Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

25/07/2009

O Inter não é mais aquele. Já o Avaí...E o Grêmio sobe

Já sem Nilmar, o Inter levou um baile do Botafogo no primeiro tempo de Engenhão, com 9 mil torcedores.

O placar de 2 a 0 com gols de Wellington, aos 10, e de André Lima, aos 16, não espelha o que aconteceu nos primeiros 45 minutos.

Porque teve bola na trave gaúcha, teve bola que raspou a trave, teve milagre do goleiro colorado, teve de tudo na exibição alvinegra, com apenas um lance de maior perigo proporcionado pelo tão badalado Inter.

Ou o Inter virava ou corria o risco de ser desalojado do G4 amanhã por Corinthians, Barueri e Vitória.

Para piorar, no Olímpico, o rival Grêmio ia para o intervalo ganhando, de virada, do Santo André.

Os paulistas fizeram 1 a 0 com Antônio Flávio, aos 19, os gaúchos empataram, aos 43, com Rafael Marques, e viraram com Souza, em seguida, num golaço de fora da área.

No segundo tempo, o mesmo Rafael Marques, ex-Botafogo por sinal, fez 3 a 1 para o tricolor gaúcho, que está chegando.

O Ramalhão ainda diminuiu no último segundo: 3 a 2.

E, na Arena da Baixada, o Avaí de Silas, e de Guga, com gols de Muriqui, aos 10, e William, aos 27, fazia 2 a 0 no Atlético Paranaense, para construir sua quarta vitória seguida, a terceira consecutiva fora de casa.

E afundava o Furacão na ZR, ainda mais que, no segundo tempo, William fez o terceiro gol, embora Marcinho tenha diminuído em seguida: 3 a 1.

O Inter voltou para o segundo tempo sem os inoperantes D’Alessandro e Bolaños, mas com Giuliano e Leandrão.

Nem bem o segundo tempo tinha completado seu primeiro minuto e a arbitragem, que tem sido generosa com o Inter, talvez preocupada com DVDs ou coisas do gênero, marcou um pênalti pra lá de duvidoso, que Andrezinho aproveitou para diminuir.

Logo depois, Juninho, de novo em cobrança de falta, acertou a trave de Michel Alves.

O Botafogo continuava melhor em campo, muit mais próximo do terceiro gol do que de sofrer um empate que seria injusto.

Aos 17, o bandeirinha deu um impedimento duvidoso do Botafogo que redundaria em gol.

No minuto seguinte, Leandrão empatou, em posição duvidosa.

E Reinaldo entrou no lugar de Renato, no Glorioso, agora sim com motivo para estar queixoso.

Por pouco, aliás, quando o Botafogo mais pressionava, o Inter não virou com Giuliano.

Jônatas se preparava para entrar no lugar de Victor Simões, porque o Botafogo queria a justa vitória que deixava escapar.

E como o que é do homem o bicho não come, Alessandro, em falha de Kléber, fez 3 a 2 para o Fogão, aos 30.

Wellington pediu para sair e Thiaguinho entrou em seu lugar.

E, no Inter, Magrão saiu para entrar Marcelo Cordeiro.

A 14ª. rodada começou cheia de gols: 14 gols em três jogos.

E, como disse Ney Franco, no domingo passado, jogando como jogou, não há como o Botafogo cair.

Já o Inter ou melhora muito ou pode esquecer do tetracampeonato no 30º. ano sem título no Brasileirão.  

Por Juca Kfouri às 20h38

A pizza e a ânsia

Tribunal aprova a farra

Mesmo com irregularidade constatada, TCU isenta autoridades do Jogos Pan-Americanos em gastos de R$ 21,5 milhões, aplicados nas solenidades de abertura e encerramento do evento 

Por José Cruz    

 

Dois anos depois de ter sido realizado, revela-se o mais recente escândalo financeiro dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, conforme auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU).  

No terceiro processo que julgou a exorbitância dos gastos naquele evento — cerca de R$ 4 bilhões —, auditores do TCU identificaram que as cerimônias de abertura e enceramento da competição esportiva, ao custo de R$ 21,5 milhões aos cofres públicos, não teve licitação de preços.

 Apesar dessa flagrante irregularidade, plenamente identificada pelos auditores do processo, o então ministro relator, Marcos Vinicios Vilaça (aposentado no último dia 30), isentou os acusados de qualquer culpa. Entre eles estão o presidente do Comitê Organizador do Pan, Carlos Arthur Nuzman, e Ricardo Leyser Gonçalves, do Ministério do Esporte. A ordem de Vilaça foi arquivar o processo. 

 Ao fugir da exigência legal, o Comitê Organizador do Pan e Parapan-americanos fez duas contratações. Inicialmente, chamou o senhor Scott Givens como consultor. Ele é da Five Currents, empresa dos Estados Unidos, especializada em grandes eventos, entre eles os Jogos de Inverno de Salt Lake City (EUA), em 2002, as Olimpíadas de Atlanta, em 1996, e comemorações dos 50 anos da Disneilândia.  

Só por essa consultoria, o governo do Estado do Rio de Janeiro pagou R$ 883.350.  

Em seguida, o Comitê Organizador do Pan contratou a brasileira WA Tranze Eventos, Promoções e Publicidade Ltda para executar o projeto das cerimônias do Pan. A abertura, inclusive, ganhou destaque internacional devido a uma vaia do público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua chegada ao estádio do Maracanã.

O mais estranho nesse processo que o TCU arquivou é que o presidente do Comitê Organizador do Pan e Parapan, Carlos Arthur Nuzman, justificou que fugiu da concorrência para contratar serviços por se tratar de uma "emergência".  

 A explicação, contudo, contrasta com o anúncio do Rio de Janeiro para receber o Pan, feito em 2002, isto é, cinco anos antes.    

 Sobre esse argumento, que está no Acórdão 1250/2009, o ministro relator do processo, Marcos Vilaça, reforça as datas extremas:  

"A necessidade de realização das cerimônias e mesmo sua data já eram conhecidas pela administração pública em 2002, quase cinco anos antes do evento, quando foi assinado o Acordo de Obrigações e Responsabilidades com a Organização Desportiva Pan-americana (Odepa)".

Jogo de empurra

 

A análise que consta no relatório não deixa dúvida de que houve séria irregularidade. A demora para realizar a tal licitação de preços deveu-se à indecisão dos governos municipal e estadual do Rio de Janeiro, bem como o Governo Federal, que se lançaram em um jogo de empurra para decidir quem pagaria a conta.

Na emergência, e apenas a seis meses da abertura do Pan, sobrou para a União desembolsar os R$ 21,5 milhões.  

Em decorrência, o Comitê Organizador formou um Núcleo de Criação e Gerência das Cerimônias dos Jogos (NCGJ). Mas a iniciativa da equipe liderada por Nuzman não foi bem-sucedida, com afirma o próprio relatório de Marcos Vilaça, quando ressaltou "a inexperiência gerencial do Comitê Organizador do Pan, que, mesmo após dispor da verba federal, demorou demasiadamente em adotar medidas à celebração do convênio (com a WA Tranze Eventos)" 

Superfaturamento identificado duas vezes 

 O primeiro processo do TCU já concluído, em maio, com indícios de irregularidades nos gastos dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro refere-se ao contrato de R$ 22,4 milhões, entre o Ministério do Esporte e a empresa Fast Engenharia, para a construção de estruturas temporárias na Vila do Pan.  

O TCU exigiu que Luiz Custódio Orro Freitas, da Fast, e Ricardo Leyser Gonçalves, do Ministério do Esporte, envolvidos na execução do contrato, apresentassem defesa à denúncia de superfaturamento ou devolvessem R$ 2,7 milhões ao Tesouro Nacional. A defesa já foi apresentada. 

O segundo processo do TCU, em junho, identificou superfaturamento de R$ 2,7 milhões no serviço de hotelaria da Vila Pan-Americana. Nesse documento, mais uma vez Ricardo Leyser Gonçalves, representante do Ministério do Esporte no Comitê Organizador do Pan, é citado como um dos responsáveis pelo ato, ao lado da empresa Consórcio Interamericano.

O perdão oficial

Depois que os envolvidos neste processo apresentaram suas jutificativas, o ministro Marcos Vilaça sentenciou:

"Pelo exposto julgo que as razões de justificativas apresentadas por Ricardo Leyser Gonçalves, do Ministério do Esporte, devem ser acolhidas, afastando-se sua responsabilidade em relação aos atos praticados. Quanto aos gestores do Comitê Organizador, senhores Carlos Arthur Nuzma, André Gustavo Richer e Leonardo Gryner, mesmo reconhecendo que suas condutas foram irregulares, acredito que suas razões de justificativas também possam ser acolhidas, em caráter excepcional, em face do conjunto de circunstâncias atenuantes mencionado anteriormente (no processo).  

Por Juca Kfouri às 18h41

Bahia bate o Basco

Inevitável a divisão.

NA Série B de Basco, de Bahia e de Bugre, o Bahia ganhou do Vasco, com o estádio lotado apesar da campanha pela torcida zero, porque a paixão é sempre maior que a razão.

Os três gols sairam no segundo tempo.

O Vasco fez 1 a 0 e o Bahia virou.

O Vasco saiu do G4 e o Bahia está a quatro pontos do quarto colocado, em 11o. lugar.

Adoraria ver, nesta ordem, Vasco e Bahia de volta à primeira divisão.

Como a Ponte Preta e o Bugre.

Mas como a chance do Vasco parece maior que a do Bahia, porque os cruzmaltinos estão em mãos melhores que o tricolor, não há como não ficar dividido diante do resultado.

Por Juca Kfouri às 18h17

24/07/2009

Um calendário inteligente para o nosso futebol

 

O autor deste livro é um estudioso das coisas do nosso futebol.

E, pela segunda vez, faz livro de suas idéias sobre o calendário ideal para o futebol brasileiro.

Luis Filipe ChateauBriand não dá sossego à burrice que ainda impera no Patropi.

Se você quiser ler, entre em www.publit.com.br.

E divirta-se.

Ou se irrite porque, por aqui, o óbvio é palavrão.

Por Juca Kfouri às 22h54

Ricardo Gomes marcou o filho de Garrincha

Em entrevista que irá ao ar amanhã, às 21h, na ESPN, o técnico do São Paulo, Ricardo Gomes, revela que em seu primeiro treino no Fluminense teve a incumbência de marcar o filho de Mané Garrincha.

"Nunca tinha contado isso, coisas que a gente guarda e vai contando aos poucos", disse.

Fato é que se deu bem e ficou no tricolor onde teve carreira vitoriosa.

Saiba mais sobre este filho de Mané, o Neném, que morreu em acidente de automóvel nove anos depois da morte do pai.

José Geraldo Filipe "NENÉM", filho de Mané Garrincha, foi jogador do Belenenses em 1979/80.

Neném, era ainda muito jovem quando chegou ao Belenenses, vindo do Fluminense. 

Teve uma passagem discreta pelo Belenenses, de onde se transferiu para a Suíça.

Estava de férias em Portugal quando morreu num acidente de automóvel, em Fafe, no dia 20 de Janeiro de 1992, aos 28 anos.

Por Juca Kfouri às 13h44

Na 'Folha" de hoje

Fernando Sarney omite centro de futebol em IR 

Em diálogo gravado pela PF, vice-presidente da CBF afirma ter centro de treinamento

Fifa veda aos dirigentes de suas entidades negócios que se traduzam em ganhos para si mesmos; filho de Sarney não se pronunciou


LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

E
m diálogo captado pela Polícia Federal, o empresário Fernando Sarney, vice-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), diz manter um negócio de venda de jogadores de futebol no Maranhão.

O empreendimento não está declarado em seu Imposto de Renda do ano passado, segundo a Folha apurou.

Na conversa, gravada com autorização da Justiça, o filho do senador José Sarney (PMDB-AP) conta a um interlocutor não identificado que possui um centro de treinamento com 28 jogadores em Imperatriz (MA) e que no ano passado vendeu quatro deles para o clube Cruzeiro (MG).

O código de ética da Fifa veda aos dirigentes de suas entidades associadas, como a CBF, a realização de negócios que representem conflito de interesses e que se traduzam em ganhos financeiros pessoais, para parentes e amigos.

Uma das normas da Fifa determina também que a negociação de jogadores seja feita por agentes credenciados por suas entidades associadas.

Fernando Sarney não está e nem poderia ser credenciado como agente na CBF por ser vice-presidente da entidade.

A CBF informou que não iria se manifestar sobre o assunto por desconhecer a atividade exercida por Fernando e a investigação da PF.

A reportagem tentou falar com Fernando e seu advogado, Eduardo Ferrão.

Foram deixados recados na TV Mirante, dirigida por Fernando, e no escritório do advogado, mas eles não ligaram de volta.

O diálogo foi captado na Operação Boi Barrica, acompanhada pelo Ministério Público e pela Justiça Federal.

Fernando Sarney foi indiciado por quatro crimes e é apontado como chefe de uma quadrilha que praticava tráfico de influência no governo, principalmente no setor de energia, comandado politicamente por seu pai.

A conversa sobre a venda de jogadores se deu no dia 27 de março do ano passado, às 10h10.

Seu interlocutor não foi identificado pela PF, mas chama Fernando de "tio".

"Outra coisa: eu tenho hoje um CT [centro de treinamento], eu tenho 28 jogadores permanentes, até 17 anos, ótimos meninos. Quando você entrar nesse negócio aí, se tiver alguém de fora, Europa, você se lembra de mim, que a gente pode ganhar uma grana boa, tá bom?", diz Fernando.

"Tá bom. Depois a gente conversa direito, porque tem esse cara aí", diz o interlocutor.

"Esse cara, um dia desses, se quiser ir lá vai ficar empolgado. Eu tenho um negócio que, aqui em São Paulo, só o São Paulo tem, nem o Corinthians tem. Alojamento, os meninos moram lá. Eu vendi quatro para o Cruzeiro. Lindo!", completa Fernando.

O filho de Sarney tem uma participação ativa na CBF.

Em fevereiro deste ano, por exemplo, chefiou a delegação da seleção brasileira no jogo contra a Itália, em Londres.

De acordo com as conversas captadas pela PF, Fernando atua em diferentes áreas empresariais e políticas.

Além de comandar o conglomerado de comunicação da família, que inclui uma afiliada da Rede Globo, rádios e jornal, ele, segundo a PF, é sócio oculto do Grupo Marafolia (que realiza eventos festivos) e participa da indicação de cargos em estatais do setor elétrico.

Fernando nega quaisquer irregularidades.

Colaborou RODRIGO MATTOS, da Reportagem Local 

Por Juca Kfouri às 10h11

Atlético Mineiro e Corinthians dominam a 13a. rodada

Dos seis times que estavam na frente do Brasileirão antes da 13a. rodada, só dois venceram: o líder Galo e o agora quarto colocado Corinthians.

Ambos venceram por 2 a 1.

O Galo, com o Mineirão com 56 mil torcedores, bateu no Fluminense e viu o goleiro Aranha em noite de gavião.

O Corinthians, com o Pacaembu com 26 mil torcedores apesar do frio e da chuva, bateu no Vitória e viu o gavião Felipe em noite de Aranha.

A rodada teve 25 gols, 2,5 por jogo e público médio de 18.600 pagantes.

O público do Mineirão foi o melhor e o de Santo André, com apenas 1.700 torcedores foi o pior.

O único visitante que venceu foi o Cruzeiro, mas houve quatro empates, nenhum sem gols.

E a rodada marcou a degola de mais um técnico, o nono em 13 rodadas: agora foi a vez de Cuca, demitido do Flamengo.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 24 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h06

23/07/2009

Rodada alvinegra, de Galo e Timão

O Corinthians fez um primeiro tempo quase impecável no Pacaembu diante do bom time do Vitória.

E com quase 25 mil torcedores, apesar do frio e da chuva em São Paulo.

Fez dois belos gols, o primeiro com Dentinho, em lindo passe de Ronaldo, o segundo com Jean, em lindo passe de Douglas, aos 20 e aos 30 minutos.

Nas poucas vezes em que o Vitória chegou com perigo, Felipe interveio muito bem, melhor até do que Viáfara, que fez apenas uma grande defesa, em chute de Elias de fora da área.

Mas, aos 42, Apodi recebeu ótimo passe de Leandro, Diego bobeou na marcação e o rubro-negro diminuiu, promessa de sofrimento alvinegro no segundo tempo, como tem acontecido sempre que o alvinegro livra dois gols de diferença.

Se Jucilei jogava bem e Morais, mais uma vez, decepcionava, Ronaldo chegou a escorregar bizarramente numa cobrança de falta, digna das videocassetadas do Faustão.

O que compensou em seguida com o passe para Dentinho, que matou no peito e, sem deixar a bola cair, mandou para a rede.

Aí, levou cartão amarelo porque tirou a camisa para mostrar a camiseta com a inscrição "100% Lulinha", o amigo que foi emprestado para o Estoril, de Portugal.

No Mineirão cheio de gente, com 56 mil pagantes, o Galo ficava no 0 a 0 com o Fluminense, embora dominasse e obrigasse o goleiro Fernando Henrique a fazer pelo menos duas boas defesas com os pés, como é de seu estilo.

Aranha, o goleiro do Galo, só foi obrigado a trabalhar num belo chute de Fred, mais ou menos no estilo do gol de Dentinho.

E, no Couto Pereira, em jogo que não acompanhei, o Sport saiu na frente com Dutra, de cabeça, aos 18, e Marcelinho Paraíba, aos 30, empatou de pênalti.

Quando começaram os segundos tempos, o Corinthians estava em quarto lugar, a apenas três pontos do líder isolado Galo.

Mas o Vitória logo de cara mostrou que iria buscar o empate com todas as suas forças.

A Fiel sentiu o drama e tratou de tentar animar o time, que errava muito, principalmente sempre que a bola caía nos pés de Morais, uma dessas insistências incompreensíveis no mundo do futebol.

A tal ponto que Mano Menezes, aos 8, desistiu de insistir, embora Morais seja jogador de seu empresário, Carlos Leite.

Mesmo gripado e com dois cartões amarelos, poupado para o clássico contra o Palmeiras no domingo, Jorge Henrique foi para o jogo.

No Mineirão, o Flu tentava equilibrar as coisas com uma postura mais agressiva, mas não conseguia conter o Galo.

Até que, aos 14, Serginho, aproveitou-se de uma bola mastigada na grande área e fez justiça ao botar o Galo na frente: 1 a 0.

Então, perdido por um, perdido por 10, o Flu foi à frente e exigiu duas defesas de Aranha.

Mas perdido por um, perdido por dois.

Em inevitável contra-ataque, a bola veio da esquerda de Éder Luiz para Diego Tardelli marcar seu oitavo gol no Brasileirão: 2 a 0.

E o Corinthians só se defendia no Pacaembu, repeteco dos jogos contra o Fluminense, Sport e Cruzeiro.

Apodi pintava e bordava nas costas de Diego, sem cacoete para jogar pela lateral do campo.

Ronaldo não estava nada feliz e ajudava mais como zagueiro do que como atacante.

E Douglas saiu, ele que nesta quinta-feira deve definir sua ida para o futebol árabe, para entrar Moradei.

Só dava Vitória, que mandava no meio de campo, e Felipe, que salvava bola em cima de bola.

Mais uma vez, o Corinthians vivia uma pane geral e irrestrita, enquanto o líder Galo tomava um certo sufoco do Flu que, aos 34, diminuiu com Kieza.

E só não empatou porque Aranha estava em noite inspirada.

Nada, portanto, que evitasse que o Galo livrasse três pontos do vice-líder Palmeiras e que o Flu ficasse na vice-lanterna, com os mesmos 10 pontos do último, o Náutico.

E se o Coritiba não gostou do 1 a 1 com o Sport, ao menos viu o rubro-negro pernambucano sair da ZR e o rubro-negro paranaense, seu rival Atlético Paranaense, voltar à ZR.

E o Corinthians, aos trancos e barrancos, embora, no fim, Ronaldo e Elias quase tenham feito o terceiro gol, já está em quarto lugar, o que abre vaga para o quinto colocado, o Grêmio Barueri, na Libertadores-2010.

Por Juca Kfouri às 22h59

Por que o dólar caiu...

Este blog está prestes a completar quatro anos.

Durante todo este tempo, não houve uma semana sem que recebesse alguma reclamação de torcedor mal-tratado na hora de comprar ingresso.

O que você lerá abaixo é rigorosamente inédito.

O homem mordeu o cachorro.

Juca,

Fui ao Pacaembu ontem e comprei ingresso para o jogo de hoje do Timão.

As bilheterias não estão perfeitas, mas melhoraram 500% desde alguns anos:

1) Fila organizada;
2) Quase zero de cambista (só tinha um!);
3) As bilheterias têm ingressos (pasme!);
4) Dá para pagar no cartão de crédito e débito (pasme ao quadrado!);
5) Sinalização em três línguas.

O sistema de venda de ingresso ainda é lento... mas é muito melhor do que já foi e nem se compara às sacanagens de bilheterias paradas propositalmente, as filas imensas, os compradores de cambista furando fila e entrando na frente de todo mundo e os cambistas aos montes tentando vender para quem estava na fila.

Não sei o que houve e quem colaborou para mudar a roubalheira que estava instalada antes, mas seja lá o que for, melhorou bastante, oxalá seja disto para melhor.

Abraço,

Nilson Bonadeu

Por Juca Kfouri às 17h51

Coisa de gênio

A Gente Merece Ser Feliz

 

Composição: Ivan Lins / Paulo Cesar Pinheiro

Tudo que eu fiz
Foi ouvir o que o meu peito diz:
Que apesar de toda mágoa
Vale a pena toda luta
Para ser feliz

Tudo que eu fiz foi seguir a mesma diretriz
Confiando e acreditando
Que na vida todo mundo pode ser feliz
É preciso crer no coração
Porque se não
Não tem razão de se viver
E eu quero ver
Nascer um tempo bom

Meu peito diz:
Coração da gente é igual país
Não deu certo uma mudanca, você muda de esperança

Porque a gente merece ser feliz

Por Juca Kfouri às 13h28

Uma quinta para três

Galo, Vitória e Corinthians estão entre os seis primeiros colocados do Brasileirão e jogam nesta quinta-feira.

O Galo é o primeiro, o Vitória é o quinto e o Corinthians é o sexto.

Todos os times que estão à fente deles jogaram ontem e não venceram.

O Palmeiras, em segundo lugar, perdeu.

O Inter, em terceiro, e o Barueri, em quarto, empataram.

Se o Galo vencer o Fluminense hoje no Mineirão, como tem tudo para acontecer, vai livrar três pontos sobre o Palmeiras.

Se o Vitória vencer o Corinthians hoje, no Pacaembu, vai ocupar a terceira colocação, desalojando o Inter pelo saldo de gols.

E se o Corinthians, diante de sua torcida, vencer o Vitória, subirá para o quarto lugar, deixando para trás Barueri e Vitória e ficando a apenas dois pontos do Palmeiras, com quem jogará no domingo.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 23 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h19

Rodada boa para o Galo, Vitória e Timão

Alecsandro fez dois gols em impedimento para o Inter no primeiro tempo, no Beira-Rio, aos 30 e 37.

Daqueles gols que um cartola leviano mandaria botar num DVD e que um observador frio diria que foram apenas frutos de erros do bandeirinha, o segundo por apenas 30 centímetros, uma régua escolar.

Ainda mais que, no fim do primeiro tempo, o árbitro deu um pênalti inexistente para o São Paulo, desperdiçado por Washington e defendido por Lauro.

Mais que a arbitragem, errou a defesa do São Paulo que levou dois gols idênticos, porque uma zaga que tem Renato Silva não pode ser levada a sério.

Hernanes diminuiu logo no começo do segundo tempo para dar novo tempero ao jogo e mais motivo ainda para os são-paulinos reclamarem da arbitragem: era para estar 1 a 0...

E Jean, num golaço por cobertura aparentemente sem querer, aos 23, empatou. Era para estar 2 a 0...

O São Paulo repetia o Fluminense no Beira-Rio e chegava aos 2 a 2 depois de perder por 2 a 0.

Restava saber se tomaria mais gols depois, como fez o tricolor carioca.

Não tomou, por pouco, mas não tomou, porque Taison que entrou nos minutos finais, como D'Alessandro, quase desempatou.

Tite segue firme porque, nisso, Fernando Carvalho parece coerente, razão pela qual este blogueiro perdeu a aposta de que Muricy Ramalho iria para o Inter. 

O Santos já tinha batido o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, na estréia de Vanderlei Luxemburgo que deixou Paulo Henrique e Neymar no banco, os botou para jogar no segundo tempo e viu Neymar fazer o gol da vitória pela contagem de 1 a 0, aos 27.

O jogo foi duro de ver, mas a vitória santista foi incontestável, até em função da fragilidade do Furacão, de novo na ZR.

Como é incontestável a reação do Goiás que quebrou a invencibilidade de Jorginho à frente do Palmeiras.

Diego Souza, para variar, aos 7 do segundo tempo, fez um golaço de fora da área, mas, aos 30, que ironia, Léo Lima empatou de pênalti duvidoso, mas perfeitamente marcável.

No fim, Bruno Meneghel fez 2 a 1 em lance legalíssimo num jogo bem disputado pelos dois esmeraldinos.

Já Naútico empatou com o Botafogo nos Aflitos, também 2 a 2, como em Porto Alegre.

Juninho abriu o marcador para o Glorioso no primeiro tempo, aos 20.

Gilmar empatou de pênalti, inexistente, no segundo, aos 13, e virou, de cabeça, aos 22.

Reinaldo empatou outra vez, ao pegar rebote de falta batida por Juninho, aos 31.

Até aqui, Galo, Vitória e Timão é que se deram bem na rodada.

O Galo porque se vencer o Flu amanhã, como deve vencer no Mineirão, livrará três pontos sobre o Palmeiras.

E Vitória e Corinthians, que jogam também amanhã, no Pacaembu, podem subir no G4.

Por Juca Kfouri às 23h51

22/07/2009

Avaí e Cruzeiro reagem. Fla decepciona

Dando sequência aos bons resultados obtidos fora de casa, eis que o Avaí presenteou sua gente com bela vitória em casa, contra o ascendente Grêmio: 1 a 0, gol de Ferdinando, aos 4 minutos do segundo tempo, período em que o time catarinense ficou, a partir dos 17, com um jogador a menos.

O Avaí está de parabéns. 

Como está o Cruzeiro que começou a sua reação com uma valorizada vitória sobre o Santo André, no ABC paulista, 2 a 0, gols no segundo tempo, com Kléber, aos 14, e Diego Renan, que acabara de entrar em campo no lugar de Bernardo, aos 24.

O Cruzeiro brigará, no mínimo, por vaga na Libertadores, jamais para não cair.

E, no Maracanã, o Grêmio Barueri foi melhor e saiu na frente do Flamengo com mais um gol de pênalti de Val Baiano logo no começo do segundo tempo, aos 8, tomou o empate de Emerson, aos 24, teve uma chance de ouro de fazer o segundo gol, mas perdida por Márcio Careca em contra-ataque, e livrou-se da derrota no fim quando Willians mandou na trave do time paulista.

Cuca balança.

A torcida cantou-lhe um esperançoso adeus.

Por Juca Kfouri às 21h24

Ronaldo não terá vida fácil contra o Flamengo

 

Por Juca Kfouri às 17h51

Muricy Ramalho, o técnico mais bem pago do país

O Palmeiras queria Muricy Ramalho e mandou Vanderlei Luxemburgo embora.

O Santos queria Muricy Ramalho mas teve de se contentar com Vanderlei Luxemburgo.

Muricy Ramalho não queria nem o Palmeiras nem o Santos, porque queria o Inter.

Mas se convenceu de que Fernando Carvalho fala sério quando, corretamente, respalda Tite.

Daí, Muricy Ramalho se convence de que é melhor um pássaro na mão do que dois voando, ainda mais com salário mais alto no Palmeiras do que o rival Luxemburgo no Santos.

E se acerta com o Palmeiras, porque quer o tetra do Brasileirão.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 22 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 00h26

21/07/2009

Por que o Cruzeiro não é tri

Na "Folha de S. Paulo" de domingo:

TOSTÃO

Cruzeiro tropeçou na alma

 

O Cruzeiro perdeu, também, por não ter controlado a ansiedade de decidir um título importante em casa

A ANSIEDADE é uma reação normal e necessária ante um perigo real e objetivo.

No caso dos atletas, a ameaça é a derrota e o fracasso.

Todos os jogadores, de alguma forma, alternam-se emocionalmente em uma decisão, ainda mais quando se decide em casa, diante de um inevitável otimismo.

A ansiedade, até certos limites, é benéfica.

Há uma maior produção de substâncias químicas e o jogador fica mais atento e mais vibrante.

Se a ansiedade for exagerada, o cérebro deixa de comandar o corpo, e os atletas passam a errar passes e finalizações.

O nervosismo pode levar também à inibição, à perda da espontaneidade e da criatividade.

Foi o que aconteceu com o Cruzeiro.

Todos sabiam que a partida seria difícil, mas não se esperava que o time jogasse tão mal.

Independentemente da qualidade dos adversários, outros clubes brasileiros tiveram a mesma dificuldade psicológica em decisões no Brasil.

Nelson Rodrigues, com seu delicioso exagero, dizia que quem ganha e perde partidas é a alma.

O Cruzeiro correu, foi vibrante, mas confuso. Tropeçou na alma.

Evidentemente, não foi apenas por isso que perdeu.

O Estudiantes tem um bom time, um craque no meio-campo (Verón) e atuou com inteligência tática.

Cada atleta é de um jeito e reage de uma maneira diferente às emoções de uma partida importante.

É preciso separá-los para se ter uma abordagem emocional feita por um psicólogo em um trabalho a médio prazo.

Mas a maioria dos clubes só gosta de palestras ocasionais, motivadoras, de autoajuda.

Existem jogadores que crescem na adversidade.

São geralmente ambiciosos e perfeccionistas.

Isso é fundamental para ser um craque.

Outros se inibem quando são vaiados, criticados e enfrentam grandes dificuldades.

Há atletas mimados, que só jogam bem se forem destaques da equipe.

Ao lado de jogadores melhores, como em uma seleção, se apagam.

Outros preferem ser coadjuvantes. É mais fácil.

São os obedientes e cumpridores dos esquemas táticos. Muitos técnicos adoram esses atletas.

Existem ainda os deslumbrados, narcisistas, que se acham melhores do que realmente são.

Sentem-se perseguidos pela imprensa, que não daria a eles os elogios que acham que merecem.

Vi atletas calados, tímidos, que ficavam desinibidos e possessos dentro de campo.

Vi também muitos falantes e brincalhões, que morriam de medo diante de uma maior responsabilidade.

São apenas alguns dos exemplos.

O mais comum é o mesmo atleta possuir várias características, às vezes contraditórias.

A alma humana tem muitos mistérios.

Não tenho também nenhuma pretensão de ser um analista comportamental.

Sou apenas um curioso, um psicólogo de botequim.

Além do talento, o atleta ideal seria o que jogasse com muita garra, sem perder o controle das emoções; que fosse seguro, confiante, sem perder a autocrítica; e ambicioso, sem perder a consciência de que a força coletiva é essencial para o sucesso individual.

Esse super-homem não existe.

Somos todos, uns mais, outros menos, frágeis, incompletos e dependentes da atenção, do carinho e da aprovação do outro.

Por Juca Kfouri às 13h44

Por que o Estudiantes é tetra

No diário "Lance!", de sábado:

PERDENDO E APRENDENDO

Por ANDRÉ KFOURI

"Eu pedi aos jogadores que olhassem para o céu. Eles veriam uma enorme camisa do Estudiantes, encontrariam os ex-campeões, estariam na sala de suas casas. Pedi que saltassem e se agarrassem nas estrelas, que levassem essa camisa. E disse que essa camisa iria a todas as partes do mundo. Era a camisa deles."

Essas foram as últimas palavras do técnico Alejandro Sabella, aos jogadores do Estudiantes de La Plata, antes da decisão contra o Cruzeiro.

No vestiário, os argentinos podiam ouvir o Mineirão lotado.

Sabella os preparou para que não sucumbissem ao ambiente hostil.

Tratou de criar uma conexão entre seus comandados e o sentimento que não os deixaria sozinhos, num gramado brasileiro: os 35 anos de saudade do último título de Libertadores conquistado pelo clube.

A história do futebol é quase sempre contada pelos vencedores.

É óbvio que Adílson Batista também falou com seus jogadores, também lhes mostrou um vídeo motivacional.

Esta coluna não é uma supervalorização do discurso de um treinador, não credita o título do Estudiantes às subjetividades propostas por Sabella.

É apenas uma constatação das diferenças entre as duas principais escolas de futebol do mundo.

Diferenças que são, acima de tudo, culturais.

No momento em que um clube brasileiro perde, mais uma vez, e em casa, a decisão de Libertadores para um adversário argentino, a análise precisa sair do campo.

O que decidiu o jogo?

A maneira como o Estudiantes absorveu o gol do Cruzeiro, e a maneira com o Cruzeiro não absorveu o empate.

Do 1 x 0 ao 1 x 1, seis minutos.

Do 1 x 1 ao 1 x 2, quinze, tempo em que o goleiro Andújar não sofreu ameaça.

Atrás no placar, e com o Mineirão em festa, o time argentino continuou jogando.

Após o empate, que apenas prolongaria a final, o time brasileiro parou.

Já vimos filmes parecidos, com outras cores e em outros cinemas nacionais.

Os (bons) times argentinos raramente abandonam seu plano de jogo.

Levam gols e parecem nem ligar.

Fazem gols e tomam conta.

E quanto mais festejam títulos por aqui, menos se preocupam em decidir aqui.

São times mais obedientes taticamente, mais conscientes do que podem e não podem fazer, mentalmente mais fortes.

O que não tem só a ver com futebol.

Tem a ver com a formação das pessoas.

O jogador argentino "standard", nota 6, é melhor do que o brasileiro.

E é mais profissional do que o brasileiro.

Como nas competições entre clubes há mais jogadores comuns dos dois lados, a superioridade fica exposta, principalmente na hora mais importante.

Superioridade que aumenta quando há um "top-de-linha" envolvido, como Juan Sebastián Verón.

Quando a parada é entre os "tops" de cada país, seleção contra seleção, a vantagem é nossa, porque os temos em maior quantidade.

Imagine o discurso de Alejandro Sabella, num vestiário brasileiro.

Cartolas e boleiros recomendariam sua internação.

E alguém ainda perguntaria quem eram os "ex-campeões", ou o que aconteceu há 35 anos.

A evolução do nosso futebol acompanhará nossa evolução como sociedade.

Por Juca Kfouri às 13h41

A volta dos que não foram e a ida dos que pouco ficaram

Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Santos pela quarta vez e Renato Gaúcho ao Fluminense pela quinta.

Na verdade, Luxemburgo nunca saiu do Santos, sempre dando seus palpites e com gente sua lá dentro, amigo de trocar beijos com o presidente do clube.

Muricy Ramalho era a primeira opção, mas já que ele deu pouca bola ao convite santista, o clube resolveu ir mesmo com o que estava mais à mão.

E Renato Gaúcho jamais deixou de ser um espectro rondando as Laranjeiras, preferido que é do patrocinador do clube.

Já os jogadores André Santos e Cristian estão trocando o Corinthians pelo Fenerbahce da Turquia, um clube que está em crise e com salários atrasados.

O Corinthians começa a se desmanchar.

André Santos não chegou a completar 100 partidas pelo alvinegro e Cristian fez 51 jogos.

Ao Corinthians caberão R$ 13 milhões pelos dois, pouco para quem quer comemorar seu centenário, no ano que vem, em grande estilo.

Cristian fará muita falta.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 21 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

 

Por Juca Kfouri às 00h51

20/07/2009

Os 10 mais do Flu

Depois dos livros do Flamengo, Corinthians e Palmeiras é a vez do Fluminense ser contemplado pela Coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora.

Os dez mais do Fluminense, escrito pelo jornalista Roberto Sander, é uma deliciosa viagem pela história do clube através das biografias de alguns dos maiores craques tricolores. 

Os jogadores focalizados são: Marcos Carneiro de Mendonça, Romeu Pelliciari, Orlando Pingo de Ouro, Castilho, Pinheiro, Telê, Valdo, Félix, Rivellino e Assis.

Eles foram escolhidos a partir de uma enquete feita entre jornalistas tricolores como, entre outros, Nelson Rodrigues, filho, Teixeira Heizer e João Máximo.

O livro é ilustrado com dezenas de fotografias e muitas caricaturas.

São 184 páginas (R$ 30) de muitos causos a respeito de quem mais ajudou o Fluminense a se transformar num dos mais tradicionais clubes brasileiros.

O lançamento é daqui a pouco, às 19h, no Bar do Tênis do Fluminense, nas Laranjeiras, rua Álvaro Chaves, 41.

Vá e aproveite para vaiar o presidente do clube, Roberto Horcades, aquele que tem só um neurônio.

Por Juca Kfouri às 17h41

Atenção, Sport!

O Leão está, matematicamente, na zona do rebaixamento, como um leitor que se assina apenas por iniciais (smvbr69, de Sidnei, agora sei) chama a atenção.

Porque Cruzeiro e Botafogo têm um jogo a menos e se enfrentam.

Qualquer um que vença bota o rubro-negro na ZR.

Se empatar, o Botafogo se livra e afunda o Sport.

Por Juca Kfouri às 14h24

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Folga corintiana


Enquanto o Palmeiras lidera, o São Paulo reage e o Santos afunda neste Brasileiro, o Corinthians folga demais



O CORINTHIANS é o time do momento.

Ganhou as duas competições que disputou no primeiro semestre e não só viu o Cruzeiro morrer aos pés do Estudiantes, como ainda por cima o derrotou ontem na casa dele por 2 a 1.

Que poderiam ter sido 5 a 1.

Ou 2 a 2.

E é aí que mora o perigo de uma eventual soberba alvinegra.

Porque o time teve todas as chances de liquidar o Cruzeiro a partir do momento em que o time mineiro ficou reduzido a 10 jogadores, antes do 30º minuto do primeiro tempo.

O time de Mano Menezes, que há três meses não vencia fora de São Paulo, deixa duas impressões que precisam ser analisadas: uma, a de que acha que ganha quando quiser, o que o leva a levar pauladas como a que levou do Grêmio, ou a complicar jogos ganhos, como aconteceu na final da Copa do Brasil com o Inter e, no meio da semana, contra o Sport.

Assim aconteceu também diante do desfalcado e traumatizado Cruzeiro no Mineirão.

O Corinthians desperdiçou tantas chances, errou tanto no último passe, principalmente com Morais, que a displicente perda do pênalti cobrado por Ronaldo parece ser mais a marca registrada do time do que aquela que realmente deve ser, a dos gols e passes decisivos do Fenômeno, como, paradoxalmente, aconteceu de novo no Mineirão.

A segunda impressão talvez resolva a primeira: o capitão William faz muita falta, tamanha a sua liderança tranquila, a sua orientação firme e o seu senso de colocação.

Porque, para ser justo, se o Corinthians poderia ter vencido com tranquilidade, o empate do Cruzeiro, que Chicão e Felipe salvaram no derradeiro minuto, estaria longe de ser uma injustiça.

Ao contrário, seria um prêmio à seriedade de Kléber e seus companheiros e um merecido castigo aos campeões paulistas e da Copa do Brasil.

Que têm tudo para levantar o pentacampeonato brasileiro, desde que parem de se achar mais do que são, ou de terem certeza de que são os reis da cocada preta.

Porque este reinado estará vago até o fim de temporada de 2009.

Verde Jorginho

Quanto tempo durarão o bom futebol e a entrega total do time do Palmeiras é impossível dizer.

Mas basta ter olhos para ver que o time não se limita a jogar bem neste momento e em nome de seu novo técnico, o vivido, e sofrido, e respeitabilíssimo Jorginho.

Mais: por contraditório que pareça, o sério treinador tem em suas mãos um time que esbanja alegria dentro do campo.

E quem trabalha com alegria trabalha muito melhor.

Reação tricolor

Nem foi preciso jogar muito para derrotar o combalido Santos no desértico Morumbi, com apenas 11 mil torcedores.

Mas os dois gols de Washington e a camaradagem entre o artilheiro que andava triste com o companheiro Dagoberto podem significar o início de uma nova fase do São Paulo, ainda mais que se aproxima a volta de quem faz mais falta no time, o comandante Rogério Ceni.

E o Santos?

É o favorito ao Paulistinha-2010.

Por Juca Kfouri às 14h12

Primeiro no Ranking

Por ROBERTO VIEIRA 

O país do futebol é o primeiro no ranking!

Salva de palmas.

O país do futebol é o primeiro no ranking!

Salva de tiros.

Pois o país da violência lidera o ranking da FIFA de seleções.

Pois o país do futebol lidera o ranking de violência nos estádios.

Brasil campeão da Copa das Confederações.

Brasil que contabilizou quarenta e duas mortes ligadas ao futebol nos últimos dez anos.

Em levantamento do Professor Maurício Murad da UFRJ.

Embora o time de Dunga possa ser contestado.

Os números em campo não podem ser discutidos.

Embora o número do Professor Murad possa ser discutido - afinal de contas, morreram cento e trinta pessoas durante uma partida de futebol em 2001 em Gana, além de outras dezenove na Costa do Marfim em março deste ano - a violência brasileira não pode ser contestada.

Violência que se tornou o esporte mais popular deste país.

Talvez mais popular que o próprio futebol.

Violência impedindo o torcedor de vibrar tranqüilo.

Na certeza de chegar em casa depois do espetáculo. Vivo.

No Brasil de hoje, as manchetes se intercambiaram:

“O país da violência lidera o ranking do futebol”

Duas faces da mesma moeda.

A miséria atraindo os jovens sem escola para o sonho da bola.

É a miséria atraindo os jovens para o pesadelo homicida.

Sonho e pesadelo compartilhados também pelas classes mais abastadas.

Porque futebol e violência estão dos dois lados das cercas eletrificadas.

O país do futebol é o primeiro no ranking!

Salva de palmas.

O país do futebol é o primeiro no ranking!

Salva de tiros.

Por Juca Kfouri às 12h27

Na 'Folha' de hoje

IGOR GIELOW

Caras-pintadas-de-branco

BRASÍLIA - Em agosto de 2005, usei o termo do título acima neste espaço para descrever a metamorfose da UNE em mais uma filial chapa-branca de apoio ao governo Lula. Na época, o Planalto submergia na lama do mensalão.

Passados quase quatro anos, o comportamento da UNE em seu congresso encerrado ontem deu nova dimensão à observação.

Bancados pela Petrobras, os "estudantes" protestaram contra a CPI que visa investigar a estatal.

Na palavra de seus dirigentes, uma coisa nada tem a ver com a outra, o "petróleo é nosso" e afins.

Hoje as verbas federais se igualam à receita das carteirinhas de estudante na composição do cofre da UNE.

Em 2005, disse que a entidade "jogava sua história no lixo" ao apoiar cegamente Lula no mensalão.

Talvez tenha sido generoso.

Se merece análise o seu papel na ditadura, geralmente a UNE é mais associada à campanha pelo impeachment de Fernando Collor em 1992.

O jornal britânico "The Observer" publicou uma ótima reportagem ontem sobre a mitificação ocidental da "revolução" que derrubou o comunismo na Romênia 20 anos atrás.

Nem em Timisoara alguém acredita hoje ter havido tal coisa.

Ceaucescu caiu em um golpe palaciano, e a vida seguiu.

Mas a "revolução" ainda é comemorada.

Da mesma forma, a UNE até hoje diz ter derrubado o presidente em 1992.

Com esse aval, digamos, defende sua importância e a necessidade de ter atendidas demandas, entre um "Fora Yeda" e outro, como a volta de algum controle sobre emissão das carteirinhas.

Sintomaticamente, propostas efetivas para o ensino inexistem.

Collor foi a razão de ser do ressurgimento da UNE depois da ditadura.

Agora, em sinal trocado, Lula assume o posto e consolida o peleguismo da entidade.

Faz mais do que um sentido que os dois antigos adversários se abracem por aí.

Por Juca Kfouri às 11h50

Na 'Folha' de ontem

Juca Kfouri  

O Cruzeiro e o real  

 

Mais que a derrota na final da Libertadores, importa considerar como a decisão foi tratada aqui no Brasil

O BRASIL não é o país do futebol.

É o maior vencedor e o maior celeiro, mas mais países do futebol são a Inglaterra, a Argentina, a Itália.

Aqui não se cultiva O JOGO, não se trata o futebol com reverência, não se dá a ele a liturgia que merece.

No máximo é visto como paixão e entretenimento, pois até como negócio é maltratado.

Prova disso, mais uma vez, foi que na maior noite do futebol no continente outras seis partidas do campeonato nacional rivalizavam com a decisão da Libertadores, num desrespeito à grandeza do que acontecia no Mineirão.

E o eixo Rio-São Paulo nem sequer recebeu a transmissão do evento internacional pela TV aberta, algo simplesmente impensável na Europa, na Liga dos Campeões.

É ululante que o torcedor prefira ver seu time em ação a qualquer outro, por mais importante que seja a disputa em que este esteja.

Razão pela qual, em nome do JOGO, há que se tratar de maneira diferente aquilo que é mesmo diferente, raro, que acontece, no máximo, uma vez por ano, quando acontece, no dito país do futebol.

A dor da maioria, a festa da minoria, a primeira apoteose, a virada dramática, os ingredientes todos que fazem do JOGO o mais popular e mais democrático do mundo (só nele alguém com o físico de Diego Armando Maradona pode ser o número 1) deveriam ter sido tratados com o devido respeito, para que as gerações se sucedam na perpetuação de seus vínculos e não apenas como a repetição do ganhar, do perder ou do empatar.

Quem não entende que o estádio tem um quê de templo, que aquele cimento é um território sagrado, que aquela grama é a mais especial que há na face da Terra, não está entendendo nada do que fala a linguagem do JOGO.

São meros burocratas, gente capaz apenas de pensar da mão para a boca, sem nenhuma preocupação com o futuro, porque, afinal, estarão tão mortos amanhã como estão hoje em sua mediocridade.

Quem não viu ou não teve como ver os 90 minutos de tensão disputados por Cruzeiro e Estudiantes na última quarta-feira perdeu a chance de viver com a camisa celeste a angústia de um épico tal e qual teria vivido com as cores do seu time de coração.

E perdeu a chance de ser solidário, de ser generoso, de se sentir protagonista de um momento especial na vida do JOGO.

É de se lamentar, enfim, que o pragmatismo do dinheirismo insuflado pela batalha das audiências chegue ao ponto de fazer tábula rasa de momentos sagrados, como uma decisão de copa continental.

Razão pela qual o velho escocês Bill Shankly, saudoso técnico e gerente do Liverpool quando o time inglês dominou a Europa, deve mesmo ser imortalizado pela frase que consagrou: "É claro que o futebol não é uma questão de vida ou de morte. É muito mais do que isso...".

Um dia, quem sabe, haverá, no Brasil, dirigentes e não cartolas, executivos e não burocratas na administração do JOGO e de tudo que o cerca, para que nunca mais ninguém seja privado de ver o essencial em nome do circunstancial.

Bem diferente, portanto, da realidade de hoje.

Oremos.

Por Juca Kfouri às 11h47

19/07/2009

A 12a. rodada do Brasileirão

Três visitantes venceram: o Goiás, que goleou o Fluminense, o Corinthians que superou o Cruzeiro e o Avaí, que passou pelo Sport.

Empates também foram três: dois sem gols, entre Vitória e Galo e no Atle-Tiba, além do 2 a 2 entre Flamengo e Botafogo.

Na frente, no G4, Galo, Palmeiras, Inter, que perdeu o Gre-Nal, e Vitória.

Atrás, na ZR, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense e Náutico.

Foram 27 gols em 10 jogos, com direito a perda de pênalti batido por Ronaldo que, em compensação, deu um gol e fez outro pelo Timão no Mineirão, primeiro gol dele fora de São Paulo pelo Corinthians, e primeira vitória corintiana fora de casa no Brasileirão.

O Imperador Adriano também marcou, marcou seu sétimo gol no campeonato e já é vice-líder na artilharia, ao lado de Diego Tardelli.

Mas que todos tenham cuidado com Val Baiano, o centrovante do Grêmio Barueri, que marcou os quatro gols de seu time ontem à tarde contra o Náutico e já está com oito gols, ao lado de Roger, do Vitória, e de Felipe, do Goiás, no topo da artilharia.

Em terceiro vem exatamente Ronaldo Fenômeno.

A média de público ficou em 18.950 pagantes por jogo.

O melhor público, mais uma vez, foi no Olímpico, com 36 mil torcedores.

E o pior, para variar, na Arena Barueri, com menos de 2000 torcedores, 1866 para ser exato.

E olhe que o Grêmio Barueri está em quinto lugar, à frente do Corinthians, por exemplo, que é o sexto.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 20 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 21h00

Mengo empata no fim, Avaí se alivia e Val Baiano arrebenta

Clássico equilibrado no Maracanã, com 29.500 pagantes.

E empate 1 a 1 no primeiro tempo, com gols de Alessandro, aos 34, ao pegar, em impedimento, o rebote de uma falta cobrada por Juninho e defendida por Bruno, e de Adriano, aos 40, de cabeça, em bola lançada por Kléberson, sétimo gol do Imperador.

Antes, André Lima tinha feito um belo gol, que não valeu porque a arbitragem já tinha parado o jogo, ao marcar uma falta duvidosa de Victor Simões em Airton.

O segundo tempo manteve o diapasão do clássico, com qualquer um dos dois podendo chegar à vitória.

E foi Renato quem, aos 26, de cabeça e com os pés no chão, aproveitou-se de um escanteio batido por Lúcio Flávio e fez 2 a 1 para o Botafogo.

Quando tudo parecia decidido, Emerson fez um golaço de fora da área, em bola colocada depois de brigar e trombar com dois botafoguenses para retomar sua posse: 2 a 2, de novo.

Os minutos finais foram simplesmente sensacionais, com os dois times em busca da vitória, mais na correria do que na técnica, mas bom de ver.

Na Ilha do Retiro, o Avaí conseguiu sua segunda vitória seguida fora de casa, ao bater o Sport por 3 a 1.

O rubro-negro saiu na frente, com Igor, no começo do jogo, de cabeça, aos 12.

Mas, também de cabeça, logo em seguida, Dudé empatou, em gol contra, aos 13.

No segundo tempo, com chances de gols para os dois lados, Roberto, que acabara de entrar, botou o time catarinense na frente e livre da ZR.

Luiz Ricardo ainda ampliou, em jogada de Roberto, e deixou o Leão em situação de não saber a quem se queixar.

E o Grêmio Barueri passou fácil, em casa, pelo lanterna Náutico: 4 a 0.

O time paulista fez 1 a 0 de pênalti com Val Baiano e se aproveitou do fato de o Timbu jogar a partir daí com 10 jogadores, pois Asprilla foi expulso ao cometer o pênalti.

E Val Baiano foi fazendo gols, como se chupa um picolé.

Fez 2 a 0 ainda no primeiro tempo, 3 a 0 em outro pênalti e 4 a 0 logo depois.

O Barueri é o quinto colocado do Brasileirão.

Val Baiano, vai ser artilheiro na vida, diria Carlos Drummond de Andrade.

Por Juca Kfouri às 20h26

Tarde mosqueteira. E são-paulina

O Corinthians terminou o primeiro tempo ganhando do Cruzeiro por apenas 1 a 0, gol de Jorge Henrique em passe de Ronaldo.

Não ganhou de mais menos porque Fábio pegou bem um pênalti com paradinha mal batido por Ronaldo ou porque Morais perdeu um gol certo no fim dos primeiros 45 minutos.

Não ganhou de mais não porque Gérson Magrão perdeu um gol imperdível já quando o Cruzeiro tinha apenas 10 jogadores, pois Leonardo Silva fôra expulso ao fazer o pênalti desperdiçado pelo Fenômeno.

O grande responsável pelo placar magro foi Morais, que sempre errou o último passe que poria um corintiano na cara do gol.

Diogo também colaborou, já no comecinho do segundo tempo, ao concluir mal uma bela arrancada pela direita.

Um segundo tempo, diga-se, em que o Corinthians ameaçava a cada instante com a ampliação do marcador, Fábio impedia e, na resposta, o Cruzeiro, mesmo com 10 e cheio de desfalques, ameaçava também o empate.

A dor da perda da Libertadores parecia superada e a torcida, mais de 32 mil pagantes, fazia sua parte generosamente.

Athirson entrou no lugar de Gérson Magrão e o menino Jadson entrou no lugar de Morais.

Kléber jogou fora o empate aos 18, em jogada de Fabrício pela zona de André Santos, que não marcava ninguém.

E Felipe se desdobrava em chute de Marquinhos Paraná, quando o time mineiro já fazia por merecer o empate, apesar de Elias ter chutado por cima, bisonhamente, o segundo gol corintiano, aos 21.

A primeira vitória corintiana fora de casa corria sérios, e desnecessários riscos, porque o capitão William faz muita falta.

E Jorge Henrique, cansado, deu lugar a Marcelinho, outro garoto.

Aos 31, enfim, em jogada de Jucilei no contra-ataque, a bola acabou nos pés dele, de Ronaldo, para fazer seu primeiro gol fora de São Paulo com a camisa corintiana, o sexto no Brasileirão, o 17o. na temporada, contra o seu ex-clube.

O Cruzeiro não merecia o castigo, mas com 10 fica mesmo impossível.

Mesmo assim, aos 38, Kléber cavou bem um pênalti, com Chicão e o árbitro entrando na dele.

Ele mesmo bateu, no meio do gol, e diminuiu, prêmio a quem abriu mão da lua-de-mel para jogar e não desfalcar ainda mais o time.

O Mosqueteiro paulista resistiu graças a Chicão que salvou na linha fatal uma cabeçada de Thiago e a Felipe que saltou nos pés de Kléber, aos 47.

O Corinthians está a 5 pontos do líderes Galo e Palmeiras.

Enquanto isso, no Morumbi (10.913 pagantes), o São Paulo vencia o Santos por 2 a 1, dois gols de Washington, o primeiro em passe de Dagoberto, no primeiro tempo, o segundo em rebote de chute de Dagoberto, no segundo tempo.

Roni, logo depois do 1 a 0, tinha empatado, numa má saída de bola, de novo, de Miranda.

E o Gre-Nal, no Olímpico (36.046 pagantes), estava 1 a 1, gols de Nilmar, em bobeada de Souza, e de Souza, em cobrança de falta, como estavam sem gols o Atle-Tiba e Vitória e Galo no intervalo, placares finais dos jogos na Arena da Baixada (19.266) e no Barradão (16.601).

O Inter jogou melhor no primeiro tempo, mas o Grêmio começou o segundo mandando no clássico centenário.

Até que, aos 24, Máxi Lopes, virou o clássico, com justiça, para o Olímpico ir à loucura.

E Tite tirou Taison para botar Alecsandro, quem sabe se ainda mais preocupado com o espectro de Muricy Ramalho.

Aos 32, Máxi Lopes serviu Herrera que mandou na trave. Só dava Grêmio.

O Mosqueteiro gaúcho, enfim, voltava a ganhar um Gre-Nal.

Por Juca Kfouri às 17h56

O equilíbrio no Gre-Nal

Por AIRTON GONTOW* 

Títulos mundiais

Grêmio 1 título 

Inter 1 título  

Libertadores da América

Grêmio 2 títulos 

Inter 1 título

Copa Sul-Americana

Grêmio 0 título

Inter 1 título

Campeonato Brasileiro

Grêmio 2 títulos

Inter 3 títulos

Copa do Brasil

Grêmio 4 títulos

Inter 1 título 

Copa do Sul Inter 0 título

Campeonato Gaúcho

Grêmio 35 títulos

Inter 39 títulos

Campeonato de Porto Alegre

Grêmio 29 títulos

Inter 24 títulos

Vice-Mundial

Grêmio 1 vez

Inter 0 vez

Vice da Libertadores

Grêmio 2 vezes

Inter 1 vez

Vice do Brasileiro

Grêmio 2 vezes

Inter 2 vezes

Vice da Copa do Brasil

Grêmio 2 vezes

Inter 1 vez

Rebaixamento para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro

Grêmio 2 vezes

Inter 0 vez

Vitórias em Gre-Nal

Grêmio 118 vezes

Inter 141 vezes

Gols em Gre-Nal

Grêmio 499

Inter 538

Maiores goleadas em Gre-Nal

Grêmio 10 a 0 e 10 a 1

Inter 7 a 0 (maior da era profissional) e 6 a 0

Maior série invicta em Gre-Nal

Grêmio 14 jogos

Inter 17 jogos

Maior sequência de vitórias em Gre-Nal

Grêmio 6 jogos, feito repetido quatro vezes

Inter 5 jogos, feito repetido quatro vezes

Maior artilheiro da história em Gre-Nal

Grêmio Luiz Carvalho - 17 gols em 29 clássicos

Inter Carlitos - 42 gols em 62 clássicos

Maior torcida de Porto Alegre

Grêmio em 1o.

Inter em 2o.

Maior torcida do Rio Grande do Sul

Grêmio em 1o.

Inter em 2o.

Posição no ranking de maior torcida do Brasil

Grêmio em 6o. com 3,5%

Inter em 9o. com 2,6%

dos torcedores (6,4 milhões)

dos torcedores (4,7 milhões)

Clube de futebol com maior número de sócios no Brasil

Grêmio em 2o. com 55 mil

Inter em 1o. com 100 mil

Maior estádio do Rio Grande do Sul

Grêmio em 2o. com 51 mil

Inter em 1o. com 58 mil

Posição do time no ranking de Todos os Tempos de clubes da Fifa

Grêmio em segundo entre os clubes brasileiros (33o. lugar)

Inter em 9o. entre os times brasileiros (80o. lugar)

Compositor do hino do clube

Lupicínio Rodrigues

Nelson Silva

Início do hino do clube

Até a pé nos iremos, para o que

Glória do desporto nacional,

der e vier, mas o certo é que nós

Oh Internacional, que eu vivo a

estaremos com o Grêmio onde

exaltar/Levas a plagas distantes,

o Grêmio estiver

feitos relevantes/Vives a brilhar

Maiores jogadores da história

Eurico Lara, Airton Pavilhão,

Tesourinha, Figueroa,

Renato Portaluppi e Ronaldinho Gaúcho

Falcão e Fernandão

Ex-jogador mais conhecido no mundo

Ronaldinho Gaúcho

Dunga

Torcedoras mais conhecidas

Gisele Bundchen e Ana Hickman

Renata Fan e Letícia Birkheuer

 

Grêmio 1 título

Inter 1 título

 

*Mostrei a um amigo o artigo antes de enviá-lo ao blog do Juca.

Crítico, ele foi categórico:

"Estava equilibrado até o final da ficha, mas o item "Torcedoras mais conhecidas" fez o Grêmio sair levemente vencedor do embate centenário".

Tudo bem.

Vou tratar de devolver o equilíbrio à disputa, tão necessário para este artigo e para homenagear os "100 anos de Gre-Nal".

Aí vai: eu sou gremista...Luís Fernando Veríssimo é colorado...

 

*Airton Gontow – jornalista e cronista

Por Juca Kfouri às 14h38

Gre-Nal: 100 anos

Por Airton Gontow 

O turista que entra em Porto Alegre pela Freeway se depara com um grande outdoor colocado ao lado da estrada: "S. C. Internacional – campeão do mundo".

Algumas centenas de metros depois, um outro outdoor recebe o visitante: "Bem-vindo à Terra do Campeão do Mundo – Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense".

Já na capital, gaúcha, percebe nas calçadas centenas de pessoas caminhando, mesmo em dia de trabalho, com camisetas gremistas ou coloradas.

Se observa um pouco para cima, vê em inúmeras janelas de prédios ou nas fachadas das residências bandeiras azuis e vermelhas, ainda que não seja dia de jogo ou semana decisiva de campeonato.

Quando ruma para o litoral ou para a charmosa Serra Gaúcha, o cenário que encontra é o mesmo.

Camisetas nas ruas e bandeiras nas janelas.

Se esticar o ouvido, sempre poderá escutar uma criança gaúcha dizendo feliz para os pais: "Contei 27 camisetas e 14 bandeiras do nosso time, contra 23 camisetas e 12 bandeiras deles".

Isso porque, ao contrário do que a totalidade da mídia brasileira escreve neste final de semana, o grande clássico gaúcho Gre-Nal, que ontem, dia 18 de julho, completou 100 anos de existência, não terá neste domingo no estádio Olímpico Monumental o seu 377º. embate.

Quem já viu de perto a incrível rivalidade gaúcha sabe hoje será nada mais nada menos que o 36500º. dia de confronto entre gremistas e colorados, já que no Rio Grande do Sul o Gre-Nal acontece todos os dias do ano!

(O cálculo do número de dias em 100 anos é aproximado, já multiplicamos por 365 sem considerar o dia a mais dos anos bissextos).

Segundo disse certa vez o grande cronista Luís Fernando Veríssimo, os gaúchos costumam dizer que "Deus fez o mundo em sete dias, porque precisava do ano para caprichar no Rio Grande".

É, obviamente, um exagero. Mas o povo do Sul não pode ser acusado de bairrismo quando afirma que "o Gre-Nal é o maior clássico do País".

Há poucos meses uma pesquisa realizada entre jornalistas de todo o Brasil pela revista "Trivela", apontou que clássico do Rio Grande do Sul é, mesmo, o maior do País.

Quem percorre os vários estados em coberturas esportivas pôde comprovar que nenhum outro clássico supera o Gre-Nal.

Muitas podem ser as explicações para a rivalidade que divide o Rio Grande entre vermelhos e azuis.

Algumas podem ser sociológicas, já que a bipolaridade sempre esteve presente no estado - desde os Maragatos e Chimangos.

Mas a principal explicação se encontra no próprio futebol: em nenhum estado dois times se confrontam há tantos anos e com tamanho equilibro de forças.

No Rio de Janeiro e, especialmente, em São Paulo, os campeonatos estaduais são mais difíceis e equilibrados, mas as rivalidades são diluídas entre as grandes equipes.

Para muitos corintianos, hoje o grande inimigo não é o Palmeiras, mas o São Paulo. O Fla-Flu é o jogo mais charmoso do futebol carioca, Flamengo e Vasco reúnem as maiores torcidas, mas recentemente é Flamengo e Botafogo que protagonizam os grandes embates.

Em Minas, os dois clubes jogam no mesmo estádio e até a década de 60 era o América, não o Cruzeiro, que fazia contra o Galo o chamado "Clássico das Multidões".

Clube de uma das torcidas mais apaixonadas do Brasil, o Atlético – time historicamente mais prejudicado pelas arbitragens no país – está hoje bem atrás do rival em qualquer ranking que se faça.

Além disso, quem já esteve no norte de Minas ou mesmo na região de Juiz de Fora sabe que é mais fácil encontrar gente vestindo a camisa de uma equipe carioca que do próprio estado.

O mesmo acontece no sul do estado, onde os times paulistas competem de igual pra igual com os mineiros pela preferência da torcida.

Há duas equipes rivais na Bahia. Mas o tricolor tem 43 títulos contra apenas 25 do Vitória.

Isso sem contar que equipes como Ypiranga, Botafogo e Galícia também já foram forças consideráveis, com 10, sete e cinco títulos, respectivamente.

E apenas o Bahia já conquistou um título nacional.

Em Pernambuco, são três times: o Sport, com 38 conquistas, está bem à frente de Santa Cruz (24) e Náutico (21 títulos).

As equipes são rivais apenas em competições estaduais.

Em Curitiba, são 33 títulos do Coxa contra 22 do Atlético. O Paraná Clube tem sete títulos, que chegam a 11 quando somados aos que seu antecessores – Pinheiros e Colorado – conquistaram.

Além disso, no Norte do Paraná a maioria torce para times paulistas, enquanto que no Sul, muitos torcem para gaúchos e paulistas.

Somente no Rio Grande do Sul há uma paridade quase que absoluta entre os dois times.

Somente no Rio Grande do Sul os dois rivais disputam acirradamente o predomínio na cidade, no estado, no país, no continente e no mundo.

Apenas no Rio Grande é que ou se é azul ou se é vermelho.

Em que outra rivalidade os torcedores de um time procuram tanto desqualificar o título do outro?

Para os gremistas, o Inter só ganhou a Libertadores porque a final foi contra um time brasileiro e o Mundial porque o Barcelona estava completamente desfalcado.

Para os colorados, o Mundial do Grêmio não vale, porque não foi disputado entre todos os continentes, raciocínio que tiraria de Pelé seus dois títulos mundiais de clube e, ainda, a Copa do Mundo de 58 e 62 da Seleção Brasileira, já que foi disputada apenas por europeus e sul-americanos.

Em que outro estado os comícios do PT teriam bandeiras azuis colorindo a paisagem, já que gremista que é gremista se recusa a erguer uma bandeirinha vermelha?

Mesma lógica que explica a profusão de Papais Noeis azuis alegrando os lares gremistas nos dias de Natal.

Onde mais aviõezinhos sobrevoam o estádio do inimigo com faixas provocativas, como "Eles (o Inter) estão fora", em 96, e "Inter – o único campeão de tudo"?

Se com o texto acima e os números vem estão a seguir você não conseguir entender direito o que é o Gre-Nal, há uma frase exemplar (creditada ao ex-governador do Rio Grande do Sul e patrono colorado Ildo Meneghetti, mas provavelmente de autoria do jornalista gaúcho Carlos Nobre) que é usada pelos gaúchos para traduzir "perfeitamente" o clássico que acontece hoje e em todos os dias de suas vidas: "Gre-Nal é...Gre-Nal". 

Por Juca Kfouri às 13h40

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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