Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

29/08/2009

Boas vitórias caseiras

Flamengo, Náutico e Coritiba.

Mais o Coritiba que o Flamengo e o Náutico.

Porque o Náutico e o Flamengo simplesmente tinham a obrigação de vencer, nos Aflitos (14.099 pagantes) e no Maracanã  (13.531 pagantes), o Atlético Paranaense e o Santo André.

Verdade que o Timbu exagerou ao enfiar 3 a 0 no Furacão ainda no primeiro tempo, com gols de Carlinhos Bala, Michel e Derley.

E está aprontando sua saída da ZR, tomara que substituído pelo Ramalhão, que já tem o mesmo número de pontos do Náutico.

E que o Flamengo, mais uma vez, não jogou bem, embora tenha liquidado o jogo ainda no primeiro tempo, quando fez 2 a 0, com gols de Denis Marques, aos 7, e Léo Moura, no finzinho.

Álvaro fez uma estréia sem problemas.

O segundo tempo foi um festival de gols perdidos até que, aos 47, Petkovic, o melhor em campo, acertou a trave e Zé Roberto marcou no rebote: 3 a 0.

Mas a vitória que merece mais aplausos mesmo foi a do Coritiba, diante do Avaí, no Couto Pereira (15.040 pagantes), com mais um gol de Marcelinho Paraíba,  em bobeada da defesa, aos 20 do primeiro tempo, e outro de Pereira, logo no começo do segundo tempo, para impedir qualquer reação do time do Guga, e do Silas.

Um 2 a 0 que vale muito na campanha coxa e que faz de Ney Franco o grande algoz do time catarinense, que sofrera sua última derrota, 11 jogos atrás, exatamente para o Botafogo que o treinador dirigia antes de assumir o Coritiba.

Por Juca Kfouri às 20h27

VV=Vexame Vascaíno

É, não se pode elogiar ninguém no futebol carioca.

A torcida do Vasco ERA a única que tinha motivo para andar orgulhosa.

Porque agora há pouco viu seu time ser batido no Maracanã, com 27 mil torcedores, pelo Ceará, por 2 a 0, pela Série B, de Basco.

Ceará que faz bela campanha, diga-se, mas, espera lá: o Vasco não pode perder um jogo desses.

Por Juca Kfouri às 23h13

28/08/2009

Mudança em projeto de lei beneficia bancada da bola

O relatório do Projeto de Lei da Câmara 141/09 feito pelo Senado, mais conhecido como reforma eleitoral, joga a favor da "bancada da bola", nome dado aos congressistas ligados a entidades esportivas.

Em 8 de julho, os deputados aprovaram a proibição de qualquer entidade do setor – times de futebol, federações e confederações, por exemplo – fazer doações para partidos ou políticos em campanha.

Entretanto, os senadores querem que a legislação atual, mais permissiva, continue valendo.

Leia a íntegra em: http://congressoemfoco.ig.com.br/noticia.asp?cod_canal=1&cod_publicacao=29520

Será que não é mesmo uma boa ideia acabar com o Senado?

 

Por Juca Kfouri às 12h31

O pentacampeonato mais perto

O que faltava para o Palmeiras ser ainda mais favorito ao título brasileiro deste ano está, neste momento, indo para o aeroporto de Moscou onde tentará embarcar ainda hoje para São Paulo.

Se não der, vem amanhã.

Vágner Lover, sem dúvida, completa o time do Palmeiras e realça definitivamente, na reta final do Brasileirão, o papel de favorito do Palmeiras.

Ontem mesmo o presidente Luiz Gonzaga Belluzzo dizia que "água morro abaixo, fogo morro acima, não há quem segure", para dar quase como certa a contratação do artilheiro.

Que acabou sendo feita por empréstimo, até meados do ano que vem, sem que o alviverde pague um tostão, além, é claro, do salário dele, que não é estratosférico e que será bancado pelo clube, com o que se poupou pelas saídas de Capixaba e Mozart, este último para o Livorno, da Itália.

Obina acabou por ficar fora da negociação e permanecerá em Parque Antarctica.

O pentacampeonato está cada vez mais ao alcance da segura direção palmeirense e Muricy Ramalho se aproxima do seu tetra com o centrovante que queria.

Por Juca Kfouri às 12h24

Aviso aos navegantes

Neste domingo, o blog acompanhará apenas dois jogos.

Não por acaso, os que reúnem os quatro integrantes do G4.

O primeiro contra o terceiro e o segundo contra o quarto.

Palmeiras e São Paulo, no Morumbi, às 16h.

Goiás e Inter, no Beira-Rio, às 18h30.

Poder ver um jogo de cada vez, aliás, é uma delícia.

No jogo de São Paulo, o São Paulo está obrigado a vencer.

E não por ser o mandante, mas por estar a quatro pontos de distância do Palmeiras.

É ganhar ou ganhar, coisa até que o blog aposta que vá acontecer.

Um empate estará de bom tamanho para o líder e nem mesmo uma derrota servirá para abalar a vida alviverde, por absolutamente normal.

Mas se o Palmeiras vencer...sai de baixo!

A situação do jogo de Porto Alegre não é muito diferente.

O Inter tem de passar pelo Goiás e ponto final.

Qualquer outro resultado será catastrófico para os colorados.

Já os esmeraldinos terão motivo para comemorar um empate e uma vitória, então...

Muricy Ramalho volta ao Morumbi e Fernandão volta ao Beira-Rio.

Enfim, um super clássico e um jogaço.

Aleluia!

 

Por Juca Kfouri às 00h20

27/08/2009

Mais um empate que não resolve

O Botafogo jogou melhor que o Cruzeiro no primeiro tempo, no Engenhão, teve um pênalti não marcado e fez um gol com Lúcio Flávio, aos 32.

Mas perdeu Fahel logo aos 3 do segundo tempo e, daí, sofreu.

Sofreu também o empate, com Thiago Ribeiro, aos 21.

E não sofreu mais porque Castillo até fez boas defesas e porque o Cruzeiro está bem longe de ser o que deveria ser.

O 1 a 1 deixa o Botafogo na ZR e não resolve nada a vida do Cruzeiro.

Por Juca Kfouri às 22h55

Senador Rogério Ceni

"Achei lamentável e um absurdo o que aconteceu na Portuguesa.

Não entendo por que as pessoas não vão ao Senado reclamar da mesma maneira.

Se tivéssemos a mesma bravura para combater os políticos corruptos, talvez o nosso país fosse melhor.

Existe uma inversão de valores na sociedade.

A população não se revolta contra quem mexe no dinheiro, no bolso dela, mas sim contra um time que não ganhou em casa.

Que crime o cara fez?".

Por Juca Kfouri às 22h08

Ganhar é preciso, empatar é, quase sempre, prejuízo

Que empate você prefere?

Um 3 a 3?

Ou um 2 a 2?

Ou você prefere mesmo um belo 1 a 1?

Pois ontem, oito times brasileiros empataram para todos os gostos.

Pelo Campeonato Brasileiro, em jogo muito bom, Santos e Inter empataram 3 a 3, resultado que não deixou ninguém feliz, mas deixou o Santos mais infeliz que o Inter.

Ainda pelo Campeonato Brasileiro, Grêmio Barueri e Corinthians empataram 2 a 2, resultado que também não deixou ninguém feliz, mas que deixou o Corinthians mais infeliz.

E pela Copa Sul-Americana, mais dois empates, os dois 1 a 1.

No Fla-Flu, valeu para o Flu, que se classificou para as oitavas-de-final.

E no Galo e Goiás, que ainda vão jogar de novo, no Serra Dourada, o gol fora do time goiano lhe dá a vantagem de jogar em casa pelo 0 a 0.

E empatar parece ser o esporte predileto dessa gente bronzeada.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 27 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 00h14

Flu segue. Goiás perto de seguir

Pela Copa Sul-Americana, no Mineirão, com 2 mil torcedores, os meninos do Galo empataram com o time completo do Goiás: 1 a 1.

Um 0 a 0 no jogo de volta, no Serra Dourada, deixa o time esmeraldino no torneio.

No Maracanã, outro 1 a 1 no Fla-Flu, com 10 mil pagantes.

Como no Flu-Fla, também no Maracanã,  houve um modorrento 0 a 0, o gol "fora" do Flu valeu-lhe a permanência na copa.

Por Juca Kfouri às 23h54

Jogo médio e resultado ruim em Barueri

Com 20 segundos, Flavinho fez Grêmio 1, Corinthians 0, na Arena Barueri, com 9 mil pagantes, 98% de corintianos.

E assim foi até o fim do primeiro tempo, embora o time da casa tenha criado pelo menos mais duas chances claras de gol, ao passo que o Corinthians teve apenas uma, e olhe lá, com o fraco Henrique.

Mas o placar era justo e Souza entrou no lugar de Henrique no intervalo alvinegro, que, na verdade, era roxo com listras pretas, novo terceiro uniforme corintiano.

E não é que Souza foi derrubado na área para, aos 7, Marcinho empatar de pênalti?

Aos 11, Val Baiano jogou fora uma ótima oportunidade, mas o Corinthians, diferentemente do primeiro tempo, era melhor.

E, aos 12, Elias fez um golaço, de fora da área, do meio da rua.

Era a virada, 2 a 1, que punha o Corinthians de volta no G4.

Mas apenas por seis minutos, porque a desfalcada defesa corintiana é de doer e Val Baiano ganhou na cabeça de Paulo André para empatar: 2 a 2.

Os gols que o Grêmio não fez contra o Fluminense, no Maracanã, fazia naturalmente em sua Arena.

E os gols que o Corinthians tomou do Botafogo, no Pacaembu, voltava a tomá-los dramaticamente em Barueri.

E tudo indicava que mais gols ainda estavam por acontecer.

Aos 27, Marcelo Oliveira substituiu Marcinho no Corinthians. E bem, diga-se, muito bem.

Morais e Bill, inúteis, permaneciam em campo, porque não havia mesmo outro remédio.

E o bom time do Grêmio assustava.

Jadson entrou no lugar do desaparecido Bill.

Para se ter uma idéia, Henrique + Bill não dão meio Souza...

O velho Basílio, aos 37 anos, entrou aos 38 minutos no lugar de Flavinho no time da casa.

Aos 39, Xandão pegou Elias e foi expulso.

Val Baiano saiu e entrou Luís, também atacante.

Os dois times queriam a vitória e estavam certos em querê-la.

Mas ficaram no empate, justo, porém frustrante para ambos, pior para o Corinthians.

Por Juca Kfouri às 23h45

26/08/2009

Jogo bom e resultado ruim na Vila

Santos e Inter fizeram um primeiro tempo empolgante na Vila Belmiro, com 8 mil pagantes.

O Inter até começou mais perigoso, mas bobeou aos 13 minutos e viu Madson inaugurar o placar.

Esperto, enquanto o tonto Inter pensava no que fazer, eis que, aos 15, Kléber Pereira, pega um belo chute e amplia.

Na décima partida entre os dois na Vila, tudo indicava que estava construída a décima vitória santista.

Mas o Inter reagiu, aos 24, depois de por duas vezes se expor a levar o terceiro gol, que seria fatal.

Alecsandro se aproveitou de boa jogada de Taison na linha de fundo pela esquerda e diminuiu.

Também dois minutos depois, aproveitando uma bola cruzada por Kléber, o mesmo Alecsandro empatou, para perplexidade praiana.

Aí, o Inter foi para cima, esteve até perto de virar, mas esteve ainda mais perto de levar o terceiro gol, em bola de Kléber Pereira que o goleiro Lauro salvou.

O segundo tempo prometia. E muito.

E o Santos tratou de começá-lo disposto a mostrar que mandava no pedaço.

E se mandou.

Tanto e a tal ponto que levou um contra-ataque mortal aos 5 minutos, com Alecsandro virando de cobertura ao perceber o goleiro Felipe adiantado: 3 a 2.

Era tudo que o bravo time gaúcho queria.

Mas era tudo que o Santos não podia admitir.

E Kléber Pereira, aos 14, de cabeça, na marca do pênalti, empatou.

Alecsandro se machucou aos 28 e deu lugar a Magrão.

E, aos 33, Sorondo e Kléber Pereira se desentenderam a acabaram expulsos.

A esperança de gols caiu barbaramente, mesmo com Neymar em campo desde os 13, no lugar de Robson.

Quem mais quis a vitória depois disso foi mesmo o dono da casa, porque o Inter depende de vencer o Galo para ganhar o primeiro turno.

Por cera, o colorado Daniel também foi expulso aos 49.

E, na verdade, apesar do bom jogo, o resultado foi ruim para ambos, pior para o Santos, mas longe de ter sido o que o Inter precisava. 

Por Juca Kfouri às 22h54

O 'Blog do Cruz'

Não deixe de ver o Blog do Cruz.

Está S E N S A C I O N A L!

http://blogdocruz.blog.uol.com.br/arch2009-08-23_2009-08-29.html

Por Juca Kfouri às 18h01

Fla-Flu importante

A Copa Sul-Americana pode mesmo ser a bóia de salvação para a dupla, razão pela qual o Fla-Flu desta noite tem sim sua importância.

Basta lembrar do que significou para o Inter a conquista da copa na temporada passada.

Razão pela qual nem Galo nem Goiás devem pensar em jogar com seus reservas na partida do Mineirão.

Embora o desagradável para quem a conquiste seja a necessidade de ir ao Japão pela tal Copa Suruga.

Por Juca Kfouri às 13h11

Os dois jogos do Brasileirão

Santos e Inter jogam hoje, às 21h, na Vila Belmiro, em partida ainda da 16a. rodada do primeiro turno do Brasileirão.

O Inter precisa ao menos empatar para seguir com chances de ser o campeão do turno.

E o Santos busca três pontos para ficar mais perto do G4, na primeira de cinco partidas que fará em São Paulo, quatro delas na Vila, contra Fluminense, Santo André e Botafogo, todos na rabeira, e uma no Pacaembu, contra o Corinthians.

Uma vitória dos donos da Vila, onde o Inter jamais venceu, não só tirará dos gaúchos o primeiro lugar no primeiro turno como, ainda por cima, os deixará muito longe dos líderes, pecado mortal para quem é apontado como um dos favoritos ao título.

Outro jogo da noite também pelo Brasileirão, às 21h50, será disputado na Arena de Barueri, entre o Grêmio local e o Corinthians, este antecipado da 22a. rodada, a rodada do próximo fim de semana.

Os dois times têm os mesmos 32 pontos, com o time da capital com uma vitória a mais, embora a equipe de Barueri tenha o melhor ataque do campeonato, com 40 gols.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 26 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 01h21

25/08/2009

Carta de um apito

Por ROBERTO VIEIRA 

Nos últimos dias ouvi jornalistas querendo me aposentar.

Inclusive um tal de Juca.

Ganhei até apelido de Máfia.

Logo eu que nem siciliano sou.

Nasci na China.

Como o futebol, a bússola e Mao.

Se bem que também existe a Máfia chinesa.

Mas isso não importa.

O que eu queria dizer é que não tenho culpa da incompetência dos árbitros.

Da malandragem dos jogadores.

Do tira-teima da televisão.

O cara mete a mão na bola.

Sai com os dedos erguidos para o céu.

Agradecendo a cafajestada feita e eu que sou culpado?

Tenham a santa paciência!

Vocês esquecem, mas eu já fui novidade.

Antes de mim a turma arbitrava com lenços brancos na mão.

Falta?

O juiz acenava o lenço branco.

Bola fora?

O lenço branco levantado apontava o lado do lateral.

Um saco!

Foi quando o Hudson criou um apito especial.

Utilizado pelo árbitro William Atack em jogo do Nottinghan Forest.

Coisa de uns cento e vinte e cinco anos atrás.

Pois é.

Em 1884 eu era moderno.

Como já fui moderno sei que tudo na vida tem um tempo.

Tem um tempo de apitar e um tempo de silenciar.

Li isso no tal Eclesiastes emprestado por um atacante.

Hoje é chegado o tempo da eletrônica.

É tempo de me aposentar dos campos de futebol.

Tempo para me dedicar a um passatempo muito mais agradável.

Cercado de som e mulheres bonitas.

Bronzeadas.

Longe daquele bando de marmanjos suados.

Solicito à FIFA o obséquio.

Aposentem-me pelo amor de Deus!

Meu lugar é num desfile de escola de samba.

E tenho dito...  

Por Juca Kfouri às 19h11

Em vez do velho gancho, que tal a arbitragem eletrônica?

O árbitro Arílson Bispo da Anunciação, que apitou Corinthians e Botafogo no último domingo, está suspenso por tempo indeterminado.

O árbitro da Federação Baiana teria ultrapassado o limite de lambanças normalmente cometidas por seus colegas.

O que ninguém no mundo do futebol quer enfrentar, no entanto, é a necessidade de se adotar a arbitragem eletrônica para corrigir os erros que os olhos humanos cometem hoje, cometeram ontem e continuarão a cometer amanhã.

A diferença de hoje para ontem, e que se aprofundará amanhã, é a existência cada vez mais sofisticada do olhar eletrônico da TV, que torna uma covardia qualquer comparação entre o que este detecta e o pobre apito do juiz.

Anunciada a suspensão de Anunciação, a cartolagem imagina que a paz voltará a reinar.

Pura imaginação, porque nesta quarta-feira, na quinta, no sábado e no domingo novos erros graves acontecerão.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, dia 25 de agosto de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h26

24/08/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h03

Na 'Folha" de hoje

JUCA KFOURI Esqueça o apito

 

Definitivamente, o melhor é não dar bola aos árbitros, que erram muito, mas não mais que os jogadores


PEGUEMOS O jogo do Pacaembu entre Corinthians e Botafogo, 3 a 3.

A rigor, dos seis gols, três podem ser contestados.

O segundo e o terceiro gols do Corinthians em falta e pênalti cavados por Jucilei e por Jorge Henrique.

E o segundo do Botafogo, com a mão esquerda de André Lima, que depois ergueu as duas mãos ao céu, para agradecer ao "deuslize".

Além disso, houve um provável pênalti em Victor Simões no primeiro tempo que o árbitro deixou passar em branco.

Resultado: o resultado do jogo, com arbitragem eletrônica, seria outro, bem diferente, talvez 3 a 2 para os cariocas.

Só que arbitragem eletrônica é um sonho que está longe de se realizar, razão pela qual o mais inteligente é tratar menos de arbitragens, porque apesar da fragilidade dos apitadores, temos de reconhecer que é covardia comparar o olho humano ao da TV.

E mesmo assim cabem ponderações: provavelmente o apitador de ontem, dirá que o lance em Victor Simões não foi mesmo nada, pura encenação, e que tanto Jucilei como Jorge Henrique de fato receberam apenas dois leves empurrões, mas suficientes para derrubá-los em terreno tão escorregadio como estava o gramado do Pacaembu.

E ao reconhecer a mão na bola de André Lima (3 a 2 para o Corinthians...) diria que é humano, que erra, e lembraria o gol de Maradona contra a Inglaterra ou o de Túlio contra a Argentina, ou o de...

Mas, se esperto, diria também que Jorge Henrique e Dentinho perderam dois gols feitos no primeiro tempo.

Que Mano Menezes demorou a tentar trancar o esfacelado Corinthians e que nada justifica o pênalti cometido pelo zagueiro botafoguense Léo Silva que atropelou Dentinho como uma jamanta desgovernada.

Porque é isso mesmo. Jogadores, técnicos, analistas de arbitragem, jornalistas em geral, também erram muito e será honesto reconhecer que o empate no Pacaembu se desenhava independentemente da arbitragem.

O raro leitor e a amável leitora já se deram conta de que não há mais uma entrevista de treinador que tenha perdido um jogo que não se livre da responsabilidade atribuindo-a ao apitador.

Há até aqueles que dizem não ter por hábito falar do árbitro para, em seguida, abandonar o discurso.

É claro que não dá para fazer a crônica desse 3 a 3 sem referência às lambanças, mas é de se ter sérias dúvidas se foram elas as responsáveis pelo placar final.

Como é de se lamentar a necessidade de ficar de olho no apito porque, de tempos em tempos, somos assolados por casos "Cattani", em 1996, "Ivens Mendes", em 1997, "Loebeling/Armando Marques", em 2001, e, mais recentemente, o caso "Edílson Pereira de Carvalho", em 2005.

Vale lembrar, porém, que quem mais reclama da solução encontrada em 2005 - a repetição dos jogos suspeitos - é quem hoje mais suspeitas lança sobre as arbitragens, o cartola Fernando Carvalho, do Inter, que lembra o senador Aloizio Mercadante, pois promete ir às últimas consequências, mas se curva, pragmaticamente. 

Por Juca Kfouri às 13h49

Fermento

Por OLIVER SEITZ

O futebol gera mais exposição do que dinheiro.

E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro

Você não vai gostar do que vai ler.

Provavelmente, irá reclamar.

Quiçá me enviará um e-mail.

Mas alguém tem que dizer. O futebol não é um negócio tão grande quanto você imagina.

Não é. Nunca foi. Provavelmente, nunca será.

Alguém, em algum lugar, criou o mito.

Provavelmente foi o William MacGregor, um escocês que era dono do Aston Villa e fundou a Football League na metade do século XIX.

Ele, em seu livro ‘The book of Football’, escreveu: ‘football is a big business’. A ideia pegou, e todo mundo passou a reproduzir.

Você pode estar pensando que eu sou idiota, o que é justo.

Afinal, todo mundo diz que o negócio do futebol é enorme, só que mal explorado.

Mas a verdade, infelizmente, é que o futebol é um negócio extremamente supervalorizado.

Ele gera mais exposição do que dinheiro. E, talvez por isso, todo mundo ache que vale muito, mas muito dinheiro.

Você conhece a Usina Itaiquara de Açúcar e Álcool S.A. ?

É provável que não.

A não ser que você trabalhe no setor de cana-de-açúcar, ou que compre produtos de panificação, ou que more em Tapiratiba, São Paulo, ou que torça para a Portuguesa, o que eu imagino não serem características do perfil dos poucos que leem essa coluna.

De qualquer maneira, a Itaiquara produz energia, produtos pra confeitaria e produtos pra uso doméstico, como açúcar, mistura pra bolo, mistura pra pão de queijo e fermento, que minha mãe sempre disse também ser energia.

Incrivelmente, ou não, a Itaiquara patrocina a Portuguesa, além da Pizza na Roça, supostamente a melhor pizzaria do Brasil, localizada em Caconde, São Paulo.

Incrivelmente, também, é que a Itaiquara não está sendo citada aqui por nada disso. A

 Itaiquara está sendo usada de exemplo porque ela foi a milésima empresa em vendas do Brasil no ano de 2008, de acordo com o índice "Melhores e Maiores" da revista "Exame".

A Itaiquara faturou no an o passado 133,9 milhões de dólares, o que dá cerca de 320 milhões de reais de acordo com a cotação usada pela revista. A milésima empresa do Brasil. Isso quer dizer que outras 999 empresas faturaram mais.

E sabe quanto o São Paulo Futebol Clube, tradicionalmente o clube com maior receita do país, faturou no ano passado?

 158 milhões de reais, menos da metade do faturamento da Itaiquara, a milésima empresa do Brasil, que vende produtos de panificação e patrocina a Portuguesa, o que – colocando nessa ordem – até faz sentido. Menos da metade. O maior clube do Brasil.

Não há dúvidas que ele poderia arrecadar mais. Mas quanto mais?

O grosso da grana, quase 40%, vem da venda de jogadores e direitos de televisão, valores que dificilmente podem ser elevados.

Adicionando o patrocínio, que está num valor bastante significativo e que dificilmente tem espaço para crescimento, o percentual sobe para quase 50%. Esse valor é de certa forma consolidado e tem pouco espaço para crescimento, por mais bem organizado que o clube seja.

De resto, tem valor de ingresso, sócios, premiações, enfim, uma diversidade de coisas.

Que até poderiam apresentar também um crescimento, mas nada capaz de fazer dobrar o faturamento do clube para que ele, dessa forma, chegasse próximo à milésima empresa do país.

Na Europa, acredite, também não é diferente. Os clubes de futebol não figuram na lista das maiores empresas de qualquer país. Apesar de ter uma exposição enorme, o negócio do futebol, volto a dizer, não é tão grande assim.

Diminuir as expectativas de geração de receita provenientes do futebol, em especial do Brasil, talvez seja um passo importante para se melhorar as condições atuais. Por isso, por mais decepcionante que possa parecer, é imprescindível que se analise a realidade do jeito que ela é.

E se você é de Itaiquara ou trabalha em um canavial, ou é torcedor da Portuguesa, por favor, me envie um e-mail. Ficaria bastante contente em conhecer as razões pelas quais você lê o que eu escrevo.

Em tempo: caso o São Paulo tivesse enviado o seu balanço para a Exame, ele ficaria na honrosa milésima centésima nonagésima quinta posição, empatado com a Ponte de Pedra, uma hidrelétrica localizada em Itiquira, Mato Grosso, que tem seis funcionários. Se você é de Itiquira, também pode me mandar um e-mail. Se você for um desses seis funcionários, por favor, não mande nada. Seria assustador demais.

Para interagir com o autor: oliver@universidadedofutebol.com.br

www.universidadedofutebol.com.br

Por Juca Kfouri às 12h42

23/08/2009

Onda verde!

Mais ambientalmente correto, impossível.

Marina Silva há de estar sorrindo.

O verde predomina no futebol brasileiro, com o Palmeiras líder e o Goiás vice-líder.

A dupla Verdão/Esmeraldino faz a festa depois da 21a. rodada do campeonato.

Que teve 30 gols, três por jogo, e média de público de 15 mil pagantes por jogo.

O maior público foi o da Arena da Baixada, com 23 mil pagantes menos um, exatos 898 torcedores a mais que o público do Palestra Itália.

O menor público foi o de Santo André, 1.240 testemunhas.

Se o Goiás é o orgulhoso vice-líder, o Avaí também tem motivos para se orgulhar, em quarto lugar.

Quem tem de se preocupar é o futebol carioca, com Botafogo e Fluminense na zona do rebaixamento.

Como acontece também com o futebol pernambucano, que tem seus dois representantes, Náutico e Sport, com a corda no pescoço.

Por Juca Kfouri às 21h35

Goiás e Avaí nas nuvens!

O Goiás fez gato e sapato do Santos, no Serra Dourada com 12.328 pagantes, até abrir o placar, aos 19, num lindo gol de Vitor, de três dedos, ao receber passe, de calcanhar, de Iarley.

Até ali o Goiás fazia uma festa danada na defesa santista, principalmente pelo lado direito, uma avenida que permaneceu aberta até o fim do jogo.

Mas, perdendo, o acovardado Santos tomou coragem e em mais um belíssimo passe de Ganso, aos 30, Kléber Pereira empatou.

Pronto: o Goiás retomou o controle do jogo.

O goleiro Felipe, do Santos, fazia defesas em cima de defesas, e Harlei só aparecia raramente.

Até que, aos 6 do segundo tempo, Felipe, do Goiás, pegou outro belo chute e dessa vez o xará nada pôde fazer: 2 a 1.

E mais não veio porque até a trave impediu.

Aos 13, entrou Neymar, e, aos 20, entraram Fernandão, de volta oito anos depois, Emerson e Triguinho.

O Goiás continuou incomparavelmente melhor e se tivesse vencido por uns 4 a 1 não teria sido nada demais.

Mas acabou por sofrer um pouco porque, aos 41, João Paulo foi expulso com certo exagero do árbitro.

Harlei, então, teve de aparecer e fez sua parte com competência, como sempre.

O Goiás reassumiu a vice-liderança do Brasileirão, a dois pontos do líder Palmeiras, deixando o São Paulo para trás.

Enquanto isso o Avaí goleava o Flamengo sem maiores esforços.

A Ressacada, com 14.777 pagantes, viu o 1 a 0 logo aos 8 minutos, numa jogada de escanteio pela direita que a defesa rubro-negra só olhou até que Luiz Ricardo marcasse.

Em ritmo de treino, o time catarinense fez 2 a 0 com Léo Gago, aos 30, de fora da área, em bola desviada.

E o time de Guga, e de Silas, deixou o Flamengo jogar no segundo tempo, certo de que poderia reagir.

Mas resolveu de vez a partida aos 32, com Fabinho Capixaba, logo depois da expulsão de Willian: 3 a 0, fora o baile.

E o Avaí debuta no G4, deixando o Inter (com dois jogos a menos) e o Galo (com um jogo a menos) para trás.

E no Mineirão, com 14.708 pagantes, o jogo começou com um gol de Wellington Paulista logo aos 16 segundos, depois de linda jogada pela direita de Gilberto.

Gilmar empatou para o Timbu cinco minutos depois, de pênalti que ele mesmo sofreu, mas o Cruzeiro chegou aos 3 a 1, com mais dois gols de Fabricio, de fora da área, muito bonito, e de Wellington Paulista, também de pênalti. 

No fim, mais um gol de Wellington Paulista, se aproveitando de cruzamento do estreante Guerrón e Carlinhos Bala diminuiu para o Náutico: 4 a 2.

Por Juca Kfouri às 20h28

Furacão, Grêmio e empates antagônicos

Estranhamente, no começo dos dois tempos na Arena da Baixada (com 22.999 pagantes), o São Paulo deu espaço ao Furacão que pressionou o quanto pôde.

No primeiro tempo, é verdade, o São Paulo depois equilibrou o jogo e levou mais perigo ao gol rubro-negro do que havia sofrido até então.

No segundo não foi diferente.

Só deu o rubro-negro até ali pelos 20 minutos e, depois, o São Paulo foi para cima, com perigo.

Desta vez o tricolor não deu aquela sorte de campeão, ao contrário.

Porque, aos 41, Paulo Baier iniciou uma jogada ao roubar a bola de Jorge Wagner, abriu na direita e subiu para cabecear o cruzamento: 1 a 0.

No Pacaembu com frio e chuva e 17.452 pagantes, Corinthians e Botafogo fizeram um jogo equibradíssimo em todos os sentidos.

O Corinthians perdeu dois gols claros no primeiro tempo, com Jorge Henrique e Dentinho.

Já o Botafogo, com André Lima, exigiu duas grandes defesas de Júlio César, além de ter reclamado de um pênalti em Victor Simões, (que aconteceu, nada teve de duvidoso, como cheguei a escrever).

No fim dos primeiros 45 minutos, no entanto, Dentinho sofreu pênalti e ele mesmo bateu para fazer, aos 43, 1 a 0.

Não era nem justo nem injusto, era o que era.

Mas nem bem começou o segundo tempo, e Reinaldo que acabara de entrar, aproveitou, de cabeça, um escanteio cobrado por Lúcio Flávio e empatou, aos 2.

Em seguida, Jucilei sofreu (e não cavou, como cheguei a escrever) uma falta e Marcinho bateu com perfeição para fazer 2 a 1, aos 6.

O Botafogo foi à luta, pressionou, o Corinthians todo remendado só assistiu e sofreu o empate, de André Lima, com a mão esquerda, aos 15, embora ele tenha sofrido pênalti antes de fazer o gol.

Depois, com as duas mãos, agradeceu ao céu, que deve ter algum morador, o "deuslize", que gosta de gols irregulares.

Porque nem passou muito tempo e a arbitragem deu,(não inventou como aqui foi escrito, pois, de fato, houve um empurrão) um pênalti para Dentinho bater, Castillo se adiantar, defender e o corintiano pegar o rebote para fazer 3 a 2, aos 25.

Em nova falta, aos 34, Lúcio Flávio foi perfeito e empatou de novo: 3 a 3.

Entre erros de arbitragem e acertos dos jogadores, era o mais adequado mesmo.

Já no Olímpico, com 19.213 pagantes, em jogo que não vi, a exemplo do domingo passado, o Grêmio ganhou de 4 a 1, só que desta vez do Galo, não do Mengo.

Porque em casa o Grêmio é impossível e porque o Galo já está de língua de fora.

E no Maracanã, com 9.226 pagantes, mesmo contra 10 do Barueri desde os 26 do segundo tempo, o Fluminense ficou no 0 a 0.

O time visitante teve pelo menos cinco chances claras de gol, contra apenas uma do Fluminense.

Por Juca Kfouri às 17h55

Era só o que faltava

Pelo projeto do governo baiano, a nova Fonte Nova vai "acabar" com os estádios do Barradão e Pituaçu.

O jornal "A Tarde" de hoje traz edição especial sobre a arena prevista para a Copa de 2014.

São sete páginas desenrolando o assunto.

A matéria que encabeçou a manchete pode ser lida aqui: http://www.atarde.com.br/esporte/noticia.jsf?id=1214243 .

 O texto:

"O mesmo edital que proíbe a participação de clubes entre os investidores da nova Fonte Nova, os considera fundamentais para a sobrevida da futura arena.

A partir de 2014, então, nada de Pituaçu ou até Barradão.

Além de não permitir mais jogos no recém-inaugurado estádio, alvo de R$ 55 milhões de investimentos públicos só no ano passado – e prestes a receber Brasil x Chile, pelas Eliminatórias da Copa/2010 –, o governo trabalha como se o Vitória desistisse de utilizar o seu mando de campo após o Mundial.

Estudo de viabilidade econômico-financeira, citado para embasar a licitação, projeta um mínimo de 28 partidas tanto de Bahia quanto de Vitória ao longo da temporada, na Fonte.

Colocado o problema, enquanto o secretário de Esporte Nilton Vasconcelos diz que caberá ao vencedor da concorrência buscar um acordo, o chefe de gabinete do governador Jaques Wagner, Fernando Schmidt, admite que uma hora precisará conversar com as partes.

"Ainda não é o momento, mas isso tudo precisa ser devidamente negociado", afirmou.

Ele garante que ambas as equipes "terão mais vantagens" na arena. E não pestaneja em concluir: "É muito importante que joguem  lá".

Por Juca Kfouri às 11h25

Bom domingo!

O domingo começou bem, com as meninas do são-paulino Zé Roberto Guimarães batendo as japonesas por 3 a 1 e ganhando o octocampeonato do Gran Prix, como os homens são da Liga Mundial.

E o corintiano Rubens Barrichello ganhou o GP da Europa, em Valencia, 10a. vitória dele na Fórmula-1, 100a. de um brasileiro.

Só falta a Maurren Maggi. 

Torçamos.

Por Juca Kfouri às 10h45

Na 'Folha' de hoje

 

JUCA KFOURI

Vitória para aliviar o Palmeiras


 

O Palmeiras foi bem até fazer 2 a 0 na partida que valia seis pontos diante deste chorão Internacional

 

O PALMEIRAS jogou de bela camisa nova e espremeu o Inter até fazer 1 a 0.

Antes de abrir o marcador, com Obina, de pênalti, houve outro a seu favor, não assinalado, quando Diego Souza teve uma bola desviada com o cotovelo acima da linha do ombro por um defensor colorado.

Mesmo depois de perder Cleiton Xavier, o Palmeiras seguiu muito mais perigoso e só foi sofrer algum risco nos segundos finais do primeiro tempo, diante de um Inter que ultimamente mais reclama do que joga futebol, como se verá adiante.

Ortigoza liquidou o jogo logo no começo do segundo tempo, garantindo uma vitória importante para um Palmeiras que vinha de preocupantes empates e derrota nos últimos quatro jogos, mas que não precisava levar o sufoco que levou no fim, quanto sofreu o gol gaúcho.

Na hora certa
"É um menino que tem muita perseverança e personalidade, o que não é fácil ter. Sofre preconceitos por parte de muita gente, não só de torcida, mas é um cara do qual eu tenho orgulho de trabalhar e de estar ao lado todos os dias", declarou Rogério Ceni, o maior ídolo do São Paulo, sobre o curinga Richarlyson.

Rogério não precisa dizer mais nada além do que disse.

Choradeiras
Time para ser campeão precisa ganhar também dos erros de arbitragem, precisa superá-los.

E imputar derrotas ao apito é o melhor meio de acomodar os jogadores e desenvolver neles o tal do complexo de perseguição.

Em casa e contra um Corinthians esfacelado, o Inter tinha a obrigação de vencer com ou sem bandeirinhas cegos.

Como tinha a obrigação, em 2005, de ganhar do rebaixado Coritiba, no último jogo do Brasileirão, para ser o campeão, apesar do pênalti não marcado em Tinga e dos jogos que foram disputados novamente, que acabaram beneficiando o Corinthians, que acabou levando um título menor, sem dúvida, manchado.

Mas o fato é que o Inter precisa ser aquilo que fez dele um incontestável tricampeão brasileiro, campeão da Libertadores e Mundial, com erros de arbitragem contra e a favor, em vez de virar vale de lágrimas ou produtor de DVDs.

Sofismas
O executivo da Globo Esporte, Marcelo de Campos Pinto, sofisma nesta Folha na página 3 de ontem ao discutir a adequação do calendário nacional ao mundial.

Não só porque não menciona que se joga futebol, e muito, no verão brasileiro, nos Estaduais que a Globo defende, como porque, ao se referir às cinco grandes ligas europeias que têm calendário idêntico, omite que são as cinco que fazem parte do Primeiro Mundo da bola.

Como a Argentina, que adequou seu calendário não é de hoje.

Já a Rússia, que não adequou, não faz parte deste mundo.

E não é intelectualmente honesto argumentar que a adequação do calendário não é a solução para o êxodo dos jogadores, porque ninguém, nem o mais ferrenho dos defensores da adequação, diz tal barbaridade.

Que vergonha!
E o Aloisio Mercador, hein?  

Por Juca Kfouri às 10h40

Farsantes

Hosmany Ramos, o ex-cirurgião brasileiro que fugiu da cadeia em São Paulo, em janeiro, e que acabou preso na Islândia não escreve bem.

Seu último livro, "O Goleador -- Morte e Corrupção no Futebol", é muito fraco, quase tatibitate.

E tem, imagine, um cartola, o mais poderoso do país, de nome Richard Peixeira. 

Vá ser mau ficcionista assim em Reikjavik.

Em tempo: não consta que ele esteja sendo processado pelos nomes que deu aos personagens do livro.

Por Juca Kfouri às 23h25

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico