Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

01/08/2009

Verdão cada vez mais líder. Fogão com sorte

Sport e Palmeiras fizeram um jogo trancado e truncado no Recife.

A Ilha do Retiro, com um gramado melhor do que no ano passado, não encheu, talvez porque torcida esteja desistindo do time que caiu na bobagem de contratar Péricles Chamusca, embora com 17 mil torcedores.

No primeiro tempo, seis possibilidades de gol, três para cada lado.

Pierre, Cleiton Xavier e Maurício Ramos não as aproveitaram pelo Palmeiras, o último por causa de grande defesa de Magrão.

E Fabiano, duas vezes, além de César, desperdiçaram pelo Sport, o último por causa de grande defesa de Marcos.

No segundo tempo, até os 20 minutos, não aconteceu rigorosamente nada, até que Hamilton foi expulso de campo, fruto de um carrinho sem noção em Diego Souza.

Aí, enfim, o Palmeiras tomou coragem e saiu em busca da vitória.

Edmilson e Marcão saíram para as entradas de Souza e Willians.

Cinco minutos depois, aos 25, Obina cruzou e Bruno Teles marcou contra, para evitar que a bola fosse cair com Willians.

O Sport que tinha trocado Andrade e Fabiano por Sandro Goiano e Moacir estava em péssimos lençóis.

Élder Granja também saiu para entrar Eduardo, mas estava na cara que o Leão não sairia da ZR diante de um Porco cada vez mais firme na liderança do Brasileirão.

Magrão tinha de se virar, com defesas importantes, porque o Verdão buscava mais gols depois de ter feito um jogo de segurança até ficar com um a mais.

Sua torcida cantava o hino alviverde na Ilha e anunciava que tinha "festa no chiqueiro".

E tinha motivo, pois não, porque, afinal, também cantava que "Palmeiras minha vida é você".

Ortigoza entrou no fim no lugar de Obina, recurso de Muricy Ramalho em sua segunda vitória, mais para ganhar tempo.

E Cleiton Xavier ainda teve a chance do segundo gol.

Enquanto isso, em jogo equilibrado no Engenhão, o Botafogo decepcionava ao só empatar, 1 a 1, com o Grêmio Barueri, no primeiro tempo.

André Lima, aos 36, e Márcio Careca, aos 44, fizeram os gols.

Sob vaias de sua torcida, o Botafogo foi mais dominado do que dominou e poderia até ter perdido do time paulista.

Mas, aos 48, André Lima, de novo, botou o Bota na frente e deu-lhe uma vitória que parecia impossível, em belíssima triangulação iniciada por Jônatas, continuada por Reinaldo e terminada pelo artilheiro do Glorioso.

Aí, é claro, a torcida festejou. E muito, pois não!

E pela Série B, de Basco, em Caxias do Sul, o Vasco ganhou do Juventude, 2 a 1, e assumiu o segundo lugar, atrás apenas do Atlético Goianiense.

Por Juca Kfouri às 20h26

Ouro duplo

Satiro Sodré/Divulgação/CBDA

Primeiro nos 100m livre, primeiro nos 50m livre.

Quer dizer, primeiro nos 100m livre, e, depois, jamais segundo, primeiro nos 50m livre.

César Cielo.

O mais rápido nadador do mundo.

O céu está dourado em Roma.

E no Brasil.

Graças a ele.

E aos seus pais e, agora, ao seu clube, o Pinheiros.

Por Juca Kfouri às 13h16

Lipoaspiração corinthiana...

Por ALMIR MOURA* 

 A "lipo" alvinegra definitivamente não foi bem sucedida.

 Sem Douglas, Cristian e André Santos, o contorno corporal do time já não é mais o mesmo. 

O time perde muito, fica literalmente mais desencorpado.

Com a "lipo", as aspirações do time no segundo semestre foram sugadas quase que instantaneamente. 

A gordurinha que o time dispunha na tabela já não existe mais.

Foi absorvida, aspirada, arrancada.

E sem qualquer anestésico ou sedativo similar que pudesse amenizar sua dor. 

Assim, o sonho da tríplice-coroa foi retirado carne-viva à fora. 

Sonho mais do que real antes da cirurgia, e que agora se virtualizou.  

Mais do que gordurinhas ou meros pontinhos localizados, o time pode acabar perdendo o rumo, as estribeiras. 

E isso, além de não ser nada bom, certamente não torna ninguem mais forte, jovial ou bonito. 

Quanta ironia! 

Na hora em que o time finalmente se encaixa, se embeleza, se arruma, eis que inventam uma maldita de uma transformação. 

Transformação pra lá de inadequada! 

Ainda mais para um time que transparecia estar tão inteiro, tão redondo, que transbordava vitalidade e, sobretudo, boa forma. 

Boa forma,alcançada na base de muita luta e suor, diga-se de passagem, e que agora, como num passe de mágica já não existe mais. 

Sumiu, evaporou, lipoaspirou... 

* Almir Moura, baiano de Rodelas, torcedor do São Paulo e professor universitário nas "horas vagas".

Por Juca Kfouri às 12h44

31/07/2009

A camisa 10 da Vila

Por ROBERTO VIEIRA

A bola dominada no ar.

Submissa.

Pela camisa 10 da Vila.

Desliza suave entre as pernas adversárias.

Míssil.

Teleguiada.

Beija a rede frágil.

Escrava de insuperável beleza.

Suspira pela pele negra do craque.

"Será Ele?"

Na dúvida, finta.

A defesa imagina o gesto.

O craque se desfaz complexo.

Aparece no universo impossível reflexo.

Instável pensamento raro.

Mais rápido que o pensamento.

Gol.

A bola dominada no ar.

Submissa.

Pela camisa 10 da Vila.

Escrava de tanta beleza.

Suspira pela pele negra do craque.

"Será Ele?"

Até pousar o olhar na face amada.

Compreendendo não ser o antigo ser amado.

Descobre-se apaixonada.

Não é Ele!

É Marta...

Por Juca Kfouri às 20h44

As novidades do Brasileirão

A 15a. rodada do Brasileirão acabou ontem e temos novidades.

O Palmeiras é o líder, isolado, três pontos na frente do Galo, que perdeu por 3 a 1 para o Flamengo.

Temos também um novo integrante do G4, o Goiás.

E temos ainda apenas um time com cinco vitórias seguidas, o Avaí, que ontem goleou o Vitória por 4 a 0.

Avaí que visitará o Corinthians no domingo, em busca da sexta vitória seguida e a quarta fora de casa, jogo do campeão e do terceiro colocado da Série B do ano passado.

A 15a. rodada teve 30 gols, três por jogo.

E na rodada número 15, média de quase 15 mil pagantes por partida, 14.824 para ser exato.

Melhor público para Flamengo e Galo, 27 mil torcedores.

Pior para Avaí e Vitória, com 9.500 pagantes.

O grande jogo da 16a. rodada, neste fim de semana, será disputado amanhã, na Ilha do Retiro, às 18h30, adivinhe entre quem:

entre o líder do G4, o Palmeiras e o líder da ZR, o Sport.

Será o quinto jogo entre os dois neste ano, porque pela Libertadores eles se enfrentaram quatro vezes.

A vantagem é do Palmeiras até aqui, com duas vitórias, um empate e uma derrota que, na verdade, acabou sendo uma vitória por pênaltis.

Era o Palmeiras de Luxemburgo e o Sport de Nelsinho.

Agora é o Sport de técnico novíssimo, Péricles Chamusca, que ainda não estará no comando do time, contra o Palmeiras de Muricy.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 31 de julho de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h01

30/07/2009

Melhor atuação do São Paulo e goleada do Avaí

As três primeiras jogadas perigosas no Morumbi foram do Grêmio, todas com Máxi Lopes.

Na primeira ele recebeu na altura do meio de campo e iria parar dentro do gol do São Paulo, não fosse a marcação equivocada do bandeirinha.

Na segunda ele perdeu um gol.

E na terceira o goleiro Denis evitou que marcasse.

Daí, o São Paulo acertou a marcação e, com a bola no chão, novidade tricolor de Ricardo Gomes, tomou conta.

Até que Hernanes desse uma bola primorosa para Dagoberto fazer 1 a 0, aos 21, o mesmo Dagoberto que ainda viria a exigir boa defesa de Victor numa cabeçada fulminante.

O mesmo Dagoberto, nem bem o segundo tempo começou fez 2 a 0, em lance irregular, porque Borges, em claro impedimento, participou da jogada.

Então o São Paulo ficou absoluto, muito mais perto do terceiro gol do que de sofrer o primeiro de um Grêmio.

Num mesmo lance, por exemplo, Richarlyson, pela direita, mandou no travessão gremista.

No rebote, pela esquerda, Júnior César repetiu a jogada.

Em seguida, Borges perdeu gol feito.

O São Paulo fazia sua melhor partida em 2009 e sua torcida cantava que o "campeão voltou".

Voltou mesmo?

Quem sabe?

Mas, seja como for, é bom não contrariar.

Só que quem marcou o próximo gol foi mesmo Tcheco, quando faltavam 10 minutos, batendo pênalti cometido, sutilmente, por Miranda.

O Grêmio foi para a pressão, correu riscos de levar o terceiro gol, mas, também, quase empatou.

Paulo Autuori voltou ao Morumbi de um jeito que teria sido melhor não ter voltado, embora tenha visto seu time vender caro a derrota.

Só que, em sete jogos fora de casa, o Grêmio ganhou apenas um ponto, no Maracanã, e contra o fraco Fluminense.

Já em em Floripa, este incrível Avaí de Guga, e de Silas, fazia 4 a 0 no Vitória, com gols de Marquinhos e Luis Ricardo, aos 9, de pênalti e, aos 16, em contra-ataque, no primeiro tempo, e Muriqui, também de pênalti, no segundo, além de Caio, no fim.

Como o que conseguia sua quinta vitória seguida, marca impressionante, e única neste Brasileirão.

Melhor: o Atlético Paranaense quis levar o técnico Silas e ouviu um enorme NÃO!

Por Juca Kfouri às 22h52

Mengo derruba o Galo

No Maracanã o Galo saiu na frente logo aos 2 minutos, gol de Éder Luís, em resposta ao primeiro bom ataque do Flamengo, mas desperdiçado por Léo Moura, que passou a ser marcado pela torcida rubro-negra.

Por isso mesmo ele pouco comemorou ao empatar o jogo, aos 36, depois de receber boa enfiada de bola de Toró e de o Galo ter dado muita sopa para o azar e Aranha falhado no lance.

Tanta sopa que, dois minutos depois, Kléberson virou o jogo.

Celso Roth tirou Júnior, irreconhecível, e fez entrar Evandro, assim como tirou Serginho para a entrada de Marcos Rocha.

Márcio Araújo começava a dar ritmo ao Galo quando sofreu uma entrada dura e, aos 8, teve de sair.

Não era mesmo a noite do Galo, como, no domingo, não tinha sido a tarde, para alegria do Palmeiras.

Duas vezes Émerson perdeu a chance de fazer o terceiro antes do décimo minuto.

Mas, aos 14, Éverton, em jogada com Adriano, fez o terceiro, apesar de, antes, ter puxado a camisa do zagueiro mineiro.

Por incrível que pareça, em vez de partir para a goleada, o Flamengo recuou e o Galo tomou conta.

Perdeu gols e teve um pênalti em Diego Tardelli não marcado por Gaciba, em péssima fase.

Pedro Paulo ainda perdeu um gol feito e mandou na trave de Bruno.

O Galo deixou a liderança no Rio.

E a torcida rubro-negra pediu a permanência de Andrade.

Por Juca Kfouri às 22h48

Do 'Blog do Cruz'

O drible do ministro
Por JOSÉ CRUZ


     A convite do ex-craque Raí, do São Paulo Futebol Clube, participei há poucos meses de uma reunião na capital paulista.

Raí lidera o movimento Atletas pela Cidadania, de apoio às boas causas sociais, reunindo expoentes do esporte olímpico e paraolímpico: Magic Paula, Lars Grael, Gustavo Borges, Ana Moser, Joaquim Cruz, Fernando Meligeni, Rosane dos Santos, Gustavo Borges, Clodoaldo da Silva, Branca, Rogério Ceni e tantos outros. 

     Minha participação foi para apresentar algumas análises sobre o que temos e como são usados os recursos públicos para o esporte.

Lá pelas tantas, entrou na pauta a questão do momento, os gastos do governo com a realização dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

Era recente o primeiro relatório dos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), com indícios de irregularidades - superfaturamentos, principalmente.                   

    Com base no que os auditores escreveram, manifestei aos atletas minha esperança de que teríamos um relatório final surpreendente e exemplar, assinado pelo então ministro do TCU, Marcos Vilaça, há pouco aposentado. 

    Até então apenas ouvindo, Cláudio Weber Abramo manifestou-se. Diretor da ONG Transparência Brasil, ele discordou de meu entusiasmo e sentenciou, para a decepção de todos:

     “Não se iludam. Isso não dará em nada”, afirmou.
  
    Voltei aos argumentos otimistas e lembrei de um rápido encontro que tive com Marcos Vilaça, em seu gabinete. Na ocasião, ele recebia a visita do ministro do Esporte, Orlando Silva. Mais três ou quatro funcionários do TCU - imagino que fossem os auditores que trabalhavam no processo do Pan - estavam numa ampla sala. 

    Antes da primeira pergunta e adiantando que não tinha muito tempo para atender repórter, Vilaça foi direto em sua mensagem. Em resumo, disse o seguinte:

     “Estou explicando ao ministro Orlando que não é possível driblar a lei. Sei que estamos próximos da realização do Pan-americano e promover licitações agora pode provocar mais atrasos nas obras. Mas não tem desculpas, pois não podemos concordar com qualquer proposta em contrário”. 

    Ficou claro que Orlando Silva foi ao TCU pedir para “driblar a lei”, isto é, contratar obras e serviços sem licitação, uma afronta, uma agressão, uma fraude para quem conhece um mínimo sobre administração pública.
E insisti aos Atletas pela Cidadania que não deveríamos temer, pois o TCU seria, como é seu dever, rigorosíssimo, indiciando os fraudadores. Ricardo Vidal, que em Brasília dirige o Instituto Joaquim Cruz, estava nesse encontro de São Paulo e testemunhou a sentença de Cláudio Abramo: 

     “Não se iludam. Conheço essa gente. Essa manifestação do ministro foi uma encenação”. 

    Passa o tempo e sai, enfim, o terceiro relatório sobre os gastos nos Jogos Rio 2007. E o que se constatou? Que, lamentavelmente, Cláudio Abramo tinha razão. 

     É preciso dizer que os técnicos, os auditores do TCU foram rigorosos. O levantamento que fizeram não deixa dúvidas sobre os deslizes cometidos com o dinheiro público, no Pan. Mas o ministro, em ato decisivo que antecedeu sua aposentadoria, foi complacente, omisso e parceiro do ato ilegal e imoral. 

     Pior: consagrou que sua declaração à imprensa, naquela reunião com Orlando Silva foi, de fato, encenação. No melhor estilo do drible da vaca, Marcos Vinicius Vilaça encenou o jogo da mentira e driblou a lei, como foi lhe propor o senhor ministro do Esporte. Por tabela, colocou na cara do gol da salvação e da impunidade o presidente do Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos, Carlos Arthur Nuzman.

Profissionalmente, confesso, tomei o drible da ingenuidade. Acreditei na autoridade, competência e firmeza de uma autoridade do TCU, Marcos Vilaça. Não honrou esses princípios.

    Vilaça, que chefiou a delegação da Seleção Brasileira num jogo contra a Argentina, é amigo íntimo de Ricardo Teixeira, o que dispensa comentários para traçar um perfil mais fiel sobre o ministro aposentado.

http://www.dzai.com.br/blog/blogdocruz

Por Juca Kfouri às 21h05

A CBF, afinal, reconhece!

Zé Carlos disputou 352 jogos pelo Flamengo, clube pelo qual conquistou o título brasileiro em 1987 e estadual em 1986/1991/1996 e da Copa do Brasil em 1990, com 181 vitórias, 91 empates e 80 derrotas. Marcou ainda um gol.”

http://www.cbf.com.br/xmlnoticias/noticias.php?e=1&n=10237

Por Juca Kfouri às 13h56

Cielo arrasa em Roma

Foram necessários 48 anos para que o Brasil voltasse a ter um recordista mundial na mais nobre das provas de natação, os 100 metros livre.

É só podia ser César Cielo o nadador a conseguir repetir a façanha de Manoel dos Santos, que em 1961 cravou 53s6.

Cielo nadou, em Roma, em 46s9, o primeiro homem a nadar 100 metros abaixo dos 47 segundos, o primeiro brasileiro a ser campeão olímpico e mundial.

Cielo é um espetáculo.

Veja a prova que valeu ouro e recorde mundial no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, na Itália:

http://www.youtube.com/watch?v=03su3x2JeIM

Por Juca Kfouri às 13h55

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Deixem Jesus em paz 

 

Está ficando a cada dia mais insuportável o proselitismo religioso que invadiu o futebol brasileiro

 

MEU PAI , na primeira vez em que me ouviu dizer que eu era ateu, me disse para mudar o discurso e dizer que eu era agnóstico: "Você não tem cultura para se dizer ateu", sentenciou.

Confesso que fiquei meio sem entender.

Até que, nem faz muito tempo, pude ler "Em que Creem os que Não Creem", uma troca de cartas entre Umberto Eco e o cardeal Martini, de Milão, livro editado no Brasil pela editora Record.

De fato, o velho tinha razão, motivo pelo qual, ele mesmo, incomparavelmente mais culto, se dissesse agnóstico, embora fosse ateu.

Pois o embate entre Eco e Martini, principalmente pelos argumentos do brilhante cardeal milanês, não é coisa para qualquer um, tamanha a profundidade filosófica e teológica do religioso.

Dele entendi, se tanto, uns 10%. E olhe lá.

Eco, não menos brilhante, é mais fácil de entender em seu ateísmo.

Até então, me bastava com o pensador marxista, também italiano, Antonio Gramsci, que evoluiu da clássica visão que tratava a religião como ópio do povo para vê-la inclusive com características revolucionárias, razão pela qual pregava a tolerância, a compreensão, principalmente com o catolicismo.

E negar o papel de resistência e de vanguarda de setores religiosos durante a ditadura brasileira equivaleria a um crime de falso testemunho, o que me levou, à época, a andar próximo da Igreja, sem deixar de fazer pequenas provocações, com todo respeito.

Respeito que preservo, apesar de, e com o perdão por tamanha digressão, me pareça pecado usar o nome em vão de quem nada tem a ver com futebol, coisa que, se bem me lembro de minhas aulas de catecismo, está no segundo mandamento das leis de Deus.

E como o santo nome anda sendo usado em vão por jogadores da seleção brasileira, de Kaká ao capitão Lúcio, passando por pretendentes a ela, como o goleiro Fábio, do Cruzeiro, e chegando aos apenas chatos, como Roberto Brum.

Ninguém, rigorosamente ninguém, mesmo que seja evangélico, protestante, católico, muçulmano, judeu, budista ou o que for, deveria fazer merchan religioso em jogos de futebol nem usar camisetas de propaganda demagógicas e até em inglês, além de repetir ameaças sobre o fogo eterno e baboseiras semelhantes.

Como as da enlouquecida pastora casada com Kaká, uma mocinha fanática, fundamentalista ou esperta demais para tentar nos convencer que foi Deus quem pôs dinheiro no Real Madrid para contratar seu jovem marido em plena crise mundial.

Ora, há limites para tudo.

É um tal de jogador comemorar gol olhando e apontando para o céu como se tivesse alguém lá em cima responsável pela façanha, um despropósito, por exemplo, com os goleiros evangélicos, que deveriam olhar também para o alto e fazer um gesto obsceno a cada gol que levassem de seus irmãos...

Ora bolas!

Que cada um faça o que bem entender de suas crenças nos locais apropriados para tal, mas não queiram impingi-las nossas goelas abaixo, porque fazê-lo é uma invasão inadmissível e irritante.

Não é mesmo à toa que Deus prefere os ateus...  

Por Juca Kfouri às 12h18

Atenção Rio, São Paulo e Floripa

Se nos sete jogos de ontem os favoritos Palmeiras, Cruzeiro e Goiás prevaleceram, mas só o Goiás com facilidade, as três partidas desta noite não têm favoritos.

Como não tinham os outros quatro jogos da noite da quarta-feira, que acabaram com empates em dois jogos, Santo André e Corinthians e Coritiba e Botafogo, e vitórias  apertadas, e no fim, do Inter e do Santos nos outros dois.

Porque hoje mesmo no Maracanã o Flamengo não pode bobear com o Galo, que vem ferido e em busca de retomar a liderança que o Palmeiras passou a ocupar.

Porque mesmo em franca recuperação, o São Paulo sabe que o adversário desta noite, no Morumbi, o Grêmio, é osso duríssimo de roer.

Como sabe o Avaí, em espetacular reação com quatro vitórias seguidas, que o Vitória que receberá na Ressacada não está por acaso na parte de cima da tabela.

Os três jogos estão marcados para o melhor horário do futebol em meio de semana, às 21h.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 30 de julho, de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h00

A estátua de João Saldanha

Um craque imortalizado por outro.

João Saldanha, que terá estátua na Cidade Maravilhosa, em projeto do fabuloso artista Ique.

Por Juca Kfouri às 00h21

Noite dos Palestras

Palmeiras e Fluminense ficaram no 0 a 0 no primeiro tempo no Palestra Itália.

O Palmeiras do estreante Muricy Ramalho não conseguiu superar o cauteloso, e compreensível esquema de Renato Gaúcho.

Enquanto isso, em Rio Preto, o Santo André engolia o desmontado e desentrosado Corinthians.

Felipe salvava a pátria uma, duas, três, quatro vezes, só no primeiro tempo.

Mas, a exemplo do que também acontecia no Mineirão entre Cruzeiro e Sport, o intervalo chegou sem gols.

Na capital paulista, no entanto, aos 13 do segundo tempo, em sua 101a. partida com a camisa verde, Diego Souza fez 1 a 0 para o Palmeiras, o que obrigaria o Flu a sair mais para o jogo.

O melhor jogador alviverde foi comemorar com o novo técnico.

O Palmeiras terminou o jogo muito mais perto de fazer o segundo gol do que de tomar o empate, com direito a bola na trave chutada por Cleiton Xavier.

E Felipe fazia milagres no interior paulista, com dois seguidos nem bem o jogo tinha recomeçado.

Marcelinho Carioca se esbaldava nas bolas paradas e Morais não acertava um passe mais decisivo.

Até que, aos 19 minutos, ao bater falta que ele mesmo cavou, Marcelinho Carioca fez justiça ao andamento do jogo e abriu o placar.

Aí, Mano Menezes foi obrigado a apelar: botou Souza e Bill nos lugares de Jorge Henrique e Henrique, além de Marcelinho no lugar de Marcinho.

Uma sucessão de ninguéns, pelo menos por enquanto, mas foi a isso que o campeão da Copa do Brasil foi reduzido.

Então, Souza foi derrubado na área e Chicão empatou ao cobrar o pênalti, aos 29 e, com pressa, foi pegar a bola, como se quisesse a virada que, se viesse, seria uma injustiça ainda maior com o Ramalhão, que mandou duas bolas nas traves, uma em cada tempo.

Dentinho, para piorar a situação corintiana, agora em sexto lugar e a sete pontos do líder Palmeiras, foi burramente expulso de campo.

E olhe que empatar já era grande negócio, ao contrário do que acontecia com o Cruzeiro, em Belo Horizonte, que mandou bola na trave, mas, gol que é bom não fazia até que, enfim, e muito justamente, Kléber deu a vitória ao time celeste, aos 45.

Que vale igual a se fosse no primeiro minuto do jogo... 

Por Juca Kfouri às 23h45

Sufoco e folga em casa

O Inter, em 26 minutos, ganhava bem do Grêmio Barueri e parecia até que iria goleá-lo em sua milésima partida pelo Brasileirão.

Alecsandro e Andrezinho, de falta, fizeram os gols colorados.

Mas num reflexo de sua insegurança, e com apenas 12 mil torcedores no gelado Beira-Rio, o Inter permitiu que ainda no último minuto o time paulista diminuisse.

E, pior, permitiu, aos 33 do segundo tempo, o empate, em falha do goleiro Michel Alves.

Que acabou abraçado por seus companheiros quando, aos 40, em nova cobrança de falta de Andrezinho, a bola voltou do travessão para Sorondo garantir a permanência gaúcha no G4, depois de três partidas sem vencer.

Foi duro, mas o Inter saiu feliz.

Já no Serra Dourada foi uma moleza.

Iarley fez 1 a 0 para o Goiás aos seis minutos, Amaral ampliou seis minutos depois e o time esmeraldino pôs o Furacão na roda.

O terceiro gol surgiu naturalmente, no segundo tempo, aos 20, com Léo Lima.

Era torcer contra o Corinthians para assumir o quinto lugar.

E contra o Vitória, para ficar com o quarto...

Por Juca Kfouri às 23h04

29/07/2009

Visitantes se dão bem

O Santos alcançou o que buscou o tempo todo: a vitória nos Aflitos.

Sim, o Náutico é de uma fragilidade de dar dó, ainda mais com 10 como jogou todo o segundo tempo, mas jogar nos Aflitos nunca é fácil.

No fim do jogo, que foi tudo que pude ver, estava óbvio que o Santos faria o gol da vitória.

Neymar fez 1 a 0, aos 23, e Rodrigo Souto fez 2 a 1, aos 47, depois que Gilmar empatou, de pênalti, aos 31, tudo no segundo tempo.

E, no Couto Pereira, empate entre Coritiba e Botafogo: 2 a 2.

O Botafogo segue firme, como o Coritiba pôde sentir.

Victor Simões abriu o placar aos 34 do primeiro tempo, Bruno Batata empatou aos 13 do segundo, Renato botou o time carioca na frente aos 38 e Marcos Aurélio, aos 44, empatou definitivamente.

Por Juca Kfouri às 21h31

Programa do Jô

Parte 1

Parte 2

Por Juca Kfouri às 18h50

Signore Tristezza*

Por ROBERTO VIEIRA 

A velha cantina parece ter adormecido nos anos 50.

Fotografias espalhadas pelas paredes, toalhas verdes e vermelhas pelas mesas.

Algumas pessoas sentadas tomando vinho, comendo uma pasta. Conversando sobre política.

Peço o vinho da casa e uma lasanha ao forno.

Como bom brasileiro esqueço o antipasti.

Heresia.

O dono da cantina me olha de soslaio. Como me desculpar?

Quem sabe? Estamos em Firenze. Vale à pena.

Chamo o dono da cantina e pronuncio:

‘Julinho!’

Ele enche os olhos d’água e completa:

‘Boteglio!’

Somos irmãos. No instante seguinte, ele me segura pela mão e começa a mostrar os retratos na parede. Julinho e a Fiorentina.

A Fiorentina de Julinho. Campeã italiana de 55/56.

Uma equipe mágica saída da Toscana para humilhar a Juve, o Milan, a Napoli.

Meus olhos percorrem as fotos amareladas, os recortes de jornal. Volto no tempo.

Como se as águas do Arno ousassem retornar ao seu passado nas montanhas.

Pelas margens do Arno passeava o grande Julinho. Olhos postos na distância, nos museus.

Nas igrejas centenárias repletas de história. Julinho que transformou os estádios da Itália em galerias de arte.

Driblando seus marcadores em progressão geométrica.

Julinho que, no entanto, não podia esconder os seus olhos de saudade. Queria voltar para São Paulo.

Faz frio. O vinho é dividido com o dono da cantina. Fratelli.

Dou boa noite e saio pela noite de volta para o hotel.

A turma do meu lado não entende nada. Papo esquisito de futebol. Papo de criança. Cultura inútil. Um deles chega a rir com a imagem daquele velho jogador de bigode fino e olhar sério.

Para os brasileiros, Julinho Botelho é somente isso: Um bigode.

Pra que perder tempo explicando? Vão dizer que estou sob efeito do vinho. Eles jamais compreenderão a tristeza daquele senhor, amado longe de casa, fintando os adversários de outro continente, sonhando com o dia em que seria aplaudido em sua própria casa. Ignorando a imensa vaia reservada a sua escalação no lugar de Garrincha. Vaia de muita gente que imaginava em Julinho apenas um bigode.

Não vale perder tempo explicando. Melhor guardar o gosto do vinho da Toscana e a memória das velhas fotos nas paredes. Melhor procurar um palestrino para conversar. Melhor guardar o telefone do Giuseppe, o dono da cantina. Giuseppe entende que a tristeza é um ponta imortal.

Como as igrejas e vielas de Firenze...

*Hoje Julinho Botelho completaria 80 anos.

Por Juca Kfouri às 17h45

Sete jogos com apenas três favoritos

Nos sete jogos que abrem a 15a. rodada do Brasileirão nesta noite de quarta-feira há apenas três favoritos destacados:

o Palmeiras diante do Fluminense, em Palestra Itália;

o Cruzeiro contra o Sport, no Mineirão,

e o Goiás que recebe o Atlético Paranaense, no Serra Dourada.

Os outros quatro jogos são dureza pura para os oito times.

Ou o Coritiba imagina que terá vida fácil com o Botafogo, no Couto Pereira.

Que dirá, então, o Náutico, nos Aflitos, perante a aflição do Santos?

E o Gre-Nal sui generis, no Beira-Rio, entre o abatido Inter e o Grêmio, mas de Barueri?

Finalmente, em São José do Rio Preto, a única vantagem do Corinthians sobre o Santo André será a sua torcida, apesar do mando de campo ser do adversário.

Porque o Ramalhão está muito mais inteiro que o Timão.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 30 de julho.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h16

Noite mais portuguesa do que cruzmaltina

O Vasco, aos trancos e barrancos e sem jogar bem, ia voltando, em São Januário, ao G4 da Série B, de Basco, ao ganhar do Fortaleza.

Tinha feito 1 a 0 no fim do primeiro tempo, com belo gol de Alex Teixeira, sofrido o empate num gol contra de Amaral e feito 2 a 1, de pênalti, sofrido por Alex Teixeira e convertido por Adriano, aos 22 do segundo.

E a Portuguesa perdia para o Guarani por 3 a 1, depois de ter saído na frente no Canindé.

Só que a Lusa estava com o diabo no corpo e, aos 14, 30 e 39 minutos, do segundo tempo, conseguiu uma virada heróica: 4 a 3.

Resultado: a Portuguesa ficou em terceiro lugar, o Figueirense em quarto, o Atlético Goianiense em primeiro e o Vasco em...quinto.

Por Juca Kfouri às 23h10

28/07/2009

Aos navegantes

A "Tabelinha" de ontem, por um problema técnico, está publicada duas notas abaixo.

E hoje este blogueiro estará no "Programa do Jô", aviso que dá apenas aos que costumam reclamar pela falta de aviso...

Por Juca Kfouri às 17h18

No 'Lance!" de hoje

Jatinho Cessna Citation CJ4, comprado pela CBF em janeiro 

CBF compra jatinho e dá show de desperdício

Avião da entidade custa mais que o dobro de duas divisões do futebol brasileiro 

 
Por Nelson Ayres 

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) mostra, a cada dia que passa, que o importante não é o tamanho do custo, mas o seu status.

Em 2001, vendeu a sua sede própria, no Centro do Rio, para pagar um aluguel de R$ 150 mil em um andar de edifício na Barra da Tijuca, bairro nobre da Zona Oeste do Rio.

Mas para se deslocar, Ricardo Teixeira, presidente da entidade, não quer saber de aluguel.

Em janeiro, adquiriu um jatinho em nome da Confederação, ao custo de US$ 10 milhões (R$ 23,1 milhões no câmbio da época).

O luxuoso jatinho da CBF é um dos mais modernos modelos da empresa americana Cessna.

O Citation CJ4 foi liberado pelas autoridades brasileiras e a CBF se apressou em adquirir um exemplar.

Em janeiro, a aeronave foi registrada no Brasil.

O objetivo é transportar os membros da Fifa para as cidades que sediarão os jogos da Copa de 2014, embora as visitas sejam raríssimas.

Joseph Blatter, quando vier ao Brasil no final deste ano, será um dos passageiros.

Mas Ricardo Teixeira também é usuário frequente do jato.

Em junho, ele foi para Recife com ele. O que causou espanto até aos governantes da capital pernambucana.

E não são apenas os R$ 23,1 milhões do custo da aeronave, que seriam capazes de bancar as Séries C e D do Brasileirão e a Copa do Brasil Feminina por dois anos.

O custo de manutenção do avião também entra na história.

A única operadora autorizada no país é a TAM Jatos Executivos.

Vale lembrar que a CBF ainda tem de custear a tripulação a cada vez que o avião levantar voo, além dos custos com combustível, aluguel de hangares, licença em aeroportos, entre outros.

Mas o jatinho pode ser sublocado, o que diminui os custos.

O LANCE! procurou a assessoria da entidade, que não quis se manifestar sobre o assunto.

Por Juca Kfouri às 14h04

A revolta contra o apito

O árbitro Rodrigo Cintra escreveu na súmula que o centroavante Washington, do São Paulo, o chamou de canalha na partida entre Grêmio Barueri e São Paulo e por isso foi expulso.

O jogador disse que o árbitro está mentindo.

O zagueiro Chicão, do Corinthians, garante que o árbitro Leonardo Gaciba passou boa parte do jogo entre Corinthians e Palmeiras fazendo ameaças, como se disposto a se vingar do pênalti que o corintiano cometeu contra o Vasco, pelas semifinais da Copa do Brasil e o próprio Gaciba não marcou.

Procurado para responder às acusações de Chicão, o árbitro gaúcho saiu pela tangente e disse não poder falar.

Tanto Chicão quanto Washington estão fazendo acusações graves: o corintiano acusa Gaciba de intimidação e premeditação para compensar erro anterior, erro que, por sinal, ele admitiu ter cometido ao ver o lance de Chicão no vascaíno Élton pela TV;

E o são-paulino diz que Cintra é mentiroso e que pode ir até à Justiça para denunciar a falsidade.

Jogador não é santo, mas os árbitros andam tão por baixo que será difícil encontrar alguém que acredite mais nos apitadores do que nos atletas.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 28 de julho de 2009. 

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 02h02

27/07/2009

TABELINHA DESTA SEGUNDA-FEIRA

Por Juca Kfouri às 21h46

Jogo do contente

Ronaldo, cinco semanas fora dos gramados, tem, ao menos, uma compensação: não será vítima das provocações planejadas por parte dos torcedores do Flamengo.

Ele não estará no jogo marcado para o Maracanã, no dia 9 de agosto.

Por Juca Kfouri às 14h56

Casa que não tem pão

Que Vanderlei Luxemburgo jogou novamente para a platéia ao cometer a grosseria pública que cometeu com Roberto Brum é óbvio.

Mas que Brum é mais um  chato que confunde futebol com religião também está fora de questão.

Por Juca Kfouri às 11h52

26/07/2009

A 14a. rodada verde do Brasileirão

O Palmeiras não se limitou a fazer 3 a 0, com três gols de Obina, no seu rival mais tradicional, o Corinthians.

O Palmeiras ganhou com a derrota do Galo, no Mineirão, para o Goiás e até com a derrota do Inter, para o Botafogo, no Engenhão.

E o Palmeiras já tem o mesmo número de pontos do Galo, com apenas um gol a menos de saldo.

A rodada teve 33 gols, 3,3 por jogo.

E público médio de 17 mil pagantes por jogo.

O Mineirão, do Galo, para variar, com 51 mil torcedores foi o palco do maior público.

O pior público ficou por conta, também só para variar, da Arena Barueri, com menos de 7 mil pagantes.

Os visitantes se deram bem.

Cinco venceram: Avaí, Flamengo, Palmeiras, São Paulo e Goiás.

E dois, Náutico e Cruzeiro, empataram.

Só três anfitriões se deram bem e a duras penas, pois Grêmio e Botafogo venceram por 3 a 2 e o Vitória só por 1 a 0.

Mas o que importa mesmo é nestes tempos de preocupações ambientais, a rodada foi verde.

Verde que te quero verde, a cor não só do Palmeiras, mas, também, do Goiás.

Por Juca Kfouri às 21h13

Vitória de volta, São Paulo subindo e empate no Maracanã

O Cruzeiro tem um time tão melhor que o do Fluminense que surpreendeu ao só empatar 1 a 1 no Maracanã.

Henrique fez 1 a 0 no primeiro tempo, em jogada de Jonathan pela direita, e Kieza empatou logo no começo do segundo tempo, em falha de Thiago Heleno e sem chances para o goleiro Fábio, em grande fase técnica e chato como poucos ao misturar Jesus em tudo que fala.

Tiago Ribeiro não estava numa noite feliz e perdeu pelo menos três gols certos para o time celeste

Leonardo Silva foi expulso aos 17 do segundo tempo e o Flu se aproveitou para buscar a vitória que parecia possível.

Se bem que foi de Jonathan, aos 32, a melhor chance do desempate, ao chutar no travessão carioca. 

E se bem, também, que no último ataque do jogo, o Flu perdeu o gol da virada.

Na volta de Renato Gaúcho, ele até aqui perdeu e empatou com os mineiros do Galo e do Cruzeiro que defendeu como jogador. 

Indiscutível foi a superioridade do São Paulo em Barueri no primeiro tempo, quando fez 2 a 1 no Grêmio, com gols de Washington e André Dias.

O tricolor acertou uma boa partida, com Marlos brilhando na armação dos contra-ataques e as coisas só se complicaram porque o goleiro Denis estava numa noite particularmente insegura, a ponto de tomar um frangaço no gol do time da casa.

No segundo tempo o Grêmio melhorou, o São Paulo piorou e Washington, aos 16, foi expulso, por reclamação.

Daí por diante o São Paulo passou a se defender e a tentar manter o resultado.

O que foi conseguido menos por seus méritos e mais pela ansiedade do adversário que andou perdendo gols que não se perdem. 

Marlos e Dagoberto deram lugar a Arouca e Borges.

Ao fim, o São Paulo já está a apenas seis pontos do G4.

No Barradão, o Vitória sofreu para vencer o Coritiba apenas por 1 a 0.

Porque Roger voltou a ser Roger e Neto Baiano faz muita falta na hora de finalizar.

Só aos 18 do segundo tempo é que Leandro Domingues tirou o grito da garganta baiana e recolocou o rubro-negro no G4, em terceiro lugar, desalojando o Inter da posição e tirando o Corinthians do grupo.

Por Juca Kfouri às 20h28

O clássico centenário

Por ROBERTO VIEIRA

 

Lá vai Carlinhos Bala. Ou será Maunsell?

Cuidado, Queixada! Guto fuzila. Recife volta no tempo ao tempo dos bondes. Um senhor de chapéu fecha os olhos: Gol de Durval. Bita dribla na entrada da área. É derrubado. Ivan Brondi pede para Gilmar bater. Gol. Gol. Gol.

Traçaia bate o escanteio na cabeça de Fabiano. Neneca se estica todo, mas a bola dorme no fundo das redes. A torcida se cala. Sandro Goiano tabela com Mauro e Dario. É desarmado por Derley que estica a bola para o Pingo de Ouro. Ivanildo grita: "Ainda dá, Caiçara!"

Anderson Santana cruza da esquerda. Manuelzinho entre duas paixões. Magrão espalma.

Lá vai Carlinhos Bala. Ou será Maunsell?

Bala encobre a defesa e o tempo. Um menino contempla o estádio da Ilha do Retiro. Ou será o British Club? Guarda na paixão as imagens de cem anos de História. Nas arquibancadas vazias antigos craques contemplam a eternidade.

Cuidado, Queixada! Leonardo fuzila. Jorge Mendonça comemora. O Clássico dos Clássicos termina como no início dos séculos.

Gols. Suor. Paixão...

Por Juca Kfouri às 19h15

Tarde de Obina!!! De Adriano!! De Iarley! E do 'Clássico dos Clássicos'

Quando os quatro jogos das 16h chegaram ao intervalo, só o Palmeiras ganhava.

Galo e Goiás e Santos e Flamengo estavam no zero.

Sport e Náutico no 1 a 1, depois que o Timbu saiu na frente.

Mas em Presidente Prudente, com apenas 30 mil torcedores que caberiam no Pacaembu, o Palmeiras era bem melhor e vencia o Corinthians, com gol de Obina, de peixinho, lindo, por sinal, aos 31, depois de ótimo cruzamento de Pierre.

Ronaldo havia jogado apenas 20 minutos, por ter machucado a mão numa queda desajeitada, e Moradei o substituiu.

E Cleiton Xavier já tinha batido uma falta no travessão, assim como, depois do gol alviverde, Edmilson, de fora da área, tinha exigido grande defesa de Felipe.

Chance de gol mesmo o Corinthians só conseguiu no fim do primeiro tempo.

Como a conseguiu no começo do segundo, já com Alessandro em lugar de Diogo, quando Douglas teve boa oportunidade.

Verdade que Obina já tinha dado um chute cruzado perigoso e que Souza respondeu em seguida o chute de Douglas.

Mas Chicão, que tinha falhado no gol de Obina, resolveu dar um empurrão em Cleiton Xavier dentro da área, o que obrigou a marcação do pênalti.

Obina bateu uma vez, fez o gol, mas o árbitro mandou voltar, por invasão milimétrica de um palmeirense.

Obina bateu pela segunda vez e marcou o segundo gol.

Pela primeira vez e mais de um ano e quase 40 jogos, a dupla William e Chicão perdia com a camisa alvinegra.

E perdia em grande estilo, porque em contra-ataque bem tramado entre Obina e Cleiton Xavier, o baiano fez seu terceiro gol, aos 21.

E perdia a cabeça, com Alessandro, que deu uma pegada sem noção em Pierre e foi expulso.

Jorginho entregava o time dividindo a liderança com o Galo, por pontos, para Muricy Ramalho, e com uma campanha de cinco vitórias, apenas uma derrota e um empate.

E com uma goleada no derbi!

Mano Menezes, em compensação, via seu time perder de novo por 3 a 0, como contra o Grêmio, e ficava também sem Elias para o jogo no meio de semana, contra o Santo André.

Já o Santos, com Robson, achava seu gol diante do Flamengo, para alegria de Vanderlei Luxemburgo, que obtinha sua segunda vitória e no dia em que Obina, que ele trouxe, fazia festa.

E Robson tinha entrado havia apenas cinco minutos, no lugar de Roberto Brum, aos 19.

A alegria durou pouco, porém, porque Adriano, de fora da área, empatou, para comemorar a milésima partida do Flamengo em campeonatos brasileiros, primeiro time a chegar a tal marca.

O Mengo virou na Vila Belmiro (quase 11 mil pagantes), com gol contra de Pará, para festa rubro-negra ficar ainda maior, em sua primeira vitória no estádio santista.

Alegria que o Galo também não teve ao ficar no 0 a 1 contra o Goiás, todo desfalcado, no Mineirão repleto (51 mil pagantes), vítima de um gol de Iarley, aos 36.

E que sobrou para Sport 3, Náutico 3, na Ilha do Retiro, na comemoração dos 100 anos do "Clássico dos Clássicos".´

Triste, apenas, que ambos estão na ZR.

Observação: só vi o derbi.

Dividido com o vôlei, na fabulosa vitória do Brasil sobre a Sérvia, 3 a 2, que valeu o octocampeonato da Liga Mundial Masculina. 

Por Juca Kfouri às 17h54

Diferenças

Por ALMIR MOURA*

Para alguns, um mero detalhe.

Para outros, uma verdadeira obsessão.

Detalhe, na ótica de Kaká que simboliza respeito:

"Não quero a cinco de Zidane, para mim, um mito".

Obsessão acompanhada de pouca ou quase nenhuma consideração, segundo o ego de Cristiano:

"Eu quero a nove, e tão somente ela."

Sem querer fazer número, o novo oito do Madrid abdicou da camisa eternizada por Zizu.

Por outro lado, se achando o próprio número um, Cristiano exigiu a nove que um dia já foi de ninguém menos que o Fenômeno Ronaldo.

Pequenas particularidades, mínimos detalhes que dizem muito por si só e deixam ainda mais clara e escancarada a diferença entre o ser, o querer ser e o "star".

Kaká é fora de série, é craque.

Para todo sempre.

Cristiano Ronaldo é celebridade, é estrela.

Um jogador muito bom que por querer já ser muito mais do que é pode acabar estacionando no simplório "star", super star.

*Almir Moura - baiano de Rodelas, apaixonado por futebol e professor universitário nas "horas vagas"

Por Juca Kfouri às 12h13

Muda CBF

Reportagem de Maurício Savarese, do UOL Notícias, que está neste momento na primeira página do portal, revela que os colegas de José Sarney na Academia Brasileira de Letras preferem não falar sobre o "imortal" -- que há décadas controla uma das regiões de maior mortalidade infantil do país.

Trata-se de um direito dos demais "imortais" e, de fato, os escândalos dos Sarneys nada têm a ver com a ABL -- pelo menos por enquanto, porque nunca se sabe..

Mas a CBF tem a obrigação de se manifestar sobre seu vice-presidente, Fernando Sarney.

Que, entre outras denúncias cabeludas, desobedeceu o que a Fifa determina ao se envolver em negociação de jogadores.

O mutismo da CBF mais parece consentimento.

Em tempo: Aliás, e para que não haja dúvida, já que o presidente do Cruzeiro, Zezé Perrela, ao negar que o clube tenha negociado quatro jogadores de Fernando Sarney como está gravado em conversa do filho do presidente do Senado com um interlocutor não identificado pela Polícia Federal, disse "achar" que Fernando Sarney nem era mais vice da CBF, segue abaixo o que está no sítio da entidade:

PRESIDENTE:
Ricardo Terra Teixeira

VICE-PRESIDENTES:
Fábio Marcel Nogueira (Sul)
Fernando José Macieira Sarney (Norte)
José Maria Marin (Sudeste)
Marco Antonio de Miranda Ferreira (Nordeste)
Weber Magalhães (Centro Oeste)

SECRETÁRIA-GERAL - SGE:
Marco Antonio Teixeira

DIRETORIA DE COMPETIÇÕES - DCO:
Virgílio Elísio da Costa Neto

DIRETORIA JURÍDICA - DJU:
Carlos Eugenio Lopes

DIRETORIA DE MARKETING - DMK:
José Carlos Salim

DIRETORIA FINANCEIRA - DFI:
Antônio Osório Ribeiro Lopes da Costa

DIRETORIA DE REGISTRO E TRANSFERÊNCIA - DRT:
Luiz Gustavo Vieira de Castro

DIRETORIA DE SELEÇÕES - DSE:
Américo Faria

DIRETORIA DE ASSESSORIA LEGISLATIVA - DAL:
Vandenbergue dos Santos Sobreira Machado

 

Agora o cartola do Cruzeiro, que também garantiu à rádio Globo não ter enriquecido com o futebol, pode parar de achar.

E de dissimular. 

Em tempo 2: Sim, o Maranhão fica no nordeste, não no norte.

Mas a CBF não é fraca só em geografia.

Por Juca Kfouri às 10h19

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico