Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

05/09/2009

O líder festeja com Love

Com 90 segundos de sua primeira apresentação no Campeonato Brasileiro, Vágner Love teve sua primeira anotação oficial numa súmula nacional depois de tanto tempo: levou um cartão amarelo.

Aos 5, por pouco, o Grêmio Barueri não abriu o marcador.

O Palestra Itália, com 23.357 pagantes e quase R$ 1 milhão de renda, estava festivo e o Palmeiras de azul.

Mas eram os visitantes que jogavam melhor, visitantes que passaram a ser vítimas de vingança do prefeito da cidade, Rubens Furlan, que não consegue mais mandar no clube.

Pierre fazia falta não só na marcação mas, até, na saída de bola palmeirense.

No meio do primeiro tempo, o Grêmio já tinha criado três ótimas chances de gol e o Palmeiras, nenhuma.

Só aos 34 a torcida alviverde teve a sensação de gol a seu favor, mas Vágner Love, que cabeceou para a rede, estava claramente impedido.

Val Baiano, em noite infeliz, perdia chance em cima de chance.

 

Enquanto isso, na Ilha do Retiro, com 23.601 pagantes, o Sport cumpria com sua obrigação e ganhava do Botafogo, por 2 a 0, gols de Fabiano e Wilson, aos 5 e aos 7.

E, no Olímpico (17.653 pagantes), o Vitória surprendia, pois ganhava do Grêmio por 1 a 0, gol de Neto Berola, aos 41, em contra-ataque fulminante, num primeiro tempo em que a postura do rubro-negro desconcertou o Grêmio.

O time do Palmeiras deve ter ouvido o diabo a quatro de Muricy Ramalho, mas, mesmo assim, quem voltou mais perigoso foi o Grêmio Barueri.

Que perdeu mais um gol antes do 4o.minuto do segundo tempo, quando Diego Souza, em belíssimo peixinho, aproveitou-se de um cruzamento fabuloso de Cleiton Xavier para fazer 1 a 0 e castigar como merecia quem tantos gols perdia.

Por incrível que pareça, no entanto, o bom e atrevido time de Barueri continuou melhor em campo, e Marcos que se virasse para segurar a vantagem.

Fernandinho, a revelação do Brasileirão, também fazia falta, ele que, enfim, ficará no clube até o fim da temporada.

Vágner Love fazia uma estreia discreta e era derrubado a cada vez que pegava na bola.

E, aos 27, quem foi derrubado foi Obina, e dentro da área: pênalti que Love bateu forte, no meio de gol, para fazer 2 a 0 e anotar de novo seu nome na súmula.

No fim, aos 41, enfim, o Grêmio Barueri fez seu gol, com o zagueiro Leandro Castan: 2 a 1.

Love saiu sob aplausos para a entrada de Jumar.

Festa completa no Palestra Itália: o líder  não jogou bem, mas fez o que tinha de fazer.

O Botafogo tinha diminuído no Recife, com Juninho, em falha de Magrão, mas foi tudo: Sport, 2 a 1.

E o Vitória quase quebrou a invencibilidade do Grêmio em casa. 

Quase porque, no fim, Jonas salvou as aparências e empatou, embora, por pouco, os gaúchos não tenham virado nos segundos derradeiros: 1 a 1.

Por Juca Kfouri às 20h09

Ostra com talento

Vinte mil torcedores no Serra Dourada viram Carlos Alberto fazer tudo de que é capaz no empate entre Atlético Goianiense e Vasco, 2 a 2, depois que os vascaínos perdiam por 2 a 0.

Carlos Alberto simplesmente fez de tudo.

Jogava bem no primeiro, quando levou um cartão amarelo.

De pênalti, no fim do primeiro tempo, diminuiu a vantagem do time da casa.

De pênalti, no fim do segundo tempo, desperdiçou a chance da virada carioca.

E, quando o jogo estava para acabar, seguiu um lance paralisado e levou o segundo amarelo, em mais uma expulsão.

Carlos Alberto é um caso claro de alguém que tem bola no pé e uma ostra na cabeça.

O Vasco segue líder da Série B, de Basco, dois pontos adiante do Atlético Goianiense.

Por Juca Kfouri às 18h54

04/09/2009

Isto é o Brasil

CBF será patrocinadora do Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal 

http://www.cbf.com.br/xmlnoticias/noticias.php?e=29&n=10421

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) será uma das patrocinadoras do IV Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal (CNDPF).

Além disso, o dirigente da entidade, Ricardo Teixeira, confirmou a sua participação no fórum de debates "Experiência nos Jogos Pan-Rio 2007 e a preparação para a Copa do Mundo de 2014", que tratará da segurança nos grandes eventos internacionais.

Ricardo Teixeira recebeu uma comissão da ADPF formada pelo presidente, Sandro Torres Avelar; pelo primeiro-tesoureiro e secretário de Segurança Pública do DF, Valmir Lemos de Oliveira; pelo diretor de Prerrogativas, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro; e pelas integrantes da Comissão de Prerrogativas Tânia Fogaça e Sílvia Amélia, em encontro realizado em Brasília.

O presidente da ADPF, Sandro Avelar, entregou nas mãos do dirigente da CBF o projeto de patrocínio da quarta edição do Congresso Nacional da Categoria. “Seria motivo de muita honra para nós, da ADPF, poder contar com o apoio da Confederação Brasileira de Futebol para a realização do nosso evento. Sobretudo porque colocaremos em debate a segurança da Copa do Mundo de 2014 e temos muito a contribuir”, argumentou o delegado.

O presidente da CBF anunciou imediatamente o apoio ao evento da ADPF. "Como membro da FIFA, já participei da organização de outras Copas do Mundo. Fiquei muito bem impressionado com a experiência dos delegados da Polícia Federal no Brasil quando estive com o Luiz Fernando Corrêa para falar sobre a segurança para 2014", comentou. O dirigente já confirmou a participação no fórum de debates que será promovido no último dia do Congresso Nacional dos DPFs, no dia 6 de novembro.

Além do patrocínio e do apoio para o IV CNDPF, o dirigente da CBF fez um convite aos delegados de Polícia Federal: conhecer a Granja Comary, concentração da Seleção Brasileira de Futebol. O passeio terá direito à realização de um campeonato de futebol entre os colegas e será organizado em momento oportuno, após a realização do evento de novembro.

Ricardo Teixeira e Sandro Torres Avelar

Vandenbergue dos Santos Sobreira Machado, diretor de Assuntos Legislativos da CBF; delegado da PF Valmir Lemos de Oliveira, secretário de Segurança Pública do DF e primeiro-tesoureiro da ADPF; delegado da PF Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, diretor de Prerrogativas da ADPF; delegada da PF Tânia Maria Fogaça; Ricardo Teixeira, presidente da CBF; delegado da PF Sandro Torres Avelar, presidente da ADPF; e delegada da PF Sílvia Amélia

Sandro Avelar apresenta projeto de patrocínio para o IV Congresso Nacional dos Delegados de Polícia Federal ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira

Por Juca Kfouri às 18h10

Na 'Folha' de hoje

TENDÊNCIAS/DEBATES

Não dá para torcer por esse time

As pessoas se dividem entre os que acham bom qualquer ataque à Globo e os que dizem: "ninguém tem razão". Neste caso, não se justifica

Por ANTONIO ATHAYDE*


A MÍDIA tem dado enorme destaque à guerra de audiência travada entre Globo e Record.

O Ibope das emissoras interessa ao público em geral, aos anunciantes e às agências de propaganda.

Quando a liderança da Globo parece ameaçada, a torcida para que um concorrente chegue mais perto da líder se agita.

Foi assim quando a Manchete lançou a novela "Pantanal" e quando o SBT exibiu um genérico do "Big Brother", a "Casa dos Artistas".

Tais programas de grande sucesso de público, porém, não se traduziram numa grade de programação que pudesse manter o telespectador ligado no canal, condição essencial para a sustentabilidade de um modelo de produção de uma rede de TV.

Na Globo, no entanto, tais fatos produziram uma reação de seus profissionais para enfrentar o desafio, confirmando a regra de que a concorrência faz bem.

Hoje a Record passou o SBT, mas há uma diferença fundamental: a Globo e seus concorrentes -Band, Rede TV!, SBT e emissoras independentes- vivem do mercado publicitário.

A Record, por sua vez, tem como fonte quase inesgotável de recursos o aluguel da programação da madrugada para a Igreja Universal.

Os valores pagos não se justificam por critérios técnicos de compra de mídia.

Não há relação custo/benefício que recomende tal investimento.

Muitos entendem as matérias que a Globo exibe em seus telejornais como movidas pelo medo da concorrência, e é isso que os bispos da Record querem fazer crer.

Trabalhei na Globo por 20 anos (também trabalhei na Band e no SBT, quero uma concorrência mais ativa e lutei por isso) e conheço seus profissionais.

Eles não têm medo da concorrência. Os números da Globo são públicos e são mais do que suficientes para enfrentar a guerra pela audiência.

O que os jornais mostram sobre os métodos de arrecadação da igreja demonstra a exploração da boa-fé da população, crime que está a exigir a ação do Ministério Público e da Justiça.

Um império empresarial foi construído, no Brasil e no exterior, como investigado e publicado pela jornalista Elvira Lobato, da Folha, com base nos milhões de reais arrancados de pessoas humildes levadas a crer em recompensas de uma vida melhor.

É triste que a democracia não encontre meios eficazes para impedir que essa prática continue.

 
É lamentável que jornalistas da Record se disponham ao papel de realizar programas de televisão, como se investigativos fossem, despejando mentiras, meias verdades e acusações antigas sobre seus telespectadores, jogando no lixo o que os meios de comunicação têm de mais precioso: a credibilidade.
Leiam o livro "Plano de Poder", do bispo Edir Macedo. Subtítulo: "Deus, os cristãos e a política".

É um livro político e reflete um projeto político.

Alguns capítulos: "A visão estadista de Deus"; "As consequências da falta de representatividade política"; "O encontro com Deus e a missão".

Dois parágrafos: "O projeto de nação pretendido por Deus depende do que estamos enfatizando em nossa argumentação: que os cristãos precisam despertar para a realidade do projeto, envolver-se e mobilizar-se para realização desse sonho divinal".

"Quando se trata dos votos dos evangélicos, estamos diante de dois interesses: o interesse dos próprios cristãos em ter representantes genuínos e o interesse de Deus de que seu projeto de nação se conclua."

Quem se considera o intérprete do projeto de nação, desse sonho divinal que teria o Criador?

O livro tenta colocar sob um mesmo manto os pastores evangélicos, equiparando os que, por sua crença absolutamente respeitável, levam conforto espiritual aos fiéis, àqueles que objetivam o poder, a ser conquistado por meio de um conglomerado de empresas de comunicação lastreado em doações com outra finalidade.

Misturar religião, televisão e política tem potencial explosivo.

Os exemplos estão todos aí.

Voltando à TV: é necessário que anunciantes e agências apoiem as iniciativas dos concorrentes da Globo.

O SBT começa a reagir, a Band tem grandes oportunidades, inclusive com seus canais pagos, e a RedeTV! está equipada com o que há de mais moderno em tecnologia para dar um salto de audiência e faturamento.

Público e crítica se dividem entre os que acham bom qualquer ataque à Globo ("monopólio" etc.) e os que preferem dizer "isso é uma guerrinha em que ninguém tem razão".

neste caso, não se justifica.

De um dos lados está um grupo econômico que tem nas costas um histórico de acusações de crimes graves e de práticas nefastas de obtenção de recursos.

Então, não dá para torcer para esse time nem dar uma de indiferente. 

*ANTONIO ATHAYDE

, 64, engenheiro, é consultor da ANJ (Associação Nacional de Jornais). Foi executivo sênior da Rede Globo, Gobosat/NET Brasil, Globopar, Rede Bandeirantes e SBT. Trabalhou como consultor da Telefónica para projetos de TV na América Latina e para o Grupo Abril.

 

Por Juca Kfouri às 12h07

Argentina x Brasil, para parar o planeta Bola

Neste fim de semana tem o lider Palmeiras recebendo o Grêmio Barueri no sábado, o vice-líder Inter indo a Floripa para pegar o Avaí no domingo e, também no domingo, tem Cruzeiro e São Paulo no Mineirão.

Tudo pelo Campeonato Brasileiro.

Mas ainda no sábado tem a maior atração do fim de semana, não só para o Brasil, mas para o mundo.

Porque tem o clássico entre as duas melhores escolas do futebol mundial: tem Argentina x Brasil, em Rosario, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010.

É jogo para torcedor nenhum botar defeito, sete títulos mundiais reunidos e uma rivalidade centenária, que está muito além do quanto o jogo vale, porque qualquer Brasil x Argentina vale muito, vale mais que qualquer outro jogo.

É o jogo da escola do Rei Pelé contra a escola de Diego Maradona.

De Mané Garrincha contra a de Di Stéfano.

É o samba contra o tango, é Tom Jobim contra Astor Piazzolla, Graciliano Ramos contra Jorge Luís Borges, Rio de Janeiro contra Buenos Aires.

Tem para Elis Regina e para Carlos Gardel, para Kaká e para Messi, para Getúlio Vargas e para Juan Perón, tem para todos os gostos, para feijoada e para parillada.

Tem os brasileiros que amam odiar os argentinos e tem os argentinos que odeiam amar os brasileiros, como já disse o sociológo portenho Pablo Alabarces.

Tem Argentina x Brasil e que cesse tudo que a antiga musa canta que outro valor maior se alevanta, como diria Luiz de Camões, coisa que Garcia Lorca assinaria.

Porque entre o português e o castelhano, há uma bola, redonda como o planeta Terra.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 4 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h24

03/09/2009

As ironias do futebol

Desde antes de começar o Brasileirão, São Paulo, Inter e Palmeiras eram três dos cinco maiores favoritos ao títulos.

Cinco porque Corinthians e Cruzeiro também apareciam.

O Cruzeiro se desmanchou ao perder jogadores como Ramires e Wagner e a Taça Libertadores.

O Corinthians seguiu pelo mesmo caminho, ao perder Cristian e André Santos, depois de ganhar a Copa do Brasil.

O Inter se desfez de Nilmar e perdeu a Copa do Brasil mesmo com ele.

Eis que, agora, o Inter acaba de ganhar o primeiro turno do Brasileirão, ao golear o Galo por 3 a 0 em nova exibição de gala, no segundo tempo.

E o São Paulo, que segurou Miranda e Hernanes, acaba de perder Hernanes por um bom tempo, machucado.

E o Palmeiras, que não só segurou Pierre e Diego Souza como trouxe Vágner Love, acaba de perder Pierre, que só voltará no ano que vem.

São Paulo e Palmeiras deveriam ter vendido seus meio-campistas?

Não, não deveriam.

Mas é claro que, agora, teria sido melhor tanto para os clubes quanto para eles, que se machucaram, Pierre num simples treinamento.

O futebol é assim, como a vida.

Repleto de imprevistos, de ironias, de surpresas desagradáveis.

Desagradáveis em termos, porque, para o Inter, as ausências dos dois soam como ótimas notícias.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 3 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h35

Virada de presente aos 99

Foto:Ricardo Nogueira

O Corinthians ganhou do Santos em sua primeira partida no centésimo ano de sua história: 2 a 1.

De virada, aos 43 do segundo tempo, no Pacaembu com mais de 25 mil torcedores.

O aniversariante foi mais uma vítima de George Lucas, que está para o Santos assim como Jorge Wagner está para o São Paulo.

Ele bota a bola onde quer e assim fez com Eli Sabiá, aos 6 do segundo tempo, logo depois de o Corinthians ter exigido duas grandes defesas do jovem goleiro santista, Felipe.

Antes, no primeiro tempo, chances de gol mesmo houve duas, ambas nos pés de Souza e...

Bem, Souza em campo é garantia de placar em branco.

O Santos voltou com Neymar no lugar de Madson e depois tirou Emerson, que foi bem, mas cansou, para botar Pará, como trocou Robson por Germano.

E o Corinthians, que trocou Souza e Moradei por Bill e Marcelo Oliveira, virou.

Pois Bill  pegou um rebote da trave em bola cabeceada por Paulo André para empatar, aos 34.

Em seguida, Dentinho, número 99 nas costas, saiu para entrar Henrique.

E, aos 43, Chicão, de cabeça, virou o jogo para a festa de aniversário ficar completa e de acordo com o que foi o jogo.

Jorge Henrique bateu falta com uma bola rasteira para Elias, este virou o jogo para o paraguaio Balbuena que pôs a bola na cabeça do zagueiro artilheiro do Timão.

Se o Santos ainda tinha algum sonho de Libertadores pode parar de sonhar.

Mas pode ter a certeza de que não precisa de Fábio Costa quem tem o menino Felipe, maior figura em campo.

Por Juca Kfouri às 23h41

02/09/2009

O 1o. turno é Colorado

Foto:Vipcomm

O Inter acaba de ganhar o primeiro turno do Brasileirão e o Troféu Osmar Santos, do diário "Lance!".

Depois de um primeiro tempo complicado no Beira-Rio, diante de um Galo corajoso e até mais perigoso (Renteria e Diego Tardelli perderam gols certos), eis que D'Alessandro entrou no segundo tempo no lugar de Danilo Silva e o jogo mudou.

Só deu Inter, que abriu o marcador logo aos 5 minutos, com Edu, depois que Kléber pôs a bola em sua cabeça.

Dois minutos depois Kléber errou um arremate e a bola, mascada, acabou nos pés de D'Alessandro que fulminou para fazer 2 a 0.

Aí, porteira arrombada, virou show, como contra o Goiás.

Kléber cruzou mais uma vez e Edu, esperto, de belo peixinho, fez 3 a 0, aos 15.

O Inter, a exemplo do rival Grêmio no ano passado, ganha o turno.

E, lembremos, com exceção exatamente do ano passado, desde o primeiro Brasileirão em pontos corridos, em 2003, o campeão do turno foi o campeão do campeonato.

O Inter não só tirou do Palmeiras o Troféu Osmar Santos como ficou a um ponto dele na classificação geral.

Palmeiras que perdeu Pierre com ruptura do ligamento do tornozelo esquerdo, assim como o São Paulo perdeu Hernanes por pelo menos um mês...

A onda é colorada, que surfou com mais uma vitória sobre Celso Roth.

Em tempo: Edu ainda sofreu um pênalti no fim do primeiro tempo, quando teve sua camisa puxada na entrada da área, pela esquerda.

Nem por isso o time gaúcho deixou de ganhar, e bem, o jogo.

Por Juca Kfouri às 22h53

Veja como a Justiça é incomodada por nada

"ESTADO DO RIO DE JANEIRO PODER JUDICIÁRIO COMARCA DA CAPITAL REGIONAL BARRA DA TIJUCA JUÍZO DA 4a VARA CÍVEL

Processo nº 2007.209.007823-9

S E N T E N Ç A

RICARDO TERRA TEIXEIRA ajuizou ação indenizatória de rito ordinário em face de JOSÉ CARLOS AMARAL KFOURI (nome profissional JUCA KFOURI), alegando que o Réu, conhecido e experiente jornalista, mantém no site ´uol esporte´ o ´Blog do Juca´, no qual veicula suas opiniões acerca de diversos assuntos ligados ao esporte nacional, tendo no dia 31 de maio de 2007 publicado nota intitulada Helicóptero morto, com o seguinte texto: ´Há mais que uma mera divergência de valores na iminente ruptura do contrato entre a CBF e a Vivo. Ricardo Teixeira quer que a empresa de telefonia disponibilize um helicóptero para servi-lo. A Vivo se faz de morta.´ Tal nota lançada no blog teve como pano de fundo supostos problemas contratuais entre a CBF e a Vivo.

Fica claro que o Réu tenta relacionar supostos problemas contratuais a uma exigência de um helicóptero para servir ao Autor, tentando passar a idéia de que a Vivo não quis atender tal exigência e por isso poderia ter o contrato rescindido.

Quis o Réu com essas insinuações colocar em dúvida as qualidades morais do Autor e causar-lhe problemas pessoais e profissionais, já que tal exigência feriria a ética contratual, trazendo a idéia de que o Autor buscava obter vantagens valendo-se do cargo que ocupa na CBF.

Entende o Autor que esse boato infundado veiculado na mídia atingiu sua honra objetiva, colocando em dúvida a legalidade e a lisura do seu proceder.

Desta forma, postula o Autor a condenação do Réu ao pagamento de indenização por danos morais.

A petição inicial veio instruída com o texto questionado. Citado, o Réu ofereceu contestação, afirmando inicialmente que o pedido formulado nesta ação é infundado, tratando-se de mais uma investida da CBF e de seu presidente Ricardo Teixeira no intuito de intimidá-lo.

Existem diversas ações ajuizadas pela CBF e por Ricardo Teixeira em face do Réu, que tem combatido em sua carreira com determinação todo e qualquer fato que se relacione à corrupção, suborno e outras mazelas que infelizmente também atingem o mundo do esporte.

O interesse do Réu é fazer prevalecer, não só no esporte, mas em toda a sociedade, o compromisso sério com a ética e com os interesses da população.

E é sabido que há anos o Réu incomoda o Autor em razão de sua atuação crítica e corajosa.

Afirma o Réu não ter ofendido o Autor no presente caso.

Não há qualquer ofensa no relato objetivo de um fato que não goza da importância que o Autor lhe atribui.

Não fez o Réu qualquer referência ética, qualquer alusão a um mau comportamento do Autor.

É notório que muitos executivos bem sucedidos circulam de helicóptero para evitar o caótico trânsito de cidades como o Rio de Janeiro e São Paulo, e pretender que a menção à exigência do executivo maior do futebol brasileiro, grande personagem da copa do mundo que será realizada no Brasil, de ter à disposição um helicóptero configure uma ofensa, é completamente descabido.

É legítimo que o Autor utilize um helicóptero, diante dos diversos compromissos que certamente é obrigado a cumprir quotidianamente.

Salienta o Réu ter agido no exercício regular da atividade de imprensa, não podendo responder por interpretações fantasiosas.

O Autor manifestou-se em réplica, destacando que o Réu empreende cruzada pessoal contra a CBF e seu atual presidente, em seu blog, em seus pronunciamentos na televisão e na Rádio CBN.

Feito o relatório, passo a DECIDIR.

Não vislumbra este Juízo no texto de autoria do Réu conteúdo de caráter ofensivo, que atente contra a honra do dirigente máximo do futebol brasileiro.

É de conhecimento público que o Réu - um jornalista inteligente como poucos, que entende realmente de futebol - é um crítico feroz do atual Presidente da Confederação Brasileira de Futebol, e que não se preocupa minimamente em esconder sua posição.

Até aí, tudo bem, desde que o jornalista não extrapole o campo da crítica séria e responsável, informativa, partindo para o campo da ofensa pessoal, da agressão moral gratuita.

O Poder Judiciário não faz vista grossa com abusos desse naipe. Pois bem. Também é verdade que o Réu não poupa outras figuras importantes, não só do meio esportivo, de duros comentários, quando desaprova determinados comportamentos.

Esta é uma de suas características como jornalista. Mas não cabe aqui tecer juízo de valor sobre a postura do Réu em relação à CBF e ao seu Presidente, se há exagero ou não nas críticas e comentários que costuma fazer nos meios de comunicação, pois não é esta a função do julgador no processo.

Cumpre ao juiz pronunciar se houve ou não violação de um direito, na análise de determinado fato.

O Estado-Juiz não pode tomar partido de um ou de outro. Seu papel se restringe a dizer o direito no caso concreto. A função jurisdicional se resume a isso. Até porque em muitos litígios existe um pano de fundo que o julgador não alcança, e por isso seria muito arriscado para a própria credibilidade da Justiça se imiscuir o magistrado em áreas que exorbitam sua margem de atuação.

O juiz, diferentemente do jornalista, não deve fazer críticas e comentários; cabe a ele relatar os fatos e solucionar o conflito, externando os seus fundamentos de forma objetiva, sempre pautado na lei.

O caso dos autos é singelo, simples.

O texto não contém ofensa ao Autor. Muitos executivos se valem do helicóptero nos grandes centros urbanos mais desenvolvidos como meio de transporte, e o Autor dirige a entidade máxima do futebol brasileiro, este grande patrimônio da nação. E não há no texto menção de que o helicóptero estava sendo exigido pelo Autor para uso fora das suas atribuições como Presidente da CBF.

O fato abordado no blog é insignificante, não repercute na honra objetiva do Autor. Nele se afirma apenas que o Presidente da CBF gostaria de se servir de um helicóptero e a empresa patrocinadora se omite. Não existe lesão a ser reparada.

O texto é irrelevante, e por isso pouco importa se a informação transmitida pelo jornalista corresponde de fato à realidade.

Em tais circunstâncias, JULGO IMPROCEDENTE o pedido formulado na inicial, resolvendo o mérito na forma do artigo 269, inciso I do CPC.

Face à sucumbência, condeno o Autor ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios que arbitro em R$5.000,00 (cinco mil reais). P.R.I."

Por Juca Kfouri às 17h58

Beira-Rio e Pacaembu, os palcos desta noite

Dois jogos nesta noite pela Brasileirão.

Um atrasado, às 21h, e o outro adiantado, às 21h50.

O atrasado, da 17a. rodada ainda do primeiro turno, é o mais importante, no Beira-Rio, entre Inter e Galo.

Uma vitória dará ao Inter o título simbólico do primeiro turno e o Troféu Osmar Santos, do diário "Lance!".

Como o Inter fez uma apresentação de gala no último domingo contra o Goiás e o Galo foi mal contra o Sport, é razoável esperar uma vitória gaúcha que, além do mais, deixará o time colorado na vice-liderança do Brasileirão, a apenas um ponto do Palmeiras.

No Pacaembu, o jogo adiantado, da 23a. rodada,  um clássico estadual entre Corinthians e Santos, antecipado pela TV, é a atração.

Os dois times estão ali pelo meio da tábua de classificação e jogam suas últimas aspirações, o Corinthians que ainda suspira pelo título e o Santos por uma vaga na Libertadores.

Tudo indica, porém, que não vá acontecer nem uma coisa nem outra, independentemente do resultado do jogo, que tem o Corinthians como ligeiramente favorito.

Por Juca Kfouri às 01h09

01/09/2009

O centésimo ano do Corinthians

Foto:DK

O Corinthians acaba de entrar em seu centésimo ano de vida.

Vida de glórias e de dores.

Um centenário que deve ser comemorado pelo significado do fenômeno do corinthianismo.

Fenômeno que fez do Corinthians o clube mais popular do Estado mais populoso e economicamente mais importante do Brasil.

Nenhum outro clube brasileiro tem, em seu  Estado, tantos torcedores como tem o Corinthians em São Paulo, que deveria se chamar Corinthians.

E por que, se o Corinthians não é nem mais campeão que seus rivais e nem estádio tem?

Porque certas coisas são inexplicáveis e para o corinthiano ser ou não campeão é mero detalhe.

Razão pela qual o centenário corinthiano deve ser comemorado por si mesmo.

Se junto vierem novas conquistas, muito bem, nada contra.

Mas a maior conquista é estar vivo, há 99 anos, no coração do povo corinthiano.

Com a certeza da eternidade. 

Por Juca Kfouri às 00h00

Pódio Zero

Você pode estar estranhando que este blog não publicou nenhuma linha sobre o nenhum pódio brasileiro tanto no Mundial de Atletismo quanto no de Judô.

Não estranhe, por favor.

Este blog não exige medalhas e as registra quando acontecem como algo extraordinário, como vimos com César Cielo, em Roma, no Mundial de Esportes Aquáticos.

Sim, é claro que o blog se ruboriza quando vê o dinheiro destinado às confederações e ao COB e o compara com os resultados.

E pergunta como pode o ministério do Esporte se orgulhar de que nunca dantes neste país se investiu tanto em esportes se os resultados são o que têm sido.

Mas o problema todo é tão óbvio que fica monótono repetir: enquanto não tivermos uma Política Esportiva, nada mudará.

Enquanto o investimento não for majoritariamente na massificação, na inclusão social pelo esporte, nada acontecerá.

E os governos se sucedem, em períodos democráticos e nas tristes ditaduras que nos assolaram, de Getúlio Vargas aos generais, passando pelos Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula e...nada.

Até quando?

Por Juca Kfouri às 09h25

30/08/2009

Palmeiras não pode se queixar

A vigésima segunda rodada do Brasileirão teve trinta e dois gols e média de público de 17 mil pagantes por jogo.

Maior público no Morumbi, com mais de 41 mil torcedores.

Menor no Barradão, com 8 mil.

O 0 a 0 entre São Paulo e Palmeiras foi frustrante, mas bom para o Palmeiras.

Ainda mais que Vágner Love vem aí.

O Inter reapareceu como forte candidato ao golear o Goiás por 4 a 0.

E o Fluminense sentiu o peso de mais uma pá de terra para afundá-lo na Segunda Divisão.

Nenhum visitante ganhou, mas houve nada menos do que cinco empates.

Quem ganhou, ganhou, no mínimo por dois gols de diferença, casos do Santos e do Coritiba, que venceram por 2 a 0.

Já o Náutico e o Flamengo ganharam de 3 a 0 e o Inter, de quatro.

Por Juca Kfouri às 21h14

Inter absoluto e dois empates malucos

Fernandão voltou ao Beira-Rio e ficou em campo exatos 13 minutos.

Tempo suficiente para ser aplaudido por uns, vaiado por outros, para ver Marquinhos fazer um golaço aos 5, e para dar uma "costada" grotesca em Magrão, no meio de campo, e ser expulso do gramado.

Ele já estava no chuveiro quando Guiñazu fez 2 a 0, aos 15, tamanha era a superioridade do Inter diante de um Goiás que mais uma vez vacilou quando podia alcançar a liderança.

E os gaúchos tiveram pelo menos mais três chances claras de gol para ampliar o placar, tal a facilidade com que envolvia o time esmeraldino.

Entre as boas notícias coloradas, a exibição do lateral-esquerdo Kléber, que jogou como há tempos não se via.

E a brilhante exibição da dupla Marquinhos/Giuliano, que infernizou a zaga goiana e acabou responsável pelo terceiro gol do Inter.

Aos 8 minutos do segundo, Marquinhos bateu cruzado por cima do goleiro Harlei, o estreante Edu evitou que a bola saísse pela linha de fundo e deu para Giuliano completar de cabeça: 3 a 0.

Em seguida, Kléber acertou o travessão verde e, mais tarde, para coroar uma exibição de gala, fez 4 a 0, por cobertura.

Enfim e depois de longo e tenebroso inverno, o Inter disse por que é considerado como um dos maiores candidatos ao título brasileiro.

No outros dois jogos, chuva de gols e empates sensacionais, embora o blog não os tenha acompanhado, a não ser em alguns momentos, depois que o jogo em Porto Alegre estava decidido.

Vitória e Cruzeiro, no Barradão, empataram 3 a 3, depois de os mineiros estarem vencendo por 2 a 0 e por 3 a 1.

Gilberto, um gol em cada tempo, e  Thiago Ribeiro marcaram para os mineiros .

Roger, duas vezes, e Ramon, marcaram para os baianos.

E, no Engenhão, outro 3 a 3.

O  Grêmio não ganhou fora de casa como sempre.

E o Botafogo não ganhou dentro, como virou hábito.

Mas o jogo foi sensacional.

Reinaldo, Victor Simões e Leandro Guerreiro, em bola desviada em Réver,  marcaram para os cariocas.

Jonas fez os dois primeiros gols dos gaúchos, o segundo em lance muito parecido com o terceiro gol do rival Inter no Beira-Rio, com a diferença de que o gol colorado foi legal e o mosqueteiro não, porque a bola saiu pela linha de fundo.

Em seguida, Souza fez 3 a 2 para o Grêmio, mas os gaúchos não seguraram.

Por Juca Kfouri às 20h29

Melhor para o Palmeiras

O time de Muricy Ramalho começou o jogo no Morumbi (com 41.083 pagantes) como se estivesse em casa.

Impedindo a saída de bola do São Paulo e até mais perigoso no ataque, tanto que foi de Armero, logo aos 5 minutos, a primeira chance de gol.

Verdade que depois disso o Palmeiras só criou mais uma chance.

E pelo mesmo motivo, falha na saída para o jogo da defesa tricolor, a primeira com Rogério Ceni e a segunda, aos 45, com André Dias, desperdiçada por Diego Souza, que foi fominha.

Já o São Paulo, depois de muita dificuldade, conseguiu equilibrar o jogo e passou a ser muito mais perigoso.

Com Washington, em contra-ataque, aos 13; com Dagoberto, em linda jogada, obstruída no segundo final por Edmílson, aos 14; com Jorge Wagner, depois de passe de Dagoberto com o peito, aos 16, e ótima defesa de Marcos; com Dagoberto, de novo, aos 17, de fora da área, em outra boa defesa de Marcos; e, aos 29, Dagoberto tocou de calcanhar para Washington pegar belo chute e Marcos defender mais uma.

Dagoberto que, para desfazer fofocas, fez questão de abraçar Muricy Ramalho antes do jogo, era o cara.

Aos 20, o Palmeiras perdeu Mauricio Ramos, que se machucou e deu lugar a Marcão.

O Palmeiras passou a jogar com três zagueiros, como o São Paulo, e Edmílson virou libero.

O 0 a 0 do primeiro tempo era muito melhor para o Palmeiras, que mantinha os quatro pontos de vantagem sobre o São Paulo, embora corresse o risco de ser superado na liderança pelo Goiás, pelo número de vitórias.

Vágner Love, de tranças verdes, estava no Morumbi.

E viu o segundo tempo começar com Souza no lugar de Ortigoza e com Arouca no de Hernanes, machucado.

Cleiton Xavier estava claramente sem ritmo de jogo e Diego Souza muito bem vigiado.

Richarlyson parecia dois, ou três.

Aos 8, Danilo cabeceou no cocoruto do travessão tricolor.

Aos 12, Borges substituiu Washington, que estava meio baleado.

O Palmeiras era mais perigoso e fazia Rogério Ceni se virar, ele que, com 370 partidas disputadas pelo Brasileirão, passou o ex-rubro-negro e alviverde Zinho e se tornou o recordista em jogos pelo campeonato.

Aos 17 foi a vez de Cleiton Xavier sair para a entrada de Deyvid Sacconi.

O jogo que tanto prometia, despencava tecnicamente -- e o resultado ficava a feitio do líder Palmeiras.

Só aos 22 minutos, em tiro do meio da rua de Arouca, Marcos teve de trabalhar.

O São Paulo se dava conta de que fazia o jogo que o Palmeiras queria e tentava pressionar, mas errava demais em passes aparentemente fáceis.

Aos 30, Ricardo Gomes tirou Dagoberto, que não era sombra do que fora no primeiro tempo, e botou Hugo.

Obina não aparecia e o palmeirense sonhava com a diferença que Vágner Love deverá fazer.

Então, Armero, como no começo do jogo, mas aos 31, quase surpreendeu Rogério Ceni ao aparecer ninguém sabe de onde dentro da área para finalizar e conseguir um escanteio.

Mas o 0 a 0 ficou como resultado de um clássico que acabou frustrante, mas na medida alviverde.

A arbitragem, coisa rara, foi nota 10.

Na Vila Belmiro (9.705 pagantes), com gols um em cada tempo de André e Paulo Henrique, ambos vindos da base, o Santos fez sua obrigação e ganhou do condenado Fluminense: 2 a 0.

E, no Mineirão (19.783), o Galo perdeu dois pontos e o Sport ganhou um no empate de 1 a 1.

O rubro-negro saiu na frente, com Arce, no primeiro minutos do segundo tempo, e o alvinegro empatou, aos 30, com Renan Oliveira.

O Galo parou, o Leão quer reagir.

Por Juca Kfouri às 17h54

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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