Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

08/08/2009

Quem não faz, toma!

Fazia tempo que não usava a velha máxima do futebol.

Mas neste sábado faz sentido repeti-la.

Porque André Lima perdeu pênalti, aos 19 minutos do primeiro tempo, no Engenhão, e o Botafogo dele acabou derrotado pelo Atlético Paranaense, com gol de Patrick, aos 24 do segundo.

E isso para não falar de pelo menos outras três chances claras desperdiçadas pelo alvinegro, duas delas inacreditáveis com Victor Simões, a primeira logo após a perda do pênalti.

Resultado: 1 a 0 para o Furacão que passou o Botafogo na classificação e o deixou perto da ZR.

Também o Santo André, com Marcelinho Carioca, perdeu pênalti no primeiro tempo, defendido por Gledson, aos 2, em Caruaru.

Sorte do Náutico que tem Carlinhos Bala, autor dos dois gols do Timbu, aos 3 e aos 25 do segundo tempo.

Resultado: 2 a 1 (Gustavo Nery diminuiu no fim) para o Náutico que saiu da ZR e empatou em pontos com o Ramalhão, ali pertinho da ZR.

Também na Vila Belmiro, em belo jogo, o Santos perdeu chances para liquidar com o bom e organizado time do Avaí, de Guga e de Silas.

Fez 2 a 0 com Madson no começo do primeiro tempo e com Kléber Pereira, que já tinha perdido dois gols, no começo do segundo.

E achou que tinha vencido.

Pois não tinha, porque o Avaí jamais se descontrolou e também criou boas chances, além de exigir pelo menos uma ótima defesa do goleiro santista Felipe.

E de tanto buscar, William diminuiu aos 20, em passe de Muriqui, e, num lance de sorte, aos 24, Emerson aproveitou uma sobra de bola e empatou.

Oitavo jogo seguido sem perder do time catarinense e placar justo numa das melhores partidas deste Brasileirão.

Claro que o santista tem motivo para estar chateado, mas não reconhecer os méritos do Avaí seria cegueira

Por Juca Kfouri às 20h24

07/08/2009

Explosivo!

Já que andamos falando de política, imagine uma dobradinha à presidência da República com Marina Silva e Protógenes Queirós.

Daria samba?

Por Juca Kfouri às 19h48

Filiação, não! Refiliação!

Andrés Sanchez, o presidente corintiano, esclareceu agora mesmo na rádio Globo: ele está se refiliando amanhã ao PT.

Porque se filiou uma vez, em 1983, sem se desfiliar do PCdoB, seu primeiro partido, o que é irregular.

Mas deixou claro que não é candidato a nada.

Apenas fará a campanha de Dilma Roussef.

Por Juca Kfouri às 19h03

Futebol e política com nota 10

Há um grande livro na praça.

"A Democracia Corinthiana, práticas de liberdade no futebol brasileiro", pela editora EDUC, da PUC de São Paulo.

Não sei se é o livro definitivo sobre o movimento que marcou o futebol brasileiro no começo dos anos 80, mas certamente é o melhor já publicado sobre o tema -- e olhe que há outros muito bons.

De autoria do sociólogo José Paulo Florenzano, suas mais de 500 páginas retratam as relações da política com o futebol no país, indo muito além do período da experiência vivida no Corinthians, embora faça dela o fio condutor.

Originalmente elaborado como tese de doutorado na Faculdade de Ciências Sociais da PUC-SP e agora lançado como livro (R$50), a obra é simplesmente imperdível.

Por Juca Kfouri às 09h23

Futebol de gente grande na 17a. rodada

A 17a. rodada do Brasileirão teve quase três gols em média por jogo, 26 gols em nove jogos.

E 17.300 pagantes por partida.

No Serra Dourada, para Goiás e Flamengo, o melhor público, com mais de 37 mil torcedores, para um belo jogo, 3 a 2 para os goianos na quarta-feira.

O pior público foi em Barueri, com pouco mais de dois mil pagantes.

E ontem o Fluminense deixou o Sport com a lanterna na mão ao goleá-lo por 5 a 1, no Maracanã, e Palmeiras e Grêmio fizeram um jogaço no Palestra Itália.

Um 1 a 1 que, para ser bem fiel ao que foi o jogão, deveria ter sido, no mínimo, 3 a 3.

Porque se o Palmeiras matou a pau até abrir o placar, o Grêmio reagiu, empatou, passou a jogar de igual para igual e, em certos momentos, foi até melhor que o dono da casa e líder alviverde.

A nota triste da quinta-feira ficou por conta do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Já está 2 a 0 para a pizza no caso da máfia do apito que manchou para sempre o Campeonato Brasileiro de 2005.

Ainda falta um voto e a tênue esperança de que pelo menos um dos dois desembargadores que já votaram mude de opinião.

Mas tudo indica que Edílson Pereira de Carvalho e sua turma de apostadores escapem ilesos do crime que cometeram.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 7 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h08

06/08/2009

Jogaço no Palestra, vitória do Flu e derrota do Vitória

Muito bem.

O Fluminense, enfim, ganhou.

Ainda no primeiro tempo fez 3 a 0 no Sport, com dois gols de Kieza e um de Roni, na verdade, o responsável pelos três gols tricolores no Maracanã.

No segundo tempo o Sport diminuiu de pênalti, com Vandinho, e o Flu ampliou com Carlos Eduardo e com Maicon: 5 a 1.

O rubro-negro é o último e o tricolor o penúltimo.

O Sport flerta perigosamente com a Série B, ainda mais com Péricles Chamusca...

E o Vitória começa a mostrar a língua, como se esgotado diante do esforço que lhe permitiu um começo tão bom..

Tomou 2 a 0 do Grêmio Barueri, dois gols de Luís, aos 2 e aos 40, em Barueri, logo no primeiro tempo e morreu.

O time paulista fez ainda 3 a 0 no segundo tempo, com Otacílio Neto, e 4 a 0, no fim, comThiago Humberto.

Mas o verdadeiro Grêmio, o gaúcho, este sim, protagonizou um jogo maravilhoso em Palestra Itália, com o líder Palmeiras.

Logo aos 23, Jadílson teve de entrar no lugar de Fábio Santos, machucado.

Líder que massacrou o tricolor até fazer 1 a 0, com Cleiton Xavier, aos 28 do primeiro tempo, ao aproveitar cruzamento de Wendel.

Até ali, o Palmeiras já tinha desperdiçado, pelo menos, duas chances claríssimas de gol com Obina e com Diego Souza, além de fazer gato e sapato de um atarantado Grêmio.

Que ficou lúcido tão logo tomou o gol, por paradoxal que pareça.

E numa cobrança esperta de falta na intermediária, lançou Souza pela direita que deu na medida para Máxi Lopes empatar, aos 31.

Empatar e crescer.

Tanto que o próprio argentino quase virou, coisa que Marcos não deixou, como impediu que Tcheco o fizesse.

Sim, de fato, o que o Grêmio fez nos últimos 15 minutos justificou o empate, apesar do massacre dos primeiros 30, no Palestra Itália tomado e entusiasmado.

O segundo tempo transcorreu no mesmo diapasão do fim do primeiro.

Os dois times criaram chances de gol, com Marcos e Victor trabalhando bastante e bem.

Rafael Marques entrou no lugar de Thiego, no Grêmio, e Willians no de Origoza, no Palmeiras.

Obina saiu aos 23 e deixou a sensação de que está mesmo saindo. Entrou Jéfferson.

O jogo não dava um minuto de trégua, de tão bom, desses para europeu nenhum botar defeito, tal sua intensidade e variação de possibilidades, jogo de dois gigantes.

Não é nem que nenhum dos dois merecia perder.

Na verdade, os dois mereciam vencer.

Duelo de gigantes também no banco, entre Muricy Ramalho e Paulo Autuori.

Douglas Costa, esgotado, deu lugar a Jonas, no Grêmio, e Marcão saiu para entrar Marquinhos, np Palmeiras.

Desmaiado, Réver saiu aos 38, deixando o time gaúcho com 10.

Aí, o empate seria mesmo o mais justo.

Como acabou sendo.

Num verdadeiro jogo de futebol, mesmo que o Grêmio siga sem vencer fora de casa.

Já o Palmeiras siga invicto em casa.

E folga no fim de semana, para pegar o vice-líder Galo na quarta-feira que vem.

Outro jogaço?

Por Juca Kfouri às 22h54

Editorial da 'Folha de S.Paulo'

Bola perdida

Presidente da CBF muda discurso e afirma que estádios para Copa de 2014 vão precisar de verbas do setor público

COMO NÃO ERA difícil de prever, recursos públicos serão consumidos na construção e reforma de estádios para as partidas da Copa do Mundo de 2014.

A versão de que a iniciativa privada estaria à frente desses investimentos foi afastada por seu principal divulgador, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira.

O dirigente, que preside a entidade há duas décadas, reiterou em diversas oportunidades -entre as quais num artigo publicado em 2008 por esta Folha- que o modelo previsto para o evento teria "viés predominantemente privado".

Caberia ao setor público, na proposta anteriormente apresentada pela CBF, investir apenas naquilo que é de sua competência -infraestrutura, aeroportos, transportes etc.

Agora, em entrevista a alguns dos principais jornais do país, Teixeira diz o que a experiência e o bom senso davam como certo: será inevitável o desembolso de verbas governamentais para modernizar antigas arenas esportivas e construir duas novas.

Não se sabe como os custos serão divididos.

O total, por ora, é estimado em R$ 3 bilhões.

Mas basta lembrar o descalabro em que se transformaram as contas dos Jogos Pan-Americanos de 2007 para observar com cautela cálculos dessa natureza.

Paixão nacional, o futebol tem servido no Brasil a interesses políticos e continua a abrigar um sem número de irregularidades, como lavagem de dinheiro, caixa dois, evasão fiscal, enriquecimento ilícito e corrupção.

Não é necessário um exame mais aprofundado para perceber que as bases sobre as quais se organiza esse esporte no país estão em ruínas.

Tivessem os clubes estatuto de empresas, e não contassem com o deplorável beneplácito das autoridades, já estariam legalmente falidos em sua quase totalidade.

Em grande parte apegados a rotinas amadorísticas e patrimonialistas, sempre a contar com a leniência e a cooperação de políticos municipais, estaduais e federais, os dirigentes brasileiros não se prepararam para as mudanças ocorridas nas últimas décadas, quando se aprofundou o processo de globalização.

A consolidação do esporte como peça da indústria internacional de entretenimento deixou o Brasil em vexatória posição periférica.

O quadro, que já era de atraso, tornou-se insustentável.

Quando assumiu a Presidência da República, o torcedor Luiz Inácio Lula da Silva alimentou esperanças de que mobilizaria instrumentos governamentais para tentar superar a situação.

Não foi o que aconteceu.

O governo Lula frustrou as expectativas mais sensatas e progressistas do setor ao reincidir na velha prática de conceder benefícios públicos a clubes e entidades sem exigir contrapartidas que pudessem induzi-los a um regime de gestão mais responsável e transparente.

Esse histórico só faz aumentar as apreensões acerca de como será conduzida a organização da Copa no Brasil.

Por Juca Kfouri às 21h14

Do sítio 'Universidade do Futebol'

Construindo um calendário racional para o futebol brasileiro
Três premissas, atuando em sinergia, podem conferir à temporada brasileira bons frutos à competição e à saúde dos clubes
Por Luis Filipe Chateaubriand*
 
Não chega a ser novidade que o calendário do futebol brasileiro é dotado de imperfeições diversas, sendo um inibidor das possibilidades que os clubes de futebol possam ter para maximizar a satisfação de seus clientes, os torcedores, e obter resultados financeiros em decorrência disso.
 
É, portanto, imperativo que sejam feitas mudanças estruturais no calendário de nosso futebol. Este documento visa propor algo nesse sentido.

Para que o calendário do futebol brasileiro possa ser mais eficaz do que acontece atualmente, há que se ir além de apenas adotar a fórmula de turno e returno e pontos corridos para o Campeonato Brasileiro – medida acertada, porém insuficiente, para se ter um bom calendário.
 
Com efeito, três premissas são importantes para que se tenha um bom calendário no futebol brasileiro, a saber:

• Adaptação temporal ao calendário do futebol europeu;

• Definição de uma competição central a ser jogada aos fins de semanas, intercalada com as outras competições, realizadas aos meios de semanas, durante toda a temporada regular;

• Adoção de um modelo que permita que as seleções nacionais, e a seleção brasileira em particular, só atuem quando os clubes não estiverem em ação.
 
A primeira premissa importante, portanto, é a adequação do calendário do futebol brasileiro ao calendário europeu. A sincronia de datas entre os dois centros faz-se absolutamente necessária, pois, assim, os períodos de transferências entre jogadores ficam harmonizados e, com isso, evita-se a migração em massa dos principais jogadores do futebol brasileiro para a Europa em meio ao Nacional.

É sabido que, no modelo atual, a existência de uma “janela” de transferências entre junho e agosto de cada ano faz com que os principais jogadores em atividade no futebol brasileiro sejam transferidos para o mercado europeu, fazendo com que os clubes percam seu time base em meio à principal competição do calendário.
 
Isso deve ser evitado, o que pode ser conseguido se a temporada de competições seguir o modelo de pré-temporada em julho, período de competições oficiais entre agosto e maio, e férias dos jogadores de futebol em junho.
 
A segunda premissa importante diz-nos que há de existir uma competição principal que seja jogada ao longo de toda a temporada anual, mantendo os clubes em atividade durante esse período – os envolvidos poderão garantir, assim, jogos oficiais desde o início até o término.
 
 
 
 
Pelo caráter de competição primordial que o Campeonato Brasileiro assume em nosso futebol, este deve ser o certame jogado aos fins de semanas ao longo de toda a temporada. Destarte, primeira, segunda, terceira e o equivalente à quarta divisões devem ser realizados somente aos sábados e domingos, entre agosto de um ano e maio do ano seguinte.
 
As outras competições podem ser distribuídas ao longo desse mesmo período, só que jogadas no meio das semanas.
 
Um corolário da adoção dessa premissa é que fazer com que a competição principal do futebol brasileiro, o Campeonato Brasileiro, seja jogada só aos fins de semanas significa um tratamento especial para esta, o que propicia melhor satisfação dos torcedores e consequente aumento de receitas na competição que ocupa todos os clubes principais ao longo da temporada.
 
A terceira premissa é que as seleções só devem atuar quando os clubes não estiverem em ação. Com isso, evita-se que, havendo a indesejável coincidência, ou os clubes joguem desfalcados de seus jogadores cedidos às seleções, ou as seleções joguem sem alguns jogadores que poderiam ser convocados, mas permanecem nos clubes – ambas as situações são nocivas, tanto aos clubes, como às seleções.
 
Parece ser sinal de respeito ao torcedor, ainda, a não coincidência de jogos de seleções com jogos de clubes, pois, quando a dita coincidência acontece, o torcedor precisa se dividir entre a atenção que dá a seu clube de coração e à seleção de seu país, o que não é ideal.
 
É óbvio que o período adequado para as seleções fazerem treinos e jogarem competições oficiais é quando os clubes não estão em ação. Ou seja, e tomando o calendário europeu como referência, os meses de junho e julho. Portanto, todo o trabalho de seleções deve ser realizado nos meses citados, com o período entre agosto e maio sendo de exclusividade dos clubes, que são as instituições que fazem o negócio acontecer.
 
Cabe ressaltar que a adoção de uma das premissas, de forma isolada, sem a adoção das outras duas, pouco contribui para se ter um calendário racional. Não adianta adequar o calendário brasileiro ao europeu se continuar havendo jogos de seleções no período que deveria ser dedicado aos clubes. Não adianta as seleções só jogarem quando os clubes não estiverem em atividade, se não houver uma competição central que ocupe os clubes principais ao longo de toda a temporada. Não adianta termos o calendário nacional coincidindo com os dos grandes centros se continuarmos a distribuir mal as competições ao longo da temporada, sem a adoção de uma especial que vá preencher a maior parte da temporada oficial.
 
Adotar as três premissas em conjunto gera uma sinergia que pode produzir bons resultados.
 
Cabe lembrar que, para que essas premissas possam resultar em um calendário racional e bem planejado, outra variável é importante: o número de jogos por agremiação. Não se deve existir o clube que joga muitas vezes ao longo da temporada, nem o clube que quase não está em ação. Há que se buscar um patamar de equilíbrio. Mas tal assunto merece ser abordado com maior profundidade, em outro artigo.


*Luis Filipe Chateaubriand é autor do livro 'Futebol brasileiro: um projeto de calendário'.

Por Juca Kfouri às 13h32

Na 'Folha" de hoje

"Sustentei, sustento e sustentarei que não haverá um centavo do governo federal para os estádios." 

Do ministro do Esporte, ORLANDO SILVA JR. , um dia após Ricardo Teixeira ter dito ser inevitável a injeção de dinheiro público nas arenas.

Nota do blog: seria formidável se não fosse a afirmação de alguém que logo sairá do ministério para se candidatar a deputado federal...

 

Por Juca Kfouri às 12h46

Andrés Sanchez no PT

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) acertou a entrada de Andrés Sanchez, presidente do Corinthians, no Partido dos Trabalhadores.

O ato político de filiação acontecerá neste sábado, na Quadra dos Bancários.

O evento contará com a participação da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Nota do blog: nada contra.

Cada um faz a opção política que bem entender.

Apenas o Corinthians não pode ser envolvido em campanhas, como a Velhinha de Taubaté e este blog gostariam...

Por Juca Kfouri às 12h32

Do sítio do São Paulo FC

Nota Oficial – 5 de agosto de 2009

O São Paulo Futebol Clube vem a público para saudar a declaração do Presidente da Confederação Brasileira de Futebol – Dr. Ricardo Teixeira – que, conforme reproduzida nos principais jornais do País na data de hoje, manifestou-se favoravelmente à adequação do Calendário do Futebol Brasileiro ao Calendário do Futebol Europeu.

O São Paulo Futebol Clube apóia entusiasticamente tal iniciativa, por entender que a sincronização entre o Calendário Oficial de Competições do Brasileiro e o Calendário Europeu trará importantes benefícios para a administração dos Clubes e a organização do Futebol Brasileiro em geral.

Dentre os benefícios verificados, devem ser destacados: (i) a diminuição do impacto no planejamento da formação dos elencos das equipes verificado a partir das transferências de atletas no curso da disputa do Campeonato Brasileiro e (ii) a possibilidade de os Clubes realizarem excursões visando à participação nos "torneios de verão" realizados no Hemisfério Norte durante os meses de junho, julho e agosto, aumentando suas receitas diretas e a exposição de suas marcas no exterior.

O São Paulo Futebol Clube reitera que sempre se manifestou publicamente favorável à adequação do Calendário do Futebol Brasileiro, o que se verifica, inclusive, pela proposição em 11 de setembro de 2008, conjuntamente com outros importantes clubes brasileiros, de uma agenda positiva do futebol brasileiro que pretende, como um dos temas principais, seja encampada pelo Clube dos 13, o desenvolvimento desse Calendário Brasileiro.

Por fim, o Clube reafirma sua disposição em apoiar e colaborar em tudo quanto estiver ao seu alcance para que a iniciativa de alterar o Calendário Oficial de Competições do Futebol Brasileiro defendida pelo Sr. Presidente da CBF seja implementada e coroada de pleno êxito, o que acredita redundará em resultados amplamente positivos em favor de todos os interessados na evolução do Futebol Brasileiro.


Nota do blog: em sua entrevista, Teixeira disse que o São Paulo era contra...

Por Juca Kfouri às 12h01

Diplomata nota 10

Joana Havelange, que é neta de João, não filha como o nome sugere, porque filha ela é do presidente da CBF, e do Comitê Organizador da Copa 2014, Ricardo Teixeira, além de ser secretária do mesmo comitê, disse ao "Globo" de ontem;

"A Fifa está satisfeita conosco, principalmente por não termos qualquer integrante do governo no comitê".

Não é uma maravilha?

Dava tudo para ver a cara do presidente Lula, dos ministros envolvidos com o projeto da Copa, ao lerem semelhante afirmação.

Ainda mais agora, depois que Teixeira disse que sem dinheiro público não serão viabilizados os estádios para a Copa.

Eles querem o dinheiro mas não querem quem os fiscalize.

Por Juca Kfouri às 11h47

Enquanto isso, no Rio de Janeiro...

MP denuncia homem que aviltou imagem do Cristo


O  Ministério  Público do Estado do Rio de Janeiro ofereceu denúncia contra Alberto  Murray  Neto pela divulgação na internet de imagens da estátua do
Cristo  Redentor  trajando colete à prova de balas, segurando um fuzil e um revólver.

Para  o  Promotor  de  Justiça  Alexandre  Murilo  Graça,  da 1ª Central de Inquéritos,  ao  postar  a  imagem, o denunciado “escarneceu publicamente e
vilipendiou  objeto  de  culto  religioso”,  o  que é crime de ação pública previsto no artigo 208 do Código Penal, com pena de detenção de um mês a um
ano ou multa.

De  acordo  com  a denúncia, inconformado com a campanha e a candidatura da cidade  do  Rio  de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, Alberto
Murray  Neto  criou  em 2008 um blog na internet no qual apresenta diversas considerações  negativas  contra  o  Comitê  Olímpico  Brasileiro  e vários
dirigentes do esporte nacional.

Em  15  de  abril  deste  ano, o denunciado foi além ao postar, por e-mail, imagem do Cristo Redentor com colete à prova de balas e empunhando um fuzil
e  um revólver. “Ocorre que entre todas as imagens que identificam a cidade do  Rio  de Janeiro, o denunciado escolheu, em clara ofensa às instituições
religiosas  e  às  pessoas  que  professam  esta  fé, a do Cristo Redentor, símbolo  religioso  das  igrejas  cristãs  que  retrata o amor e o perdão”, afirmou o Promotor.   

 "Assessoria de Comunicação Social”
                                       
www.mp.rj.gov.br

 

Durma-se com um barulho desses, acrescenta este blog.

Até porque basta procurar no Google "Cristo com colete à prova de bala" para que se achem outras imagens semelhantes, como a abaixo.

http://albertomurray.wordpress.com/2009/04/  

Por Juca Kfouri às 03h54

O julgamento do 'caso Edílson' em São Paulo

Está nas mãos de três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo a decisão sobre o famoso "caso Edílson Pereira de Carvalho", aquele que mudou o rumo do Campeonato Brasileiro de 2005, com a anulação de 11 jogos porque o próprio ex-árbitro confessou ter manipulado jogos em que atuou.

Quatro anos depois, o caso corre o risco de acabar em pizza, sob o argumento de que falta uma legislação específica no Brasil para enquadrar os crimes cometidos por quem adultera o resultado de um jogo de futebol.

E já houve precedentes, o "caso Cattani", em 1996, quando um juiz de Primeira Instância em São Paulo considerou que manipular resultados do futebol não implicava em crime contra a economia popular nem estelionato, porque, ele sentenciou, há quem vá ver luta-livre sabendo que é marmelada.

O "caso Edílson", que será decidido hoje pelos desembargadores Fernando Miranda, Francisco Menin e Christiano Kuntz, se acabar em pizza, servirá para reforçar ainda mais o sentimento popular de que vivemos no país da impunidade.

Porque é grande o risco de um réu confesso ficar livre de responder na Justiça pelo crime que confessou.

Na Alemanha, um caso semelhante, acontecido depois do "caso Edílson", resultou no condenação do árbitro Robert Hoyzer, que foi preso e até já está solto, depois de cumprir pena de dois anos e cinco meses de prisão.

Talvez porque ainda haja juízes em Berlim.

Mas, lembremos que por aqui, no Brasil, a torcida deixou de chamar o árbitro de ladrão nos estádios para chamá-lo de "Edílson" sempre que identifica um erro grosseiro de apitador.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 6 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm  

Por Juca Kfouri às 03h43

Goiás cresce, Santos reage, Corinthians despenca

O Goiás foi muito melhor que o Flamengo no primeiro tempo no Serra Dourada.

E fez logo 2 a 0, com Amaral, de cabeça após escanteio, aos 13, e com Léo Lima, 10 minutos depois.

O Flamengo veio para o segundo tempo com mais disposição, e com Petkovic no lugar de Kléberson.

Num pênalti mandrake cavado por Adriano, ele mesmo bateu e descontou, aos 3.

E Pet, aos 33, empatou, em belo gol, com a sua cara, para irritação de Harlei, o bom goleiro goiano.

O Serra Dourada só saiu do estado de choque aos 45, quando Iarley, sempre o providencial Iarley, desempatou, para alegria de Fernandão, que chegou ao estádio de helicóptero: 3 a 2.

O Goiás anda mesmo impossível: seis vitórias seguidas.

Já nos Aflitos, a primeira chance de gol do Corinthians aconteceu aos 7 minutos do segundo tempo, com Elias, que quase empatou a partida.

Antes disso, dominando o jogo, o Náutico criou duas chances claras de gol, a primeira desperdiçada por Juliano, aos 17 minutos do primeiro tempo, a segunda bem defendida por Felipe, numa cabeçada de Nilson.

E fez um gol, de pênalti, com Gilmar, derrubado por William, aos 42: 1 a 0.

O Corinthians voltou melhor no segundo tempo e também por pouco Souza não empatou, aos 11, com Nilson salvando em cima da linha.

Como miséria pouca é bobagem, Souza que havia entrado aos 10 no lugar de Jorge Henrique (que, com três cartões amarelos não enfrentará o Flamengo, no Maracanã, domingo), saiu aos 22, machucado, com suspeita de torção no joelho, para entrada de Marcelinho.

Edu fez reestréia discreta e saiu, cansado, para entrada de Boquita.

O alvinegro, freguês do Náutico, completava sua quarta partida sem vencer, com duas derrotas.

E caía para o sétimo lugar, superado já por São Paulo e Avaí e com o risco de ser superado amanhã ainda por Grêmio e Vitória, a nove pontos do primeiro dos primeiros, o Palmeiras, e a nove pontos do primeiro dos últimos, o Coritiba.

Que foi derrotado pelo Santos, em Cascavel, por 1 a 0, gol de Paulo Henrique, aos 20 do primeiro tempo.

Tinha mais santista do que coxa no estádio, tomado por torcedores com máscara no rosto por causa da gripe suína.

O Coritiba na ZR e o Santos em recuperação depois de ter perdido para o Flamengo na Vila.

Por Juca Kfouri às 23h53

05/08/2009

Vitórias e mais vitórias

O Avaí, com gol de William depois de tabelar com Muriqui, na Ressacada, aos 12 do primeiro tempo, derrotou o Santo André e completou sua sétima partida seguida sem perder, com seis vitórias.

No Morumbi, com 19 mil torcedores, o São Paulo atropelou, de virada, o Botafogo, completou sua sexta partida invicto e obteve sua quarta vitória seguida.

Saiu atrás com um gol de Lúcio Flávio, mas virou ainda no bom primeiro tempo com Jorge Wagner, de pênalti, e com Washington, em jogada de André Dias pela direita.

No segundo tempo, já senhor absoluto do jogo, o tricampeão brasileiro fez 3 a 1 com Dagoberto, em passe de Borges.

E por pouco Hernanes não fez o quarto gol, no que seria, aliás, um golaço, além de, em seguida, ter chutado uma bola na trave.

Domingo tem jogão no Morumbi: São Paulo x Goiás! 

Talvez com a volta de Rogério Ceni.

Jogo para 50 mil torcedores.

Por Juca Kfouri às 22h56

Furacão sobe e Raposa cai

O Cruzeiro dominou o jogo no Mineirão.

Ainda mais que logo aos 17 minutos o Atlético Paranaense ficou com 10 jogadores, graças à expulsão de Bruno Costa.

Mas foi o Furacão quem fez 1 a 0, logo aos três do segundo tempo, quando o Cruzeiro, também já estava com 10 jogadores porque Bernardo foi expulso aos 43.

O gol foi de Marcinho.

Aí, Kléber, que surpresa!, também foi expulso.

E o rubro-negro, com Gabriel, fechou o placar, aos 43.

Se o Coritiba passar pelo Santos, o time mineiro, com 11 expulsões em 16 partidas, entra na ZR...

O Furacão já a deixou para trás na reestréia de Antonio Lopes como técnico.

O Cruzeiro não tem dado sorte com Atléticos ultimamente.

Por Juca Kfouri às 21h50

Lembrete

Aos clubes brasileiros: lembrem-se, para não se dizerem surpresos depois;

daqui por diante que quem ganhar a tal Copa Sul-Americana será obrigado a jogar, com seus titulares, contra o campeão de uma outra copa desimportante do Japão.

no Japão, em pleno andamento do Campeonato Brasileiro.

Veremos quanto custará em desgaste para o Inter seu passeio pela Ásia.

Aliás, tem mesmo tudo a ver juntar uma copa sul-americana com uma japonesa...

Por Juca Kfouri às 13h01

Como queríamos demonstrar

Ricardo Teixeira deitou falação ontem, na CBF.

Reconheceu o óbvio, mas o inverso do que sempre disse: só com dinheiro público o Brasil terá estádios para sediar a Copa-2014.

Prepare o seu bolso.

Nosso suado dinheirinho financiará uma farra como jamais vimos.

E, com anos de atraso, para variar, admitiu a necessidade de adequar o calendário brasileiro ao mundial.

Mas, também para variar, faltou com a verdade ao dizer que o São Paulo FC, por exemplo, é contra.

Não é não.

É a favor.

Por Juca Kfouri às 12h49

Na 'Folha' de hoje

CLÓVIS ROSSI

Imagens do lodaçal

Primeira imagem: Luiz Inácio Lula da Silva abraça Fernando Collor de Mello.

Ajuda-memória: Fernando Collor de Mello vem a ser aquele cidadão que, além de ter sido o único presidente afastado do cargo por falta de decoro em um país em que o decoro é artigo raríssimo, pagou a uma mulher para dizer na televisão que seu adversário (justamente Lula, naquele momento) quis obrigá-la a abortar da filha que ambos tiveram (Lurian).

Esse tipo de atitude é tão indecente, indecorosa, delinquencial que desqualifica qualquer pessoa para a vida pública (a rigor, também para a vida privada).

Não é, portanto, passível de perdão.

Lula até poderia aceitar o apoio de Collor para fazer parte da maioria governista.

Aceitou o apoio de tantos outros desqualificados que, um a mais, um a menos, nem se notaria.

Daí, no entanto, a abraçá-lo publicamente e a elogiá-lo vai uma distância que, percorrida, desqualifica também a vítima de antes.

Segunda imagem, a de ontem: Fernando Collor de Mello cumprimenta José Sarney.

Ajuda-memória: Fernando Collor de Mello vem a ser aquele cidadão que com maior virulência atacou o governo Sarney, a ponto de chamá-lo de ladrão, pelo que jamais pediu desculpas.

Sarney nunca escondeu o profundo rancor que sentia pelo seu desafeto, que, aliás, só se elegeu porque era o mais vociferante crítico de um presidente que batia recordes de impopularidade.

Ao abraçar Collor e aceitá-lo na sua tropa de choque, Sarney implicitamente dá atestado de validade aos ataques do Collor de 1989 e, por extensão, junta-se a ele na lama.

Que Collor, o indecoroso com condenação tramitada em julgado, ressurja com os mesmos tiques e indecências de antes compõe à perfeição o lodaçal putrefato que é a política brasileira.

Assino embaixo:JK 

Por Juca Kfouri às 12h45

4 de agosto. Dia histórico?

O 4 de agosto, que foi ontem, pode entrar para a história do futebol brasileiro.

E tomara que entre mesmo, que não tenha sido apenas um repente, um surto de justa indignação.

Porque ontem o presidente do Palmeiras resolveu dar um basta à sangria de nossos clubes em pleno Campeonato Brasileiro.

E resolveu peitar até seus parceiros.

Um empresário que detém parte dos direitos do volante Pierre anunciou que o venderia para o Espanyol, de Barcelona.

O presidente palmeirense reagiu: "Só por cima de meu cadáver", informou.

E disse mais: "Não sou presidente de um banco, mas de um clube de futebol. E se for para desmanchar meu time que pode ser campeão, vou-me embora, peço demissão".

Foi o suficiente para que todos os parceiros do Palmeiras entendessem o recado e tratassem de se adequar até ao que andaram reclamando o presidente da República e o governador de São Paulo.

Pierre ganhou um ótimo aumento de 70% sobre o seu salário e ficará no Palmeiras.

Assim como, promete o presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo, ficarão todos os demais.

Se for assim mesmo até o fim do Brasileirão, independentemente de ser ou não o campeão, o Palmeiras terá dado a todos os clubes brasileiros uma senhora lição.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 5 de agosto, de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h03

04/08/2009

Do sítio do Inter

Carta aos colorados sobre Fernandão

Caros torcedores colorados,

Foi com grande surpresa que na última segunda-feira, 3 de agosto, tomamos conhecimento da contratação do jogador Fernandão pelo Goiás.

Ficamos ainda mais surpresos com as declarações do jogador em seu blog pessoal no mesmo dia afirmando que o Inter teria lhe "fechado as portas".

Conforme vem sendo noticiado na imprensa há algumas semanas e, portanto, é de conhecimento público, o Internacional estava em processo de negociação com o jogador Fernandão a fim de que ele retornasse ao Beira-Rio nas melhores condições possíveis tanto para o jogador como para o clube.

Tanto que, tão logo soube do desligamento de Fernandão do Catar, nosso vice-presidente de Futebol, Fernando Carvalho, apressou-se a estabelecer contato telefônico e via e-mail pessoal com jogador a fim de conversar sobre um eventual retorno ao Inter.

Nesses contatos, o Internacional deixou claro o seu interesse no retorno de Fernandão assim que o mesmo se desvinculasse de seus compromissos profissionais no Oriente Médio e retornasse ao Brasil.

Estamos tranquilos quanto ao fato de que o jogador tinha total conhecimento deste interesse.

Assim, com base nas últimas notícias, só nos resta concluir que ele decidiu antecipar a definição de seu futuro acertando com o Goiás, decisão que respeitamos com o mesmo apreço que sempre tivemos e continuaremos tendo em relação ao jogador Fernandão.

Porém, o Inter reserva-se ao direito de vir aqui deixar claro para seus torcedores que em nenhum momento "fechou as portas" para Fernandão.

Muito pelo contrário.

Conduzimos todos os contatos com o jogador nos baseando nos mesmos princípios de ética e transparência que sempre pautaram nossa atuação nesses 100 anos de futebol brasileiro.

Apesar da surpresa com sua inesperada manifestação, o Internacional não quer polemizar a respeito do tema para nao afetar a imagem do seu grande ídolo e deseja ao jogador toda a sorte no prosseguimento da sua carreira no Goiás.

Fernandão foi um dos maiores ídolos do Clube e isso nunca mudará.

O Internacional sempre estará com as portas abertas para o nosso eterno capitão, que tão bem conduziu o Inter às conquistas da Copa Libertadores e do Mundial em 2006.

http://www.internacional.com.br/home.php

Por Juca Kfouri às 22h17

Aumento para Pierre

O volante palmeirense Pierre que ganha R$ 70 mil por mês, vai ser aumentado, ganhará R$ 120 mil.

E, é claro, ficará no Palestra.

Amanhã, em entrevista coletiva, o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo e o empresário José Hawilla, da Traffic, anunciarão que, de fato, ninguém sairá do time até o fim do campeonato.

É assim que se fala!

Por Juca Kfouri às 20h54

Belluzzo garante que Pierre não vai

Presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, diz que é presidente de um clube de futebol e não de um banco: “O Pierre não vai”.

Irritado, Belluzzo garante que sai do Palmeiras, mas que não permitirá o desmanche do time em meio ao campeonato. “Eu vou embora, largo essa encheção, porque não vou desmontar um time que pode ser campeão.”

Por Juca Kfouri às 17h20

Empresário garante venda de Pierre

O empresário Luiz Alberto Oliveira, da LA Esportes, garante que Pierre, do Palmeiras, está negociado com o Espanyol de Barcelona.

Com isto, o clube espanhol desiste de tentar as contratações de Diego Souza e Cleiton Xavier.

Por Juca Kfouri às 16h47

De Goiás para o mundo

O Goiás passou a perna num monte de clubes grandes do futebol brasileiro e repatriou o ótimo Fernandão, que estava desperdiçando seu talento no Catar.

A notícia foi dada em primeira mão na rádio Globo de São Paulo, por meio do repórter Fernando Lima, da CBN de Goiânia.

Ele cobria o lançamento da nova camisa do Goiás quando o clube anunciou a bomba.

Lima estava no ar, conversando com a equipe da Globo sobre a belíssima campanha do time goiano, quando deu a notícia, ali pelas 19h50.

Palmeiras, São Paulo, Santos e, principalmente, Inter, ficaram chupando o dedo, com inveja dos esmeraldinos do Brasil Central.

O que tem, sem dúvida, um lado bom, um lado ótimo: o surgimento de mais um protagonista no cenário do futebol nacional.

Tomara que para ficar.

E que Fernandão se dê muito bem em sua volta.

O Brasileirão só tem a ganhar.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 4 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h44

03/08/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 20h59

Gol do Goiás

O Palmeiras queria, o Santos queria, o Inter tinha quase certeza que o teria.

Mas o Goiás acaba de anunciar que o bom filho à casa torna.

Fernandão está de volta e vai fazer dupla, outra vez, com Iarley.

O Goiás quer ser campeão brasileiro.

Por Juca Kfouri às 20h02

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Adivinhe quem vem para ganhar 

 

Com três vitórias seguidas, o tricolor já está a 10 pontos do líder Palmeiras e a três da Taça Libertadores da América

 

O FILME é velho e nem surpreende: o São Paulo está em recuperação.

Tomou um certo sufoco no Barradão no primeiro tempo quando o Vitória foi melhor, embora a melhor chance de gol tenha sido de Jorge Wagner, ao bater falta na trave e tirar o goleiro Viáfara do jogo, com o dedo luxado.

No segundo tempo, o São Paulo fez as substituições que deveria fazer e viu a sorte sorrir para Dagoberto novamente, como se Ricardo Gomes tivesse descoberto um jogador que Muricy Ramalho não conheceu e não deve reconhecer.

Pronto! 1 a 0 e o tricolor sobe a ladeira com a segurança de quem sabe ter pulmão para empreitadas de longo curso.

No meio desta semana, o Morumbi recebe o Botafogo e, provavelmente, mais torcedores do que tem comparecido aos jogos, porque já dá para acreditar no tetra.

Por falar em Muricy Ramalho, eis que o seu Palmeiras tratou de conseguir duas vitórias apertadas, contra dois times da zona do rebaixamento, Fluminense e Sport, sem jogar bem, mas sem passar sustos, bem ao estilo daquele título que o técnico ganhou no ano passado.

E agora ainda mais com a boa justificativa de que está conhecendo o time, reconhecendo o terreno.

Na quinta-feira tem o Grêmio, no Palestra, parada dura. Outro 1 a 0?

Como Mano Menezes, depois do desmanche do seu grupo campeão da Copa do Brasil.

O Corinthians até que fez um bom primeiro tempo contra o Avaí, mas o jogo não tinha nem cheiro de gol.

Oportunidades foram criadas sim, pelo menos meia dúzia pelo alvinegro e outras quatro pelo alviceleste, nada que tirasse o 0 a 0.

Porque não tinha ali quem desse o toque final, porque mais que um detalhe o gol é coisa para especialistas, artigo em falta no Pacaembu.

Sim, o corintiano pode esperar que Jucilei venha a ser um Cristian, que Edu dê personalidade de novo ao time, que as coisas engrenem outra vez, mas tem razão ao se sentir fraudado por ter acreditado que havia um modelo novo de gestão implantado no Parque São Jorge.

Não há.

E se vender é inevitável, o preço de liquidação é mesmo revoltante, embora nenhuma violência possa ser justificada.

Fato é que o torcedor já não foi ao estádio na tarde de ontem.

Brincalhão


Quer dizer que o presidente da República, revoltado com o desmanche de seu time do coração, quer uma lei que proíba a venda de jogadores durante o Campeonato Brasileiro, ou, ao menos, a adequação do calendário brasileiro ao calendário mundial?


Lula é mesmo o mais macunaímico de todos os presidentes que já tivemos. Um brincalhão.

Ora, lei desse gênero, felizmente, é impossível, porque impeditiva do sagrado direito do trabalhador de trabalhar para quem quiser.

Estarrece que um petista a proponha, embora, na verdade, o PT não estarreça mais ninguém.

Quanto ao calendário, é óbvio.

Tão óbvio que, embora tenha demorado sete anos de gestão para se dar conta, até Lula perceba, enquanto chama alguns de imbecis e embarca, desembarca e volta a embarcar na barca furada dos Sarney.

Ocorre que em todo esse tempo ele não fez nada mais que se enamorar da cartolagem de nosso futebol, dando desbragadamente tudo que lhe foi pedido e não exigindo nada como contrapartida.

Agora, que arque com as consequências.

E não chateie.

Nada mesmo

César Cielo nada, nada e nada mesmo.

Como ninguém jamais nadou neste país.

À sua custa e de seus pais.

Por Juca Kfouri às 13h40

02/08/2009

O Brasileirão na janela e com asteriscos

O Campeonato Brasileiro entrou na fase dos asteriscos.

Porque tem times com menos jogos do que os outros.

Caso, por exemplo, do Inter, que foi jogar uma partida caça-níqueis no Japão em pleno Brasileirão.

Tudo porque o calendário do futebol brasileiro não acompanha o calendário mundial, como se faz no mundo civilizado do futebol, aí incluída a Argentina, cujos times estão por aí, disputando os torneios internacionais de pré-temporada, como o Boca Juniors.

Há quem diga que se a Conmebol não mudar o seu calendário a CBF não pode mudar o dela.

Bobagem.

Não só porque a Associação de Futebol da Argentina mudou o seu sem a mudança da confederação continental como porque, se a CBF quiser, a Conmebol também muda.

Fato é que o Brasileirão está sob ataque da janela internacional, esta janela mais que indiscreta que já desmanchou o Corinthians, tirou o que havia de melhor no Inter e no Cruzeiro, além de, agora, ameaçar o líder Palmeiras.

A 16a. rodada teve apenas 21 gols em nove jogos, dois e pouquinho por jogo e média de público de 16 mil pagantes, graças, principalmente, à torcida do Flamengo, que chegou aos 42 mil pagantes no Maracanã.

Porque o jogo do Santo André teve a insuportável presença de 847 pagantes, o que dá a medida da pujança dos clubes do ABC paulista.

O Goiás já está em terceiro lugar, até porque o Inter parou de jogar.

E o Fluminense chegou lá, ao último lugar, façanha difícil de se acreditar, embora sua direção seja capaz de qualquer coisa.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, dia 3 de agosto, de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 21h57

Galo e Grêmio arrasadores! Goiás cumpridor!

Galo e Coxa talvez tenham feito o melhor primeiro tempo em 16 rodadas deste Brasileirão.

Até os 10 minutos, era um jogo normal, com o Galo com a bola, mas sem ameaçar.

A partir do 11o. minuto, no entanto, e até o 15o., a blitz do alvinegro foi alguma coisa de impressionante e sensacional, levando o Mineirão à loucura, estádio que já tinha comemorado, na preliminar, a vitória atleticana sobre o Inter na Taça Belo Horizonte de futebol junior, que valeu o tetracampeonato ao meninos mineiros.

Mas, aos 11, o Galo teve três chances claras e consecutivas de abrir o placar com bola na trave e milagre do goleiro Edson Bastos.

Daqueles lances de levantar defunto.

Aos 14 e aos 15, como consequência da pressão mineira, Jonílson e Diego Tardelli, de cabeça, trataram de fazer 2 a 0 e, aparentemente, liquidar a fatura.

Mas o nocaute paranaense não durou nem cinco minutos.

Porque numa sucessão de escanteios pela esquerda e pela direita, Marcelinho Paraíba pôs a bola na cabeça de Demerson que ganhou de Jonílson pelo alto e diminuiu: 2 a 1.

Daí em diante e até o fim do primeiro tempo, Edson Bastos, mais, e Aranha, tiveram que se virar.

Já no segundo tempo, o Galo massacrou nos primeiros 10 minutos, com Edson Bastos operando milagres.

O Galo perdia tantos gols que era impossível não lembrar daquela máxima, quem não faz, toma.

Aos 25, por exemplo, Marcos Aurélio jogou fora o empate paranaense ao chutar por cima na saída de Aranha.

O Galo seguiu em busca do terceiro gol, que fazia por merecer, bombardeava o rival, mas Edson Bastos não concordava em sofrer mais um tento. E não sofria.

A mesma convicção faltou a Aranha, que não conseguiu evitar, aos 32, o gol de empate de Leozinho, em contra-ataque do alviverde.

Alviverde como o Palmeiras, que abria cinco pontos de vantagem sobre o vice-líder mineiro.

Os 26 mil torcedores não acreditavam no que viam, embora estivessem vendo uma exibição de gala de um goleiro, o do Coritiba.

E a epopéia merecia mesmo mais gente, como vinha sendo habitual no Mineirão.

Até porque  Renan Oliveira, aos 42, fez um golaço, ao dominar, girar e fuzilar de maneira inapelável, que nem Edson Bastos poderia evitar: 3 a 2.

Era justo, justíssimo, o mínimo que se poderia esperar, porque, na verdade, o Galo poderia até ter goleado, como goleado foi o rival do Galo, o Cruzeiro, em Porto Alegre. 

No Olímpico, o Grêmio sufocou o Cruzeiro, que ficou com 10 logo aos 17 minutos, com a expulsão de Jonathan que deu um carrinho grosseiro em Tcheco.

Fábio fez milagres e a trave também contribuiu para que o Grêmio, que fez Douglas Costa entrar assim que o rival ficou com um a menos, não marcasse.

Aos 40, Tcheco empurrou Wellington Paulista na área e o centroavante fez 1 a 0 para o Cruzeiro, de pênalti.

Não refletia nada do jogo, mas era a verdade.

Que teimou em permanecer até os 13 do segundo tempo, quando Rever, de cabeça, empatou, em cobrança de escanteio por Tcheco.

O Cruzeiro já tinha só nove em campo, porque Thiago Ribeiro tinha sido expulso, aos 6.

Aos 20, finalmente, justiça, com o gol da virada de Tcheco.

O Cruzeiro já teve nove expulsões em 15 jogos.

Era mesmo impossível suportar a pressão gaúcha.

Aos 30, de cabeça, Jonas subiu para escorar o cruzamento de Jadilson e fazer 3 a 1.

Desenhava-se uma goleada.

Que Máxi Lopes, no fim, decretou, ao marcar o quarto gol gremista: 4 a 1.

O próximo adversário do Grêmio é o líder Palmeiras, no Palestra, desafio para Paulo Autuori vencer, já que não ganhou nenhuma vez fora do Olímpico.

E no ABC paulista, com gol de Pablo Escobar no segundo tempo, em lance irregular, pois o atacante estava impedido na origem do lance, o Santo André saiu na frente do Goiás.

Que empatou com Iarley,aos 32, 10 minutos depois do gol paulista.

E, no fim, virou com Júlio César, aos 47, para confirmar a excelente campanha do time esmeraldino: 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 20h26

Dos quatro grandões, só o São Paulo se deu bem

Foram surpreendentes os primeiros 10 minutos do Corinthians contra o Avaí, no Pacaembu, mais vazio do que cheio (menos de 14 mil pagantes), provável reflexo da ausência de Ronaldo e do desmanche do time campeão da Copa do Brasil.

Ágil, rápido, insinuante e capaz de criar três ótimas chances de gol, as duas primeiras ainda antes do quinto minuto, numa cabeçada de Souza e num toque de Jucilei que Eduardo Martini defendeu.

Como o goleiro catarinense pegou, à queima-roupa, um chute de Bill, em rebote de arremate de Souza, que até jogava bem.

Dos 10 aos 20 minutos, no entanto, o alvinegro permaneceu melhor em campo, mas deixou de levar perigo ao time alviceleste.

Que, enfim, tomou coragem e partiu para cima dos donos da casa, quase marcando com William, em seu primeiro ataque.

Ao acreditar mais que o bicho não era tão feio, o Avaí se abriu e quase levou, por cobertura, um gol de Bill, com a bola batendo no cocoruto do travessão.

A resposta avaiana veio numa bicicleta de William, perigosa.

Fato é que o time do Guga, e do técnico Silas, mesmo sem três de seus principais jogadores (Léo Gago, Ferdinando e Muriqui), passou a jogar de igual para igual com o esforçado, organizado, mas enfraquecido, time de Mano Menezes.

E assim, sem gols, terminou o primeiro tempo, sem gols, e com uma arbitragem curioso, de um mineiro do quadro da Fifa, Ricardo Marques Ribeiro, que marca muito mais falta de ataque do que das defesas.

E com auxiliares especializados em errar impedimentos contra o Avaí.

Sem gols, também, acabaram os primeiros 45 minutos no Barradão com muita gente, quase 20 mil torecedores, para ver o Vitória apertar o São Paulo que, no último minuto, mandou uma bola no travessão de Viáfara que, no lance, luxou o dedo da mão.

Primeiros tempos sem gols era tudo que a dupla Fla-Flu queria.

Porque o Fla, surpreendentemente, perdia para o Náutico, gol de Gilmar, aos, 23, no Maracanã (como 42 mil torcedores), e o Flu, nem tanto, para o Furacão, gol de Paulo Baier, aos 41, em Londrina: 1 a 0.

Que coisa!

O rubro-negro foi para o intervalo sob vaias de sua torcida no Maracanã, mas sob aplausos no Estádio do Café.

O Corinthians voltou com Bruno no lugar de Marcinho na lateral-esquerda.

O Vitória com Gléguer na posição de Viáfara.

O Flamengo com Petkovic na vaga de Fabrício.

E o Fluminense com Rafael no posto de Fernando Henrique e com Maurício no lugar de Dalton.

Logo aos 5, no Barradão, o Vitória perdeu também Itacaré, machucado e trocado por Bida.

Aos 20, saiu Jorge Wagner e entrou Hugo, no São Paulo.

Em seguida, Ricardo Gomes tirou Borges e pôs Marlos.

E deu certo.

Porque foi Hugo quem achou Dagoberto pela esquerda e o meia acertou belíssimo chute, de direita, para fazer 1 a 0, aos 30.

A torcida corintiana cantava, mas, no segundo tempo, o time já não encantava.

Na verdade, o jogo caiu num certo clima de marasmo, sem chutes a gol.

Silas também não estava gostando e tirou o centroavante William, ex-Santos, para entrada de outro centroavante, Roberto.

E Jorge Henrique saiu para entrar Marcelinho, a exemplo de Bruno, do time campeão da Taça São Paulo.

E quase que o Avaí faz gol, numa sucessão de escanteios.

Por falar em escanteios, pouco antes, Boquita foi cobrar um e chutou a bandeirinha -- a não o, que fique claro.

Grotesco!

Não por isso, mas Boquita saiu para entrar Diogo aos 41.

E Felipe, aos 30, precisou evitar um gol de Roberto.

Como Eduardo Martini, em seguida, em bolas de Elias, de Marcelinho e de Souza, em menos de dois minutos.

No Maraca, aos 36, depois de ser vaiado, mais uma vez Léo Moura fez, em rebote de bola de Petkovic e saiu pagando geral para a torcida do Mengo: 1 a 1.

Resultado de todo jeito ruim para o Flamengo, como para o Corinthians, como foi péssimo para o Fluminense (novo lanterna do Brasileirão) perder para o Furacão.

E se foi bom para Avaí e Naútico, melhor ainda foi para o Atlético Paranaense e, sobretudo, para o São Paulo.

Que vai chegando.

Devagar e sempre.

Por Juca Kfouri às 17h56

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Jesus é uma farsa!

 

Como reagiriam aqueles que defendem o merchan religioso nos gramados se alguém vestisse a camiseta acima?

IMPRESSIONANTE como muita gente lê o que quer e não o que está escrito.

Fora, é claro, o preocupante analfabetismo funcional e a conhecida demagogia dos que pegam uma caroninha em tudo.

Houve quem visse tentativa do colunista em cercear a liberdade religiosa na coluna passada.

Desafia-se aqui quem quer que seja a demonstrar uma vírgula sequer neste sentido.

Reclamou-se, isso sim, da chateação que o proselitismo religioso causa em quem quer apenas ver um jogo de futebol, ao mesmo tempo em que se defendeu que cada um se manifeste como quiser nos locais apropriados.

Houve também quem não se lembrasse de ter lido aqui manifestações contra atletas que fazem propaganda de cerveja.

Para esses só resta indicar memoriol, porque não só são criticados os esportistas que fazem propagandas do gênero como, também, quem usa espaço esportivo para tal, seja ou não jogador.

E não me venha ninguém dizer que os tais atletas de Cristo são bons exemplos neste mundo de pecadores, pois basta olhar para Marcelinho Carioca e ver que as coisas não são bem assim.

E que fique claro que o colunista gosta, muito, de cerveja, assim como inveja os que creem, porque deve ser uma boa muleta para suportar as agruras da vida e para alimentar a esperança da compensação de uma vida eterna.

Posso garantir, no entanto, que nem mesmo nos momentos limites que já vivi apelei a alguma força superior que me salvasse.

E não foi para ser intelectualmente coerente.

Mas chega a ser divertido ver um político que tem crescido feito rabo de cavalo, para baixo, conhecido por sua homofobia, sinônimo de preconceito, querer dar lição de moral, como um obscuro ex-deputado federal, hoje apenas vereador, que buscou alguns votinhos adicionais ao entrar na polêmica.

Polêmica que rendeu coisa de 120 mensagens eletrônicas de leitores desta Folha para minha caixa postal, surpreendentemente a favor da coluna, coisa de 80%, embora índice compreensivelmente menor de aprovação do que nos quase 500 comentários no blog.

E aí é motivo de satisfação constatar que só a esmagadora minoria não é capaz de entender a ironia da frase "Deus prefere os ateus", usada no fecho da coluna.

Aos que pediram que a coluna se limite ao futebol, um aviso: não há nenhuma atividade humana que não possa ser relacionada ao futebol, razão pela qual o espaço seguirá sendo preenchido desse jeito.

Finalmente, uma ponderação óbvia: deixar o campo de futebol para que nele se dispute só o jogo acaba por proteger os fundamentalistas de algum herege que vista uma camiseta com os dizeres do título desta coluna, ali escritos apenas à guisa de provocação.

Já imaginou?

Seria uma delícia ver a reação dos que brandiram até a Constituição, que garante a liberdade religiosa, como se o colunista tivesse agredido seus princípios.

E, por falar em futebol, a coluna de amanhã será sobre a 15ª rodada do Brasileirão.

Até lá.

 

Por Juca Kfouri às 12h32

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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