Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

20/06/2009

O jogo só acaba quando termina

O Avaí  saiu vencendo o Fluminense por 2 a 0, na Ressacada, permitiu o empate no segundo tempo, mas, aos 47 minutos, como virou norma neste sábado, fez um golaço, com Léo Gago, de fora da área, ganhou sua primeira partida na Série A e saiu da ZR.

Já o Grêmio, no Olímpico, só empatou 2 a 2 com o Goiás também no último minuto.

Claro que o tricolor gaúcho está com a cabeça no Cruzeiro, na Libertadores.

E manteve uma invencibilidade, em casa, de 23 jogos, que começou logo depois de, em setembro passado, ter perdido, por 2 a 1 para...o Goiás.

E o Coritiba depois que viu o Náutico, nos Aflitos, desperdiçar um pênalti, não teve dúvida diante de tanta gentileza: fez seu gol e voltou para casa feliz da vida.

Sem permitir surpresas no fim do jogo como aconteceu nos outros cinco jogos deste sábado.

A Copa do Brasil, definitivamente, ficou para trás.

Por Juca Kfouri às 20h29

Editorial da 'Folha' de hoje

O bingo dobra a aposta

O BINGO é uma espécie de morto-vivo que ronda a política brasileira.

Às vezes, aparece também para a sociedade, legal ou ilegalmente, mas sempre associado a correntes variadas de infratores.

Agora é a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara que aprova projeto autorizando a volta de bingos, videobingos e videoloterias.

O projeto faz jus à tradição do lobby bingueiro de revestir suas investidas com compensações à sociedade.

As leis que permitiram seu funcionamento, em 1993 e 1998, foram aprovadas sob pretexto de incentivar o esporte e a atividade física.

Desta vez, a Abrabin (Associação Brasileira dos Bingos) e o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) tentam justificar a medica alegando seus benefícios ao Fisco.

Prometem R$ 7 bilhões anuais em impostos, além de royalties mensais: 15% da arrecadação para a saúde, 1% para a cultura e 1% para o esporte.

Propõe-se ainda uma taxa de R$ 20 mil, a ser paga todo mês pelos estabelecimentos ao Ministério da Fazenda ou ao órgão ao qual couber a fiscalização dos bingos.

À parte isso, os defensores da liberação da jogatina chegam ao ridículo de propor um cadastro nacional de viciados em jogo, que seriam proibidos de entrar nos estabelecimentos.

A crônica político-policial dos últimos anos dá fartos exemplos de que a legalização dos bingos é uma contradição nos próprios termos.

Apenas cria uma fachada ideal para a ocultação de atividades ilícitas -da propina ao tráfico de drogas, passando pelos indefectíveis caixas dois de campanhas eleitorais.

Para virar lei, o projeto precisa de aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e do plenário da Câmara, além das comissões e do colegiado do Senado, antes da sanção presidencial.

Há, pois, diversas instâncias para tentar impedir que, uma vez mais, a avidez dos operadores da jogatina se sobreponha ao interesse público.

Nota do blog: Acrescente-se, apenas, que os bingos já derrubaram um ministro do Esporte, no governo FHC, o inefável Rafael Greca, além de terem começado a ruína de José Dirceu, no governo Lula.

Por Juca Kfouri às 18h49

Bugre e Basco

Na Série B, de Basco, e de Bugre, o Guarani ganhou o derby diante da Ponte Preta, na casa do rival, por 1 a 0, e segue na liderança invicta.

Façanha digna de nota!

E, ontem, o Vasco só empatou, em casa, com o Duque de Caxias, sem gols.

Para piorar, Léo Lima deitou falação contra seus companheiros.

Carlos Alberto, suspenso, é claro, não jogou.

A Nau do Almirante deve jogá-los, ambos, ao mar.

Antes que seja tarde.

Por Juca Kfouri às 18h42

Sábado em revista

Dos assuntos deste sábado, Ricardo Gomes no São Paulo é um dos mais relevantes.

Trata-se de alguém de extremo caráter, pessoa da melhor qualidade.

Mas um técnico que pintou muito bem sem se consagrar, o que, é claro, pode acontecer agora.

Por estar tanto tempo fora do Brasil, talvez não tenha sido a melhor aposta, ainda mais que Silas, que conhece tão bem o Morumbi, está por aí.

O empate do Palmeiras na Arena da Baixada, merece algumas considerações:

1. O Atlético Paranaense fazia por merecer a vitória, até porque o gol de Obina, do 1 a 1, foi uma falha imperdoável do goleiro Vinicius, mas o mesmo Obina fez um gol mal anulado e de bicicleta!;

2. O time do Palmeiras jogou por Vanderlei Luxemburgo, coisa digna de nota, o que justifica o empate no final (aos 47), em 2 a 2, no gol de Keirrison depois que Ortigoza quase tinha feito o dele, numa bola que acabou no travessão.

Nada vi das vitórias do Vitória sobre o Botafogo, 4 a 3, e do Santo André sobre o Sport, 2 a 1, ambas também nos minutos derradeiros (aos 48 e aos 44), a não ser os gols .

Mas foram resultados normais, a não ser, é claro, a quantidade de gols no Barradão e o esquisito gol que deu o triunfo ao Ramalhão no ABC.

E, pela Copa das Confederações, o esperado.

A Espanha, com time misto, ganhou da África do Sul, no segundo tempo, por 2 a 0, mas, mesmo assim, com o empate sem gols entre Iraque e Nova Zelândia, os donos da casa estão nas semifinais.

Dunga poderá ter Joel Santana pela frente.

Mamão com açúcar.

Por Juca Kfouri às 18h12

19/06/2009

A Libertadores é tudo! É tudo?

Que a Libertadores é o torneio mais importante do continente ninguém pode negar.

Mas, também, não é tudo na vida.

Precisamos parar com essa mania.

Porque ultimamente ir para a Libertadores é mais importante do que ser campeão brasileiro.

Ficar entre os quatro é o que importa.

A Copa do Brasil só vale por isso, porque vale vaga na Libertadores.

Daí, quem é eliminado dela merece o desterro.

Como Muricy Ramalho.

Que, afinal, não ganhou nada no São Paulo.

Só o tricampeonato brasileiro.

Por Juca Kfouri às 22h32

Impressionante

Ao completar 24 horas no ar, o www.foraluxa.com.br já tem 215 mil visitas.

Por Juca Kfouri às 17h12

Escândalo no Vasco!

Um dos contratos da herança maldita de Eurico Miranda no Vasco é com a Habib's, que estampa sua marca na manga da camisa cruzmaltina.

Mas não só.

A Habib's tem direito também a dezenas de placas no centro de treinamento e em São Januário.

Além de ter a exclusividade para vender seus produtos no estádio.

Além de sua marca no painel das entrevistas coletivas.

Além de ingressos nas arquibancadas e setor VIP.

Além de 30 camisas oficiais mensalmente.

Além de...

E sabe quanto paga por mês?

R$ 25 mil.

Vou repetir: 25 mil reais por mês.

Mais uma vez: 25 mil!!!!! 

E está todo mundo solto...

Em tempo: à época do acordo, dezembro de 2007, Miranda declarou que "muita gente quer saber quanto o Vasco vai ganhar. Mas vai ficar querendo saber por muito tempo. Só posso dizer que o Vasco vai receber muito mais do que o lado financeiro". 

Por Juca Kfouri às 15h14

Errar é humano. Repetir o erro é...

Por RODRIGO FAVERO*

Estávamos em 2004.

O São Paulo acabava de ser eliminado nas semifinais da Libertadores pelo desconhecido Once Caldas, que mais tarde se tornaria o campeão do torneio.

Parte da torcida, inconformada com a eliminação, resolveu achar culpados: o atacante Luis Fabiano e o goleiro Rogério Ceni.

Após uma derrota contra o Palmeiras no Pacaembu, os dois últimos foram crucificados.

Pipoqueiros, amalerões, mercenários.

Alguns torcedores diziam que os dois deveriam deixar o clube, pois não teriam condições de vestir o "manto tricolor".

O tempo passou. No ano seguinte, o mesmo Rogério Ceni levou o São Paulo aos títulos da Libertadores e do Mundial da Fifa.

Luis Fabiano, por sua vez, teve que ser negociado para que o clube tivesse dinheiro para pagar salários dos que ficaram.

Saiu chateado com a torcida, que naquela altura já o considerava um ídolo novamente.

Agora estamos em 2009.

O São Paulo acaba de ser eliminado nas quartas-de-final da Libertadores pelo Cruzeiro.

Parte da torcida, inconformada, já escolheu os principais culpados: o técnico Muricy Ramalho, o meia Hernanes e o atacante Washington.

Os três deveriam ser expulsos, demitidos, excomungados...

Será que os são-paulinos vão cometer o mesmo erro cometido há cinco anos?

Seis meses atrás, Hernanes era o melhor jogador do Brasil.

Muricy, o primeiro e único treinador a conquistar três títulos brasileiros seguidos por um único clube, era reverenciado.

Washington, artilheiro do último Brasileirão e atacante com a maior média de gols da história do torneio, chegou como titular absoluto e ainda é o jogador são-paulino com maior número de gols na temporada.

Todos os torcedores do time, eu incluído, devem parar e pensar.

Que clube conseguiu conquistar tantos títulos seguidos em um período tão curto?

Um dia, a série de vitórias iria acabar. Isso é normal.

Reclamar da qualidade do futebol do time em 2009 é legítimo.

Mas o que foi feito nos últimos quatro anos não pode ser esquecido.

Washington é um bom atacante, goleador e ainda pode ser importante para o time.

Muricy não conseguiu acertar a equipe este ano, mas ainda é um dos melhores treinadores do país, senão o melhor.

Hernanes não está em boa fase, mas já mostrou que é um jogador diferenciado, raro.

Calma, são-paulinos. Não vamos jogar fora grande parte da riqueza que possuímos.

*Rodrigo Favero é jornalista.

Por Juca Kfouri às 15h08

Um destro na esquerda

O  melhor lateral-esquerdo da história do futebol brasileiro, Nilton Santos, a Enciclopédia do Futebol, era destro.

Assim como Marinho, do Botafogo, do São Paulo, da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1974.

Como Júnior, do Flamengo e da Seleção.

Como Andreas Brehme, vice-campeão mundial em 1986 e campeão do mundo em 1990, autor do gol, de pênalti, que deu a vitória à Alemanha na final.

Como Philipp Lahm, o alemão eleito como melhor lateral-esquerdo da Copa do Mundo de 2006.

Ora, a Seleção Brasileira tem dois ótimos laterais-direitos, Maicon e Daniel Alves, e, até agora, nenhum lateral-esquerdo.

Não seria o caso de tentar um dos dois por ali?

Dunga decide, embora ainda tenha o Fábio Aurélio para testar.

Comentário para o Jornal da CNB desta sexta-feira, dia 19 de junho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h02

Página heróica imortal

O São Paulo foi uma decepção no primeiro tempo no Morumbi com muita gente, mais de 52 mil.

E o Cruzeiro cozinhou o rival sem maiores dificuldades.

Como era de se esperar, Kléber foi caçado e sofreu a primeira falta logo aos 6 segundos, de Eduardo Costa.

Aos 30 segundos, ele devolveu, em Renato Silva.

Mas aos 4, 26 e 31 minutos sofreu novas entradas de Renato Silva as duas primeiras e de Eduardo Costa a terceira, o que valeu ao tricolor um justo cartão amarelo.

Que virou vermelho, aos 43, quando o mesmo Eduardo Costa fez uma falta irresponsável em Jonathan.

E isso foi quase tudo que aconteceu nos primeiros 45 minutos, bem a gosto dos mineiros, uai!

Porque chances de gol, na batata, ou no tutu, não houve nenhuma digna de nota.

O São Paulo voltou com Dagoberto no lugar de Washington, que nada tinha feito mesmo.

E com Hernanes no lugar de Júnior César, apagado.

Aos 3 foi a vez de Zé Luiz fazer falta em Kléber.

O sistema defensivo montado por Adílson Batista parecia intransponível.

Frio e calculista, Wagner pontificava no meio de campo cruzeirense, o mais lúcido dos 21 jogadores em campo.

Faltavam 35 minutos.

O São Paulo vivia o drama que o Palmeiras viveu no Uruguai.

O Cruzeiro estava confortável no papel do Nacional.

E mais perigoso.

Kléber, aos 14, faz uma falta burra em Zé Luiz e leva cartão amarelo.

Fazia horas que não acontecia nada no jogo, nervoso, sem dúvida, mas modorrento.

Até que o São Paulo tentou uma blitz na área mineira e esbarrou uma, duas, três vezes num emaranhado de pernas cruzeirenses.

O Cruzeiro tocava a bola e tomava vaia.

E assim, tocando e sendo vaiado, Henrique, aos 21, pegou um tirambaço pela direita e enfiou no ângulo, como se fosse Nelinho.

Wagner, ainda fora de sua melhor forma física, cede o lugar para Jancarlos, aos 22.

O Cruzeiro fazia como o Inter, o Grêmio e o Fluminense e tirava a Libertadores do São Paulo.

Quase Kléber fez 2 a 0 aos 23.

O Cruzeiro voltava a vencer fora de casa.

E, convenhamos, na hora mais certa.

E com toda, rigorosamente toda a justiça, mesmo quando estava 11 contra 11.

As cornetas trombetearão nos ouvidos de Juvenal Juvêncio.

Tiago Heleno entrou no lugar de Jonathan, aos 26 e Bernardo no de Elicarlos, em seguida.

André Lima foi para a vaga de Zé Luiz, aos 30.

A torcida tricolor cantava o hino do clube, que diz, entre outras coisas belas, algo que soava irônico, que "a sua glória vem do passado".

Mas também existe "um grande clube na cidade, tão combatido, jamais vencido!"

Que o diga André Dias que, aos 35, meteu a mão na bola dentro da área, fez o pênalti e foi expulso.

Kléber não perdoou: 2 a 0.

Só se ouvia a voz da gente das Minas Gerais, que está onde sempre esteve, atrás do tricampeonato da Libertadores, como o Grêmio, seu rival nas semifinais, como o São Paulo já é e será por, pelo menos, mais um ano.

O terceiro gol só não saiu porque o Cruzeiro brincou uma vez e porque a trave salvou noutra.

Aos 43, Borges pegou Kléber, e merecia também a expulsão.

Primeiro jogo no Mineirão, segundo no Olímpico, tudo azul na Libertadores.

Do outro lado, Nacional e Estudiantes.

Brasil x Argentina ou Brasil x Uruguai.

Seja quem for o adversário, tem mais a cara de Brasil.

A torcida são paulina variava seu coro entre "vergonha" e "tricampeão".

O primeiro coro não expressava uma verdade, só o segundo.

E a torcida cruzeirense gritava "olé", com mais razão ainda.

Por Juca Kfouri às 23h52

18/06/2009

Noite mosqueteira

Por Juca Kfouri às 19h58

Mamma mia!

Homos, aos 40 do primeiro tempo, fez campeões africanos 1, campeões do mundo 0.

E o Egito segurou a vitória sobre a Itália até o fim, graças ao goleiro e ao travessão.

Imagina se fosse o Brasil que perdesse.

Resta dizer que, ao contrário do escrito na nota sobre o jogo do Brasil, ninguém está classificado no grupo.

E que o Egito está mais perto das semifinais do que a Itália.

Até Buffon foi para a área, como São Marcos ontem, em Montevidéu.

Por Juca Kfouri às 17h22

A pedidos de palmeirenses

Do 'Estado de S.Paulo' de domingo passado

Caro Rivaldo, aqui vai uma sugestão

 

Por UGO GIORGETTI

Caro Rivaldo: você sabe que sou seu admirador confesso.

Até já escrevi sobre você e, sempre que possível, o faço com a maior das satisfações.

Tenho muita saudade do tempo em que você jogava por aqui e fique certo de que você deu grandes alegrias a inúmeros torcedores brasileiros.

Na seleção, a meu ver, você foi o principal jogador na conquista do título de 2002.

 Até hoje a seleção se ressente da sua falta e não encontrou um jogador à altura para, a sua maneira silenciosa e discreta, organizar o time.

Esta semana tive notícias suas pelo jornal, que me deixaram entre satisfeito e surpreendido.

Julgava que você ainda estivesse na Grécia - veja só como sou desinformado - e agora constato que está no Usbequistão.

Minha satisfação com a notícia consiste em saber que você exerce não só a liderança do time em campo, como também a função de consultor da diretoria do seu clube.

A surpresa vem do fato de que, na condição de consultor, você foi o principal articulador da contratação do Felipão e consequentemente de seu deslocamento da Europa para a Ásia.

Você há de me permitir uma certa surpresa nesse episódio, pois creio que, apesar da globalização, apesar de estarmos todos próximos, os lugares ainda não se equivalem inteiramente, e alguém trocar Londres por Tashkent soa, para usar uma expressão execrável, inusitado.

Por isso, Rivaldo, por causa dessa minha deformação pessoal que me inclina sempre para o Ocidente, acredito que uma transferência dessas se deva muito mais aos seus dotes de negociador do que a qualquer outra vantagem.

Quero cumprimentá-lo por isso.

Você já foi treinado pelo Felipão e sabe, mais do que ninguém, das qualidades do homem.

Ocorre que talvez o Felipão não dure muito à frente do Bunyodkor, como, aliás, não durou o Zico, que aí só ficou alguns meses.

E, nesse caso, antevendo que num futuro próximo o mesmo problema surja e que na qualidade de conselheiro da diretoria você tenha de apontar outro nome, peço que você não faça nada, nem um movimento, sem antes me consultar.

Tenho candidato, Rivaldo.

Candidato que você também conhece muito bem e que não posso aqui revelar o nome para não tumultuar o ambiente do clube em que trabalha.

Não sou homem de fazer uma coisa dessas.

Mas estou certo de que o Usbequistão é uma parte do mundo em que uma grande quantidade de torcedores gostaria de vê-lo neste momento.

De qualquer forma, você sabe como a torcida pode ser ingrata e mesmo injusta, por isso não se deixe influenciar por boatos.

Como você sabe, trata-se de homem de extrema fineza, elegante, educado, de vida transparente, que transmite total confiança e cria sempre um ambiente do maior respeito junto a torcedores e, principalmente, jogadores.

É, acima de tudo, um vencedor, treinador arguto, constantemente à frente de analistas e torcedores, com escalação e táticas que muitos insistem em classificar como incompreensíveis, evidentemente por ignorância e falta de conhecimento técnico.

Em suma, caro Rivaldo, um homem que não hesito em recomendar com todas as minhas forças.

Aumente, se possível, a dívida de gratidão que multidões de torcedores brasileiros têm com você!

Leve-o para o Usbequistão!

E pense numa última possibilidade, essa sim digna de um gênio dos mais altos negócios do mundo: leve ele e, em troca, nos devolva o Felipão.

Por Juca Kfouri às 13h42

Passeio em Pretória

Em 11 jogos contra os Estados Unidos, tidos e havidos como grandes pernas-de-pau, a Seleção Brasileira ganhou dez, mas perdeu uma vez, em 1998.

E em sete das vitórias a diferença foi de apenas um gol.

Por três gols, só uma vez e por dois, duas vezes.

Os pernas-de-pau, na verdade, acabaram a primeira Copa do Mundo, em 1930, em terceiro lugar e foram protagonistas de uma das maiores zebras da história das Copas, quando despacharam a Inglaterra, em 1950, em Belo Horizonte.

Zebra do tamanho da estrelada pela Coréia do Norte que eliminou a Itália na Copa de 1966, na Inglaterra, Coréia do Norte que só agora voltará a disputar uma Copa.

Mas foi exatamente por dois gols, de Felipe Melo, aos 7, e de Robinho, aos 20, que o time de Dunga vencia no primeiro tempo, em Pretória.

Um primeiro tempo mais que tranquilo e convincente e que não exigiu nenhuma defesa de Júlio César.

O primeiro gol veio de bola parada, uma falta sofrida pelo lépido Ramires, bem batida por Maicon, na cabeça de Felipe Melo.

E o segundo num contra-ataque fulminante que começou com André Santos na área brasileira, dele para Kaká, de Kaká para Ramires e deste para Robinho fulminar a meta ianque.

A Seleção tinha quatro novivdades: Maicon, que resolve do mesmo modo que Daniel Alves, para dar um descanso ao companheiro;

Miranda, que foi pouco exigido, para poupar Juan;

André Santos, que estreou bem como titular, porque Kléber não dá;

e Ramires, no lugar de Elano, que estará sempre no grupo, mas nem sempre como titular ou, talvez, nunca mais, porque o ex-cruzeirense é mais dinâmico do que ele.

E veio o segundo tempo.

Os americanos não tinham cara de egípcios, mas cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém.

E eles até criaram nos primeiros cinco minutos duas oportunidades como não tinha acontecido no primeiro tempo.

Mas logo a Seleção, embora com freio de mão puxado, retomou o comando e quase marcou duas vezes, até que pegaram Ramires e o os EUA ficaram com dez.

Era tudo que Dunga queria para, descansar o time.

E para golear.

Em linda jogada pela direita, Maicon, Ramires e Kaká triangularam e o lateral, quase sem ângulo, fez 3 a 0.

E Nilmar entrou com Júlio Baptista nos lugares de Luís Fabiano e Kaká, numa atitude correta para ver mais mais dois e poupar os outros dois.

Assim foi também quando Lúcio saiu para Luisão entrar.

Aos 37, contudo, os americanos mandaram um petardo no travessão de Júlio César e, no contra-ataque, Júlio Baptista não soube ampliar.

E, aos 43, outra vez, mas de cabeça, o travessão evitou o primeiro gol norte-americano.

O 3 a 0 ficou de ótimo tamanho.

Sem fuso para atrapalhar e sem confusão, 60% do tempo com a bola nos pés dos brasileiros.

Pela segunda vez na história, três gols de diferença.

Respeito é bom e a gente gosta.

A Seleção está classificada para a semifinal, resta saber se em primeiro ou segundo lugar.

Agora, no domingo, é jogo de cachorro grande, contra a Itália que, à tarde, enfrentará o Egito.

Notas:

Júlio César se fosse um cone, hoje, dava na mesma. Mas não tem culpa disso. Sai do jogo com a nota que entrou: 7;

Maicon foi muito bem e a lateral-direita está resolvida com ele e com Daniel Alves: 8;

Lúcio até driblar driblou: 7,5;

Miranda também jogou com tranquilidade: 7;

André Santos acabou por fazer uma estréia discreta, com atuação mais participativa que Kléber. Mas a lateral-esquerda ainda não tem solução: 6,5;

Gilberto Silva, que bom dizer isso pelo respeito que ele merece e pela pessoa que é, fez sua melhor partida pela Seleção em muuuuuuito tempo: 8;

Felipe Melo foi regular, fez gol, mas tem de ficar no arroz com feijão, porque quando quer enfeitar, se dá mal: 6,5;

Ramires foi o que dele se esperava, pela leveza e talento que tem: 8;

Kaká participou bem do jogo, teve duas ou três belas arrancadas, mas parece, por desgaste, estar com a sintonia fina um pouco desregulada: 7

Robinho foi bem melhor que contra o Egito e fez o estádio sorrir: 7,5;

Luís Fabiano não precisou aparecer e, daí, não apareceu: 6;

Júlio Baptista não é jogador para jogo fácil e não entrou bem: 5;

Nilmar e Luizão participaram pouco pelo pouco tempo e ficam sem nota;

Dunga, novamente, tem motivo para dormir bem e feliz com seus jogadores: 8.

Por Juca Kfouri às 12h49

Veja só, na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

A soberba e a seleção

 

 

Do mesmo modo que os jogadores não aceitam que haja alguém melhor, os jornalistas também não


LUIS FABIANO rejeita que a seleção da Espanha possa ser melhor que a do Brasil.

Uma vitória apertada sobre o Egito vira quase crise, porque onde já se viu ganhar apertado dessa gente sem tradição?

Por mais que os egípcios sejam os campeões africanos e tenham superado nigerianos e camaroneses, de triste memória recente para o nosso futebol olímpico e não olímpico.

E a África é o continente de Drogba, Eto'o, Adebayor.

Não, o Egito não é Honduras, e a família Scolari perdeu para Honduras antes de ganhar o penta.

Como se sabe, aliás, a seleção que ganhou o pentacampeonato não é uma seleção pentacampeã mundial, porque ganhou só aquela Copa do Mundo, em 2002.

Diferentemente da seleção bicampeã de 1958/62, praticamente a mesma.

E, lembremos, tricampeão, jogando, só o Rei Pelé.

Mas as cinco estrelas na camisa amarela fazem com que Luis Fabiano não admita inferioridade nem circunstancial.

Se alguém perguntar a ele sobre os jogadores que começaram a campanha do penta ele nem saberá dizer quem são, como Robinho ignorava a existência de Nilton Santos.

Mas o penta é suficiente para desconhecer méritos em adversários, como se o penta jogasse.

O diabo é que a visão distorcida não é apenas deles, os jogadores.

Porque nós, jornalistas, incorremos no mesmo erro.

Ganhar de pouco do Egito é desonra, como se ainda vivêssemos nos anos 60 -e olha que na última partida contra os egípcios a vitória já foi magra, só 1 a 0, em 1963.

E nem é que não existam mais bobos no futebol, como se diz, porque, na verdade, nunca existiram, tanto quanto nossa soberba insiste em nos autoenganar.

Veja o caso deste jogo contra os Estados Unidos.

Ora, os Estados Unidos, aquele país que só não aceita cerveja quente, hambúrguer frio e derrota no basquete, apesar de terem apanhando no basquete mais do que jamais sonharam.

Não importa que ainda em 1950 os norte-americanos, terceiros no primeiro Mundial, o de 1930, tenham protagonizado uma das maiores zebras da história das Copas do Mundo, ao despachar de volta para a Inglaterra os súditos da rainha, que até então se recusavam a disputar o torneio, orgulhosos de sua inconteste, para eles, superioridade de inventores do esporte... bretão.

Não importa nem mesmo se em 11 jogos contra eles foram, sim, dez vitórias nacionais, mas com uma derrota, e em 1998, além de só três das vitórias terem sido por dois ou mais (três, no caso) gols de diferença. Ou seja, as outras sete foram sempre por apenas um gol.

Por que esperar, prever ou exigir goleada nesta manhã, se a Itália, atual campeã mundial, pois não, suou, e contra dez, para vencer por 3 a 1 esta mesma seleção dos EUA?

Porque sofremos, os jornalistas, da mesma soberba.

Deixamos de ser os melhores, podemos até voltar a ser, mas também não aceitamos, nós e nossas circunstâncias -apenas para lembrar de um espanhol famoso que não se chama nem Xavi nem Fernando Torres, um tal Ortega y Gasset.

Por Juca Kfouri às 12h24

A Seleção joga hoje. E daí?

Flávio Florido/UOL

A Seleção Brasileira joga daqui a pouco, às 11h, contra os Estados Unidos, pela Copa das Confederações.

Dunga esconde, mas deve poupar alguns titulares e testar alguns reservas.

Jogo contra os norte-americanos, em regra, é jogo duro.

Mas o assunto futebolístico de hoje será muito mais os jogos de ontem e desta noite do que o jogo da Seleçâo.

A triste eliminação do Palmeiras da Taça Libertadores ao empatar sem gols com o Nacional, em Montevidéu.

A alegre classificação do Grêmio às semifinais da Libertadores ao empatar sem gols com o Caracas, em Porto Alegre.

O jogo desta noite, em São Paulo, entre São Paulo e Cruzeiro, que indicará exatamente quem enfrentará o Grêmio, o que significa a certeza de que teremos uma equipe brasileira na final da Libertadores.

O São Paulo está com mais jeito de que se dará bem.

E, finalmente, o assunto de hoje é o Corinthians, que ganhou bem do Inter, apesar do sufoco, por 2 a 0, na primeira partida decisiva da Copa do Brasil.

E com direito a gol de Ronaldo, com suspeita de uma irregularidade, pois teria se originado de uma falta cobrada com a bola em movimento por Elias.

Como o Fenômeno diz que gols são seu melhor regime, hoje ele acordará mais magro, com a bola em movimento ou paradinha.

Por Juca Kfouri às 02h02

Noite feliz em Porto Alegre

Também os gremistas comemoraram a derrota do rival e sua passagem à semifinal da Libertadores, ao empatar 0 a 0 com o Caracas.

Nada vi, porque estava no Pacaembu.

Mas imaginava que não seria tão apertado, embora não saiba se foi difícil.

Por Juca Kfouri às 23h53

Noite feliz em São Paulo

Se alguém riscasse um fósforo o Pacaembu explodiria, tamanho o clima de tensão no começo do jogo.

Que tinha uma Fiel feliz com a eliminação do rival Palmeiras e confiante quando viu seu time, logo no primeiro minuto, quase abrir o placar.

Logo o jogo ficou equilibrado.

Guiñazu fazia e desfazia do lado colorado, bem assessorado pelo capeta Taison.

Mas foi Ronaldo quem teve a grande chance, verdade que atrapalhado por Lauro, mas dessas que não se perde e que o Inter respondeu na hora, com William salvando a pátria corintiana.

Que tinha em Alessandro, em Cristian e em Jorge Henrique suas  peças mais brilhantes.

E foi Jorge Henrique quem passou para Marcelo Oliveira (uma inteligente idéia de Mano Menezes) ir à linha fundo e devolver para ele fazer um golaço, daqueles de estufar a rede e desafogar a garganta do torcedor.

O Corinthians estava na frente e assim ficou até o intervalo.

Só um jogador não merecia voltar para o segundo tempo: Douglas, que parecia não entender onde estava, o que havia em jogo, essas coisas.

Mas ele voltou, como todos os demais.

E 37 mil trcedores viram Elias tocar rapidamente para Ronaldo que deixou Índio querendo sua mãe com um drible seco e fuzilou para fazer 2 a 0.

Como no Paulistinha, na hora agá, ele apareceu.

E sabe aquele gol que Andrezinho fez para eliminar o Flamengo no último minuto no Beira-Rio?

Pois Felipe evitou que ele o marcasse de novo, aos 17 no Pacaembu.

Felipe que já tinha tirado de Taison uma bela oportunidade, embora o colorado tenha adiantado a bola.

O gol colorado parecia maduro, embora também Jorge Henrique tenha exigido uma boa intervenção de Lauro.

E Boquita foi chamado para o lugar de Dentinho, como Leandrão, sem condições, estava em campo no lugar de Alecsandro.

A entrega dos dois times chegava a ser comovente.

E, aos 28, Taison permitiu uma defesa a Felipe que ele não poderia ter permitido, cara a cara.

Sandro saiu, Giuliano entrou.

Felipe salvou mais uma, de Guiñazu, pela esquerda.

Sim, o Inter fazia por merecer seu gol e mostrava ao Corinthians, em São Paulo e desfalcado, o sufoco que será em Porto Alegre.

Leandrão pega Boquita e é expulso, com correção..

A situação colorada se complicava muito.

Mas se a Fiel não parava, Taison, por exemplo, também não.

Marcelo Oliveira muito aplaudido, com justiça, saiu para entrar Diego e Andrezinho saiu para Glydson entrar.

O Inter não desistia e o Corinthians não conseguia se aproveitar da vantagem.

E Heber Roberto Lopes evitava dar cartões para os corintianos pendurados, como Chicão, que fez por merecer.

Diferentemente do ano passado, no Recife, se o Corinthians perder por 2 a 0 não perde o título, pois vai aos pênaltis.

Souza entrou, no lugar do melhor do Timão, Jorge Henrique,  e, de cara, tomou o terceiro cartão e está fora do jogo final.

Não chega a ser um problema.

O Corinthians conseguiu uma belíssima vitória, embora o Inter merecesse melhor sorte. 

Por Juca Kfouri às 23h46

17/06/2009

Um drama em Montevidéu

Tudo que não aconteceu no primeiro tempo entre Nacional e Palmeiras ficou para o segundo tempo.

Verdade que, no primeiro, houve um pênalti não marcado para cada lado, que, se convertidos, dariam a chance de o Palmeiras se classificar exatamente nos pênaltis.

Mas o segundo tempo foi dramático.

Obina perdeu dois gols impossíveis, Garcia perdeu mais um e nos segundos finais, com Marcos na área uruguaia, teve bola salva na linha fatal.

Mas não deu.

O Nacional é semifinalista da Libertadores.

Os milagres de São Marcos e Cleiton Xavier, desta vez, não deram o ar de sua graça.

Por Juca Kfouri às 21h14

Foi pouco

A África do Sul acaba de ganhar da Nova Zelândia por 2 a 0 pela Copa das Confederações.

O desafio agora, para os donos da casa, é perder de pouco para a Espanha e torcer para que o Iraque não ganhe por mais gols da Nova Zelândia.

Coisa que, por sinal, os sul-africanos tiveram diversas chances para fazer e não aproveitaram.

Por Juca Kfouri às 17h29

Sem blablablá

Publiquei em minha coluna na "Folha de S.Paulo" na última segunda-feira, e aqui neste blog, a informação de que um grupo de franqueados do Instituto Wanderley Luxemburgo estava de saída por quebra de contrato de exclusividade.

Publiquei sem emitir uma só opinião, a não ser a do advogado que comanda a causa e assina o que você lerá a seguir.

Porque há um blablablá interminável no blog  da outra parte, em que se pretende negar a informação corretamente publicada. 

"Durante toda a operação com o IWL, desde sua fundação, o CPED – COMPANHIA PANAMERICANA DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA , detentora de seis unidades de franquias do IWL, tentou, por diversas vezes, minimizar e solucionar os problemas do IWL, pois não há interesse algum desta empresa em prejudicar a relação do IWL e seus franqueados.

Mas, acreditando que possuiam capacidade gerencial, os gestores do IWL não só colocaram em risco o próprio negócio como também a dos franqueados, motivo pelo qual muitas franquias fecharam.

Não haveria interesse em prejudicar a imagem do franqueador, ainda mais sendo o CPED franqueado, pois o que abala a imagem do franqueador certamente faz com que haja redução nas vendas e consequências maléficas ao negócio do franqueado.

O que houve foi um desrespeito por parte da gerência do IWL em relação ao negócio, o que pode ser corroborado pela redução significativa do número de alunos e unidades.

Falseam a verdade quando afirmam que conflito entre as partes se encontra em discussão perante o Poder Judiciário, nos processos nºs 2008.228057-0 .

Trata-se de uma ação de prestação de contas distribuida por CPED pois o IWL não é transparente nos pagamentos, nem com franqueados nem com professores.

Recebiam os valores dos alunos e não repassavam às unidades franqueadas.

Tendo em vista isso, o CPED distribuiu junto a 9ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo/SP)a ação 2009.120154-3 ação consignatória, depositando em juizo os valores pagos pelos alunos, retendo o valor da franquia, pois o franqueador além de não prestar contas retinha o dinheiro para sua operação, financiando-se com os recursos da rede franqueada.

De fato outros dois processos foram formulados pelo CPED a fim de discutir questões relativas à exclusividade territorial e o abandono parcial do sistema de transmissão por satélite, na tentativa de sensibilizar o franqueador a resolver os problemas.

Mas, dados os fatos, os gestores do CPED resolveram por bem não mais insistir nos negócios com IWL, e por isso desistiram das ações 2009.120153-0 na 5ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo e nº 2009.125095-3 em trâmite 1ª Vara Cível do Foro Central da Comarca de São Paulo/SP, que discutiam questões pontuais.

E resolveram encerrar as atividades com IWL, numa única ação.

São infundadas as alegações de que o CPED reiteradamente descumpriu os contratos de franquia firmados, escondendo informações sobre o número de alunos matriculados em cada unidade.

A questão é que o sistema RT1, do IWL, possuia erros que não permitia a alteração de dados básicos, e só poderiam ser alterados pelos poucos funcionários internos do franqueador, que por questões de custo foram sendo sempre reduzidos.

Acredita-se que o IWL utilizava tal mecanismo para desmotivar os franqueados a fim de que se tornassem inadimplentes, propiciando o descredenciamento, já que o IWL estava procurando parceria com a rede EADCON e CASTELO BRANCO, e tal superposição feriria os interesses dos franqueados.

O CPED, a fim de não se tornar inadimplente, depositou os valores em juízo.

Infundada as alegações, portanto, de obstrução pelo CPED do gerenciamento do fluxo de caixa pelo franqueador.

E o IWL, por desconhecimento e falta de capacidade gerencial, fez com que os franqueados utilizassem sistemas próprios de gestão, tal qual o desenvolvido pelo CPED.

O CPED, precisando divulgar os cursos, e em sendo a webpage do franqueador de baixa qualidade durante muito tempo, jamais violou os contratos de franquia ao manter site na internet com conteúdo e layout muito similar ao do IWL (http://www.esporteecultura.com.br/ ), pois o material grafico remetia a esse site.

Do mesmo modo, quando se deu , em Curitiba, o I CONGRESSO INTERNACIONAL IWL, as inscrições foram realizadas por esse site.

Jamais algo fora feito sem o conhecimento do franqueador.

Aliás, o site esporteecultura só mostra os produtos vendidos pelas unidades CPED, franqueadas do IWL, até hoje.

Não há configuração de crime de concorrência desleal, conforme preceitos da Lei nº 9.279/96, em seu art. 195., até mesmo porque até dia 30 de junho de 2009 as unidades CPED continuam sendo unidades franqueadas do IWL. 

Em relação ao alegado, há contrato de exclusividade com as franquias, conforme pode se observar nos contratos.

E as franquias vão fechar sim, no próximo dia 30.

Confira as claúsulas de exclusividade:

Esclareço que todos os contratos de franquia firmados pelo CPED – COMPANHIA PANAMERICANA DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA com o INSTITUTO WANDERLEY LUXEMBURGO LTDA. prevêem em sua cláusula 1.4. que:

"O Franqueador não poderá durante o prazo de vigência deste Contrato, outorgar outra Franquia para a mesma Base Territorial, mediante prévia e expressa autorização do Franqueado."

A Base Territorial concedida ao franqueado, no caso o CPED, é definida na cláusula 1.3. de cada um dos seis contratos de franquia firmados pelas partes. O contrato que prevê a operação da unidade de Curitiba, por exemplo, assim dispõe:

"A Base Territorial desta Franquia é a cidade de Curitiba, como base, abrangendo também as cidades de Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Campo Magro, Colombo, Contenda, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Mandirituba, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Rio Branco do Sul, São José dos Pinhais e Turnas do Paraná, ficando a critério do Franqueado a abertura de Franquias, durante a vigência deste contrato, nas demais regiões de sua Base Territorial."

O objetivo das cláusulas contratuais acima citadas, por óbvio, é garantir ao Franqueado que o Franqueador não concederá a outras empresas o direito de retransmitir os cursos IWL em sua "Base Territorial".

Atenciosamente"

Hélcio Kroenberg, advogado.

Por Juca Kfouri às 15h48

Espanha ganha na maciota

Tão desgastada como a Seleção Brasileira, a espanhola jogou com freio de mão puxado diante da forte retranca iraquiana pela Copa das Confederações .

E ganhou só de 1 a 0, com gol apenas no segundo tempo, aos 9, em cruzamento que David Villa aproveitou de cabeça.

A Espanha descansou o que pôde, permanentemente com a bola nos pés e sem correr o menor risco, para garantir sua classificação à semifinal.

Mas se, em vez dos campeões da Europa, tivesse sido uma vitória igual dos campeões da América, estaríamos chiando uma barbaridade.

Por Juca Kfouri às 12h50

Uma gelada quarta-feira quentíssima

 Três jogos movimentam quatro times brasileiros nesta quarta-feira gelada na temperatura, quentíssima no gramado.

Tudo começa bem ao sul, às 19h20, em Montevidéu, no Uruguai, com Nacional e Palmeiras em clima de decisão na Libertadores.

Quem ganhar será semifinalista do torneio mais importante do continente.

Empate sem gols classifica os uruguaios.

Empate 1 a 1 leva a decisão para a marca dos pênaltis e acima disso classifica o time nacional, mas o brasileiro.

A noite continua às 21h50, em Porto Alegre, com Grêmio e Caracas, também para decidir um semifinalista da Libertadores.

Quem ganhar leva, empate sem gols classifica o Grêmio, empate 1 a 1 vai para os pênaltis e acima disso, caraca!, classifica o time venezuelano.

O blog não tem dúvidas sobre a classificação do time gaúcho, mas teme, e muito, pela sorte do time paulista.

E a noite termina em São Paulo, também às 21h50, com Corinthians e Inter, no Pacaembu, no primeiro jogo que decidirá a Copa do Brasil, que vale vaga para a Libertadores do ano que vem, ano do centenário do Corinthians, como este ano é o do Inter.

Jogo em que o Corinthians tem ligeiro favoritismo, pois joga em casa e bem mais completo que o Inter.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 17 de junho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h02

Tentativa de intimidar

 Os Pulhas Querem Censura!

Por ALBERTO MURRAY NETO

Hoje meu Escritório de Advocacia em São Paulo recebeu uma carta da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, do Rio de Janeiro, solicitando que a pessoa jurídica destinatária da missiva informe "os dados cadastrais do criador do blog www.albertomurray.wordpress.com, bem como , IP utilizado para sua criação, o qual, encontra-se hospedado no domínio prmurray.com.br".

 

 O Ofício, assinado pela Exa. Delegada Titular Dra. Helen Sardenberg, diz, ainda, que os dados devem ser encaminhados "na brevidade possível, com o fito de instruir investigação em andamento." A Delegacia em questão está localizada na Rua Professor Clementino Fraga, Nº 77, Cidade Nova, Rio de Janeiro, cep número 20230-250. O procedimento leva o número 218-00299/2009.

Ao receber a tal carta em minha mãos, estranhei.

Veio postada em um envelope velho, desses de papelaria, com letra feita à mão, quase ilegível, sem o timbre oficial da Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro.

Ora, se o Rio não tem dinheiro nem para confeccionar envelopes apropriados para que os seus servidores possam trabalhar, como querem sediar uma Olimpíada?

O envelope era surrado, vergonhoso.

Mas Nem tão surrada e podre como são as almas daqueles que protocolaram essa representação.

Ainda não sei a origem do processo, embora não seja difícil imaginar.

Já pedi que verifiquem.

O grave não é procedimento investigatório em si.

Mas o fato de ainda existir no Brasil gente apoderada que, com síndrome de pequenos deuses, recorrerem às autoridades policiais para tentar impedir a liberdade de expressão.

Quem ingressou com essa represeNtação, ou é burro, ou cínico.

Ou as duas coisas juntas.

Burro porque este Blog não comete crime algum.

O Blog tem autor declarado, com endereço certo, assim como centenas, talvez milhares de outros Blogs sérios que também são críticos da administração desportiva e olímpica do Brasil.

Está hospedado, com muita honra, em um dos portais esportivos mais visitados e respeitados da nação, da excelente rede ESPN.

Portanto, o caminho legal que os pusilânimes encontraram para tentar me calar é juridicamente tosco.

Cínicos são eles porque pedem "meus dados cadastrais", como se não soubesessem ser eu, Alberto Murray Neto, o autor de todos os posts por mim subscritos.

Basta clicar no SOBRE, que lá encontrarão (como se ainda não os tivessem) todos os dados a meu respeito.

Se algum dos covardes que protocolaram a representação sentem-se atingidos pelos meus escritos (e vestem a carapuça), que me processem nas esferas que julgar cabíveis.

Entretanto, tentar tirar do ar um veículo de comunicação pelo simples fato de discordar de suas idéias, é atitude típica de um Hitler travestido de dirigente.

Hoje começam tentando retirar Blogs do ar.

Amanhã, se não houver reação, cancelam credenciais de jornalistas.

Daí a cometer um ato de agressão física, torura, será um passo.

Por isso esse tipo de gente deve ser combatida de início, com veemência.

Eu sou advogado. Estou acostumadíssimo com os meandros da Justiça, intimações, notificações, processos, oficios e quetais.

Por isso, essa tentativa ardil de calar-me não me assusta.

Estou preparadíssimo para enfrentar essa gente, incluindo, mas não se limitando, aos Tribunais.

Felizmente, este Blog tem sido lido no Brasil inteiro e em muitos outros Países.

Tenho notícias de que posts aqui escritos são traduzidos e, democraticamente, distribuídos no exterior.

Sei que as verdades nele contidas incomodam os Hitlers de plantão e o seu bando de aduladores.

Não escrevo com o inuito de incomodar ninguém, mas de falar a verdade, opinar, colocar na rede aquilo que penso.

Se alguns sentem-se atingidos por este Blog, lamento.

Talvez valha uma reflexão por parte deles, que os faça mudar, senão de idéias e ideias, que seja, pelo menos, de País, para nos deixar viver em um lugar melhor.

Eu não me escondo atrás de consórcios, de empresas de marketing, agências de viagens, empresas vendedoras de bilhetes, corretoras de seguro e outras sociedades que gravitam, cinicamente, em torno do poder.

Quem escreve aqui sou eu, Alberto Murray Neto, prontinho para continuar brigando contra todas as mazelas que assolam o esporte do Brasil, sem temer cara de bandido.

O que os canalhas estão tentando fazer é muito sério.

Não por ser eu o objeto da representação. Isso é realmente o de menos. Mas é muito grave, sim, nos nossos dias, um grupelho de farisaicos, que carrega a tocha da hipocrisia, tentar emudecer vozes contrárias aos seus interesses.

Obrigado a todos aqueles que já se manifestaram em solidariedade a mim e a este Blog.

Notícia desse fato será dado ao Ministério Público Federal, que instaurou a Portaria Nº 117/2009.

http://albertomurray.wordpress.com/

Nota deste blog: Trata-se de mais uma clara, vã e burra tentativa de intimidação.

Eu, que não sou advogado, estou cansado de saber que delegacias de repressão a crimes de informática nada têm a ver com eventuais ações por delitos de opinião.

Crimes de informática têm a ver com pedofilia, ameaças, espionagem etc.

É lamentável que delegados de polícia, com tanta coisa para fazer, aceitem perder seu tempo com coisas desse tipo.

Por Juca Kfouri às 23h00

16/06/2009

Para o Conselho do Galo pensar antes de dormir

ANÁLISE DA PROPOSTA DE PRORROGAÇÃO DO CONTRATO DE ARRENDAMENTO DO SHOPPING DIAMOND MALL

Por HENRIQUE CAMPOS

Este trabalho visa analisar em números a proposta de prorrogação do contrato de arrendamento do Shopping Diamond Mall.

Para isso foram projetadas, em valores presentes, por período, as rendas às quais o Clube Atlético Mineiro tem direito, pelo contrato atual e pelo possível novo contrato.

De acordo com o contrato atual, o Clube Atlético Mineiro recebe mensalmente uma renda de R$ 356.445,67 ou 15% do faturamento do Shopping, o que for maior. O novo contrato propõe uma renda mensal de R$ 450.000,00 ou 15% do faturamento do Shopping, o que for maior.

Para o efeito de análise, desconsideramos o valor de 15% do faturamento e assumimos como contrato atual R$ 356.445,67 e como contrato proposto R$ 450.000,00. Isso por que os 15% não são conhecidos, mas são iguais nos dois contratos. Por exemplo, se o Shopping faturasse R$ 1.000.000,00 mensais, 15% disso equivalem a R$ 150.000,00, porém, pelo contrato atual, o Atlético recebe R$ 356.445,67 enquanto pelo contrato proposto o Clube receberia R$ 450.000,00. Por outro lado, se o Shopping faturasse R$ 10.000.000,00 mensais, o Galo receberia R$ 1.500.000,00 por mês (15%), tanto no contrato atual como no novo contrato proposto. Portanto, quanto maior o faturamento do Shopping, mais vantajoso é o contrato atual em relação ao novo contrato proposto.

De qualquer forma, a análise do contrato atual e do contrato proposto foram analisados utilizando-se de critérios iguais e compatíveis com o que foi apresentado pelo Clube.

As projeções são apresentadas na tabela abaixo e comentadas em seguida.

PERIODO

 

CONTRATO ATUAL

CONTRATO PROPOSTO

DIFERENCA

 

MENSAL

356.445,67

1.000.000,00

643.554,33

2009 - 2012

ANUAL

4.277.348,04

12.000.000,00

7.722.651,96

 

SUB-TOTAL

12.832.044,12

36.000.000,00

23.167.955,88

 

MENSAL

356.445,67

450.000,00

93.554,33

2013 - 2027

ANUAL

4.277.348,04

5.400.000,00

1.122.651,96

 

SUB-TOTAL

59.882.872,56

75.600.000,00

15.717.127,44

 

MENSAL

2.376.304,47

450.000,00

-1.926.304,47

2027 - 2041 (cenário 1)

ANUAL

28.515.653,60

5.400.000,00

-23.115.653,60

 

SUB-TOTAL

427.734.804,00

81.000.000,00

-346.734.804,00

TOTAL (cenário 1)

 

500.449.720,68

192.600.000,00

-307.849.720,68

 

MENSAL

3.000.000,00

450.000,00

-2.550.000,00

2027 - 2041 (cenário 2)

ANUAL

36.000.000,00

5.400.000,00

-30.600.000,00

 

SUB-TOTAL

540.000.000,00

81.000.000,00

-459.000.000,00

TOTAL (cenário 2)

 

612.714.916,68

192.600.000,00

-420.114.916,68

De acordo com o novo contrato proposto, o Clube Atlético Mineiro receberia luvas de R$ 16.500.000,00 divididas em 30 parcelas, além de aumentar o piso mínimo mensal para R$ 450.000,00.

Neste período, o novo contrato proposto elevaria o faturamento do Clube em R$ 7.722.651,96 anuais. É sem dúvida nenhuma um bom incremento nas finanças do Atlético, porém este incremento é de curto prazo e deixa de existir em 3 anos. Além disso, há de se questionar onde essa quantia será aplicada.

Se os R$ 7.722.651,96 anuais forem utilizados para investir no time profissional, o risco é altíssimo. Este montante seria utilizado para pagar salários e formar um bom time, porém em 3 anos a "festa" acaba e a dura realidade financeira do Clube volta à tona.

Por outro lado, se esses valores forem utilizados visando o saneamento do clube, na renegociação e amortização das dívidas, com certeza, esse montante seria excelente para o Galo, porém, novamente por apenas 3 anos.

2013 – 2027

Nos 14 anos seguintes, temos a diferença entre os contratos cai consideravelmente. O novo contrato traria ao clube um incremento anual de apenas R$ 1.122.651,96 nas suas receitas. Se focarmos apenas na comparação entre o contrato atual e o novo contrato proposto, a diferença pode parecer significativa, pois representa um incremento de 26% em favor do novo contrato. Mas, se formos analisar esta diferença na dimensão do Clube Atlético Mineiro, cujo faturamento anual gira em torno de R$ 60.000.000,00 atualmente, o novo contrato produziria um incremento de menos de 2% na renda anual do Atlético. R$ 1.122.651,96 anuais são insignificantes para a dimensão do Clube Atlético Mineiro.

2027 – 2041

O contrato de arrendamento atual vence em 2027, quando o Clube Atlético Mineiro passa a ser 100% dono do Shopping. Podemos traçar 2 cenários base para analisar este período.

Cenário 1: Considerando que 15% do faturamento equivalem a R$ 356.445,67, 100% do faturamento são R$ 2.376.304,47 mensais, ou R$ 28.515.653,60 anuais.

Cenário 2: Considerando que 15% do faturamento equivalem a R$ 450.000,00, 100% do faturamento são R$ 3.000.000,00 mensais, ou R$ 36.000.000,00 anuais.

O novo contrato propõe mais 15 anos de arrendamento. Neste período, o Clube continuaria então recebendo os mesmos valores do período anterior, ou seja, R$ 450.000,00 mensais, ou R$ 5.400.000,00 anuais.

Neste período a desvantagem do negócio para o Clube é evidenciada e extremamente significativa. Durante esses 15 anos, as receitas totais do clube, que poderiam ser de até R$ 96.000.000,00 anuais (considerando o faturamento atual de aproximadamente R$ 60.000.000,00) seriam de apenas R$ 65.400.000,00 anuais.

TOTAL

Analisando o período total proposto pelo novo contrato, de 2009 a 2041, vimos uma perda de mais de 60% para os cofres do clube.

Enquanto no contrato atual as projeções são de um faturamento total de pelo menos R$ 500 milhões (cenário 1), podendo chegar a R$ 600 milhões (cenário 2), pelo novo contrato proposto, este faturamento cairia para R$ 190 milhões.

CONCLUSÃO

De acordo com os números analisados, todos eles baseados em valores presentes, fica evidente que o Clube Atlético Mineiro seria bastante beneficiado no curto prazo com o novo contrato. Nos próximos 3 anos a entidade teria um ganho considerável. Porém, nos 29 anos seguintes as perdas do contrato são alarmantes. No período total analisado, o Clube teria uma perda de no mínimo 62% em seu faturamento.

O Clube Atlético Mineiro tem que ser planejado e administrado com o foco na sustentabilidade de longo prazo.

De um lado temos o contrato atual, onde teremos mais 17 anos de dificuldades financeiras e em seguida a redenção financeira do Clube.

Do outro temos o novo contrato proposto, onde teremos 3 anos de relativa bonança e mais 29 anos com as dificuldades financeiras de volta ao Clube.

Fica evidenciado que o novo contrato proposto pela Multiplan está longe de ser um bom negócio para o Clube Atlético Mineiro, muito pelo contrário, o novo contrato seria um péssimo negócio.

Esta decisão mexe com a estrutura financeira do Clube Atlético Mineiro nos próximos 32 anos e com a vida de 10 milhões de atleticanos nesse período. A geração que viu o Galo dos anos 80 viverá esse período de alguma forma impactada, positiva ou negativamente, pela decisão a ser tomada nesses próximos dias pelos dirigentes do Clube. É uma decisão de grande responsabilidade e deve ser analisada, pensando única e exclusivamente no Clube Atlético Mineiro e nos atleticanos espalhados pelo mundo. Qualquer precipitação e ou falha de avaliação pode ser fatal.

Como nosso presidente fala, e com toda razão, não estamos atrás de migalhas! O Clube Atlético Mineiro é gigante e é viável economicamente, desde que bem administrado!

O presidente Kalil está fazendo um grande trabalho a frente do Galo, mesmo com todas as dificuldades financeiras que o Clube enfrenta no presente. Este trabalho será recompensado no futuro! O Atlético tem que ser um gigante com força financeira no longo prazo e não apenas nos próximos 3 anos!

RESPONSABILIDADE! Esta é a palavra de ordem para os que vão decidir o futuro do Galo!

2009 – 2012

Por Juca Kfouri às 18h19

Desperta, Galo!

Por LUÍS FELIPE TOLENTINO*

O Galo, como se sabe, lidera o Campeonato Brasileiro.

O presidente Alexandre Kalil, a bem da verdade, é bem mais atleticano que os últimos quatro presidentes que por lá passaram, mas está se curvando diante da necessidade de fazer caixa em tempos de vacas magras.

O maior patrimônio imobilizado do clube, o Shopping Diamond Mall, por meio do consórcio Multiplan (Barra Shopping, Pátio Savassi, BH Shopping) quer prorrogar o contrato de comodato com o clube por mais 12 anos, pois é o empreendimento administrado por eles de maior rentabilidade.

O conselho do Atlético irá se reunir nesta quarta-feira para votar uma proposta de prorrogação desse contrato.

Extraoficialmente o grupo está oferecendo uma quantia em torno de 40 milhões de reais para quitar uma dívida reconhecida no período de 1996 até o ano de 2009 de 25 milhões de reais e ainda dentro desses 40 milhões prorrogar o contrato para 2035. 

Ora, quem trabalha com locação de imóveis sabe bem que o rendimento considerado no mercado de aluguéis está na faixa de 1% a mês e se o imóvel tem valor de mercado de mais ou menos uns 300 milhões, por estar localizado numa zona nobre de BH, o rendimento seria da ordem de 3 milhões de reais por mês e não 400 mil que o grupo paga ao clube.

O Atlético poderá deixar de ganhar em torno de 200 milhões se aceitar a oferta da Multiplan.

A verdade é que na carência de recursos toda oferta passa a ser importante e isso tira o foco da administração séria que todos querem para o clube.

O conselho precisa de tempo e prudência para aprovar ou não a proposta. Nada a toque de caixa, pois poderemos estar entregando a galinha dos ovos de ouro, ou seja, a redenção financeira do clube.

Luís Felipe Tolentino foi candidato à segunda vice-presidência do Galo em 2006 na chapa presidida pelo economista Cézar Manoel de Medeiros.

Por Juca Kfouri às 13h48

23 anos em sete segundos

Daqui a pouco acontecerá, em São Paulo, a pré-estréia, só para convidados, do documentário "23 anos em sete segundos", que tem como um dos diretores o premiado diretor Julinho Xavier e como tema o jogo entre Corinthians e Ponte Preta que, em outubro de 1977, decretou o fim do jejum de títulos corintiano.

O filme é o primeiro de quatro da Fox Filmes e produzido pela produtora Canal Azul.

Os outros três serão sobre o tetracampeonato brasileiro do Corinthians, sobre o centenário do alvinegro e sobre o primeiro Mundial de Clubes da Fifa.

Este que deve estar nos cinemas a partir de 26 deste mês e nas videolocadoras já em julho, tem 80 minutos, uma série de depoimentos interessantes e até pega Robério de Ogum na mentira, pois sua versão de que achou, ao lado de Vicente Matheus, um sapo enterrado no Parque São Jorge é negada pela viúva do ex-presidente corintiano, Marlene.

Mas o ponto alto são imagens inéditas do jogo, gravadas ao nível do gramado, por uma equipe de Amauri Júnior para um projeto que acabou não vingando e que foi doado à Cinemateca e lá descoberto pelos produtores do documentário.

Há ângulos nunca vistos, por exemplo, da comemoração de Basílio, o autor do gol da libertação, junto à bandeirinha de escanteio do Morumbi, que são de arrepiar a alma corintiana.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 16 de junho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Assista ao trailer do filme:

Por Juca Kfouri às 01h25

15/06/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h12

Pelas múmias do Egito!

Para aumentar a preocupação da Fifa com a lotação dos estádios sul africanos, a Seleção Brasileira jogou em Bloemfontein num estádio cheio de lugares vazios, embora com mais gente que na partida de ontem, da Espanha -- apenas 21 mil torcedores.

Também pudera: o preço dos ingressos é extorsivo para os padrões locais, como acontecerá no Brasil, em 2014, a menos que a Fifa aprenda a lição e ou cobre menos ou abra espaços gratuitos, como já quer fazer por lá.

Mas Brasil e Egito fizeram um jogo agradável de ver, porque sem maiores preocupações defensivas, como é habitual entre as seleções africanas.

E o gramado mais parecia um tapete.

Chato, apenas, e demais, é o som permanente das cornetas (vuvuzelas) que fazem partem do estilo de torcer dos sul-africanos, pior que os apitos usados por aqui, entre outros motivos por que, aqui, só são usados quando a bola está no pé do adversário.

Logo de cara, aos 5, Kaká recebeu de Daniel Alves, deu dois balõezinhos na zaga egípcia e fez 1 a 0, num belo gol, mas típico da ingenuidade dos zagueiros daquele lado do mundo.

Quem imaginou que a Seleção repetiria o que os espanhóis fizeram se enganou porque, em seguida, o Egito desceu pela zona de Kléber, só para variar, e do cruzamento resultou o gol de empate, de Zidan, de cabeça.

Menos mal que não demorou muito e Elano bateu falta na cabeça de Luís Fabiano para fazer 2 a 1, aos 12.

Como, aos 37, Elano bateu escanteio pela direita e Juan subiu mais que a zaga para fazer 3 a 1, o que já permitia sonhar com uma goleada, ao natural.

Se bem que sempre que os egípcios atacavam levavam um certo perigo ao gol brasileiro.

E assim, nesse ritmo agradável, começou o segundo tempo, com o time de Dunga às vezes lembrando o de Parreira, tocando bola.

Em dois minutos, no entanto, o time de Dunga pareceu o de Cuca, e tomou dois gols, aos 8 e aos 9, pelo meio da zaga brasileira, belos chutes de Shawky e, de novo, Zidan.

O Egito era a Espanha...

Ou o Uruguai, mas fazendo gols, impossíveis de ser evitados por Júlio César.

E o Brasil com três volantes.

 

O que parecia resolvido, ficou complicado, porque os egípcios queriam mais e jogavam mais no ataque que o time nacional.

O que tornou o jogo ainda mais interessante de se ver.

Aos 17, Ramires entrou no lugar de Elano e Pato no do desaparecido Robinho.

Mas foram necessários mais 15 minutos para que o time brasileiro ameaçasse, com Kaká, aos 32.

E os egípcios eram mais perigosos, acredite se quiser.

Aos 37, Kléber saiu e entrou André Santos.

Aos 43, Lúcio pegou um cruzamento e o zagueiro egípcio salvou na linha fatal, com o braço.

Pênalti e cartão vermelho.

Kaká bateu e salvou a pátria: 4 a 3.

Seja como for, Mamãe África sorri.

Não há mais bobos no futebol...

 

Notas:

Júlio César teve uma tarde rara, de goleiro normal, embora sem culpa nos gols: 6;

Daniel Alves esteve bem no apoio, mas despencou com o resto da defesa: 5;

A dupla Lúcio e Juan, desta vez, ficou devendo, e muito. Pelo gol de Juan e pelo pênalti que Lúcio causou a nota de ambos é 5;

Kléber não é o cara, definitivamente: 3;

André Santos sem tempo e sem nota.

Três volantes, Gilberto Silva, Felipe Melo e Elano, três gols: Elano, que saiu foi o melhor, nota 5; Felipe fica com 4 e Gilberto com 3;

Ramires deu mais dinâmica ao time: 6;

Kaká começou bem, continuou mal e terminou batendo muito bem o pênalti da vitória: 6;

Robinho foi mal o tempo inteiro: 3;

Pato não foi melhor: 3;

Luís Fabiano fez , mais ou menos, sua parte: 6

Dunga não dormirá nesta noite, pelos três gols sofridos e pela atitude pouco positiva do time: 5.

 

Por Juca Kfouri às 12h52

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Atos secretos do futebol 

 

Faces da mesma moeda, o que acontece no Senado Federal não é nada diferente do que ocorre no futebol

 

NÃO É só no Senado Federal que proliferam atos secretos.

Também no futebol há gestos encobertos que demoram para ser revelados plenamente.

Adivinhe quem é o autor do texto publicado nesta Folha em 5 de julho de 2002:

"Veja o penta. O futebol brasileiro, maior alegria do nosso povo, foi massacrado e desmoralizado nesses dois anos. Os jogadores não prestavam, só queriam saber de dinheiro; os dirigentes eram bandidos; os times, falidos e acabados. O governo só estimulava o refrão negativo de moralizar o futebol. Essa gente, assim tratada, sai, vence todas as partidas, joga como nunca jogou e volta ao Brasil dando orgulho e alegria ao povo. "A Copa é nossa!" "O penta é nosso!" Explodiu no Brasil inteiro a alegria do povo brasileiro. Jogadores, técnico, dirigentes e a CBF vestiram a camisa e cobriram-se com a bandeira nacional. Não eram os mercadores de que os acusavam. Ricardo Teixeira venceu a tempestade, e a família Scolari desfila com seus meninos travessos dando cambalhotas nas rampas do Planalto."


Adivinhou?

O autor é pai de um dos vice-presidentes da CBF, o empresário Fernando Sarney. Sim, o autor de discurso tão edificante é José Sarney, presidente do Senado, dos atos secretos para proteger parentes, um filho de Fernando, inclusive.

Já em 8 de fevereiro último, esta Folha publicou a notícia que segue:

"O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família -a TV Mirante e o jornal "O Estado do Maranhão'- para veicular denúncias contra o grupo do governador Jackson Lago (PDT).(...)
Em uma das conversas, a cujo áudio a Folha teve acesso, Sarney liga para seu filho pedindo que ele levasse à TV acusações contra Aderson Lago, primo e chefe da Casa Civil do governador Lago, que derrotou a filha de Sarney, Roseana, em 2006. Como as emissoras de TV operam por meio de concessão pública, a lei 4.117/62 veda seu uso para fins políticos. O grampo foi feito pela PF nos telefones de Fernando, principal alvo da Operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006. Fernando sacou R$ 2 milhões nos dias 25 e 26 de outubro daquele ano, três dias antes do segundo turno."

Teixeira ajudará Sarney a vencer a nova tempestade?

Porque, de fato, Senado e CBF têm tudo a ver.

"IWL irrecuperável"
Há motivos para Vanderlei Luxemburgo andar tão aflito, apesar da boa vitória sobre o Cruzeiro.

Seu instituto está sendo acionado por sua maior franquia, que opera em seis cidades, entre elas Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro e Salvador, além de ser responsável por 50% dos alunos dos cursos à distância.

Segundo o advogado Hélcio Kronberg, do grupo que se julga lesado por quebra de contrato de exclusividade, as franquias fecharão no dia 30 de junho e pedirão reparação por perdas e danos na casa dos R$ 4 milhões:

"O IWL é irrecuperável", diz ele, "por falta de organização, critérios e trabalho".  

Por Juca Kfouri às 10h52

Democracia no topo do Brasileirão

Depois de seis rodadas, ainda em busca de aquecimento porque dividindo atenções com a Taça Libertadores, com a Copa do Brasil e com a Seleção Brasileira, eis que dois times ainda estão invictos e um ainda não venceu no Campeonato Brasileiro.

Atlético Mineiro, novo líder, e Inter, ambos com 14 pontos, mas o Galo com quatro gols a mais de saldo, não perderam para ninguém.

E o Avaí, em último lugar, ainda não ganhou de ninguém.

O mineiro Atlético é o líder, o gaúcho Inter o vice-líder, o paulista Palmeiras é o terceiro e o baiano Vitória é o quarto.

Uma distribuição bem democrática de vagas no topo da tabela, como se vê.

A rodada teve 21 gols, dois por jogo, o que é pouco.

Mas, também, pudera: foram três 0 a 0 na rodada.

Só mesmo o Coritiba colaborou com a festa do futebol, ao fazer cinco gols no Flamengo. 

Além do Galo, é verdade, que fez três no Náutico e do Palmeiras, que fez mais três no Cruzeiro.

A média de público pagante foi boa, quase 16 mil torcedores por jogo.

Para tanto, a maior colaboração foi a da torcida do Galo, com mais de 40 mil pessoas no Mineirão.

E a pior, adivinhe, foi a do Barueri, com apenas 1.288 testemunhas na Arena da prefeitura.

Daqui a pouco, às 11h, a Seleção Brasileira estréia na Copa das Confederações, na África do Sul, diante da do Egito, campeão africano.

Contra quem jogou apenas uma vez na história, em 1963.

E nem era só o Egito, era a RAU, a chamada República Árabe Unida, uma aliança que durou pouco tempo, de 1958 a 1961, entre o Egito e a Síria.

Então, foi 1 a 0 para os brasileiros, gol de Quarentinha, um paraense que era artilheiro no Botafogo.

Não espere jogo fácil, porque o time egípcio é muito melhor que o da Nova Zelândia, goleado pela Espanha.

Trata-se, lembremos, do campeão da África, o continente de Eto'o, Drogba, Adebayor, para citar só três craques.

CORREÇÃO, às 10h40 desta segunda-feira, 15/6:

Foram quatro os jogos contra o Egito!

29 de abril 1960: Brasil 5 x 0 Egito: Pepe (2), Quarentinha (2) e Garrincha

1 de maio de 1960: Brasil 3 x 1 Egito: Pelé (3)

6 de maio de 1960: Brasil 3 x 0 Egito: Quarentinha (2) e Garrincha

17 de maio de 1963: Brasil 1 x 0 RAU: Quarentinha

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 15 de junho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h09

15 vezes Los Angeles Lakers

Foi até fácil para o Los Angeles Lakers chegar ao seu 15o. título da NBA, apenas dois a menos que o maior campeão, o Boston Celtics.

O quinto jogo, ainda em Orlando, contra o Orlando Magic só teve graça no primeiro quarto, quando os anfitriões venceram por 28 a 26.

Aí veio o segundo quarto, com o LAL chegando a marcar 18 pontos sem sofrer nenhum, para vencer por 30 a 18 e acabar o primeiro tempo com 56 a 46.

Um verdadeiro M A S S A C R E, com as bolas de três pontos caindo como as folhas caem das árvores no outono.

Verdade que o OM chegou a diminuir para cinco pontos no começo do terceiro quarto, mas foi tudo o que conseguiu de mais emocionante, porque o jogo estava controlado.

O terceiro quarto terminou com vantagem de 20 a 15 para o LAL, 76 a 61.

E o jogo com 99 a 86, 4 a 1 na série final.

Phil Jackson se tornou o técnico mais vitorioso da NBA, com seu décimo título, os seis primeiros pelo Chicago Bulls de Michael Jordan.

E Kobe Bryant, com mais 30 pontos hoje, conquistou seu quarto anel da NBA, além de ser eleito o jogador mais valioso das finais. 

Por Juca Kfouri às 23h38

14/06/2009

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Era Dunga e não sabia 

 

Está pintando um técnico melhor que a encomenda e do que ele mesmo talvez pudesse imaginar que seria

QUANDO, NO século 18, o pensador inglês Samuel Johnson escreveu que o patriotismo é o último refúgio dos canalhas, ele não quis dizer que o patriota é, necessariamente, canalha.

Quis dizer, apenas, que muitos são os canalhas que apelam para o patriotismo como derradeira tentativa de salvar sua pele.

Ao exaltar o comportamento da torcida pernambucana, Dunga não está nem sendo demagogo nem exagerado.

Ele está só querendo que o comportamento dela vire padrão pelo país afora, por mais ingênua que seja a pretensão.

Afinal, nos anos 90, criou-se a ideia de que ninguém gostava tanto da seleção brasileira quanto os pernambucanos e criou-se, também, um rótulo que de tempos em tempos os próprios pernambucanos fazem questão de reforçar.

Não há mal nenhum nisso, ainda mais que o Mundão do Arruda tem sido invariavelmente palco de atuações convincentes dos times da CBF que passam por lá, como aconteceu na quarta-feira passada diante do Paraguai.

Ruim é ouvir Galvão Bueno tentar negar o óbvio sobre os vínculos ultimamente esgarçados entre a torcida em geral e a seleção.

Ainda mais que ele mesmo caiu em contradição ao recusar, na abertura de sua sempre patriótica narração, a constatação das relações estremecidas e, ao fim dela, dizer que esperava que a vitória reatasse os laços da torcida com o time de camisa amarela.

Ora, ou bem havia problemas ou não havia, embora talvez ele até tenha razão e as baixas audiências recentes dos jogos da seleção tenham mais a ver com a narração dos jogos do que com qualquer sentimento de desamor.

Seja como for, interessa reconhecer, apenas por ser justo e não para estabelecer relações privilegiadas, que o trabalho tão dura e justamente criticado de Dunga começa a frutificar, a dar um rosto para a sua seleção, seja esta cara do agrado ou não do torcedor ou do crítico.

Este que vos escreve, por exemplo, sempre gostou mais das caras das seleções de 1958 e 1970 do que das de 1994 e 2002, todas campeãs.

Ou gostou muito mais da de 1982 do que das de 1974, 1978 e 1990, todas derrotadas de um jeito ou de outro.

Como gostava, e muito, de Dunga como jogador e como crítico das mazelas de nosso futebol, papel que naturalmente abandonou ao se tornar empregado da CBF.

Se Dunga errou muito no começo de sua vida como técnico, não só ao convocar os Afonsos da vida mas também ao adotar um tom agressivamente defensivo em suas entrevistas, cumpre reconhecer que ele tem vencido apostas importantes, seja com Júlio César e Daniel Alves, seja, principalmente, com Felipe Melo, apesar de insistir com Gilberto Silva (Ramires formará dupla melhor com Felipe Melo) e de ainda não ter achado a solução para a lateral esquerda.

Como melhorou o jeito de se comunicar sem deixar de ser quem é. Dunga nem ninguém tem o monopólio do patriotismo (tomara que não leiloe seus troféus mais tarde) e os que buscam tê-lo são, em regra, os tais canalhas, o que não é o caso dele nem de Galvão, que foi apenas bocó.

Melhor que Dunga seja como treinador o que foi como jogador.  

Por Juca Kfouri às 21h28

Noite verde

Era noite de São Fábio no campo de São Marcos.

Ele fez pelo menos três grandes defesas e um milagre enquanto o jogo permanecia sem gols em Palestra Itália, com 11 mil torcedores.

Aí, num lance de sorte, aos 24, Bernardo bateu falta, a bola desviou na barreira e o Cruzeiro, sem merecer, fez 1 a 0.

Mas uma zaga como a que o Cruzeiro tem explica muita coisa, a dificuldade em se dar bem fora de casa, inclusive.

Verdade que o gol de empate do Palmeiras, aos 33, não foi gol, pois a cabeçada de Marcão bateu no travessão e na linha fatal, sem entrar.

Verdade, também, que a bola sobrou para Keirrison, que furou na primeira tentativa de mandar o rebote para a rede, mas acertaria na segunda, quando Fábio, registre-se, tinha parado diante da marcação do gol.

Mas, aos 38, Léo Fortunato deu um presente para Keirrison fazer um golaço de fora da área, de voleio.

Era justo até que, no fim do primeiro tempo, Wendel derrubou Bernardo na área do Palmeiras e o árbitro não deu o pênalti.

Se não bastasse, aos 13 do segundo tempo, uma bola longa é lançada e o auxiliar levanta a bandeira, não sendo atendido pelo árbitro, que manda seguir o lance em que Wendel recebe e dá para Keirrison fazer 3 a 1.

O Palmeiras fazia sua melhor apresentação no Brasileirão e o Cruzeiro dava motivos para seu torcedor se preocupar com o jogo diante do São Paulo, pela Libertadores, por mais que o time não estivesse completo.

Enquanto isso, em Barueri, o Avaí ia obtendo sua primeira vitória, ao derrotar o Grêmio por 1 a 0, diante de 1288 testemunhas.

O gol foi de Marquinhos, aos 7, que bateu falta do meio da rua, a bola desviou dentro da área em Xandão e enganou o goleiro Renê, que ao tentar pegá-la deixou que escapasse.

Um frango gelado!

Aos 37, porém, Émerson, do Avaí, foi expulso.

E, no segundo tempo, aos 16, Everton empatou e, aos 37, Pedrão virou, 2 a 1, para Marcos Pimentel ainda fazer 3 a 1 em seguida, com o que o Grêmio Barueri obteve sua primeira vitória, saiu da ZR e deixou o time catarinense em último lugar, o único que ainda não venceu.

E, no Beira-Rio, os reservas do Inter ficavam no 0 a 0 com o Vitória, para decepção de mais de 17 mil pagantes.

O time baiano foi mais perigoso no primeiro tempo, o goleiro gaúcho Michel Alves trabalhou bem mais que Viáfara e Vanderson ainda mandou uma bola na trave colorada, aos 32.

No segundo, aos poucos, Tite foi tratando de reforçar o time, com Taison no lugar de Talles Cunha e com Andrezinho no lugar de Rosinei.

Aí o Inter tomou conta.

Mas sem levar grande perigo ao gol rubro-negro, que estava feliz da vida com o empate, pois mantinha o quarto lugar.

O Inter, assim, permaneceu invicto como o Galo, mas perdeu a liderança, pelo saldo de gols (5 a 9), para o alvinegro mineiro.

E a noite acabou mesmo verde, porque não só o Palmeiras venceu como, ainda por cima, assumiu o terceiro lugar, a três pontos dos líderes.

Por Juca Kfouri às 20h23

Galo infernal, Coxa goleador e dois 0 a 0

O 0 a 0 do Serra Dourada, com 16 mil pagantes, teve alguns pais. E mães: as traves, os Felipes, um bandeirinha e Cristian.

Ronaldo esteve em campo, mas não jogou.

Pior que ele só Wellington Saci, sacado no intervalo para a entrada de Boquita.

Mas as traves salvaram o Corinthians três vezes, duas num lance só em que a bola bateu no travessão, na trave e na linha fatal.

Em seguida, Iarley, na pequena área, mandou também no pé da trave.

O veterano Felipe, do Goiás, teve suas chances, mas o goleiro Felipe, do Corinthians, estava mais feliz.

E, logo no começo do segundo tempo, o bandeirinha tirou um gol de Boquita, ao marcar impedimento inexistente.

Mas seria uma tremenda injustiça, porque o Goiás seguiu mandando no jogo depois disso e Felipe seguiu fechando o gol.

Cristian parecia três, tantas vezes apareceu para fazer desarmes fundamentais.

Ronaldo que jogou para pegar ritmo e pouco ritmo pegou, saiu aos 27 do segundo tempo, para a entrada de Otacílio Neto.

Também no Maracanã, com 16 mil pagantes,  o travessão explicava porque o Grêmio foi para o intervalo no 0 a 0 com o Fluminense, pois Tcheco mandou um foguete nele.

O Grêmio foi melhor, mas não tanto quanto o Goiás, até porque o Fluminense também teve boas chances de gol no segundo tempo.

Já o Coritiba, no Couto Pereira, era tão dono do jogo que foi tratando de golear o Flamengo.

Não era tarde de Welinton, que fez contra o próprio gol, logo aos 7 minutos.

Nem de Bruno, que tomou o segundo gol, de Marcos Aurélio, entre as pernas, aos 41.

Mas era de Bruno Batata, que entrou no segundo tempo, fez 3 a 0 antes do primeiro minuto e 4 a 0, ao pegar rebote do peito de Bruno, aos 16.

Como o Flamengo gosta de ser goleado em Curitiba, Leozinho fez 5 a 0, aos 30, em novo rebote de Bruno.

A exemplo do que fizera o rival ontem, o Coritiba ganhava sua primeira partida no Brasileirão, diante de mais de 20 mil pagantes.

E o Galo seguiu sua trajetória invicta ao fazer mais uma vítima, desta vez o Náutico, no festivo Mineirão, com quase 41 mil pagantes.

Júnior, aos 13 do primeiro tempo e Diego Tardelli, aos 19 do segundo, além de Márcio Araújo, aos 38.

O Galo ficou com 10 jogadores logo no começo do primeiro tempo e o Náutico com 9 no segundo.

Por Juca Kfouri às 17h47

Arriba, Espanha!

Vi mal o jogo inaugural da Copa das Confederações entre a anfitriã África do Sul e a sofrida seleção do Iraque.

Vi mal até porque seria impossível ver bem um jogo entre dois times tão ruins.

Que ficaram no 0 a 0 e foram muito menos atraentes do que a seleção brasileira de vôlei feminino que jlgava no mesmo horário.

Mas vi, até começar Goiás e Corinthians, a Espanha fazer com a inexistente seleção da Nova Zelândia aquilo que todo time muito superior deve fazer com um muito inferior: goleá-lo, em ritmo de treino.

Pois Fernando Torres fez 3 a 0 em 16 minutos e antes dos 25 já estava 4 a 0, com mais um gol de Fabregas.

Depois volto para contar se acabou 8, 9, ou se a Espanha tirou o pé.

Tirou, ao que parece, pois só David Villa, aos 4 do segundo tempo, fez mais um: 5 a 0.

Por Juca Kfouri às 16h05

Brasil no vôlei, Mengo no basquete!

O vôlei brasileiro, só para variar, fez sua parte no ginásio do Ibirapuera e em Montreux, no Suiça.

A renovada seleção masculina de Bernardinho não deu nem o susto de ontem quando perdeu um set para a Polônia, na estréia da Liga Mundial.

E fez 3 a 0 com um saque poderoso, que deixou os poloneses sem ação: 25/20, 25/20 e 25/15.

Mais ainda fez a renovada seleção feminina de Zé Roberto Guimarães, pentacampeã em Montreaux, ao terminar invicta o torneio com categórica vitória sobre a Itália: 25/17, 25/18 e 25/23.

E veio a o terceiro jogo da decisão do NBB, entre Flamengo e Universo/Brasília, outra vez no Rio, na Arena Multiuso do Pan-2007, na Barra da Tijuca.

O time candango terminou o primeiro tempo com nove pontos de vantagem e mais contrôle de nervos.

Mas permitiu a fulminante reação carioca logo no começo do segundo tempo, a ponto de o terceiro quarto terminar com vantagem rubro-negra de 16 pontos, 76 a 60.

Ou seja, o Flamengo ganhou o quarto por 32 a 7!!!

Algo quase inconcebível num jogo entre times tão parelhos.

Resultado final acachapante: Flamengo 99, Universo/Brasília 78.

Os 53 pontos candangos do primeiro tempo viraram, apenas, 25 no segundo.

Agora resta tentar empatar de novo, em Brasília, no domingo que vem, no ginásio Nilson Nélson.

Se houver quinto jogo, será, de novo, no Rio, graças ao desempenho melhor do Flamengo na competição.

Pena que a torcida fosse mais do futebol do que do basquete, abusando de coros com palavrões numa falta de educação geral, e esportiva, simplesmente deprimente.

Por Juca Kfouri às 15h19

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico