Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

18/07/2009

Noite verde

No Palestra Itália, o Palmeiras não precisou correr muito para derrotar o Santo André.

Ramalhão que chegou a assustar uma vez no primeiro tempo e mais duas no segundo, numa delas em cobrança de escanteio de Marcelinho Carioca que bateu no travessão de Marcos.

Mas Diego Souza tinha feito 1 a 0, aos 23 do primeiro tempo, e por pouco Obina não fez 2 a 0, numa bola que mandou ao travessão.

Verdade que quando estava 0 a 0 o folclórico centrovavante perdeu um gol feito ao escorregar na hora de bater.

No segundo tempo também o Palmeiras foi superior e poderia ter feito, pelo menos, mais um gol.

Isto é, o Palmeiras fez mais nos 90 minutos do que o resultado indica e o Verdão foi dormir líder do Brasileirão.

Quem foi dormir como penúltimo colocado e pode acordar na segunda-feira como último foi o Fluminense.

Tudo porque o Goiás buscou no Maracanã os três pontos que perdeu para o Avaí no Serra Dourada na rodada passada.

E buscou em grande estilo, com direito a humilhar o tricolor, que saiu na frente logo aos 2 minutos do segundo tempo, com Ruy.

Ramalho, aos 13; Júlio César, aos 16; Felipe, aos 26 e Iarley, aos 35, construíram a goleada  na virada esmeraldina, com direito a dois gols, o segundo e o terceiro, com bolas que desviaram em jogadores cariocas.

Além de fazer de Felipe, com oito gols, também artilheiro do campeonato, ao lado de Róger, do Vitória.

O Flu, que já esteve na Terceira, flerta com a Segundona que também conhece, embora a tenha pulado para voltar à Primeira.

Os técnicos não param, mas Horcades continua.

Por Juca Kfouri às 20h27

17/07/2009

Pobre Santos FC!

Precisa explicar por quê?

Por Juca Kfouri às 22h59

Vasco faz um gol para cada letra

A: goleiro e zagueiro potiguares se atrapalham e Souza faz 1 a 0, no primeiro minuto do primeiro tempo;

B: Adriano invade a área, dá um drible seco e mortal antes de finalizar para fazer 2 a 0, aos 5 do segundo;

C: Élton, de cabeça, aos 36, faz 3 a 0 no ABC, em São Januário, com 17 mil torcedores. O Vasco voltou ao G4 da Série B de Basco. 

Por Juca Kfouri às 22h54

Presidente reeleito do TJD-SP vai depor sobre chacina em São Paulo

Por DASSLER MARQUES

Ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), Ivaney Cayres de Souza, foi reeleito, na última segunda-feira, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo.

Ivaney, que ocupa o cargo desde julho de 2007, seguirá na função por mais um ano, mas atravessa momento delicado.

Segundo anunciou a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, Ivaney será convocado a depor a respeito de uma chacina ocorrida em sítio localizado em Porto Feliz, no interior de São Paulo, no dia 11 de julho de 2003.

Na ocasião, quatro pessoas foram assassinadas por membros da corporação depois de uma suposta troca de tiros com a polícia, que estaria no local a procura de drogas.

Depois da ação, a Polícia Civil anunciou que havia matado quatro traficantes e deu a operação como bem sucedida.

A reportagem do Terra procurou o presidente do TJD-SP, mas não obteve retorno.

Ivaney, que era diretor do Denarc na época, além do também ex-diretor Everardo Tanganelli e do então titular da delegacia, Paschoal Ditura, serão chamados a prestar esclarecimentos a respeito do ocorrido que, de acordo com apurações da Corregedoria da Polícia Civil, foi, na verdade, uma ação de vingança que resultou na execução de quatro inocentes desarmados.

A corregedoria indica, assim, que a operação não passou de uma farsa que visava encobrir a execução das vítimas e ainda informou que pedirá a prisão das pessoas que participaram da operação que é agora considerada uma chacina.

De acordo com os relatos divulgados domingo pela Corregedoria da Polícia Civil em reportagem do Fantástico, da Rede Globo, um investigador que participava das operações no sítio em Porto Feliz foi ferido com tiros disparados pela arma do caseiro que, ao não constatar nenhuma identificação que relacionasse aqueles homens a policiais (eles estariam à paisana) provavelmente os identificou como ladrões e atirou.

Isso teria motivado a reação enérgica da equipe do Denarc.

Na ação, morreram o dono da chácara, Edson Serafim Tomás, 41 anos, sua mulher, Flávia Espíndola de Castro, 28 anos, o adolescente Luís Carlos Lopes da Silva, 16 anos, e a caseira Ilza Pereira da Silva Araújo, 36 anos.

Por Juca Kfouri às 22h29

Faz 15 anos hoje

Por JUCA KFOURI

Franco Baresi foi eleito recentemente, pela Associação dos Altetas Italianos, o jogador de século na Itália. Com toda a razão.

Como Zico em 86, Baresi foi vítima de uma das maiores injustiças da história das Copas do Mundo de 94, nos Estados Unidos.

Machucou o joelho no começo da Copa, foi operado e voltou ainda a tempo de participar da finalíssima, contra o Brasil, sob um sol de quarenta graus em Los Angeles. Com prorrogação. Baresi jogou impecavelmente durante os 120 minutos, foi o melhor em campo.

Capitão do time, coube a ele o primeiro pênalti, que fez questão de cobrar. Errou, como se Deus quisesse provar que os heróis não precisam acertar sempre.

E me proporcionou a história que agora conto, envergonhado. Uma história que começa doze anos antes, na Espanha. Lá, na Copa de 82, conheci um grupo de simpáticos jornalistas italianos que andavam sempre junto.

Depois que Paolo Rossi marcou os três gols que eliminaram o Brasil de Telê no Sarriá, eles sinalizavam com três dedos e diziam em coro, assim que me viam: "Paolo Rossi, tre!" E caiam na gargalhada.

Resignado, eu ria também.

A brincadeira perdurou por mais três Copas: em 86 e 90, no México e na própria Itália, eu já achava graça. Sinal de que a dor do Sarriá estava cicatrizada. Estava mesmo?

Nos reencontramos em Los Angeles, às vésperas da decisão. E lá vieram eles:"Paolo Rossi, tre!" Ao chegar ao estádio Rose Bowl, voltei a vê-los, numa bancada três fileiras acima de onde eu estava.

Então, 120 minutos e nove pênaltis depois, o Brasil era campeão. E pelos mesmos 3 a 2 do Sarriá, porque Baresi, Massaro e Baggio desperdiçaram suas cobranças, a segunda defendida brilhantemente por Taffarel, a primeira e a terceira sobre o travessão.

Aí, uma estranha sensação me percorreu de cima a baixo. Mesmo sendo incapaz de uma grosseria, ainda mais com gente tão simpática, virei-me para eles e fiz o que não devia: "Va a fanculo", gritei, espaçadamente, sadicamente.

Só tive tempo de vê-los surpresos, incrédulos. Em seguida, caí em mim: "Que bobagem que eu fiz", pensei.

Nesse exato momento, vi o capitão Baresi subir altivo as escadas para receber a medalha de prata que era mesmo pouco para ele. E tratei de tentar me recuperar: fiquei em pé e aplaudi o guerreiro italiano.

Imediatamente, senti um copo de água, desses de plástico, nas costas. Não posso jurar que tenha vindo deles, mas acho que sim, talvez por imaginarem que fosse ironia minha. Não era.

Do livro "Meninos, eu vi", editoras DBA/Lance!, de 2003.

Por Juca Kfouri às 14h07

É assustador

Imagine esta moça no comando de uma torcida organizada.

Da coluna de Mônica Bergamo

PASTORA CAROLINE

"Deus deu dinheiro pro Real Madrid contratar o Kaká"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né? Em nome de Jesus." Foi assim que a bispa Sônia Hernandes, fundadora da Igreja Renascer em Cristo, recebeu no palco de um culto, nos Estados Unidos, o filho do craque Kaká, Luca, e a mulher do jogador, a "pastora Carol, de Milão".

 


Caroline Celico se tornou pastora da Renascer recentemente. E, no dia 21 de junho, na Flórida, deu seu testemunho a um grupo de jovens do PA (Projeto Amar) da igreja. Os vídeos da pregação estão no YouTube (
http://www.youtube.com/watch?v=3Ckv2QZILF4 ).


No púlpito, microfone na mão, Carol explica a relação de Deus com a ida de Kaká para a Espanha. "Como pode no meio da crise alguém ter dinheiro? O dinheiro do mundo tem que tá em algum lugar. E Deus colocou esse dinheiro na mão de quem? Do Real Madrid, pra contratar o Kaká. Foi uma grande bênção."

 


Caroline assume que ainda se atrapalha com o vocabulário futebolístico e diz que o que motiva o casal "é que nós vamos estar podendo abrir uma igreja lá". "O Senhor estava nos querendo lá em Madri", diz Caroline.
 
Depois de quase quatro anos de casamento com Kaká, a nova pastora falou sobre a opção do casal por manter a virgindade antes da união. "Eu pensei: "Meu Deus, quando eu falar pra ele [que queria casar virgem], ele vai me largar, né?" Ele ficou emocionado e falou: "Esse é o sinal que eu tinha pedido pro Senhor. Eu pedi que, se você fosse a pessoa certa, você ia querer fazer essa aliança de se santificar, de esperar até o casamento"."

 


Com roupa discreta e maquiagem caprichada, Caroline explica ainda que, quando teve o seu "encontro com o Senhor", aos 15 anos, ficou impressionada com a beleza dos jovens da igreja. "Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. Normalmente, não é assim. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza. Amém?"

"Enquanto papai tá fazendo gol, a gente vai aqui pisar na cabeça do Diabo, né?"
BISPA SÔNIA HERNANDES

"Eu entrei na Lins [templo da Renascer na avenida Lins de Vasconcelos, em SP] e vi pela primeira vez jovens lindos numa igreja. A gente é diferente mesmo. Vocês derrubam o inferno só com a beleza"
CAROLINE CELICO

Danilo Verpa/Folha Imagem

Por Juca Kfouri às 13h55

No sítio da MTV

Racismo é crime, mas homofobia pode

Por RAFAEL MORETTINI 

Nesta quinta-feira, o Atlético-MG venceu o São Paulo por 2x0, em jogo válido pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio do Mineirão.

A partida foi um verdadeiro massacre por parte do time mineiro, que logo aos 3 minutos do primeiro tempo marcou com Diego Tardelli.

O que se viu a partir daí foi o mesmo filme triste que persegue o tricolor paulista desde o começo do ano. Um time que não consegue armar uma jogada sequer e que está virando saco de pancadas dos adversários.

Assistir uma partida inteira do São Paulo Futebol Clube em 2009 é algo de incrível. Quem cumpre tal feito deveria ganhar prêmios.

A não ser por um fato isolado ocorrido aos 20 minutos do segundo tempo no jogo de ontem, esse sim marcante.

A torcida do galo lotou o Mineirão com mais de 54 mil torcedores, estava em festa pela boa campanha do Atlético no Brasileirão e por conta da derrota do rival Cruzeiro na Libertadores.

Cantou o jogo inteiro, mas na metade da segunda etapa cometeu um ato terrível, vergonhoso, digno de punição se a gente vivesse num país sério.

Com a entrada do jogador sãopaulino Richarlyson no lugar de Zé Luis, os mineiros passaram a gritar em uníssono: "Bicha! Bicha! Bicha!". E continuaram a cada momento que o jogador pegava na bola ou sofria faltas.

Homofobia é crime! Está na Constituição Federal do Brasil de 1988:

Art. 3º - Inciso IV - Promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Os comentaristas do Sportv, obviamente, ignoraram o ocorrido.

Os cronistas esportivos, pode apostar, também o farão no dia de hoje.

É um verdadeiro absurdo que em 2009 ainda existam atos repudiáveis e escrotos como esse.

Há exatas três semanas, todos comentaram a ridícula atitude racista por parte da torcida gremista no Olímpico.

As pessoas sabem que racismo é crime, mas ainda fingem achar que homofobia não é.

É algo bonito você se mostrar homofóbico na sua rodinha de amigos.

Para quem não se lembra, o jogador Richarlyson já passou por outras situações parecidas com essa.

Inclusive pela própria torcida sãopaulina, que não grita seu nome nos jogos.

Em 2007, o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Jr., afirmou em programa de tv que o jogador era homossexual.

Richarlyson o processou.

O juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho arquivou a queixa-crime com a justificativa de que "futebol é varonil, não homossexual" - eu ainda me espanto toda vez que leio isso.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que os termos da sentença foram impróprios e "puniu" o juiz: ele não poderia ser promovido num prazo de 1 ano.

Ou seja, ele continuou julgando casos, trabalhando.

Atitudes como essas, do juiz, do órgão, dos comentaristas e críticos esportivos, dos cartolas e de todas as pessoas que, teoricamente, deveriam ser aptas pra assumirem essas funções, só difundem a idéia no torcedor (esse sim, gado, que gritaria até contra a própria mãe) de que homofobia é algo bacana.

Não é!

Racismo é crime. Homofobia também.

http://mtv.uol.com.br/malapreta/blog/racismo-é-crime-mas-homofobia-pode

 

Por Juca Kfouri às 13h50

Vai começar o Campeonato Brasileiro de 2009

Pronto!

Neste sábado, com dois jogos, um deles entre Palmeiras e Santo André, começa de verdade o Campeonato Brasileiro, já em sua 12a. rodada.

Porque não tem mais Libertadores, nem Copa do Brasil, nem nada: só o Brasileirão.

E no domingo, nada menos do que três clássicos estaduais: San-São, Santos e São Paulo, no Morumbi; Gre-Nal, no Olímpico, e Atle-Tiba, na Arena da Baixada.

Além de mais dois jogões: no Barradão, o quarto colocado Vitória recebe o líder Galo e, no Mineirão, o Cruzeiro, quase tricampeão da Libertadores, recebe o tricampeão da Copa do Brasil, o Corinthians.

A 11a. rodada que teve três jogos ontem e ainda terá um em agosto entre Botafogo e Cruzeiro, teve até aqui 32 gols, 3,5 gols por jogo, e média de público de 16.300 pagantes por partida.

O Mineirão do Galo líder teve a maior presença, com mais de 54 mil torcedores e Santo André teve o menor, menos de 1300.

OBSERVAÇÃO: NÃO JUSTIFICA, MAS EXPLICA: O CLÁSSICO ENTRE BOTAFOGO E FLAMENGO NÃO FAZ PARTE DA 12a. RODADA.

TRATA-SE DE JOGO ANTECIPADO, DA 31a. RODADA, ORIGINALMENTE MARCADO, PORTANTO, PARA O SEGUNDO TURNO.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 17 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h25

16/07/2009

Galoucura e a cabeça de Ronaldo

O Galo não deu a menor pelota para o tricampeão brasileiro.

Num Mineirão enlouquecido pela derrota do Cruzeiro, e com 55 mil torcedores, a torcida alvinegra foi à loucura logo no primeiro minuto, quando Miranda deu uma bobeada, Tardelli roubou-lhe a bola e fez 1 a 0.

Tinha Tardelli, tinha Júnior, tinha Éder Luís, uma porção de gente querendo acertar contas com o São Paulo.

E acertaram.

Os paulistas não ameaçaram durante todo o primeiro tempo e levaram o segundo gol, de Serginho, logo aos 7 minutos do segundo tempo.

Depois o Galo só tratou de administrar sua volta à liderança do Brasileirão.

Enquanto isso, no Pacaembu, com 25 mil pessoas, Corinthians e Sport faziam um jogo estranho.

O Corinthians mandava no jogo quando Fabiano, o genro de Vanderlei Luxemburgo que é xodó do técnico Leão que não suporta o sogro dele, de cabeça, fez 1 a 0, aos 12, em cruzamento de Élder Granja.

Nada que Ronaldo não pudesse resolver com dois raros gols de cabeça ainda no primeiro tempo.

Menos raro, no segundo tempo, foi o gol de Cristian, de fora da área, em bola que desviou na zaga, logo aos 4.

Tudo parecia liquidado, mas Vandinho, aos 18 e 22, tratou de empatar, quando o Sport passou a jogar melhor que o Corinthians, acomodado.

Para sorte do alvinegro, no exato momento em que o Sport ficava com 10 jogadores, Moradei, de fora de área, aos 34, desempatou e deu a vitória e o sexto lugar ao tricampeão da Copa do Brasil.

E, no Recife, Náutico e Vitória ficaram no 1 a 1.

Roger fez 1 a 0 para o time baiano e para ser artilheiro do Brasileirão, aos 11 do primeiro tempo, e Gilmar, de pênalti, aos 22 do segundo, empatou para o time pernambucano.

O Vitória se manteve no G4, em quarto lugar.

E o Náutico, que segue em último, deve agradecer aos céus pelo empate, embora tenha perdido, com Gladstone, no último minuto, a chance da virada.

Mas 4 a 2 seria pouco para o Vitória, que jogou bem melhor.

Por Juca Kfouri às 22h52

Esta é inédita

AFP

É o Estudiantes chegando na Argentina.

Com a bandeira do Galo!

Este blogueiro nunca tinha visto nada igual.

Por Juca Kfouri às 20h34

Carta de um cruzeirense ferido

Por CARLOS EDUARDO S. SOUZA*

 

Você não faz idéia de como estamos nos sentindo... 

O coração fica apertadinho no peito, o semblante, invariavelmente, se mostra caído, algumas lágrimas atrasadas e furtivas parecem querer finalmente cair e as memórias teimam em trazer os flashes do que mais queremos esquecer. 

Aquela bola passando na frente de todo mundo e indo encontrar o argentino sozinho, dentro da pequena área, só para escorar para o gol... 

Aquela cabeçada, meio de lado, quase fortuita, mas certeira e indefensável... 

A bruxa estava mesmo solta ontem no Mineirão. 

Melhor, la bruja: "La Brujita". 

Como joga aquele argentino! 

E você não faz idéia do que é chegar tão bem numa final de Libertadores, depois de partidas espetaculares e vitórias emblemáticas, superando tudo e todos, e tombar inapelavelmente diante de um adversário bom, sim, mas que tudo indicava ser inferior a nós. 

Você não faz idéia do que é armar uma festa incrível, e o vizinho comemorar. 

Nós acreditávamos tanto nesse título. Nós sonhamos tanto com aquele tal jogo, contra um Barcelona de Valdés, Iniesta, Messi, Henry, Eto’o... 

"Ah, Abu Dhabi! Nós te vimos tão perto!" 

Ver tudo isto desmoronar diante dos nossos olhos, escorrendo por entre nossos dedos... Puxa, como isto é terrível! 

E começamos na frente, hein! 

Tivemos oportunidade de ampliar logo depois (se tivéssemos mais gana, mais manha, mais sanha). 

Mas fomos complacentes, misericordiosos...

Já eles não. 

E aquilo que mais temíamos, quem diria?, aconteceu. 

Que noite horrível! 

Você não faz idéia o quanto! 

E – pior! – não acabou. 

Ainda nos lembramos, ainda nos perguntamos ("Mas como, meu Deus do céu?"), ainda sofremos... 

Ah, essa dor que insiste em sangrar dentro de nós...! 

Você não faz idéia...

(...) 

E não faz idéia porque você nunca esteve no nosso lugar. 

Você nem imagina como é chegar tão perto de uma Libertadores. Que dirá ganhá-la, não é? 

E isto nós já fizemos! 

E duas vezes! 

Ah, como é bom! 

Mas você não faz nenhuma idéia do que é isto, não é mesmo? 

Uma pena. 

Nós lamentamos muito... 

Mas rimos muito melhor ainda disto, podem acreditar. 

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!

PS: Aliás, como é torcer para o Estudiantes e não poder, apesar disto, comemorar o título?

*O autor se apresenta simplesmente como cruzeirense e acha que é o bastante.

Por Juca Kfouri às 18h26

Aproveitando o ensejo...

Tem um belo livro, fruto de uma ótima pesquisa, na praça.

Este aí de cima: "Brasil x Argentina - Histórias do Maior Clássico do Futebol Mundial (1908-2008).

O autor, Newton César de Oliveira Santos, é jornalista, microempresário e professor e empenhou-se numa tarefa hercúlea para contar a saga desta rivalidade que dispensa apresentações.

A pesquisa é pesada e o texto leve.

São 616 páginas, da Scortecci Editora, e pode ser comprado diretamente com o autor, que auto-financiou o livro, pelo endereço brasilxargentina100anos@gmail.com .

Vale a pena.

Por Juca Kfouri às 14h19

Rir é o melhor remédio

Por Juca Kfouri às 12h48

Manchete de primeira página

Você sabe quem é o homem que está na manchete?

É simplesmente vice-presidente da CBF...

(Ele está, também, na primeira página do UOL. Assim: "PF indicia filho de Sarney por formação de quadrilha").

Por Juca Kfouri às 08h38

Na Libertadores, nossa casa é a da sogra

De 2000 para cá, houve 10 decisões de Libertadores.

Em oito, havia times brasileiros.

Duas vezes, foram os brasileiros os campeões.

Uma vez o São Paulo, ao decidir com o Atlético Paranaense.

Outra vez o Inter, ao decidir com o São Paulo.

Na outras seis vezes, os brasileiros perderam sempre para times estrangeiros, apesar de sempre jogarem o segundo jogo em casa.

O Boca Juniors derrotou o Palmeiras, o Santos e o Grêmio, no Morumbi e no Olímpico.

O Olimpia derrotou o São Caetano, no Pacaembu.

A LDU derrotou o Fluminense, no Maracanã.

E, ontem, o Estudiantes ganhou do Cruzeiro, no Mineirão.

Ou seja, somos uma verdadeira casa da sogra.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, dia 16 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h15

Estudiantes tetra em pleno Mineirão

 Um jogo de xadrez.

Mas com uma tensão que tabuleiro algum jamais passou perto.

Cruzeiro e Estudiantes se estudaram, se respeitaram, se temeram e se agrediram.

O primeiro tempo no Mineirão não chegou a ter uma chance clara de gol, embora por três vezes os cruzeirenses tenham sido obrigados a se desdobrar para evitar um tiro final que poderia ser fatal.

O Cruzeiro chegou menos, raras vezes conseguiu ser rápido e sofreu com a marcação argentina desde a saída de bola.

Verón comandava o time de La Plata melhor que qualquer brasileiro liderava a equipe de Belo Horizonte.

E nem mesmo a torcida cruzeirense encontrava ânimo para empurrar o time.

O segundo tempo começou com os mesmos jogadores do primeiro.

Pena que o país inteiro não pudesse ver o jogo, o mais nobre da temporada das Américas.

Não só porque a CBF não homenageia O JOGO, ao marcar outras seis partidas para a mesma noite, como, também, porque a própria TV não valoriza o que tem nas mãos.

Ora, a decisão da Libertadores era para ser a única atração da noite, como acontece na Europa com a final da Liga dos Campeões.

Mas, não.

Aqui chegaram ao requinte de adiar um jogo entre Corinthians e Fluminense para rivalizar com a primeira partida das finais da Libertadores.

E é claro que o torcedor prefere ver seu time a ver qualquer outro, valha o que valer o jogo do outro.

Só que, assim, quem perde é o JOGO, sua liturgia, seu encanto, seu drama, sua emoção.

Emoção que chegou ao auge logo aos 6 minutos, quando Henrique chutou da intermediária, a bola desviou em Desábato e morreu, ou melhor, foi viver no fundo da rede argentina.

Então, o Mineirão pegou fogo.

Por apenas cinco minutos, porque Fernández empatou ao complementar jogada pela direita da defesa brasileira.

E o time brasileiro sentiu o golpe, ficou meio grogue, e permitiu que os argentinos tomassem as rédeas da partida.

Ramires pouco fazia, Athirson entrou no lugar de Wagner e, aos 27, de cabeça, Boselli, fez 2 a 1, aproveitando-se de uma cobrança de escanteio de Verón, que era xingado pela torcida.

Wellington Paulista sai e entra Thiago Ribeiro que, aos 41, mandou uma bomba no travessão.

A torcida pedia raça, mas ela mesma era subjugada pelos 3 mil hinchas no Mineirão.

O Estudiantes era tetracampeão, com toda justiça.

E mantinha uma maldita escrita recente: os brasileiros não ganham decisões contra times estrangeiros, mesmo com o direito de jogar a segunda partida em casa, como aconteceu com Palmeiras e Santos e Grêmio diante do Boca Juniors e com o Fluminense contra a LDU, além do São Caetano, batido pelo Olimpia.

Das 3000 indicações sobre quem seria o campeão, apenas 37% acertaram ao indicar o Estudiantes.

Por Juca Kfouri às 23h51

Os seis jogos do Brasileirão

O Grêmio saiu na frente em Curitiba, com Jonas, mas, ainda no primeiro tempo, num golaço, Marcelinho Paraíba empatou.

Ariel, no começo do segundo tempo, virou, e o Coritiba mostrou que está vivo no Brasileirão: 2 a 1.

Como não está morto o Avaí, capaz de obter surpreendente vitória no Serra Dourada, 2 a 0, sobre o Goiás.

Já o rival do Coritiba, o Furacão, colecionou mais uma derrota, desta vez no ABC paulista, para o Santo André, por 1 a 0.

Quem escapou de mais um vexame, agora na Vila Belmiro, foi o Santos, que chegou a perder por 2 a 0 e 3 a 1 para o Barueri, mas, no fim, conseguiu um providencial empate em 3 a 3.

O Inter cumpriu com sua obrigação em casa.

Fez 2 a 0 no primeiro tempo, com direito a um golaço de Andrezinho, cedeu o empate no segundo, mas safou-se ao fazer o terceiro, aos 34, com Taison, que ainda fez o quarto gol: 4 a 2.

E o Palmeiras de Jorginho obteve sua terceira vitória seguida.

E no Maracanã, sobre o Flamengo, com dois gols no primeiro tempo, de Diego Souza e Ortigoza.

Adriano, de pênalti, ainda diminuiu no segundo tempo, mas parou por aí. 

Observação: não vi nenhum dos jogos.

Por Juca Kfouri às 23h47

15/07/2009

Deu na 'Folha'

JUCA KFOURI  
Pelo tri do Cruzeiro

O CRUZEIRO joga nesta quarta-feira aquela que pode ser a segunda partida mais importante de sua temporada neste 2009.

Porque, se tudo der certo, a mais importante deverá ser disputada na decisão do Mundial de Clubes da Fifa.

Mundial que o time celeste ainda não tem, embora já tenha duas Libertadores, a primeira vencida com um belo time, em 1976, em três inesquecíveis jogos com o River Plate.

A segunda, em 1997, já não foi com nenhum time dos sonhos, porque futebol é assim mesmo.

O grande Cruzeiro de todos os tempos, aquele de Tostão e Dirceu Lopes, não ganhou a Libertadores.

Duas Libertadores da América também têm, no país, o Santos e o Grêmio, mas três só o São Paulo.

Que nesta quarta-feira num Mineirão lotado e, sobretudo, solidário, o espírito de Raul Plassmann e Dida permaneça inspirando os milagres de Fábio.

Que Jairzinho ilumine Wagner; que Joãozinho encarne em Ramires e que Marquinhos Paraná tenha a assistência de Nelinho, assim como Palhinha se faça presente na cabeça de Kléber.

Porque Adílson Batista sabe o suficiente de seus antecessores campeões sul-americanos, dois senhores técnicos, Zezé Moreira e Paulo Autuori, e está à altura deles.

Uma vitória cruzeirense e o time estrelado já será o time do ano no Brasil, independentemente do que vier a acontecer de hoje  para frente.

O argentino Estudiantes merece todo o respeito do mundo, mas o Cruzeiro é melhor.  

Por Juca Kfouri às 01h37

14/07/2009

Amigos para sempre

Aécio Neves convidou José Serra para ir ao Mineirão ver a decisão da Libertadores.

O tucano paulista aceitou o convite do tucano mineiro e irá.

Diz que os dois têm mais uma coisa em comum, o fato de torcer para clubes que já se chamaram Palestra Itália.

Por Juca Kfouri às 17h15

Na 'Folha' de hoje. (E a perseguição continua...)

Luxemburgo tem contas bloqueadas

Treinador está há um ano e cinco meses sem movimentar dinheiro em banco para evitar penhora por decisão judicial

Apesar dos altos salários nos últimos anos, técnico ainda tem oito imóveis em São Paulo arrolados pela Justiça por causa de ações fiscais

RODRIGO MATTOS
DA REPORTAGEM LOCAL

Técnico badalado, recordista de títulos nacionais, ex-treinador da seleção brasileira e dos galácticos do Real Madrid, Vanderlei Luxemburgo, 57, tem todas as contas bancárias no Brasil em seu nome bloqueadas.
Ainda sofre o arrolamento de oito imóveis pela Justiça.
Tudo isso, efeito colateral de seu trabalho no futebol: são decisões judiciais por dívidas acumuladas durante a carreira.
Demitido há 18 dias do Palmeiras, o técnico começou a dirigir grandes clubes brasileiros em 1991, quando chegou ao Flamengo. Desde então, sempre recebeu altos salários -nos últimos quatro anos e meio, pelo menos R$ 500 mil por mês.
Mas Luxemburgo também tem um histórico de débitos.
Já foi processado cinco vezes pela Receita Federal e sofreu ações de particulares cobrando indenizações e supostos empréstimos não pagos.
Hoje, o caso que mais o complica é movido pelo ex-jogador Edmundo. Em 1999, Luxemburgo deu dois cheques sem fundo para o ex-atleta, no valor total de R$ 400 mil. Naquela época, o treinador dirigia a seleção, e o então atacante era candidato a convocações.
Em 2006, o ex-palmeirense entrou com processo para receber pelos cheques. Ganhou, mas o treinador não pagou. Edmundo obteve, então, uma execução judicial contra ele.
A Folha obteve documentos da ação que mostram que, em fevereiro de 2008, a Justiça do Rio de Janeiro decretou o bloqueio de todas as contas bancárias de Luxemburgo no Brasil.
Foram bloqueadas quatro contas. Três deles estavam zeradas. Uma tinha cerca de R$ 18 mil. O problema é que a dívida do treinador com o ex-jogador já chega a R$ 1,3 milhão por conta dos juros e da correção monetária sobre o valor.
Desde então, Luxemburgo não movimenta contas pessoais. A pedido do treinador, o Palmeiras pagava em cheques. Ou seja, recebia mais de R$ 500 mil divididos em dois cheques.
"Entrei em fevereiro ou março e já funcionava assim. Era um sistema que vinha sendo feito. Ele pedia sempre em cheque", contou o diretor financeiro do Palmeiras, Fábio Raiola.
Diante do novo obstáculo, os advogados de Edmundo tentaram obter penhora de bens. Mas todos os imóveis do treinador procurados já estavam arrolados por ações fiscais.
Levantamento da Folha em São Paulo mostra que, desde 2002, seus oito imóveis no Estado só podem ser negociados com comunicação ao fisco. Os imóveis cariocas estão na mesma situação, segundo o processo movido por Edmundo.
O arrolamento dos imóveis é fruto de ações e execuções fiscais da Receita em 1997, 2000 e 2001. Nesses dois últimos anos, o treinador foi investigado pela CPI do Futebol, no Senado.
O relatório final da comissão concluiu que Luxemburgo tinha recebido R$ 18,8 milhões de 1995 até 1999, mas só declarara R$ 8,5 milhões ao fisco. Na época, passou por Corinthians, Flamengo e seleção.
A CPI do Futebol recomendou ação da Receita sobre o treinador. O fisco apurou que ele devia entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões, segundo advogados de Luxemburgo. Representantes do técnico dizem que houve redução deste valor para R$ 1 milhão após discussões com a Receita -e há processos administrativos em curso para determinar o valor exato.
Há outra parte que foi renegociada com o fisco, que está sendo paga de forma parcelada pelo treinador, segundo informações constantes nas ações.
Devedor nesses processos, Luxemburgo é credor de ao menos R$ 1 milhão do Palmeiras, por obrigações contratuais de sua última equipe.
Daria para quitar boa parte de suas dívidas judiciais. Se ele não decidir receber em cheque.

Frase

"A conduta adotada pelo devedor é lamentável, vez que demonstra total descaso para o cumprimento de suas obrigações"
SIMONE CHEVRAND
juíza da 25ª Vara, sobre Luxemburgo

outro lado

Advogado afirma que técnico vai pagar e recorrer

DA REPORTAGEM LOCAL

A decisão de bloqueio das contas do técnico Vanderlei Luxemburgo por conta de uma dívida com o ex-jogador Edmundo foi "uma injustiça". É o que afirma Antonio Carlos Catta-Preta, advogado do treinador.
O representante de Luxemburgo sustenta que não há dívida porque a quantia de R$ 400 mil já foi paga por meio de depósitos em uma loja de automóveis, indicada por Edmundo. "O Vanderlei já pagou isso", declarou Catta-Preta. Diz ainda que o ex-atleta ficou com os cheques e, mesmo assim, cobrou.
O dinheiro é referente a um investimento que Edmundo faria por meio de Luxemburgo, na versão dos advogados do treinador. Só que a empresa em que o montante foi aplicado faliu. O técnico devolveu os recursos, segundo seu representante.
Apesar de declarar que seu cliente foi injustiçado, Catta-Preta diz que Luxemburgo vai pagar a dívida. "Vamos procurar os advogados de Edmundo e pagar. Mas, depois, vamos recorrer disso."
O processo já transitou em julgado no Tribunal de Justiça do Rio e em instâncias superiores. Não cabe mais recurso. Mas o advogado de Luxemburgo pretende pedir uma ação de rescisão e apresentar provas inéditas.
"Só depois ficamos sabendo que o Edmundo deu declarações de que recebeu o dinheiro. Vamos usar isso", afirma Catta-Preta. "Vamos pagar, mas vamos fazê-lo devolver o dinheiro."
Ao pagar o débito, de R$ 1,3 milhão, as contas de Luxemburgo deixariam de ficar bloqueadas pela Justiça.
Sobre as ações fiscais contra Luxemburgo, o advogado conta que o valor da dívida está em discussão na Receita Federal. E que pretende reduzir o débito, que atualmente é de R$ 1 milhão.
"Os bens não estão impedidos de serem vendidos. Só foram listados pela Receita, que tem que ser comunicada de negociações", afirma. Ou seja, o treinador tem que manter imóveis no valor da dívida para garantir o pagamento.(RM)


Edmundo quer bloqueio no exterior

DA REPORTAGEM LOCAL

Os advogados do ex-jogador Edmundo já entraram com pedido na Justiça para bloquear contas do técnico Vanderlei Luxemburgo no exterior.
O pedido identifica duas contas bancárias do treinador na Espanha. O objetivo dos representantes de Edmundo é bloquear esses valores para pagar a dívida determinada pela Justiça.
Também foi feito o pedido para penhora dos carros de Luxemburgo. Segundo o pedido dos advogados do ex-jogador, o técnico tem cerca de R$ 800 mil em carros. São listados oito carros nos nomes do treinador e de sua mulher.
Não há decisão da Justiça sobre esses pedidos.
Procurado pela Folha, o advogado de Edmundo, Luiz Roberto Leven Siano, confirmou as informações do processo obtidas pela reportagem. E fez apenas um comentário.
"Seria inteligente ele [Luxemburgo] pagar porque estão incidindo juros sobre o valor", disse.
O valor inicial dos cheques de Luxemburgo para Edmundo era de R$ 400 mil. Agora, a dívida já chega a R$ 1,3 milhão.(RM)


Por Juca Kfouri às 14h10

A dura vida das mulheres de técnicos de futebol

Caiu Carlos Alberto Parreira assim como caiu Vagner Mancini.

Um no ocaso de sua carreira outro no começo.

O primeiro com um certo ar de enfado, o segundo com muita sede ao pote.

Juntam-se no desemprego aos badalados Muricy Ramalho e Vanderlei Luxemburgo, além de Nelsinho Batista.

De todos só Muricy aparenta estar na situação de poder escolher, tantos são os seus pretendentes.

Como se vê, é dura, às vezes, a vida do técnico, mesmo a dos mais famosos.

Mas mais dura deve ser a vida das mulheres deles.

Já imaginou aguentá-los em casa, sem ter em quem mandar aos gritos?

Adivinha para quem sobra.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 14 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h43

13/07/2009

Confira a Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 19h24

BH, capital brasileira do futebol

Que hoje Belo Horizonte é a capital do futebol brasileiro nem se discute.

O Galo lidera o campeonato nacional e o Cruzeiro está prestes a torná-la ainda mais, capital do futebol das Américas.

Nem por isso, e como acontece em Porto Alegre, em São Paulo e no Rio, o torcedor mineiro é bem tratado na hora de comprar ingresso para um grande jogo.

Não surpreende que BH seja a capital do futebol brasileiro, terra de Tostão e de Reinaldo, entre tantos.

Mas surpreende que ainda exista futebol brasileiro.

Porque é surpreendente que haja quem compre ingressos.

Por Juca Kfouri às 17h58

Deu no 'EXTRA', de domingo. (Pró-memória)

Nó tático fora de campo

Professores faltosos, descumprimento de cláusulas e prejuízo levam franqueados do IWL à Justiça

Por GUTO SEABRA

Estabelecimento de ensino à distância via satélite e internet, o Instituto Wanderley Luxemburgo (com W e Y mesmo), convive com problemas nada virtuais: um ano e meio depois do lançamento, o IWL tem 57% das unidades fechadas, convive com troca de acusações por quebras de contrato e gritos de prejuízos que já ecoam nos fóruns de Justiça.

No lançamento, tanto Vanderlei Luxemburgo quanto executivos do IWL afirmavam que o instituto saía do forno com 42 franqueados. Este ano, já eram 29 que, agora, são 12 em atividade pelo Brasil. No Rio, apenas a filial da Barra da Tijuca, que pertence ao jogador Petkovic, está aberta. Mas que, por ora, não aceita matrículas dos alunos oriundos da unidade da Graça Aranha, fechada no dia 1º de julho. A Universidade Castelo Branco, que consta no site do IWL como franqueada, além de ser certificadora do curso, sequer tem informação a respeito das unidades de Realengo e do Recreio.

— A Castelo tem história e não vai fazer experiência com o IWL para desenvolver um polo. Estamos negociando detalhes — alega o diretor executivo do IWL, Pedro Pires, no cargo desde outubro de 2008.

Detentora de seis franquias no Brasil e mais duas nos Estados Unidos, a CPED (Companhia Pan-Americana de Educação à Distância) encabeça a lista de rompimento. O advogado Hélcio Kroenberg questiona o projeto pedagógico, a falta de relação com as unidades, o desrespeito à carta de oferta, a falha no sistema de transmissão via satélite, as trocas constantes — e não agendadas — de professores e até as quantias não repassadas da sede às filiais. Na soma, o que o faz ingressar na Justiça, um investimento que ele estima em R$4 milhões pelo ralo.

— O IWL não se consolidou do jeito que foi formatado. Professores sem comprometimento, faltavam muito; o sistema via satélite passou a ser internet... O meu prejuízo é de R$4 milhões — diz Kroenberg, referindo-se ao preço da franquia (R$50 mil) e mais custos para se enquadrar nos padrões de exigência do IWL.

A insatisfação incide também sobre a parceria do IWL com o Sistema Educacional Eadcon, que, de acordo com acusações, transmitirá as aulas por um preço inferior. Os franqueados afirmam que se caracteriza a quebra de contrato já que uma das cláusulas diz que "o franqueador não poderá durante o prazo de vigência do contrato, outorgar outra franquia para a mesma base territorial, mediante prévia e expressa autorização do franqueado".

— Eu nem aceitei matrículas para 2009. Estou fechando — lamenta Jairo Gomes, dono das unidades de Goiânia e Brasília.

Nos cálculos do IWL, 15 unidades estão abertas, já que contabilizam duas que ainda serão inauguradas e uma outra, Londrina, que dá a dimensão da baixa procura.

— Tem curso, mas não tem quórum — afirma a atendente por telefone.

A filial de Araçatuba, no interior de São Paulo, e duas unidades de Miami nem emplacaram 2009.

IWL põe culpa nos franqueados

A queda do número de franqueados, assim como de alunos — 1.056 para 900 —, remete imediatamente à frustração do negócio. Mas o diretor executivo do IWL, Pedro Pires, debita a debandada às pressas das unidades em obter lucro num mercado de ensino à distância.

— Diria que os franqueados não se esforçaram para levar o negócio adiante. Não existe negócio que se retira o investimento em seis meses — rebate Pires, acrescentando que jamais tiveram 42 unidades ao contrário do que era dito no lançamento do IWL.

O executivo defende o IWL. Diz que seu telefone sempre esteve ligado para estreitar relações com os franqueados, não ter havido rompimento de contrato pelo instituto, que pedirá indenização para reparar dano à imagem e admite problemas iniciais no sinal via satélite até trocar o sistema — NS 7 pelo NS 6.

— Pleitear é um direito de todos. Conquistar é para poucos — diz, emendando: — Tivemos problemas até a troca da fornecedora.

Reclamação mais polêmica dos franqueados, a parceria com o Sistema Educacional Eadcom, instituição de ensino à distância, não é vetada por contrato, de acordo com Pedro Pires. Ele explica que a Eadcom fornecerá serviço abaixo do preço, acessível à uma camada mais baixa da sociedade, e por cursos limitados.

— O escopo é diferente.

Além disso, Pedro Pires contesta acusação de que o IWL reteve verbas dos franqueados.

— É o inverso. Eles falaram que receberam cheques pré-datados dos alunos quando é proibido? Não vou lavar roupa suja em público. Não recebemos da maioria das unidades fechadas.

No fim, Pedro garante que Vanderlei Luxemburgo está ciente de todos os passos.

— Ele está a par. A responsabilidade dele é figurativa. Tem contrato de cessão de imagem.

Parceiras deixam o projeto

Assim como a baixa frequência de Vanderlei Luxemburgo e outros renomados, as trocas de professores incomodaram alunos e geraram informações de que o IWL não estaria pagando os valores acordados. A psicóloga Suzy Fleury foi uma das primeiras a abandonar o barco. Regina Brandão, a substituta, também saiu, assim como a ex-jogadora de basquete Hortência.

— Não tinha como manter o compromisso por causa de outros trabalhos — alegou Suzy Fleury.

No meio do tiroteio, alunos que ficaram sem teto admitem ingressar na Justiça contra o franqueado e o franqueador. Como a maioria trabalha com futebol e teme represálias futuras, que possam comprometer a carreira, eles aceitaram falar sob a condição do anonimato:

— Entendemos que o contrato é bilateral. Romperam. O advogado vai decidir quem responderá por isso ou os dois.

Os alunos que têm computador com conexão em banda larga poderão acompanhar as aulas.

Por Juca Kfouri às 16h42

Fiel 100 anos

 

"Todo time tem uma torcida. No Corinthians, a torcida é que tem um time".

A paixão pelo Corinthians já foi motivo de estudos científicos e filosóficos, porém a paixão alvinegra continua inexplicável.

Este livro é uma  homenagem aos cem anos de amor incondicional pelo Timão.


O autor Lázaro Simões Neto, Lalau, deu uma breve entrevista onde falou sobre sua paixão pelo clube e a motivação que o levou a escrever este livro para seus parceiros de dores e alegrias. Confira: 


No ano do centenário, em 2010, o Corinthians deve ser tema de várias homenagens, inclusive livros. Por que você resolveu homenagear a torcida, e não o time?

Não há dúvida que a torcida tem um papel importantíssimo na vida do Corinthians. Nenhuma outra demonstra o amor por um clube com tanta intensidade e consegue, com seu grito e sua força, mudar o rumo dos fatos. Grandes viradas e grandes conquistas tiveram a participação direta dessa gente tão apaixonada. Em 2010, vão falar muito dos jogadores, dos títulos e da história do Corinthians. Seria uma tremenda injustiça faltar uma homenagem à Fiel Torcida, e a tudo o que ela representa nesses 100 anos.

 De que forma o livro "Fiel 100 anos" mostra essa paixão?

A demonstração deste sentimento está presente na palavra, na voz do torcedor, na emoção de cada um dos depoimentos. E também aparece na dramaticidade das fotos e no registro dos momentos históricos vividos pela Fiel, desde a mais explosiva alegria até a mais profunda das decepções.

Lalau (Lázaro Simões Neto) nasceu em janeiro de 1954, em São Paulo. Andou, centenas de vezes, a pé, de bonde, de ônibus e do que fosse para ver o Timão em campo. Esperou, paciente e corintianamente, 23 anos para ser campeão. Adolescente, chegou a treinar no juvenil de um grande clube da capital. Como não era o Corinthians, desistiu. Já tomou um porre inesquecível com o Dr. Sócrates. Trabalha com criação publicitária, projetos literários e, desde 1994, escreve para crianças. É mais um louco.

O livro é da Panda Books e custa R$ 37, com 96 páginas fartamente ilustradas por belas fotos e frases sobre a torcida alvinegra.

Por Juca Kfouri às 13h24

O clássico dos clássicos

 

No próximo dia 17 de julho de 2009, a partir das 16h, será lançado o livro 'O Clássico dos Clássicos - 100 anos de História' no salão nobre da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), localizada na Rua Dom Bosco, 871, no bairro da Boa Vista, no Recife.

Organizado por Roberto Vieira, Lucídio José de Oliveira e Carlos Celso Cordeiro, o livro tem 50 crônicas sobre os 50 maiores jogos entre Náutico x Sport na história, além de curiosidades que cercam o encontro centenário.

'O Clássico dos Clássicos' não tem contracapa, mas duas capas: uma alvirrubra e outra rubro-negra.

Uma das capas dá acesso a 25 jogos inesquecíveis para alvirubros; a outra dá acesso a 25 jogos inesquecíveis para os rubro-negros.

Nele tudo é dobrado.

Os prefácios são dos jornalistas e cronistas esportivos Lenivaldo Aragão (o lado alvirrubro) e Fernando Menezes (o lado rubro-negro).

As apresentação são dos jornalistas Juca Kfouri (o lado rubro-negro) e Celso Unzelte (o lado alvirrubro).

E as orelhas ficaram a cargo do ex-goleiro e atualmente escritor e blogueiro Valdir Appel (o lado rubro-negro) e do pesquisador social Túlio Velho Barreto (o lado alvirrubro).

O derby Náutico x Sport é o terceiro mais antigo do futebol brasileiro, ficando atrás apenas de Fluminense x Botafogo - o clássico vovô - e Internacional x Grêmio, que ocorreu pela primeira vez apenas uma semana antes do primeiro Náutico e Sport.

No próximo dia 26 de julho ocorrerá a 513ª edição do "Clássico dos Clássicos", quando será disputado um troféu entregue pela Federação Pernambucana de Futebol, exatamente no final de semana em que os centenários rivais se enfrentaram pela primeira vez com vitória do Náutico por 3 a 1.

Por Juca Kfouri às 13h10

12/07/2009

Brasileirão com cara democrática

Ultrapassado o primeiro quarto do Brasileirão, os quatro primeiros colocados são cada um de um estado diferente: Minas, com o Galo, Rio Grande do Sul, com o Inter, Bahia, com o Vitória, e São Paulo, com o Palmeiras, estão na liderança.

Em compensação, lá embaixo, dois dos quatro são do Rio, Botafogo e Fluminense, além de um de Pernambuco, o Náutico, e outro de Santa Catarina, o Avaí.

E o Vasco não está entre os quatro da Série B que promete no ano que vem...

Foram 37 gols na décima rodada, quase quatro gols por jogo.

E média de público, sem contar o jogo de Barueri que, talvez por vergonha, não forneceu público e renda em franco desrespeito ao Estatuto do Torcedor, foi de 16 mil pagantes por jogo, o que não é pouco para os nossos padrões.

Mas deve baixar, porque em regra o jogo em Barueri é o de menor público.

Por enquanto, a façanha fica por conta do Engenhão, com 4.818 pagantes no jogo do Fluminense.

O melhor público foi o do Olímpico, com 30.071 pagantes.

Como nesta quarta-feira teremos a decisão da Libertadores, com o Cruzeiro na parada, a partir do próximo fim de semana o Brasileirão será, enfim, o centro das atenções.

Por Juca Kfouri às 21h31

Vitória arrasador

O Vitória fez 4 a 1 no Santos ainda no primeiro tempo no Barradão, com mais de 17 mil pagantes.

Aliás, aos 27, já estava 4 a 0 e só não estava 8 a 0 por detalhes.

Roger, aos 3, numa lambança admirável do goleiro Douglas, e aos 15, Willian aos 23 e Victor Ramos faziam gols como se tirassem um doce de uma criança.

E o Santos só diminuiu, aos 47, com Kléber Pereira, porque Victor Ramos fez um pênalti bobo em Pará.

Com vergonha na cara do Santos e com um certo enfado do Vitória, o segundo tempo foi mais santista e Paulo Henrique, aos 15, diminuiu para 2 a 4.

Mas, de pênalti, Leandro Domingues fez o quinto gol baiano, aos 27.

E Jackson fez 6 a 2, aos 33, para selar a goleada histórica e, provavelmente, o destino de Vagner Mancini no Santos FC.

Que campanha faz o rubro-negro baiano nas mãos de Paulo César Carpegiani!

Está em terceiro lugar, a apenas dois pontos do líder Galo.

Enquanto isso, no Engenhão, o Santo André, que adora ganhar no Rio, abriu o placar logo de cara num gol contra do Fluminense.

E levou muito mais perigo ao gol do time de Parreira, objeto de protestos da torcida tricolor, do que correu riscos durante todo o primeiro tempo.

No segundo tempo o Flu parecia um time à beira de um ataque de nervos, embora tenha pressionado bem mais que nos primeiros 45 minutos.

Uma lástima, típica de um time sem vergonha, como cantavam os poucos tricolores presentes (4.818) ao estádio do Botafogo.

O Ramalhão, que não tem nada com isso, voltou feliz para o ABC e deixou o Flu na ZR, junto com o Botafogo, Náutico e Avaí.

Já na Ilha do Retiro (16.645 pagantes), o Sport venceu o Goiás, por 1 a 0, graças a um pênalti polêmico (bola na mão ou mão na bola?), convertido por Fabiano, aos 17 do primeiro tempo.

Leão não dirá, mas deve estar convencido de que fez bem em sair dizendo que estavam roubando o seu time.

Por Juca Kfouri às 20h27

Galo volta a liderar

Que o Galo mudou para melhor é fora de dúvida.

Não só voltou a liderar o Brasileirão como não perde mais para os reservas do rival Cruzeiro, algo que o humilhou em tempos recentes.

E se o primeiro gol, de Júnior, aos 40, nasceu de uma pixotada de Diego Tardelli, o segundo foi mérito dele no passe para  Alessandro marcar, aos 42.

Verdade que o centroavante Zé Carlos, do Cruzeiro, foi expulso corretamente nem bem o jogo começara, mas o Galo não tem nada com isso.

Éder Luís fez 3 a 0, em lambança do goleiro Andrei, para a festa ser completa no Mineirão com 22.583 pagantes e depois de 12 jogos sem vencer o rival.

Já o ex-líder Inter segue em sua via crucis.

Tomou mais três hoje, agora do Furacão, depois de sair na frente, com Nilmar, em bola desviada.

Mas o time paranaense, em casa, com 16.747 pagantes, virou para 3 a 1, com dois gols de Marcinho e um de Wesley.

Alessandro ainda diminui, mas era tarde.

Tite resistirá ou ele mesmo pedirá para sair?

Para desespero colorado, o rival Grêmio atropelou o Corinthians no Olímpico (30.071 pagantes), com um 3 a 0 feito só no primeiro tempo, gols de Alex Mineiro, Jonas e Rafael Marques, o terceiro já depois que o zagueiro paulista Jean tinha sido expulso.

William e Chicão fizeram mais falta que Réver e Maxi Lopes no primeiro duelo entre os Mosqueteiros desde que, no mesmo palco, em 2007, o tricolor despachou o alvinegro da Série A.

E, no Morumbi (21.648 pagantes), São Paulo e Flamengo ficaram no 2 a 2.

Denis deu o primeiro gol rubro-negro de presente para Fierro, logo aos 3 minutos, mas, depois, evitou o segundo, que seria de Adriano.

Então, Borges, como sempre, empatou e, de pênalti, o Imperador, que fôra derrubado na área, fez 2 a 1.

Jorge Wagner, também de pênalti,  em lance em que Miranda foi derrubado fora da área, já no segundo tempo e com o São Paulo com 10 por causa da expulsão de Renato Silva, empatou de novo.

Nenhum dos dois teve motivo para sair feliz de campo e Washington foi derrubado na área no fim do jogo sem que o árbitro desse nada.

Por Juca Kfouri às 17h57

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico