e Iarley fizeram 3 a 0 no primeiro tempo e Marcelinho Paraíba descontou no segundo.

No Engenhão, sem ataque desde que vendeu Maicosuel, o Botafogo ao menos não perdeu de novo, agora para o Sport, que se livrou de Paulo Baier, mas ficou sem Nelsinho Batista.

O rubro-negro chegou a fazer 2 a 0, mas o Glorioso reagiu e empatou 2 a 2, o que foi, de fato, bem mais justo, embora os pernambucanos tenham criado duas belas chances nos segundos finais.

Mas os cariocas mandaram bola na trave e em boa parte do jogo.

Wilson e Weldon fizeram 2 a 0 no primeiro tempo e Tony e Fahel empataram no segundo.

Nem Botafogo nem Sport venceram até agora no Brasileirão.

E o Galo, no Mineirão, criou, criou, ficou com um a mais logo no começo do segundo tempo depois que Marcelinho Carioca foi expulso, mas gol que é bom mesmo, nada.

O Santo André, com seu time de experimentados pistoleiros do Velho Oeste, também deu seus sustos e o estreante goleiro Aranha, ex-Ponte Preta, deu conta do recado.

Resultado final: 0 a 0.

Bom para o Ramalhão, péssimo para o Galo.

Tardelli parece que reencontrou seu velho diapasão e a massa atleticana, com mais de 23 mil pagantes, vaiou todo mundo no fim do jogo. 

Com razão.

Por Juca Kfouri às 20h32

Na 'Folha' de hoje

 



Editoriais

Virar o jogo

Só opinião pública, ao pressionar dirigentes, pode transformar Copa de 2014 num marco da modernização do esporte



SER TORCEDOR de futebol é um traço da personalidade do presidente Lula que contribui para fixar sua imagem de político popular. Essa relação genuína com o esporte e o fato de ter sido o Estatuto do Torcedor a primeira lei por ele sancionada, em maio de 2003, encheram de esperanças os setores empenhados na modernização do esporte no país.
Ao lançar o Estatuto, formulado, na realidade, no último período do governo Fernando Henrique Cardoso, a partir de consultas e debates entre especialistas, o presidente Lula alertou para o fato de que "no Brasil há lei que pega e lei que não pega". E deu a receita: "Para pegar, é preciso que as pessoas responsáveis deste país comecem a falar dela, para que o torcedor seja respeitado na sua cidadania".
Passados seis anos, a frustração com os rumos que o esporte tomou não poderia ser mais aguda. Nada ou quase nada da lei "pegou", e o presidente não parece mais interessado em fazer com que pegue. Ao contrário, o governo federal curvou-se ao status quo mafioso que domina grande parte das confederações, federações, clubes e comitês esportivos do país, associando-se àqueles que deveria combater.
O Ministério do Esporte, transformado em aparelho do PC do B, pouco faz além de politicagem e agenciamento de verbas para projetos fracassados e obras nebulosas, como as do Pan de 2007, que, em meio a suspeitas de desvios, consumiu R$ 3,7 bilhões de verba pública -quase 800% mais do que o previsto.
A maioria dos clubes brasileiros enfrenta situação financeira deplorável e recebe benesses do poder público, como os recursos da loteria Timemania, sem a exigência de contrapartidas. O governo Lula não induz e não cria estímulo à adoção de modelos empresariais no futebol brasileiro. Parece satisfeito com o ambiente amadorístico, atrasado e corrupto que se conhece desde sempre.
Nesse contexto, a violência nos estádios permanece, o torcedor não é reconhecido como consumidor e o êxodo de atletas para o exterior só tem aumentado. O único avanço, se é que se pode chamá-lo assim, registrado recentemente no futebol brasileiro foi a adoção de um campeonato nacional estável, nos moldes dos europeus, com respeito às regras de acesso e rebaixamento -o que equivale a descobrir a roda na primeira década do século 21.
Amanhã serão conhecidas as 12 cidades-sede da Copa do Mundo, a ser disputada no Brasil em 2014. A realização desse grande evento deveria ser encarada como auspiciosa oportunidade para virar o jogo e colocar o esporte brasileiro em outro patamar. Mas isso vai depender da opinião pública -pois cartolas e autoridades continuam adeptos de velhos esquemas táticos.

Por Juca Kfouri às 18h18

29/05/2009

Do blog do Ancelmo

Jogo Jogado

As cidades da Copa de 2014

Já estão escolhidas as 12 cidades onde serão os jogos da Copa de 2014, que a Fifa anuncia no domingo, em Nassau, nas Bahamas. São elas:

Rio de Janeiro
São Paulo
Belo Horizonte
Porto Alegre
Curitiba
Brasília
Cuiabá
Manaus
Fortaleza
Salvador
Recife
Natal

O Rio, como se sabe, será o endereço da final, chance da definitiva reabilitação do Maracanã, após a derrota de 1950. São Paulo, está quase certo, fica com o jogo de abertura - Belo Horizonte sua a camisa no lobby para tomar o lugar dos paulistas. Cuiabá venceu Campo Grande, pelo prestígio político de Blairo Maggi, o governador do Mato Grosso. Manaus ganhou de Belém e Rio Branco o privilégio de ser a sede amazônica e Natal levou a última vaga, derrubando Florianópolis, por razões políticas e logísticas.

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/

Nota do blog: quando aqui, no dia 25 de janeiro deste ano, foi publicada a nota abaixo, os paraenses quase invadiram o blog...

São Paulo abre, Manaus recebe

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, passará por São Paulo neste meio de semana, será recebido por José Serra e, provavelmente, anunciará o óbvio:

São Paulo será a sede da partida inaugural da Copa de 2014 e Manaus será a sede amazônica da Copa, deixando Belém de fora.

Tudo porque Manaus é a capital amazônica mais conhecida no mundo e porque São Paulo, apesar das pretensões de Brasília e Belo Horizonte, é a cidade economicamente mais importante do país.

Pesa, ainda, o favoritismo de Serra nas próximas eleições presidenciais.

Sempre é bom agradar aquele que poderá estar no cargo durante a Copa.

Por Juca Kfouri às 18h30

Do blog do Michel Melamed

Papai-mamãe

 

Sábado

Festa da Adidas no Rio de Janeiro - 22/ 05/ 2009

Para dirimir quaisquer dúvidas,

relato aqui os acontecimentos por ocasião da Festa da Adidas.

Fomos convidados, eu e alguns amigos,

para a festa de sessenta anos da Adidas em uma casa na Gávea.

Chegamos na festa e mais ou menos uma hora depois, em um curto intervalo de tempo,

três pessoas diferentes vieram me perguntar se já havia visto a piscina pois lá encontraria suásticas.

Fomos até a piscina e ao chegarmos lá vimos as suásticas.

Começamos a debater se de fato seriam suásticas nazistas

e neste ínterim diversas pessoas apareceram também comentando.

Meia hora depois fomos até o camarim dos músicos,

em um dos quartos da casa, pegar um bolsa.

Lá vimos a pintura do oficial nazista.

E imediatamente após descer do quarto, em um dos bares da festa,

encontramos o poster da marinha nazista. Já não havia mais dúvidas.

A casa em que estávamos possuia uma memoriabilia nazista.

Não posso acreditar que seja ainda necessário entrar aqui na questão do que este símbolo representa.

Abandonamos a festa estarrecidos e publicamos as fotos que fizemos

(João Paulo Cuenca e eu) nos nossos blogs para relatar o ocorrido. Ei-las.

 

http://michelmelamed.zip.net/

Por Juca Kfouri às 12h39

Noite de Obina

Palestra Itália repleto.

Palmeiras a todo vapor nos primeiros minutos.

Mas, de repente, o Nacional toma conta do jogo e começa a obrigar Marcos a fazer pelo menos duas defesas difíceis.

Sem nenhuma criação no meio de campo, os zagueiros alviverdes faziam ligação direta, sem sucesso.

A coisa andou tão feia que, aos 26, a torcida passou a pedir a entrada de Obina.

No que foi prontamente atendida por Vanderlei Luxemburgo, como se reconhecendo que escalou muito mal seu time, pois também fez entrar Marquinhos.

Obina entrou no lugar do promissor Souza, que não entendeu nada.

E Marquinhos no do anedótico Fabinho Capixaba.

Mas o Nacional continuou mais insinuante, para perplexidade da torcida alviverde, que não economizava apoio.

Por falar em anedota, a que correu em São Paulo hoje dava conta que Obina veio do Rio pela TAM porque se o vôo fosse GOL ele perderia...

Aos 40, enfim, Diego Souza deu na medida para Keirrison, que bateu cruzado com muito perigo para o gol uruguaio.

E foi só, no primeiro tempo.

Pouco, muito pouco.

O Palmeiras recomeçou melhor, menos ansioso, valorizando mais a bola.

Bola para lá, bola para cá, aos 10, Keirrison recebeu de costas na linha da área, deu como pivô para Diego Souza que encheu o pé: 1 a 0, com a colaboração do goleiro uruguaio Munhoz.

Alívio no Parque!

A cada participação de Obina, fosse numa bicicleta que ele tentou e falhou, fosse numa dividida mal sucedida, a massa aplaudia.

Entusiasmado, exagerou, deu um carrinho imprudente e levou o amarelo, aos 16.

Nada que se parecesse menos com a velha e saudosa Academia.

Mas o Palmeiras estava na frente e não é isso, dizem os pragmáticos, que vale na Libertadores?

Biscayzacú, apontado como o atacante perigoso do Nacional, por completamente inútil, foi trocado aos 22 minutos.

O Nacional, por sinal, deixou de incomodar Marcos, que passou a apenas ver o jogo de dentro de campo.

Jumar, aos 30, entrou no lugar de Keirrison, como se o Palmeiras abdicasse de tentar mais gols quando o adversário dava graças aos céus por estar só 1 a 0.

Luxemburgo, sempre mais voltado para o próprio umbigo do que para o time que dirige, apostava em Obina.

Aos 35, no entanto, Garcia, que só dava de canela, o Obina deles, apareceu no meio da área e com um toque de jeito empatou o jogo.

No único ataque do Nacional no segundo tempo...

Como o Estudiantes, em Montevidéu, ganhou do Defensor por 1 a 0, tudo indica que teremos um argentino na semifinal.

Se o outro será brasileiro ou uruguaio, ninguém sabe, embora o Nacional jogue por um 0 a 0 no estádio Centenário.

Em resumo, uma noite de terror em Palestra Itália.

Noite digna de Obina.

Ou do bruxo Luxemburgo, que saiu sob vaias.

Professor Belluzzo, cadê você, professor Belluzzo?

Por Juca Kfouri às 23h58

28/05/2009

O Morumbi subiu no telhado?

São cada vez mais fortes os rumores de que a Fifa vetará o Morumbi como estádio da Copa de 2014, o que levaria São Paulo a construir novo estádio.

O consultor da CBF para o assunto é mesmo contra o campo do São Paulo, mas é pouco provável que a Fifa simplesmente anuncie que o veta já neste domingo.

No máximo dirá que há problemas.

Só que tem gente, na FPF e na prefeitura paulistana, muuuuuuuito interessada em construir um estádio na região de Pirituba, o que pode minar de vez o projeto do São Paulo FC que, diga-se, é mesmo insuficiente e tem de mudar.

Rebaixamento do gramado, reservado de imprensa no anel superior, área VIP e cobertura total do estádio, entre outras providências, não foram previstas no projeto de reforma e a Fifa irá exigi-las.

Resta saber se como ultimato ou não.

Por Juca Kfouri às 14h29

Aconteceu tudo que mais ou menos se previa na super quarta do futebol

O Barcelona fez o que quase todo mundo queria que ele fizesse e ganhou do MU sem precisar jogar tudo que sabe: 2 a 0, tricampeão europeu e a consagração de Lionel Messi como melhor do mundo.

Na Libertadores, o Cruzeiro fez o que sua torcida exigia, ganhou do São Paulo no Mineirão, 2 a 1.

Mas a torcida tricolor confia em que seu time vire o jogo no Morumbi.

O Grêmio era favorito na Venezuela, enfrentou um gramado desgramado, empatou 1 a 1 e decide a vaga em casa com o Caracas, sem maiores dramas.

Já pela Copa do Brasil também não houve surpresas.

O Inter fez confortável 3 a 1 no Coritiba, no Beira-Rio, e poderá perder de um gol de diferença no jogo de volta.

Mas o Coritiba vive.

E o Corinthians saiu do Maracanã com um bom empate com o Vasco, 1 a 1, que permite jogar pelo 0 a 0 no Pacaembu.

Mas o Vasco mostrou que não perdeu sua majestade e que pode, quem sabe, até arrancar uma classificação heróica.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 28 de maio de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h55

Noite de futebol para todos os gostos

Como era de se esperar, o Corinthians não se assustou com o Maracanã lindamente tomado pela paixão vascaína e fez valer sua superioridade, tomando conta da bola e não correndo maiores riscos, a não ser já no segundo minuto do segundo tempo, quando Felipe impediu que Élton empatasse.

O Corinthians abriu o marcador, aos 29, com Dentinho, que já tinha perdido boa chance de gol, como Elias perdeu em seguida ao 1 a 0, tão tranquilo foi o primeiro tempo para os paulistas, diante de mais de 72 mil torcedores.

No lance do gol, Jorge Henrique se machucou ao dar o passe para Dentinho e saiu, substituído por Morais.

No segundo tempo o Corinthians continuou mais perigoso, mas o Vasco foi outro e Élton, outra vez, aos 10, perdeu gol feito, na defesa de Felipe.

Douglas errava muitos passes e Souza concluia mal, embora ambos participassem bastante do jogo.

Jeferson e Nilton saíram para as entradas de Enrico e Mateus, que tornaram o Vasco mais rápido e corajoso.

E o reflexo não tardou, porque, aos 18, Élton deu de calcanhar para Rodrigo Pimpão empatar, embora tenha ficado a impressão de que o último toque tenha sido de William.

Boquita entrou no lugar de Dentinho e Otacílio Neto no de Souza.

Aos 30, Elias perdeu cara a cara com Fernando Prass que mandou para escanteio e Pimpão saiu para entrar Edgar.

O jogo era quentíssimo e, aos 34, Felipe salvou a pátria corintiana.

O empate ficou bem para a vontade vascaína no segundo tempo e para as pretensões corintianas no segundo jogo, que jogará pelo 0 a 0.

Enquanto isso, no Beira-Rio, com 43 mil pagantes, o Inter saía atrás do Coritiba que, com Marco Aurélio, aos 14, fez 1 a 0, mas empatava ainda no primeiro tempo, aos 21, com Taison e perdia Nilmar, machucado, aos 35.

No segundo tempo o Colorado fez os gols com Alecsandro e Andrezinho, aos 14 e 16, que devem valer a sua classificação para a final, como estava escrito.

O Coritiba tem de vencer no jogo de volta por 2 a 0.

E o Grêmio surpreendia ao perder em Caracas, por 1 a 0, com gol logo aos 2 minutos no primeiro tempo do time venezuelano, mas chegou ao empate, com Fábio Santos, aos 29, do segundo.

Agora é no Olímpico, onde tudo deverá ser bem mais fácil, até porque o Grêmio teve que enfrentar um gramado horroroso.

O Grêmio não é mais 100% fora de casa, mas, em compensação, o Caracas também não é mais 100% dentro de casa.

E num jogo efervescente, no Mineirão, com 53 mil pagantes, o Cruzeiro ganhou do São Paulo por 2 a 1, embora tenha merecido mais.

O São Paulo teve coragem, foi violento em alguns momentos, Richarlyson deveria ter sido expulso no primeiro tempo, e o Cruzeiro foi superior em tudo, nas chances de gol inclusive.

Mas não matou o duelo, como poderia...E o São Paulo jogará por um 1 a 0.

Leo Silva fez 1 a 0 aos 45, Washington empatou aos 11 e Zé Carlos definiu o placar aos 20.

Por Juca Kfouri às 23h45

27/05/2009

Festa catalã!

Reuters

Futebol é futebol.

Com quase 10 minutos de jogo, no imponente estádio Olímpico de Roma, o Manchester United já tinha finalizado cinco vezes, três com real perigo, e o Barcelona nenhuma.

Então, Iniesta enfiou uma bola para Eto'o pela ponta direita, o camaronês deu um drible seco no zagueiro sérvio Vidic e bateu de bico com o pé direito para fazer 1 a 0.

Aí o jogo mudou completamente.

Sem chegar a ser brilhante, o time catalão tomou conta, impôs seu toque de bola, roubou bolas em cima de bola ainda no campo de defesa inglês e não correu mais nenhum risco até o primeiro tempo terminar.

Ao contrário, por pouco Messi não ampliou, ele que ia ganhando o duelo particular com Cristiano Ronaldo, que tinha começado o jogo bem melhor.

Os ingleses voltaram com Carlitos Tevez no lugar do volante brasileiro Anderson, mas foi Thierry Henry que teve, aos 2 minutos, uma chance de ouro para ampliar.

Aos 7, Xavi mandou falta na trave.

Só dava Barça!

Aos poucos, no entanto, sempre pelo lado de Silvinho, o MU começou a pressionar.

O apagado Park deu lugar a Berbatov, aos 21.

Brincando, brincando, o MU tinha quatro atacantes em campo.

Mas o zagueiro Piqué espanava todas, soberano na área catalã.

Mas, aos 24, Xavi deu um passe precioso na cabeça de Lionel Messi que, com classe de melhor do mundo, fez 2 a 0.

Três minutos depois, Cristiano Ronaldo teve a chance de diminuir, mas Valdes impediu.

Henry, cansado, já não estava em campo, trocado por Keita.

Giggs saiu e entro Scholes.

Era tarde, too late!

E foi muito mais fácil do que se poderia imaginar.

Iniesta, um gigante, dá lugar a Pedro Rodríguez, aos 47.

O Barcelona domina a Europa e Messi é o número 1 do mundo.

Viva, Barça!

E que não se fale mais que o futebol bonito não ganha, que jogar com três atacantes não dá, essas bobagens tecnocráticas e emburrecedoras que só empobrecem o mais belo dos jogos.

 

Por Juca Kfouri às 17h36

11 minutos antes do jogão em Roma

Li em algum lugar e achei perfeito, razão pela qual divido com os blogueiros, embora sem poder dar o crédito ao autor:

"No ano passado, comparei o Manchester United a um bem sucedido e bem vestido advogado, que dirige um Jaguar caríssimo e tem uma profunda conta bancária. Pois bem. Ele está mais famoso, mais rico, e mais confiante.

E certamente não acha – ainda que não diga em público – que seu adversário tem alguma chance.

Já o Barcelona é como um publicitário brilhante.

Usa sua inesgotável criatividade para surpreender quem se acostumou com o que é comum. Dirige um jipe importado, tem uma relação saudável com o dinheiro, e não parece ligar para o que os outros pensam.

E o tipo de pessoa que acredita que ser feliz não é apenas possível, mas provável".

Por Juca Kfouri às 15h34

Obina, não. Mas, sim

Foram 1300 opiniões, 54% contra a contratação de Obina, 46% a favor, margem até muito boa se considerarmos o que o atacante não vem fazendo há meses.

Há quem diga que ele significará O BI NA Libertadores.

Outros lembram do que aconteceu, exatos 60 anos atrás, com Jair Rosa Pinto, que saiu como covarde do Flamengo e levantou a Taça Rio pelo Palmeiras, onde brilhou intensamente.

Há ainda o caso de César Maluco, que saiu menino dado como incorrigível da Gávea, nos anos 60, e virou ídolo no Parque Antarctica.

Por Juca Kfouri às 13h03

Livro comemora os 90 anos da primeira conquista internacional do futebol brasileiro

Há exatos 90 anos, num Rio de Janeiro acossado pelo medo da gripe espanhola e sacudido por greves inspiradas nos princípios da Revolução Russa, acontecia a primeira competição internacional de futebol no Brasil.

O Sul-Americano de futebol simplesmente parou o Distrito Federal. Faltou lugar no recém-construído estádio das Laranjeiras para receber a multidão ávida pela novidade do futebol. A conquista do título se tornou uma questão de honra.

Era o início de um sentimento que criaria a chamada "pátria de chuteiras", o início de um processo que levaria o futebol a ter um papel determinante na construção de uma identidade nacional.

A partir da vitória dramática sobre os uruguaios, o esporte-bretão passaria a representar muito mais do que uma recreação das elites.

Com a sua apreensão indistintamente por negros, brancos e mestiços, o Brasil começaria uma espécie de revolução que a retrógada e racista República Velha, que então governava o país, se negava a fazer.

Numa edição de luxo, ilustrada por fotos inéditas da época, o jornalista Roberto Sander tenta explicar aquele momento fundamental da nossa história.

Assim sendo, cria um painel variado dos acontecimentos daquele período, sem perder de vista, evidentemente, o essencial: os quatro jogos do Brasil que fizeram com que, como nunca, sentíssemos orgulho de ser brasileiro.

"Sul-Americano de 1919 – Quando o Brasil descobriu o futebol" (R$ 42), o quarto livro da Maquinária Editora, é uma viagem a um tempo em que, através do futebol, o Brasil começou a ter cara de Brasil, a virar esse Brasil que hoje conhecemos.

Por Juca Kfouri às 12h46

O dia do cavalo paraguaio

Por ROBERTO VIEIRA

Todo Brasileirão é a mesma coisa.

Começa e aparece logo um cavalo paraguaio.

Cavalo paraguaio que sempre morre no final.

Será?

Puro-sangue era coisa de inglês.

Quando muito, um árabe.

Cavalo paraguaio só em piada.

Foi nesse clima que em 1933, Linneo de Paula Machado inovou:

Ergueu o Hipódromo Brasileiro no Rio de Janeiro.

Unificou as entidades do Turfe carioca.

Criou-se o Sweepstake na América do Sul.

E estava lançado o Grande Prêmio Brasil.

Foi um alvoroço entre os amantes das corridas de cavalo.

Choveu inscrição de todo país.

Choveu inscrição do estrangeiro.

Quem ganharia?

Um argentino? Um paulista? Um uruguaio?

Quem sabe um carioca?

No dia 6 de agosto de 1933, o Hipódromo estava lotado.

Chapéus de madame e bengalas de senhores feudais.

Tensão no ar.

E foi dada a largada.

Cruzam o disco final.

Os presentes se entreolham.

Que é que é isso minha gente?

Vinte e um competidores ficaram pra trás.

O vencedor foi o cavalo Mossoró.

Pernambucano. Filho de Kitchner e Galatéa.

De propriedade do empresário Frederico Lundgren.

Pois é minha gente.

O primeiro Grande Prêmio Brasil de Turfe.

Teve a vitória de um cavalo paraguaio...

Digo, pernambucano. 

Por Juca Kfouri às 12h41

Não Basta Arremessar. Tem de sofrer

Acaba de acabar mais um jogo de matar na NBA.

Até com erros infantis nos últimos segundos do tempo normal, com bolas queimadas que nem precisavam ser como foram.

Resultado: 100 a 100 e prorrogação, com Orlando fazendo, em cesta de três pontos, 100 a 98 ao faltarem quatro segundos.

E com Lebron James empatando, em dois lances livres, ao faltar meio segundo.

Lebron James, o melhor jogador do ano, foi muito mal na prorrogação, com quatro erros seguidos, até de passe, em quatro ataques, embora tenha uma cesta de três pontos ao faltarem três segundos.

Mas Orlando venceu por 116 a 114.

A série está 3 a 1 e o quinto jogo será na quinta-feira, em Cleveland.

Mais uma vitória de Orlando e não teremos Varejão na final.

Por Juca Kfouri às 00h45

A melhor quarta-feira do ano

Já tivemos ótimas quartas-feiras de futebol neste ano de 2009.

Mas, como a de hoje, não houve.

E o melhor é que ainda haverá.

Mas falemos de hoje.

Para começar, às 15h45, Barcelona e Manchester United fazem, em Roma, o que os europeus consideram a melhor decisão da Liga dos Campeões em toda a história, que completa 54 anos hoje.

O Manchester busca seu quarto título, o segundo seguido.

O Barcelona busca seu terceiro título.

Quem vencer dará a hegemonia européia ao seu país, porque Inglaterra, Espanha e Itália têm 11 títulos cada um.

Depois, à noite, tem mais um jogaço, no Mineirão, pelas quartas-de-final da Libertadores, entre Cruzeiro e São Paulo, os mineiros em busca do tricampeonato, os paulistas atrás do tetra.

Ainda pela Libertadores, o Caracas recebe o Grêmio, que também busca o tricampeonato.

E, pela Copa do Brasil, o Maracanã e o Beira-Rio serão pequenos para receber os jogos de ida das semifinais, entre Vasco e Corinthians e Inter e Coritiba.

O blog aposta no Barcelona morrendo de medo de perder a aposta;

no Cruzeiro, com dúvidas;

no Grêmio;

no Corinthians com menos fé do que antes quando Ronaldo não era desfalque;

e no Inter, sem dúvida.

Por Juca Kfouri às 00h09

26/05/2009

O Bem-Amado

Por Juca Kfouri às 12h31

Não à Seleção

Com mais de 5300 opiniões computadas, 65% preferem que seus times não cedam jogadores para a Seleção Brasileira

Sinal dos tempos.

Por Juca Kfouri às 12h25

A surpresa chamada Obina

Quando ouvi do repórter Leandro Mota, que produziu o CBN EC de ontem, que o Palmeiras tinha contratado Obina, olhei para o meu relógio para me certificar que era dia 25 de maio e não 1o. de abril.

Então, perguntei a ele qual era a piada.

E ele me esticou uma folha impressa com a notícia estampada.

Ainda incrédulo, liguei para o professor Belluzzo que, calmamente como é de seu estilo, confirmou:

"Precisamos de um outro centroavante, o negócio com o Perea não deu certo, o Obina foi ídolo no Flamengo e depois passou a ser desmoralizado pela torcida, assim como a do Corinthians faz com o Souza. Não vamos pagar um tostão, a não ser os salários dele até dezembro. E espero que a torcida do Palmeiras o receba com carinho".

Mais não disse porque mais não perguntei.

Mas, perplexo estava e perplexo continuei.

Tomara que todos estejamos enganados e que Obina se recupere.

Se não a ponto de ficar, outra vez, melhor do que o Eto'o, ao menos que volte a ser o Obina de Salvador, quando fazia muitos gols pelo Vitória.

Só assim salvará o seu pescoço e o de muita gente nesta história.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 26 de maio de 2009.

 

Por Juca Kfouri às 00h51

A verdade que incomoda

Por CONRADO GIACOMINI*

Anteontem, 23 de maio, foi o primeiro aniversário do falecimento de uma reserva moral do nosso país, o senador amazonense, e torcedor do glorioso Botafogo de Futebol e Regatas, José Jefferson Carpinteiro Peres.

Em homenagem ao saudoso senador, peço que publique esta frase de sua autoria, feita num dos mais brilhantes e corajosos pronunciamentos já proferidos das tribunas do Senado Federal.

"Todos os canalhas são desinibidos. Nada incomoda mais um canalha que uma pessoa de bem. Fere a auto estima do canalha saber que há pessoas honestas"

Conrado Giacomini é "ombusdman informal" deste blog e autor do livro "São Paulo, Dentre os Grandes És o Primeiro".

Por Juca Kfouri às 23h54

25/05/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h16

Tem livro novo na boca do gol

 

Três organizadores organizadíssimos e insistentes, do Recife, de Natal e da Capital Federal.

Um bando de escritores, poetas e jornalistas destilando a paixão de cada um, ou, às vezes, apenas a visão de cada sobre este jogo chamado futebol.

Eis a receita do livro cuja capa você vê aí, que custa R$ 25, é da Editora Casa das Musas, de Brasília, e que terá múltiplos lançamentos.

No Recife, dia 9 de junho, no Bar Mamulengo, Recife Antigo, às 19h.

Em São Paulo, no dia 10, na Livraria Cultura, do Shopping Villa-Lobos, às 19h30;

No Rio, no dia 15, na Livraria da Travessa, no Barra Shopping, às 19h30;

Em Brasília, no dia 19, na Livraria Cultura, no Shopping CasaPark, às 19h.

E, em Natal, na Livraria Siciliano, no Midway Mall, às 19h.

Em tempo: Ariano Suassuna não deixaria de observar que nestes endereços todos acima, só mesmo no Recife é Brasil de cabo a rabo.

Porque é um tal de shopping, até onde tem o gênio de Villa-Lobos, de park, de midway mall...

Nada como um Mamulengo no Recife Antigo!!!!

Por Juca Kfouri às 18h03

Do 'blog do Silvio Meira'

futebol, redes sociais [e violência]

briga de torcida de futebol não é nenhuma novidade, é má notícia. e há muito tempo. e tampouco é novidade, hoje, que as articulações internas [numa “organizada” qualquer] e externas [pra combinar confusão] sejam feitas pela internet. e tem o day after: a série de eventos, na rede, que vai levar à próxima confusão.

a rede, como mecanismo essencial da bagunça e violência do futebol, em escala, está aí desde que redes sociais como orkut, há meia década, começaram a invadir o brasil. clique aqui para ver uma notícia sobre o assunto, publicada em 2005, sobre violência de torcidas no rio e neste link aqui, também de 2005, sobre a confusão em são paulo.

e ninguém estava copiando ninguém: os mais jovens, principalmente, aprendem qualquer coisa nova muito rápido e se apoderam de novos meios, de qualquer tipo, desde que sejam eficientes e eficazes, para atingir seus, digamos, objetivos. no caso dos brigões das torcidas organizadas, as redes sociais [e a profusão de lanhouses da periferia] caíram do céu, em termos e eficácia e eficiência, para articular e coordenar os processos, métodos, meios e pessoas que levam à violência que vemos antes, durante e depois dos jogos.

mas parece que muita gente continua se surpreendendo [pelo menos aparentemente] que uma coisa que “poderia ser tão boa…” [sic] para a humanidade, como a rede, seja usada para fomentar a violência. este é o tom do noticiário que, no fim de semana passado, deu conta da pancadaria entre galeras do são paulo e palmeiras, lá no distante itaim paulista. a manchete, aqui mesmo no terra, foi: Briga entre 400 torcedores foi marcada pela internet, diz PM. dos 400 envolvidos, 158 foram parar na delegacia do jardim noêmia, e a foto que ilustra a matéria está logo abaixo.

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fazer qualquer coisa “pela” ou com “ajuda da” internet não é mais novidade. tudo passou a ser feito tendo a internet como, no mínimo, coadjuvante de primeira grandeza. segundo uma atendente de um motel de recife que tem internet em todas as suítes, aquelas onde o PC e a rede não estão funcionando só são ocupadas em “noite de fila e quando o casal ‘tá muito precisado’”. e quem quiser pode pedir uma webcam à recepção; o que quer dizer que há muita gente, por aí, fazendo sexo “em rede”, na rua, na chuva e no motel, além da casinha de sapê.

pois bem: sabendo que a rede faz parte do cotidiano das torcidas e das “organizadas”, tá mais do que na hora de pararmos de nos surpreender com isso. temos que passar a usar as redes onde as galeras se encontram pra tratar o problema, antecipando ações de prevenção e controle. ao mesmo tempo, redes sociais têm um imenso potencial motivacional e educacional, que deveria estar sendo melhor usado para articular a grande maioria dos torcedores e torcidas que está interessada em times, jogadores, futebol e campeonatos e torneios, e não em violência e quebra-quebra.

http://smeira.blog.terra.com.br/2009/05/25/futebol-redes-sociais-e-violncia/

 

Por Juca Kfouri às 12h34

Sobre futebol, cerveja, mídia e segurança pública

Por HAROLDO CAETANO*  

Jornal Nacional – 1° bloco:

Diz a apresentadora, de olhar simpático e toda sorrisos: "Ronaldo, o Fenômeno, volta a brilhar nos estádios brasileiros! Em seu retorno triunfante para os campos de futebol, Ronaldinho é o grande destaque do Corinthians na conquista do Campeonato Paulista de 2009".

E a matéria prossegue com entrevistas, as imagens dos belos gols e a festa da vitória.

Intervalo comercial:

Num filme de 30 segundos, o mesmo craque, novamente campeão, tem uma conversa intimista com o telespectador: "Tudo o que eu conquistei na vida foi com muito suor, como todo guerreiro". Na tela, imagens das vitórias nos diversos campos de sua vida, até que chega o grand finale: "Mas eu sempre dei a volta por cima. É... Não é fácil. Mas o que é suado tem mais sabor". E, batendo com o punho no peito, arremata: "Eu sou brahmeiro".

Jornal Nacional – 2° bloco:

Agora é a vez do apresentador, de olhar e voz severos, sobrancelhas carregadas, trazer outra notícia: " Motorista embriagado atropela e mata cinco pessoas de uma mesma família".

Enquanto rodam as imagens da tragédia, com os destroços do carro, aparecem no seu interior algumas latas de cerveja.

Cerveja Brahma.

E continua o apresentador: "Em visível estado de embriaguez, o motorista, um rapaz corintiano de apenas 18 anos de idade que comemorava a vitória de seu time no campeonato, não conseguiu controlar o carro, que avançou sobre o ponto de ônibus e atropelou toda uma família, provocando a morte de um homem de 45 anos, sua esposa de 40 e os três filhos, de 15, 5 e 3 anos. As vítimas chegaram a ser socorridas, mas morreram a caminho do hospital".

Dessa breve história, num misto de ficção e realidade, observa-se que os fatos são apresentados de forma isolada, sem qualquer relação entre si.

A embriaguez do rapaz de 18 anos, a tragédia derivada do consumo de cerveja, seriam fatos sem qualquer relação com a propaganda do brahmeiro, ídolo nacional e atleta do nosso esporte mais popular, cujo sucesso era celebrado no bloco anterior do noticiário.

Toda a tragédia é imputada exclusivamente ao rapaz, bêbado, que é apontado como único responsável pelas mortes.

Afinal, na técnica do direito penal, os chamados antecedentes causais terminam na conduta do motorista que, embriagado, seria o único culpado pelo crime.

E na matéria jornalística não há espaço para qualquer menção ao estímulo maciçamente dado àquele jovem, desde sempre, para consumir bebida alcoólica.

As cervejarias, as agências de propaganda, os meios de comunicação (que se sustentam com essa publicidade) saem imunes...

E a propaganda do brahmeiro, embalada pela nova conquista do Fenômeno, se repete no intervalo seguinte.

Mas você pode estar se perguntando: – E daí? O que isto tem a ver com segurança pública? Qual o sentido de se trazer essa história para um artigo de jornal?

É que para conhecer o fenômeno, não o craque de futebol, convém esclarecer, mas sim o da violência e da criminalidade; e ao mesmo tempo propor caminhos e soluções sustentáveis e que escapem da mesmice que há muito tem se apresentado como solução para tudo no Brasil (leia-se: a panaceia em que se transformou o direito penal, com centenas de propostas de alteração legislativa para o agravamento das penas e para a inclusão de novos tipos penais), impõe-se ver um pouco além da dogmática e de algumas verdades estabelecidas, verdades que não se sustentam ao primeiro sopro de lucidez ou de investigação crítica.

Importa, pois, além da responsabilização criminal de condutas censuráveis, entender que violência e criminalidade são assuntos de interesse também de outros setores, distintos do campo de alcance do direito penal. E que medidas em outras áreas da vida em sociedade e da ação do Estado podem promover, em muitos casos com melhores resultados, segurança, paz e justiça social.

Importa reconhecer, por exemplo, que o estímulo precoce ao consumo dessa poderosa droga que é o álcool, com a vergonhosa e absurda veiculação de campanhas publicitárias agressivas, em grande parte destinadas a crianças e adolescentes, traz conflitos e problemas de toda sorte, para o usuário, seus familiares, vizinhos e toda a comunidade ao final das contas, como no caso da tragédia fictícia acima descrita, cuja ocorrência poderia ser relatada, tal é a frequência com que acontece, em qualquer cidade brasileira, mesmo as pequenas e que estão distantes das metrópoles.

Mas importa lembrar, ainda, que soluções no regime democrático devem trilhar o caminho da garantia de direitos e não sua restrição autoritária, como por vezes testemunhamos ocorrer.

Como, por exemplo, no caso de Goiás, em que se propõe a restrição dos horários de funcionamento de bares como solução para a violência urbana ou, também, a proibição da livre expressão do pensamento, como na recente proibição à Marcha da Maconha, proibição que não tem cabimento no regime democrático.

A garantia de direitos produz harmonia social e sua efetivação traz, sim, segurança pública, paz, tolerância às diferenças.

Direitos como o acesso a uma educação de qualidade desde os primeiros anos da criança na escola; o acesso a serviços decentes de saúde pública; o acesso facilitado à justiça ou a políticas de inclusão ao emprego, à moradia, ao lazer; o respeito à dignidade humana do delinquente e do preso.

E quanto mais o Estado brasileiro caminhar nesse sentido, menor será a necessidade da utilização da norma penal como solução principal para os conflitos da sociedade.

E o direito penal deve, assim, servir-se para o aquilo a que se destina: como ultima ratio, como resposta residual na solução dos conflitos.

*Haroldo Caetano é Promotor de Justiça em Goiânia.

haroldocaetano@gmail.com

http://www.overmundo.com.br/overblog/sobre-futebol-cerveja-midia-e-seguranca-publica

Por Juca Kfouri às 12h26

24/05/2009

Dia de visitas

Na terceira rodada do Brasileirão, 30 gols, três por jogo.

Uma rodada das visitas, porque nada menos do que cinco visitantes venceram e só três anfitriões ganharam.

100% só o Inter e invictos, além do Colorado, apenas mais o Náutico, vice-líder, Galo, Santos e Avaí.

O resultado mais retumbante da rodada foi a goleada do Santos no Fluminense de Parreira por 4 a 1, no Maracanã.

Mas o Galo, na Ilha do Retiro, e o Náutico, na Arena da Baixada, também merecem menções mais que honrosas.

O melhor público foi o do Olímpico, com quase 28 mil pagantes.

O pior foi o do Serra Dourada, quase 7 mil torcedores.

A média de público caiu.

Foi de 14 mil na primeira rodada.

De 13 mil na segunda.

E de pouco mais que 12 mil nesta.

Por Juca Kfouri às 20h53

Mais 12 gols na noite do domingo

Acredite você ou não, mas Ramalhão e Mengão fizeram um jogão, tudo no aumentativo mesmo, rimas pobres, mas solução.

Não dava para desgrudar os olhos do jogo, disputado intensamente, lá e cá, com chances divididas, qualquer que fosse o placar final seria justo.

Tão atraente que não pude ver a trepidante vitória do Galo, na Ilha do Retiro, 3 a 2, num Sport que parece ainda baqueado pela eliminação na Libertadores.

No primeiro tempo já estava 3 a 0, com gols de Éder Luís aos 5 e aos 10, e de Márcio Araújo, aos 42, para Wilson descontar no primeiro minuto do segundo tempo e Dutra diminuir ainda mais no útlimo, gol que, por sinal, botou o rival Timbu no segundo lugar do Brasileirão.

Não vi, também, o empate entre Avaí e Coritiba, na Ressacada, 2 a 2, com mais um gol de Marcelinho Paraíba.

Porque vi Josiel, de cabeça, fazer 1 a 0 para o Flamengo, aos 32, e Ricardo Conceição, de fora da área, empatar, em lance de Nunes, como pivô.

Os ataques prevaleciam sobre as defesas e os goleiros Bruno e Neneca tinham de se virar, já que não são caixotes.

No segundo tempo o ritmo foi o mesmo e como acontecia de tudo na partida, vista por uma torcida majoritariamente rubro-negra no ABC paulista, com quase 9 mil pagantes, na volta de uma bola na trave do Mengo, Ibson lançou Josiel que, de cobertura, fez 2 a 1. Um golaço!

E que Cuca nunca mais deixe Eric Flores no banco para escalar Obina porque depois que ele entrou ficou mais fácil acabar com a pose do Ramalhão.

Por Juca Kfouri às 20h26

Um 0 a 0 e 12 gols no domingo à tarde

O 0 a 0 do primeiro tempo em Palestra Itália tem só um grande responsável: São Marcos, diante de apenas 12 mil pagantes.

Que fez, sem exagero, três milagres, aos 8, 12 e 42 minutos.

O primeiro, ao salvar uma cabeçada com endereço certo de André Dias.

O segundo ao sair nos pés de Dagoberto.

E o terceiro ao defender uma virada à queima-roupa de Washington.

Verdade que Dênis, o terceiro goleiro do São Paulo que estreava também fez das dele.

Pegou bem um chute de longe de Diego Souza, aos 15, e pegou extraordinariamente bem um voleio também à queima-roupa, de Keirrison, aos 31.

Mas o São Paulo mandou no jogo e ainda perdeu outras chances, sempre pelo alto, onde a defesa palmeirense, embora com três zagueiros, era um fiasco.

O segundo teve outra cara.

Entraram Lenny e Souza nos lugares de Danilo e do atrapalhado Mozart e o Palmeiras passou a sufocar, a ponto de ter sofrido, aos 9, um pênalti de Miranda em Diego Souza não marcado pela arbitragem fraca que deveria ter expulsado Jumar ainda no primeiro tempo e não teve peito.

Logo o São Paulo teve de tirar o apático Hernanes para a entrada de Arouca e botar Junior César no lugar de Hugo, que se machucou.

E Keirrison, em tarde apagada, deixou o campo para Ortigoza, aos 26.

Aos 31, com o Palmeiras sempre melhor, mas já menos perigoso, Maurício Ramos foi expulso corretamente.

Jorge Wagner, aos 39, saiu para André Lima entrar em busca da vitória.

E, aos 46, Marcos tirou o gol de Washington, novamente, para, em seguida, Richarlyson também ser expulso.

O 0 a 0 prevaleceu no clássico que tinha mesmo cara de empate para não complicar a vida de ninguém.

Os palmeirenses devem agradecer a São Marcos e podem reclamar da arbitragem, como os são paulinos também reclamaram da passividade diante das faltas no primeiro tempo e podem ficar tranquilos em relação ao jovem goleiro Dênis. 

Enquanto isso, no Maracanã, o Fluminense achava um gol em bola desviada depois de chute de Conca que parou nos pés de Mariano: 1 a 0.

O Santos foi à luta, tomou conta, obrigou Fernando Henrique a trabalhar e empatou de falta, com Molina, aos 37.

E logo no começo da segunda etapa, Molina deu com afeto para o esperto Madson virar para 2 a 1.

O Flu foi pra frente, em busca do empate.

Em vão.

Em dois contra-ataques perfeitos, o Santos fez 3 e 4 a 1, com Kléber Pereira, em lances lindos de Neymar e de Madson.

Resta saber quanto tempo mais Parreira precisará para montar um time nas Laranjeiras, diante de tantos fiascos.

O Santos fez a parte dele, com brilho, e voltou a vencer.

No Olímpico, o Grêmio mostrou falta de pontaria no primeiro tempo, a ponto de chutar meia dúzia de vezes por cima e uma na trave, sem que o goleiro Castillo, do Botafogo, precisasse intervir nem sequer uma vez, enquanto Victor teve de defender uma bola chutada, de falta, por Juninho.

Mas 2 a 0 seria pouco para o tricolor pelo que aconteceu nos primeiros 45 minutos.

Jonas, no entanto, no começo do segundo, tratou de fazer justiça, abrindo o placar aos 12.

E, aos 33, foi a vez de Fábio Santos completar o que era mais justo.

Na Arena da Baixada, a primeira grande chance de gol foi do Náutico, com Gilmar perdendo oportunidade imperdível, logo aos 9.

Wallyson, então, resolveu dar o ar de sua graça e fez dois gols, aos 27 e aos 35, no primeiro se antecipando ao zagueiro Vágner Silva para dar um tapa na bola e vencer o goleiro Eduardo.

No segundo, a lambança foi de Asprilla numa dividida com Wesley. A bola sobrou fácil para Wallyson ampliar.

Parecia tudo resolvido, como este blog previra para a indignação de alguns torcedores do Timbu.

Mas só parecia.

Porque Gladstone fez belo gol de fora da área para diminuir, logo aos 2 minutos, e Galatto deu um gol de presente para Anderson Lessa, aos 11, ao salta bola fácil em cobrança de escanteio nos pés do alvi-rubro.

Aí o jogo ficou igual, com chances alternadas até que, aos 37, Anderson Lessa virou o jogo, heroicamente, e o blogueiro que aguente...

Por Juca Kfouri às 17h57

Dia da Tartaruga

Ontem foi o Dia da Tartaruga.

E do aniversário de Rubens Barrichelo, que completou 37 anos.

A piada é tão pronta que não custa lembrar: ele chegou em segundo lugar no GP de Mônaco, hoje.

Felipe Massa, por exemplo, foi o quarto....

Por Juca Kfouri às 14h47

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico