Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

04/07/2009

A piada dos portugueses

O Flamengo passou pelo Vitória como era obrigatório, o Santos pelo Sport e Ramalhão e Barueri ficaram no empate.

Aqui de longe, no Alentejo, nada vi.

Mas gostei.

Do vinho, principalmente.

E os portugueses só querem saber do Senado brasileiro e de Sarney.

Dizem que fazer piada de brasileiro perdeu a graça.

Por Juca Kfouri às 22h52

Merchan em alta na imprensa esportiva brasiliense

Por PEDRO VALADARES*

A jornalista Priscilla Melo, do Centro Universitário de Brasília (CEUB), realizou pesquisa com 15 jornalistas (profissionais de rádio, TV, impresso, on-line e blog) do jornalismo esportivo brasiliense que aponta que 50% consideram natural receber dinheiro de empresas em troca de espaço na mídia.  

Os entrevistados das amostras foram escolhidos de forma aleatória.

As entrevistas foram realizadas entre os dias 26 de março e 20 de abril de 2009.  

A pedido dos jornalistas, foi mantido o anonimato para que pudessem se expressar sem sofrer sanções institucionais.

O trabalho foi orientado pela professora Mônica Prado, ex-jornalista do Globo, do Jornal de Brasília e do Correio Brasiliense.

Dos entrevistados,  40% consideram a prática de merchandising inevitável para a existência do jornalismo esportivo.

Eles afirmam que é uma questão de sobrevivência no mercado e que a associação do jornalista com alguma marca não prejudica a credibilidade.

Um ponto interessante é que 80% dos jornalistas que responderam à pesquisa consideram que o jornalista tem de ser ético e não deve aproveitar de situações privilegiadas.

Eles também acreditam, veja só, que a prática do merchan pode comprometer a ética.

Outro fato intrigante é que 7% decidiram não se pronunciar sobre o tema.

O motivo da omissão não foi esclarecido. Porém, diante dos dados é fácil de descobrir o porquê do silêncio.

Ou seja, quase metade dos jornalistas entrevistados acha que jabá e jornalismo podem caminhar juntos.

Há ainda uma agravante: as novas tecnologias possibilitaram um aumento do campo de atuação do jornalismo esportivo.

No entanto, esse crescimento gerou poucas vagas, já que as empresas, em vez de contratar novos profissionais, vêm optando por trabalhar com jornalistas multimídia que acumulam funções.

Logo, conclui-se que os 40% pró-merchan acabam multiplicados já que trabalham em diferentes veículos. C

ontudo, nem tudo está perdido, pois, 53% dos entrevistos condenam essa prática e acreditam que ela torna o jornalista refém das empresas que o patrocinam.

Há esperança, leitor!

*Pedro Valadares  é jornalista.

Por Juca Kfouri às 22h48

Sobre heróis e vilões do nosso futebol

Por EDUARDO TEGA*

"…Meu nome é Luiz Antônio e tomei a liberdade de ligar para o senhor. Eu gostaria de participar do processo seletivo para o cargo de técnico da equipe juvenil do Internacional."

Era inverno e início de semana na fria Porto Alegre. O termômetro da Avenida Independência alertava para uma noite das mais geladas e o dirigente estava naquela mesma mesa, no mesmo restaurante.

Fernando, o presidente do Internacional, organizava a pauta da reunião do dia seguinte enquanto aguardava o jantar, que mais era sinônimo de trabalho-fora-do-expediente do que de refeição, propriamente dito.

Muitas frentes estavam se estruturando e um novo clube parecia nascer naquele gigante da Beira-Rio. Em verdade, as críticas também cresciam nas mesmas proporções e muitos eram os assuntos que circulavam nos programas de TV.

Onde já se viu entrevistar técnico de futebol? Investir em centro de informação e inteligência (Intercenter) pra quê? Universidade corporativa, então? Nós precisamos de jogadores e não de alunos! O Inter irá cair sem nossos principais jogadores! Socorro!

Fernando não se continha em felicidade com o pagamento de boa parte das dívidas, conseguido através da venda de Fábio Rockembach ao Barcelona da Espanha. Os investimentos futuros estariam voltados ao crescimento sustentado do clube, através de fatores importantes, como a capacitação de profissionais, busca equilibrada de receita e foco no processo de desenvolvimento dos atletas, buscando valorizar cada vez mais o produto final.

Tinha uma oportunidade única em tentar mudar a história daquela instituição de pouco mais de 90 anos e que se via cercada pelas mesmices do nosso futebol: dívidas, salários de atletas incompatíveis com a realidade do país, receita concentrada nos direitos televisivos, ausência de um planejamento de longo prazo, ambiente contaminado por empresários de atletas sanguessugas e por aí vai.

Um projeto audacioso que estava sendo conduzido por um engenheiro de formação, homem sério, de gênio forte e pulso firme, capaz de olhar seus atletas e colaboradores nos olhos, dar apoio e transmitir segurança de que esse era o caminho.

Era uma das tarefas mais difíceis de toda a sua vida. Colorado e apaixonado pelo Inter desde guri, havia planejado se tornar presidente de seu clube do coração oito anos antes.

Junto de seu coordenador técnico, homem de confiança e co-responsavel na reestruturação do clube, enfrentou toda uma nação colorada de frente, ao anunciar que uma transformação estava por vir. Jogadores custosos seriam dispensados e outros substituídos, dando lugar a atletas pouco conhecidos, alguns deles já formados no próprio clube.

E o mais fantástico, e talvez, mais chocante para os gaúchos colorados: divulgaram uma previsão que o grande Inter de Porto Alegre poderia voltar a sonhar com um título de expressão somente em 4 ou 5 anos a partir das mudanças.

Estávamos no ano de 2001.

Em determinado momento daquela noite, toca o telefone do dirigente:

- Muito boa noite. É o presidente Fernando?

- Boa noite. Sim, quem é? – responde o dirigente.

- Meu nome é Luiz Antônio e tomei a liberdade de ligar para o senhor. Eu gostaria de participar do processo seletivo para o cargo de técnico da equipe juvenil do Internacional. O senhor poderia me auxiliar em como fazê-lo?

- Pois não, Luiz. Vou lhe passar os dados do nosso responsável e peço que entre em contato ainda nesta semana, tudo bem? – interagiu o presidente.

- Muito obrigado, Sr. Fernando. Farei este contato o mais breve possível. Agradeço a sua atenção e lhe desejo uma boa noite. – despediu-se Luiz Antonio.

- Boa noite e boa sorte! Será um prazer encontrá-lo por lá. – agradeceu o presidente.

Luiz Antonio é Luiz Antonio Wenker Menezes, o Mano Menezes. Um dos principais técnicos e conhecedores da gestão de campo (e de gente!) no futebol da atualidade.

E o presidente Fernando, não é o mesmo que saiu na foto do título mundial do Inter.

Nem tampouco é o que passou vergonha há alguns dias com declarações típicas de dirigentes que tentam se passar por heróis.

Seu nome é Fernando Miranda.

*Eduardo Tega é colaborador do

www.universidadedofutebol.com.br  

 

 

 

Por Juca Kfouri às 10h41

03/07/2009

Osmar Santos vem aí. Muito bem acompanhado

O artista gráfico, quem sabe o mais importante, do Brasil, o artista plástico Elifas Andreato, companheiro de velhas e boas batalhas, reencontrou Osmar Santos num evento

E se encantou com as telas pintadas pelo melhor narrador esportivo da história do rádio nacional.

E decidiu que irá ajudá-lo a desenvolver o talento que ele tem para pintar.

Dois gênios juntos serão capazes de fazer coisas que até Deus duvida.

Por Juca Kfouri às 13h53

Intervalo

Um mês em janeiro.

Uma semana em julho.

Tô indo.

Porque ninguém é de ferro.

Mas, diferentemente, de janeiro, aqui aparecerei, às vezes, como conta-gotas.

Por Juca Kfouri às 13h44

Cruzeiro às portas do tri

O bicampeão da Libertadores Cruzeiro vai buscar o tri contra o tricampeão Estudiantes, que busca o tetra.

O primeiro jogo fora, em La Plata, no dia 8 de julho, o segundo em casa, no Mineirão, no dia 15.

A Conmebol, que não deixou nem o uruguaio Nacional nem o São Paulo irem ao México por causa da gripe suína, informou que o jogo será mesmo na Argentina, apesar da gripe suína.

O Cruzeiro conheceu o gosto da Libertadores duas vezes, em 1976, quando venceu outro time argentino, o River Plate, e em 1997, diante do peruano Sporting Cristal.

Já o Estudiantes foi campeão em 1968, 1969 e 1970, contra o Palmeiras, e contra os uruguaios Nacional e Peñarol.

Fácil não será, mas quem fez o que o Cruzeiro fez no Morumbi e no Olímpico tem motivos para confiar.

Pela quinta vez consecutiva a final da Libertadores terá um time brasileiro.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, dia 3 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h44

Agora só o Cruzeiro é o Brasil na Libertadores

AP

 

Mais parecido com o que houve ontem em Porto Alegre, impossível.

O Olímpico estava lotado, empolgado, incandescente.

Em vez de vermelho, como o Beira-Rio, azul.

Até porque o Cruzeiro, que começa com C, como o Corinthians, também é azul.

Azul de muitas estrelas, duas delas, por exemplo, da Libertadores, que os paulistas não têm.

Grêmio e Cruzeiro em busca da vaga na final contra o Estudiantes, ambos em busca do tricampeonato.

Tricampeonato que o Estudiantes já tem, em 1968/69/70.

O embate entre os dois times maiores campeões, tetracampeões da Copa do Brasil, era quente, com o Grêmio no ataque, pressionando, a ponto de Herrera ser agarrado e derrubado na área, sem que o árbitro marcasse nada, aos 29.

Cinco minutos depois, Kléber, o leão de sempre, fez ótima jogada pela direita e deu para Wellington Paulista fazer o sonhado gol mineiro: 1 a 0, ou melhor, 4 a 1.

Nem assim os gremistas se calaram.

Só dois minutos depois é que se ouviu mais forte a torcida cruzeirense, porque Jonathan cruzou da meia-direita e Wellington Paulista num lindo peixinho mandou para a rede, ao fazer 2 a 0 ou, melhor, 5 a 1.

Aí, nos minutos finais, até show o Cruzeiro ensaiou dar.

O Grêmio precisava fazer, no segundo tempo, os mesmos cinco gols que o Inter não fez.

Aos 5, Leonardo Silva, machucado, deu lugar a Anderson.

Aos 7, Herrera bateu cruzado e Fábio, que já tinha ido bem no primeiro tempo, fez bela defesa.

Tecnicamente superior, o Cruzeiro repetia no campo do tricolor gaúcho que tinha feito no do tricolor paulista.

Aos 9, no entanto, de cabeça, em cobrança de escanteio, Réver diminuiu: 1 a 2, ou 2 a 5.

Faltavam quatro gols.

Bah, gols demais, uai!

Aos 14, Adilson, que não se chama D'Alessandro, fez falta violenta em Wagner que ia parar dentro do gol e foi corretamente expulso.

Aos 17, Elicarlos entrou no lugar de Gérson Magrão.

Apesar de com 10, o Grêmio andava mais perto do empate que o Cruzeiro da ampliação, talvez porque para os gaúchos uma reação qualquer fosse importante moralmente e para os mineiros só interessasse o que só interessava, a vaga na final.

Final que, se a Conmebol for coerente, não poderá ser na Argentina, assolada pela gripe suína, como não pôde haver jogos no México.

Wellington Paulista saiu e entrou Thiago Ribeiro.

Aos 30, num lindo gol, de fora da área, Souza empatou: 2 a 2, ou 3 a 5.

 

 

O Olímpico cantava cada vez mais alto.

O Cruzeiro só queria deixar o tempo passar.

Perea substituiu Herrera com cãimbras e sem gols.

O Cruzeiro jogará no meio da semana que vem, fora de casa, e receberá, no Mineirão, daqui a duas semanas, o Estudiantes.

Parada dura, mas com a cara deste cada vez mais confiante Cruzeiro.

Chance para vingar os 4 a 0 de La Plata na primeira fase desta Libertadores, depois que o Cruzeiro tinha vencido, em Belo Horizonte, por 3 a 0.

E a metade que ficou triste ontem no Rio Grande do Sul, foi dormir mais consolada hoje, ao contrário da metade que dormiu feliz ontem.

Já nas Minas Gerais...

E 63% dos quase 4000 que responderam nossa sondagem acertaram na mosca que o Cruzeiro seguiria na Libertadores.

 

Por Juca Kfouri às 23h31

02/07/2009

Corre lá!

No futebol carioca, o Flamengo é o único clube que pode se orgulhar de ter conquistado cinco tricampeonatos.

Para reconstituir essa saga, o jornalista Paschoal Ambrósio Filho se antecipou à conquista de 2009 e, apostando em mais um sucesso rubro-negro, mergulhou na tarefa de resgatar essa trajetória vitoriosa que começou há mais de 60 anos com Zizinho, Domingos da Guia & Cia.

O resultado é o livro Pentatri, a história dos cinco tricampeonatos cariocas do Flamengo, mais um lançamento da Maquinária Editora (168 páginas, 32 reais).

É um documento indispensável para que o torcedor do Flamengo entenda melhor a razão da sua própria paixão.

Dos tempos do Mestre Ziza, Dida, Zico, Petkovic até a recente conquista, na qual o goleiro Bruno, pelos pênaltis defendidos, foi o principal protagonista, o livro narra momentos de inesquecíveis emoções.

Ilustrado por dezenas de fotos históricas, contendo as súmulas de todos os jogos dos 15 campeonatos disputados, Pentatri não pode faltar na estante de nenhum verdadeiro torcedor do Flamengo.

O livro Pentatri é o quinto da editora Maquinária.

Em 168 páginas, o jornalista Paschoal Ambrósio Filho resgata a história dos cinco tricampeonatos cariocas do Flamengo.

Dos tempos de Zizinho, passando por Dida, Zico, Petkovic e o goleiro Bruno, principais personagens dessa trajetória de vitórias, são revividos momentos inesquecíveis para várias gerações de rubro-negros.

É uma rara oportunidade de conhecer, em uma só obra, a saga de equipes que ajudaram a construir a força e a grandeza atual do Flamengo.

Além dos detalhes de cada uma das disputadas e dezenas de fotos, o livro traz as súmulas dos jogos de todos os 15 campeonatos conquistados.

Um livro essencial para se descobrir as razões da inigualável popularidade do Mais Querido.

E que está sendo lançado hoje, daqui a 40 minutos, na Livraria da Travessa, no Shopping Leblon, no Rio, A. Afrânio de Mello Franco, 290.

Por Juca Kfouri às 18h01

E agora, José?

José Sarney vive seus últimos momentos e o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, aquele que excomungou todos os adultos envolvidos no aborto de uma gravidez de alto risco em menor estuprada, está se aposentando.

Por ROBERTO VIEIRA sobre poema de CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

"E agora, José?
A reza acabou,
a presidência dançou,
o povo sumiu,
o escândalo esfriou,
e agora, José?
E agora, você?
Você que tem nome,
que zomba dos outros,
você que excomunga,
cala quem protesta,
e agora, José?

Está sem respeito,
está sem discurso,
está sem destino,
já não pode benzer,
já não pode empregar,
iludir já não pode,
a verba esgotou,
o milagre não veio,
o aplauso não veio,
o jetom não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua negra casaca,
seu instante de santo,
sua imortalidade,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,

seu te rno de oligarca, sua incoerência,
seu trono - e agora?

Com a caneta na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no Maranhão,
mas o Maranhão secou;
quer ir para Roma,
João Paulo não há mais.
José, e agora?

Se você confessasse,
se você se arrependesse,
se você tentasse
ser igual a toda gente,
se você dormisse,
se você sonhasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é eterno, José!

Sozinho entre os muros
príncipe em seu palácio,
só teologia,
sem verdade nua
para se perdoar,
você é o dono do mar
que fugiu a galope,
você foge, José!
José, pra onde?"

Por Juca Kfouri às 17h58

No 'Estado de S. Paulo' de hoje

Fifa repreende comemoração religiosa do Brasil

Festa após título, com orações em campo e mensagens na camiseta, provoca polêmica

Jamil Chade

A comemoração da seleção pelo título da Copa das Confederações e o comportamento dos jogadores brasileiros após a vitória sobre os Estados Unidos causam polêmica na Europa.

A queixa é de que o time brasileiro estaria usando o futebol como palco para a religião.

A Fifa confirmou ao Estado que mandou um alerta à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pedindo moderação na atitude dos jogadores mais religiosos, mas indicou que por enquanto não puniria os atletas, já que a manifestação ocorreu após o apito final.

Ao virar o jogo contra os EUA, os jogadores da seleção fizeram uma roda no centro do campo e rezaram.

A Associação Dinamarquesa de Futebol é uma das que não estão satisfeitas com a Fifa e quer posição mais firme.

Pede punições para evitar que isso volte a ocorrer.

Com centenas de jogadores africanos, vários países europeus temem que a falta de uma punição por parte da Fifa abra caminho para extremismos religiosos e que o comportamento dos brasileiros seja repetido por muçulmanos que estão em vários clubes europeus hoje.

Tanto a Fifa quanto os europeus concordam que não querem que o futebol se transforme em um palco para disputas religiosas, um tema sensível em várias partes do mundo.

Mas, por enquanto, a Fifa não ousa punir a seleção brasileira.

"A religião não tem lugar no futebol", afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa.

Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi "exagerada". "Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora", disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca.

Ao Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome "providências" e que busca apoio de outras associações.

As regras da Fifa de fato impedem mensagens políticas ou religiosas em campo.

A entidade prevê punições em casos de descumprimento.

Por enquanto, a Fifa não tomou nenhuma decisão e insiste que a manifestação religiosa apenas ocorreu após a partida.

Essa não é a primeira vez que o tema causa polêmica.

Ao fim da Copa de 2002, a comemoração do pentacampeonato brasileiro foi repleta de mensagens religiosas.

A Fifa mostrou seu desagrado na época.

Mas disse que não teria como impedir a equipe que acabara de se sagrar campeã do mundo de comemorar à sua maneira.

A entidade diz que está "monitorando" a situação.

E confirma que "alertou a CBF sobre os procedimentos referentes ao assunto".

A Fifa alega que, no caso da final da Copa das Confederações, o ato dos brasileiros de se reunir para rezar ocorreu só após o apito final.

E as leis apenas falam da situação em jogo.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a CBF informou que não recebeu nenhuma queixa da Fifa e, por isso, não vai comentar o assunto.

TEMA RECORRENTE

Nos últimos anos, o tema da religião no futebol ganhou uma nova dimensão.

Frank Ribery, artilheiro francês, provocou polêmica há poucas semanas ao ser flagrado por uma câmera rezando pelos costumes muçulmanos.

Recentemente, dois jogadores bósnios do time norueguês Sandefjord comemoraram um gol se ajoelhando e rezando da forma tradicional muçulmana.

Um outro jogador do mesmo time não se conteve e fez gestos vulgares aos dois atletas.

Por Juca Kfouri às 13h14

Esclarecimento necessário

Têm razão palmeirenses e santistas que protestam em relação à alusão ao pódio de Corinthians e Flamengo com sete títulos nacionais.

Faltou dizer que tal menção diz respeito, apenas, aos anos da criação da CBF, em 1979, em lugar da CBD, para cá.

Porque, de fato, o Santos, com cinco Taças Brasil, um Robertão e dois Brasileirões tem oito títulos nacionais.

Assim como o Palmeiras, duas Taça Brasil, uma Copa do Brasil, dois Robertões e quatro Brasileirões, têm nove títulos nacionais, razão pela qual é chamado, com razão, de campeão nacional do século 20.

Não se dá aqui, nem se deu no texto, a mesma importância à Copa Brasil que tem o Campeonato Brasileiro, nem mesmo na época em que ainda era disputada também pelos clubes que estivessem na Libertadores.

E nem se fala de títulos internacionais, mundiais e da Libertadores, que tem o São Paulo como absoluto, tri e tri, além de hexa nacional, clube mais vencedor do país, apesar de ser o mais jovem entre os grandes.

Por Juca Kfouri às 11h38

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

O tri legal, e legítimo, do Timão

 

Sob qualquer ponto de vista, com ou sem DVDs, o título ganho pelo Corinthians, desta vez, é inquestionável

O TIRO saiu pela culatra.

O Corinthians é tricampeão da Copa do Brasil por suas virtudes e está garantido, no seu centenário, na Taça Libertadores da América, uma obsessão para boa parte dos corintianos.

Virtudes que o gol de Jorge Henrique, logo no vigésimo minuto do primeiro tempo, tratou de tornar ainda mais evidentes, pela tranquilidade e maturidade que faltaram na decisão passada, no Recife.

E que o golaço de André Santos, oito minutos depois, selou como uma noite historicamente alvinegra no Beira-Rio (Tietê?).

A exemplo de outra, em 1995, mas no rival Olímpico, quando foi conquistada a primeira Copa do Brasil.

Aliás, de lá para cá, é uma Copa do Brasil corintiana a cada sete anos.

O Inter ainda empatou no segundo tempo e teve em D'Alessandro, expulso ingênua e espalhafatosamente, o melhor seguidor do vice- -presidente de futebol colorado.

Elias entrou na pilha e também foi expulso, porque, era óbvio, o Inter não queria festa corintiana em sua casa, embora a Fiel se fizesse ouvir em alto e bom som.

E o time paulista deve agradecer a Fernando Carvalho, seu mais novo benemérito.

Porque, entre as burrices cometidas por cartolas, a do gênio colorado bateu recorde.

Além de vitaminar a vontade do rival, de ser criticado até em seu Estado, sempre tão cioso das coisas gaúchas, Carvalho só conseguiu deixar a arbitragem na situação de aceitar ser covarde ou mostrar independência, além de tirar a responsabilidade do time colorado, porque afinal a arbitragem é sempre a culpada.

Ex-árbitro gaúcho, e hoje o melhor comentarista de arbitragem do país, Renato Marsiglia, da Rede Globo, foi definitivo: "Comigo, esse tipo de atitude sempre saiu pela culatra".

Pois aconteceu de novo.

O raro leitor deste espaço é testemunha de que aqui não se exaltou o título brasileiro do Corinthians em 2005.

E por muitas razões, embora tenha sido achada a solução menos ruim possível para o "caso Edílson Pereira de Carvalho" e nisso o Corinthians não tenha, rigorosamente, nenhuma responsabilidade.

Mas foi uma taça vencida à custa de dinheiro sujo, da MSI, o que é uma deslealdade com quem trabalha com dinheiro limpo, além de conquistada com derrota em Goiânia e só porque o Inter, coitado, que poderia ter sido tetracampeão, achou de perder para o rebaixado Coritiba na última rodada.

Mas um título manchado também pelo célebre pênalti não marcado de Fábio Costa em Tinga, que ainda por cima foi expulso naquele empate no Pacaembu.

Enfim, um título que está lá, registrado, mas que jamais será destacado por corintiano algum como dos mais honrosos de sua história centenária.

Ao contrário deste tricampeonato da Copa do Brasil, não só o sétimo título nacional do Corinthians, o que o iguala ao Flamengo no topo do pódio brasileiro, mas uma façanha que só foi alcançada, como aconteceu no Campeonato Estadual, depois de superar o time mais badalado do país, então o São Paulo, ontem o Internacional.

Mas que agora passa a ser ele, o Corinthians, que, se alguém tinha alguma dúvida, de fato, voltou.

E em grande estilo.

Por Juca Kfouri às 10h52

A segunda decisão em Porto Alegre

Cruzeiro e Grêmio jogam neste noite, em Porto Alegre, para decidir qual deles irá à final da Libertadores com o Estudiantes, da Argentina.

Qualquer um dos dois brasileiros jogará a decisão em casa, no Mineirão ou no Olímpico.

Para que o Cruzeiro se classifique basta empatar ou até mesmo perder por um gol de diferença.

Já o Grêmio joga por um 2 a 0.

Grêmio que teve uma injeção adicional de ânimo na noite de ontem, quando viu o rival Inter perder a Copa do Brasil para o Corinthians.

Corinthians que desde 1995 ganha uma Copa do Brasil a cada sete anos e que garantiu, no ano de seu centenário, a participação na Libertadores.

Corinthians que ganhou seu sétimo título nacional, igualando-se ao Flamengo, ambos no degrau mais alto do pódio em matéria de títulos brasileiros.

Corinthians que fez 2 a 0 no primeiro tempo no Beira-Rio, sofreu o empate no segundo e venceu no placar agregado por 4 a 2.

Corinthians que ressuscitou no ano passado, que voltou a ser campeão estadual neste ano, que acaba de voltar a ganhar um título nacional e que está de volta com toda sua força, para o bem do futebol.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 2 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 01h50

Ele já sabia!

Fabiana Leal

Por Juca Kfouri às 00h45

TrImão Trilegal, tchê!!!

Fotos DK 

Beirou à loucura total, a partir do vigésimo minuto, quando André Santos cruzou, Jorge Henrique se antecipou e fez 1 a 0 no anestesiado Inter, porque, afinal, o Inter não perde, os árbitros é que o prejudicam, segundo seu adorado cartola mór.

E o estádio pareceu à beira do Tietê, não do Guaíba, quando o mesmo André Santos, aproveitou o embalo de Johannesburgo e aterrissou com um golaço, daqueles de lavar a alma, a garganta e o coração, aos 28.

Cinco minutos depois foi a vez de Felipe fazer o seu gol, ele que podia levar quatro e assim mesmo ser campeão da Copa do Brasil.

Mas fez uma ótima defesa em tiro de Nilmar, cara a cara.

De branco, como quando foi campeão mundial, o Inter era amplamente superado pelo Corinthians de camisa listrada, como em 1977.

Aos 36 Ronaldo perdeu um gol imperdível, entregando para Lauro, talvez porque não precisasse, ao contrário do gol que fez no Pacaembu, roubado, como se sabe, basta lembrar de como os jogadores colorados reclamaram, imediatamente.

E assim acabou o primeiro tempo, 2 a 0, de acordo com o melhor dos sonhos alvinegros.

Se o primeiro título da Copa do Brasil foi conquistado no Olímpico, o terceiro era no Beira-Rio, em homenagem ao centenário do anfitrião.

Que, desgraçadamente, apesar de seu timaço, não conseguiu disputar a Libertadores em ano tão importante, ao contrário do Corinthians, que lá estará no seu centésimo ano de vida.

O segundo tempo foi levado em ritmo de festa.

O time gaúcho, até agora apenas campeão gaúcho e em vias de perder até a Recopa para a LDU, tentava ao menos salvar as aparências diante de sua gente.

E o paulista apenas fazendo o tempo passar, esperando o apito final, quem sabe logo ali pelos 30 minutos, porque alguma ajuda era razoável que se esperasse, Carvalho!

Era a primeira derrota do Inter para time brasileiro neste 2009 no Beira-Rio.

Taison, aos 20, deu lugar a Andresinho.

O Inter lutava bravamente, exigia atenção e defesas de Felipe, valorizava, enfim, a vitória corintiana.

Só se ouvia uma torcida cantar.

Cantava que o "Coringão voltou".

André Santos fazia sua melhor partida com a camisa corintiana e o time todo se comportava como um time de campeões, Ronaldo um pouco menos, porque é muito mais.

Mas ele, André Santos, deu azar e acabou dando o gol colorado para Alecsandro, aos 25.

Estava 4 a 1, no placar agregado.

Faltam quatro gols para o bicampeonato colorado, mas, ao menos, sua torcida voltou a cantar e abafar o coro corintiano, aquele do bando de louco.

O mesmo Alecsandro, aos 29, Alecsandro empatou em Porto Alegre: 4 a 2.

Então Boquita entrou no lugar de Cristian, machucado.

Antes, D'Alessandro, patético, foi expulso, e quis levar junto o capitão William, que o evitou profissional e friamente, como se ele fosse aquilo que mostrou ser, um bobão, autêntico discípulo de Fernando Carvalho.

E Diego entrou no lugar de André Santos. 

Os dois técnicos também foram expulsos e, aos 35, Felipe salvou uma cabeçada de Magrão que tinha endereço certo.

O Inter seguia invicto diante de brasileiros em sua casa no ano de seu centenário.

Jean substituiu Dentinho e Elias foi expulso aos 37.

O Inter queria ganhar no grito, jogava para a torcida e havia corintiano que caía na dele.

Mas a faixa já tinha escolhido o peito que iria enfeitar.

Aquela mesma que o cartola colorado teve o privilégio de mostrar, em primeira mão, para todo o Brasil.

O foguetório que faltou para a Seleção Brasileira, que merecia, tomou conta da noite paulistana.

"Não pára, não pára, não pára!!!".

Por Juca Kfouri às 23h17

01/07/2009

Expectativa de jogão em Porto Alegre

Se o jogo desta noite no Beira-Rio for a metade do que foi o mesmo jogo no Pacaembu, duas semanas atrás, teremos novo jogão entre Inter e Corinthians.

Uma decisão de Copa do Brasil extremamente intensa e bem disputada.

Em São Paulo, os paulistas venceram por 2 a 0 e os gaúchos mereceram melhor sorte.

Outro 2 a 0 para os donos da casa e a decisão irá para a marca do pênalti.

No Rio Grande do Sul, os gaúchos precisam de uma vitória por três gols para serem bicampeões.

E os paulistas jogam até por uma derrota por um gol, ou por dois desde que fazendo gol, para serem tricampeões.

Ou seja, um gol do Corinthians, obriga o Inter a fazer 4 a 1.

Depois da tradicional irresponsabilidade incendiária de cartolas levianos, é hora dos jogadores do Colorado e do Timão.

Isto é, a melhor hora está chegando.

Porque, felizmente, quem faz o futebol são os jogadores, como Felipe, como Lauro, como Guiñazu, como Cristian, como Ronaldo, como Nilmar, como Dentinho, como Taison.

Os jogadores.

Por Juca Kfouri às 00h00

Corinthians na frente

Mais de 3500 opiniões e divisão de prognósticos: 52% apontam o Corinthians como campeão da Copa do Brasil, 48% apostam no Inter.

Por Juca Kfouri às 23h39

30/06/2009

O Vasco só faz sofrer

Amaral, amarelado, aos 42 do segundo tempo levou o vermelho.

E o Vasco ficou com 10, diante do Bragantino, em São Januário.

Antes, tinha desperdiçado umas cinco chances de gol, nenhuma, no entanto, como as perdidas pelo time paulista um pouco antes da expulsão e um pouco depois dela, a primeira salva pelo zagueiro quase na llinha fatal e a outra pelo goleiro cruzmaltino.

O Vasco segue sem vencer e fora do grupo dos quatro primeiros.

E o time é muito ruim.

Um sofrimento sem fim.

É preciso fazer alguma coisa, rapidamente.

Parece que a frustração com a eliminação da Copa do Brasil cobra seu preço até hoje.

E com gente como Léo Lima, Carlos Alberto, não vai dar.

A torcida vaiou, com toda razão.

Cinco empates, em nove jogos na Série B, não dá!

Por Juca Kfouri às 22h57

Pechincha!

Quer comprar um hotel em Johannesburgo, às vésperas da Copa do Mundo?

Vá ao endereço abaixo, do mais importante sítio de leilões da internet.

Custa, baratinha, baratinha...:

só 15 milhões de dólares!

É pegar ou largar.

Dou-he uma, dou-lhe duas, dou-lhe...

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Por Juca Kfouri às 17h45

Deu na BBC

Divino futebol

Por RICARDO ACAMPORA

A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica.
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Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.

A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender.
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O que surpreendeu mesmo foi o fervor religioso demonstrado explicitamente por inúmeros jogadores que aos poucos foram revelando o amor a Jesus em mensagens em inglês estampadas em camisetas que vestiam por baixo da famosa camisa canarinho.

Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica.
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Um deles disse que o capitão Lúcio parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra.

Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.

Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.

Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do "manto sagrado" que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.

Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo "Eu não acredito em Deus" ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como "Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural"?

É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais.

Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.

A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida.
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Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.

O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.

Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.

http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/esporte/

Por Juca Kfouri às 17h08

O ministro em campanha

Por mais que negue, o ministro do Esporte será candidato a deputado federal pelo PCdoB-SP nas próximas eleições.

E já está em campanha.

Neste momento, por exemplo, convida para o, pasme, 1o. Seminário Nacional de Torcidas Organizadas, evento de seu ministério.

E não será na Capital Federal, longe de sua pretendida base eleitoral, mas em São Paulo mesmo, num hotel na região central da cidade, no dia 4 de julho.

Para que os "organizados" paulistas possam comparecer em peso e, quem sabe, se transformem em seus cabos eleitorais.

O ministério do Esporte da vez e voz aos principais, não os únicos,  responsáveis pela violência nos estádios.

Está de parabéns.

Por Juca Kfouri às 16h41

Cuidado com os falsos calmos

Se o Senado brasileiro é o que é, imagine o futebol.

Se o Estado brasileiro não consegue se impor e se ausenta, imagine o que acontece com a idéia de autoridade no futebol.

Daí que a história é sempre a mesma.

Os jogadores ficam em plano secundário e os cartolas aparecem.

Com bobagens sem parar, que não teriam a menor importância, e nem mereceriam nenhuma referência, não fosse o fato de botarem lenha na fogueira da violência dos torcedores irracionais.

Na tentativa de se ganhar jogos fora do campo, vale tudo.

Até acusar de ser sempre ajudado pela arbitragem um clube que outro dia mesmo, no ano passado, estava na segunda divisão, tão ajudado que foi.

Porque erros de arbitragem se distribuem igualmente anos a fio, normalmente por serem só erros, às vezes, por corrupção mesmo.

Enfim, vivemos dias de asnices de tipos dos mais perigosos que existem: os falsos calmos.

Cuidado com eles. 

E a CBF a tudo vê, calada.

É claro.

A CBF não pode exigir postura ética de quem quer que seja.

Tomara que Porto Alegre continue a ser feliz nesta quarta e quinta-feiras e não vire um porto de amargura. 

Por Juca Kfouri às 00h47

29/06/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 20h41

Meus Pais

Por MARIA RITA BORBA*

Por falta de um, eu tive dois pais.

Um deles dizia que se mãe fosse bom a gente tinha duas, bem... isso deve dizer alguma coisa sobre pai.

Um deles era jornalista. O outro era médico.

Um de uma mistura tipicamente brasileira, quase indecifrável.

O outro japonês.

Cada um com sua especialidade, mas com algumas coisas em comum.

Entre elas o reconhecimento e carinho que tinham de seus colegas de profissão, o aprofundamento de seus conhecimentos que os tornaram referências em suas áreas, o prazer em comer e beber, a paixão pela música brasileira e o intenso e apaixonado amor, se podemos assim dizer, pelo futebol.

Um deles, o jornalista, escreveu certa vez que "se é verdade que o futebol é uma doença, como querem alguns elitistas, então certamente será hereditária, como certas febres passionais, que nos corroem a alma de vez em quando. E não haverá, felizmente, vacina capaz de impedir que se alastre. Passará de pai para filho".

O outro, o médico, me levou pela primeira vez a um estádio de futebol, para assistir um fatídico 2X2 que o Corinthians tomou do Vitória da Bahia, no Morumbi.

Eu, uma filha apaixonada pelos meus pais, sou também apaixonada por futebol.

Nada comparado com meus amigos que mantém blogs sobre o tema e tem de cabeça todas as escalações, decisões e gols, ou que fazem loucuras para ver seu time jogar. Não, eu não sou assim.

Mas sinto dentro de mim uma alegria imensa quando meu time entra em campo.

Tenho dor de barriga em véspera de decisão.

Taquicardia 15 minutos antes de o juiz, ops! árbitro, apitar o início do jogo.

Como todas as minhas unhas até ele apitar o final.

Eu xingo.

Bato palma.

Reclamo porque o jogador não fez a falta pra parar a jogada.

Abraço o figura desconhecido do meu lado (que esqueceu do desodorante) e pulo loucamente quando meu time faz gol.

Por essas e por outras eu posso dizer que tenho também uma amor apaixonado pelo futebol.

Fico rouca no dia seguinte.

Mas, uma das coisas que os meus pais não tinham em comum era o time pelo qual torciam.

O jornalista palmeirense.

O médico corinthiano.

Os dois não estão mais entre nós.

O jornalista desde 1986.

O médico desde 2005.

Nesse ano de 2009, na decisão do Campeonato Paulista, eu estava longe de casa, acabou o jogo eu liguei para os meus irmãos e a primeira coisa que disse foi "que pena que o papai não está mais com a gente para vibrar com o Timão".

Às vésperas de mais uma decisão, eu já sinto aquela dorzinha de barriga e a saudade de torcer/sofrer junto com meu pai.

E penso que meu pai, jornalista, iria compreender essa dissidência, pois de fato o futebol é uma doença, dessas que se passa de geração para geração, com gene ultra dominante. 

*Maria Rita Borba é filha de Marco Aurélio Borba que trabalhou, entre outros tantos veículos, na revista "Placar".

Por Juca Kfouri às 16h35

Dunga por cima

Das quase 2000 respostas, nada menos que 75% querem Dunga na Copa de 2010.

Melhor que isso, só...80%.

 

Por Juca Kfouri às 12h40

A maldição da Copa das Confederações

A Seleção Brasileira é a primeira a ganhar três vezes a Copa das Confederações, deixando a França, que é bicampeã, para trás.

México, Dinamarca e Argentina ganharam uma Copa cada um, Copa que é disputada desde 1992, primeiramente a cada dois anos e, a partir de 2005, a cada quatro anos.

O tricampeonato brasileiro nasceu numa virada sensacional que transformou uma derrota de 2 a 0 para os Estados Unidos numa vitória por 3 a 2.

Mas, atenção: jamais quem ganhou a Copa das Confederações foi campeão da Copa do Mundo seguinte.

E, ninguém se esquece, tanto quando o Brasil a venceu em 1997 quanto quando ganhou em 2005 o mundo inteiro apostava na seleção nacional.

E deu no que deu.

Mas, atenção de novo: se em 1998 a Seleção perdeu em meio à crise de Ronaldo Fenômeno e com Dunga em campo, em 2006 a derrota veio por soberba, farra, máscara, bagunça e o que mais você quiser somar de negativo.

E esse risco, com Dunga no banco, a Seleção não correrá no ano que vem.

Em resumo: o estilo Dunga de ser pode enterrar a maldição da Copa das Confederações.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 29 de junho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h00

28/06/2009

Uma aposta

Este blog aposta, repito, aposta, que se o Inter ganhar a Copa do Brasil na quarta-feira que vem, Muricy Ramalho aceitará a proposta do Palmeiras em seguida.

E se o Inter perder a Copa do Brasil, Muricy Ramalho voltará a dirigir o Colorado.

Resta saber se o Palmeiras está disposto a esperar uma resposta até depois do jogo no Beira-Rio.

Por Juca Kfouri às 22h43

Um novo inquilino no G4. E dois na ZR

Nos quatro de cima, duas mudanças: o Inter voltou a ter o mesmo número de pontos do líder Galo e o Barueri tomou o quarto lugar do Palmeiras.

O Vitória segue brilhantemente em terceiro lugar, a apenas um ponto dos líderes.

Nos quatro de baixo, mais mudanças: o Sport e o Atlético Paranaense sairam da zona do rebaixamento e, para alegria ainda maior deles, nela entraram os rivais Náutico e Coritiba.

(Furacão e Timbu estão iguais em tudo, mas o Timbu tem mais cartões vermelhos que o Furacão. O confronto direto só vale ao cabo dos dois jogos).

O Botafogo que já era o antepenúltimo passou a ser o último e o Avaí que era o primeiro dos últimos, passou a ser o penúltimo.

Foram 29 gols na oitava rodada, quase três por partida.

E média de público de 12 mil pagantes por jogo.

No Maracanã, o Fla-Flu levou o maior público, com mais de 41 mil pagantes.

O menor público, desta vez, não foi em Barueri e por causa da torcida do Galo.

Foi no Mineirão, onde o poupado Cruzeiro jogou para apenas 3.435 torcedores, 178 a menos do que na Arena Barueri.

Com o fim da Copa do Brasil nesta quarta-feira e com a definição do time brasileiro finalista da Libertadores na quinta-feira, é bem possível que o Campeonato Brasileiro já pegue para valer a partir do próximo fim de semana.

E a luta para entrar no G4 e fugir da ZR passe a ser mais feroz.

Por Juca Kfouri às 22h03

Empates só nos clássicos estaduais

O primeiro tempo do Fla-Flu, no Maracanã (41.038 pagantes), foi quase só do Flu, embora o Fla tenha tido as duas melhores chances de gol, com Adriano e Ibson.

Já o segundo tempo foi quase só do Fla, com diversas chances agudas de gol, que teimou em não sair.

Adriano, chegou a perder um gol inacreditável nos acréscimos, mas estava impedido.

O primeiro tempo no Palestra Itália (8.277) foi todo do Palmeiras, que fez 1 a 0 com Obina, aos 33 e poderia ter feito mais.

O segundo foi todo do Santos que conseguiu empatar, aos 36, com Robson e poderia ter feito mais.

São Marcos foi à loucura.

No Barradão (10.995), no segundo tempo, o Vitória, em sua ótima campanha, fez 4 a 1 no Santo André, com direito a ver Marcelinho Carioca perder pênalti quando estava ainda apenas 1 a 0, gol de Elkeson, aos 2 minutos.

Aos 34, Uellinton ampliou, logo depois da mancada de Marcelinho e Roger, aos 39, fez 3 a 0.

Morais diminuiu no fim, 3 a 1, mas Roger, outra vez, agora de pênalti, fez o 4 a 1 para o rubro-negro baiano de PC Carpegiani.

Já na Ilha do Retiro (14.833), o Sport saiu na frente no primeiro tempo com gol de Fabiano, aos 18, mas cedeu o empate no segundo, quando Jonas empatou para o Grêmio, aos 18.

Mas Elder Granja e Fumagali devolveram a vitória do rubro-negro pernambucano: 3 a 1.

Enquanto isso, no Beira-Rio (9.763), o Inter, com time misto, acabava com seu sofrimento e goleava o Coritiba no segundo tempo, com três gols do equatoriano Bolaños (aos 18, 24 e 29), embora o jogo estivesse muito equilibrado até o primeiro gol colorado.

Por Juca Kfouri às 20h35

Palmeiras acertou

Das 6000 respostas sobre a decisão do Palmeiras em demitir Vanderlei Luxemburgo, 62% a consideraram correta.

Por Juca Kfouri às 19h24

Três na virada do tri!

AFP

O primeiro tempo de Brasil e Estados Unidos em Johanesburgo, na final da Copa das Confederações, foi um pesadelo.

Que começou em ritmo morno, de estudos, até que, aos 10 minutos, André Santos não apertou o cruzamento ianque, Lúcio não encurtou o espaço de Dempsey e ele fez 1 a 0, para surpresa brasileira.

As coisas não funcionavam.

Ramires não era Ramires, Robinho era Robinho, muita posse de bola e pouca eficácia, Kaká era uma caricatura dele mesmo e, para piorar, nas poucas vezes em que a Seleção Brasileira chegava , como numa com André Santos, o goleiro Howard se transformava numa barreira.

Foi então que, aos 27, num contra-ataque perfeito, Donovan, recebeu na área, deu um corte perfeito em Ramires, e fez 2 a 0.

Difícil dizer quem se beliscava mais.

Se os americanos, por estarem na frente com toda essa vantagem, se os brasileiros, pelo tamanho da desvantagem.

Quando o segundo tempo começou, sem modificações nos dois times, aos 39 segundos, Maicon deu para Luis Fabiano girar na área e diminuir, como se para fazer o time acordar do pesadelo.

Um novo jogo iria começar, de 45, um pouco mais, minutos.

O conjunto norte-americano conseguia jogar de igual para igual com o time brasileiro em noite pouco inspirada individualmente, o que sempre faz diferença.

Por duas vezes, os ianques exigiram que Júlio César se virasse.

E quando a bola ia no gol de Tio Sam, Howard se dava bem, como numa cabeçada de Lúcio.

Aos 14, Kaká cabeceou para dentro do gol, Howard defendeu lá dentro e mandou a bola no travessão, mas o bandeirinha não deu o empate.

Uma lástima para realçar a burrice da Fifa em não aceitar auxílio tecnológico.

O jogo já estava por apenas 30 minutos.

Os EUA que interromperam uma séria invicta de 35 jogos da Espanha e de 15 vitórias seguidas, estavam impedindo a oitava vitória consecutiva do time brasileiro, graças, também, ao bandeirinha.

Aos 21, Dunga pôs Daniel Alves no lugar de André Santos e Elano no de Ramires.

Aos 25 Luis Fabiano perdeu um gol imperdível, na saída de Howard.

O empate seria justo.

E aconteceu, chorado, sofrido, depois que Kaká foi à linha de fundo, Robinho mandou no travessão e Luis Fabiano pegou o rebote de cabeça, aos 74. 

Era para estar 3 a 2 para o Brasil, mas, paciência, embora dê raiva.

Mas, aos 39, Elano bateu escanteio na cabeça de Lúcio que fez o merecido 3 a 2.

Afinal, respeito é bom e a gente gosta.

Deu até para ouvir alguns rojões em São Paulo, poucos, é verdade, mas sinceros, é possível imaginar.

O Brasil é o primeiro tricampeão da Copa das Confederações e, não tenha dúvida, com Dunga não se investirá na condição de favorito como aconteceu em 2005, na Alemanha.

O que permite sonhar com o hexacampeonato.

Sem, ou com, novos pesadelos, porque o futebol anda assim mesmo.

Notas:

Júlio César não fez milagres: 6

Maicon foi bem: 7

Lúcio bobeou no primeiro gol, mas, com a camisa 3, foi brilhante no segundo tempo e fez o gol do tri, o terceiro: 7,5

Luisão não comprometeu: 6

André Santos com altos e baixos, não é o cara para a lateral-esquerda: 5,5

Daniel Alves, como Júlio César, não pôde fazer milagre, mas deu sorte e alimentou o ataque com muito mais qualidade: 7

Gilberto Silva, no seu papel de sempre: 6

Felipe Melo foi sério e participativo: 7

Ramires pareceu ter sentido a importância da partida: 5

Elano não se assusta com nada: 6

Kaká vinha mal até ir à linha de fundo e dar o empate: 6,5

Robinho é mesmo como um triatleta que corre, pedala e nada: 5

Luis Fabiano luta feito um leão e é o artilheiro da Copa das Confederações: 8

Dunga não merecia voltar para casa sem a taça: 8

 

Por Juca Kfouri às 17h22

No 'Globo' de hoje

Felipão viajou para Londres ao lado de Renato Maurício Prado, do "Globo", que publicou numa página inteira, hoje, o teor, imperdível, do papo.

Que tem, no mínimo, duas bombas, reproduzidas abaixo:

Sobre Vanderlei Luxemburgo:

Técnica e taticamente, o Vanderlei é o melhor.

Mas costuma misturar muito as coisas dentro e fora de campo.

Eu não consigo engolir essa  história de treinador querer ganhar comissão em cima de atletas que ele revelou ou indicou e que depois foram vendidos.

Dá margem a milhares de insinuações.

Nunca fiz, nem faria.

E acho que o Vanderlei também começou a se preocupar muito com outras coisas, como a tal "universidade" (o Instituto Wanderley Luxemburgo) que lançou etc.

Se ele se concentrasse apenas naquilo em que é o melhor, certamente teria ainda mais sucesso. 

Mas essa é apenas a minha opinião.

Ele é maior de idade, bem-sucedido, faz o que quiser.

 

E revelou uma briguinha de egos entre Ronaldo e Rivaldo, na Copa de 2002:

Ronaldo x Rivaldo

- Quem foi o jogador mais importante da Copa de 2002?

Rivaldo, disparado!

O Ronaldo foi espetacular, fez gols decisivos e tudo mais, mas o cara que desequilibrou foi o Rivaldo.

Eles tinham uma briguinha particular naquela seleção.

Um queria sempre fazer mais gols do que o outro.

Por isso, muitas vezes não passavam a bola, mesmo quando esta era a melhor opção para o time.

Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: "Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será".

Falei e fui me embora.

Deixei os dois trancados lá.

Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: "Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois".

E acabou de vez aquela bobajada.

Por Juca Kfouri às 13h12

Tristeza na África, frieza na Europa

A Espanha estava em campo meio assim, por obrigação.

Ganhar da África do Sul e conquistar o terceiro lugar da Copa das Confederações não acrescentaria nada à sua vida, ao contrário do que aconteceria com os anfitriões.

Mas perder de novo como diante dos EUA seria trágico para os orgulhosos campeões da Europa.

E os sul-africanos fizeram 1 a 0, aos 28 já do segundo tempo.

Aos 42, festejavam como se fosse um título mundial o terceiro lugar.

Mas Guiza, que viera do banco, empatou aos 42 e desempatou aos 43, num chute lotérico, gol daqueles sem querer.

A tragédia virou festa quando Mphela, que tinha feito o primeiro gol, aos 47, empatou batendo falta.

E veio a prorrogação.

No segundo tempo dela, também em cobrança de falta XaBi Alonso fez o terceiro gol e garantiu o terceiro lugar para a Espanha que, na verdade, jogou melhor.

Por Juca Kfouri às 12h33

Com a mão, Mengo campeão!

Mais de 15 mil torcedores no HSBC Ginásio, no Rio, público que, nele, nem no Pan aconteceu.

Um jogo nervoso, truncado, às vezes feio e com uma expulsão de cada lado, Baby, do Flamengo, e Cipriano, ainda no primeiro quarto.

Mas basquete até o fim, emocionante, indefinido, como foi a marca dos quatro jogos anteriores entre Flamengo e Universo/Brasília na decisão do NBB.

E deu Flamengo, fruto de uma gestão moderna e racional do seu responsável João Henrique Areias, que bem poderia ter carta branca no futebol.

Mas já que título nacional, com o pé, não tem dado, com a mão, ao menos, o Mengão é campeão, aliás, bicampeão brasileiro: 76 a 68.

Com show da torcida rubro-negra no ginásio de Jacarepaguá. 

Por Juca Kfouri às 12h13

Lendas da paixão

Por ROBERTO VIEIRA

Na lendária vitória da seleção brasileira de basquete no Panamericano de Indianapólis em 1987 -- 120 a 115 sobre os americanos -- o Brasil foi liderado por Oscar e Marcel e os EUA foram comandados por Michael Jordan:

( ) Verdadeiro

( ) Falso

Qualquer que seja a sua resposta, você já deve ter ouvido a famosa versão:

Magic Jordan foi derrotado naquele jogo pelos brasileiros.

Pois essa versão ainda rola no Google, por exemplo.

Pode testar.

Faz parte do jogo.

Todo grande evento do esporte traz em si a lenda.

Como o tapa de Varela em Bigode na final de 1950.

Ou a morte do goleiro Lara depois da cobrança de um pênalti por Friedenreich.

Lembra o doping alemão contra os húngaros?

E a derrota de Michael Jordan contra o Brasil em 1987?

Tudo lendas da paixão.

A lenda existe para colorir momentos por si só extraordinários.

Portanto, caso os EUA derrotem o Brasil em Johanesburgo, pode ter certeza que daqui a alguns anos vai ter americano jurando de pés juntos:

Pelé e Kaká estavam em campo...

Em tempo: quem jogou contra o Brasil em 1987 foi o Almirante Robinson...

Por Juca Kfouri às 00h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico