Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/09/2009

Fla bem, São Paulo na cola

Jogando bem e fazendo dois gols em 30 minutos, com Adriano e Zé Roberto, ambos em ótimos passes de Petkovic, o Flamengo passou fácil pelo Sport, no Maracanã, com 27 mil pagantes.

Ainda mais que Durval foi expulso aos 35, ainda do primeiro tempo.

O segundo tempo só não teve muitos outros gols cariocas por acaso.

Mas Adriano ainda achou tempo, aos 44, para fazer 3 a 0, mais de acordo com o que foi a partida.

Bem diferente foi o jogo do Morumbi, com mais de 29 mil pagantes, onde o Avaí vendeu caro a derrota para o São Paulo, em outro bom jogo de futebol.

Jogo que não pôde ser visto por todos que queriam vê-lo, porque, acredite, os ingressos acabaram.

O primeiro tempo terminou sem gols, mas com algumas chances de ambos os lados, porque o time de Silas não se limitou a marcar muito bem a equipe de Ricardo Gomes, mas, também, a agrediu e, na verdade, foi superior nos primeiros 45 minutos.

Para felicidade tricolor, em jogada que começou pela esquerda com Júnior César, Dagoberto fez 1 a 0 logo no 33o. segundo do segundo tempo.

E, para infelicidade tricolor, o segundo gol aconteceu logo aos 5 minutos, com Renato Silva se aproveitando de uma cobrança de falta de Jorge Wagner, mas a arbitragem inventou um impedimento de Borges.

Em seguida, em nova cabeçada de Renato Silva, em franco progresso, Eduardo Martini fez uma defesa espetacular.

O jogo poderia estar resolvido, mas não estava, graças ao apito e ao goleiraço.

E o Avaí ameaçava aqui e ali, menos, é verdade que no primeiro tempo, mas quase fez dois golaços.

No Avaí saíram Leonardo, Léo Gago e Luís Ricardo, para as entradas de Caio, Roberto e Fabinho Capixaba.

No São Paulo entraram Hugo e Washington nos lugares de Marlos e Borges, e bem no fim, Zé Luís no de Dagoberto, o melhor em campo.

E, aos 39, enfim, Hugo liquidou o jogo, em outra jogada começada por Júnior César, e bem tramada por Washington e Dagoberto, para terminar com Hugo: 2 a 0.

Term sido assim: Ricardo Gomes bota para jogar e o cara faz gol.

E o São Paulo segue ali, na luta pelo hepta/tetra.

Por Juca Kfouri às 20h25

Declaração da Associação Médica Mundial sobre o Boxe

Temos recebido, através do CEV,  insistentes pedidos sobre informações a respeito do Boxe como modalidade esportiva.  

Reiteramos, com esta nota, o posicionamento do Centro Esportivo Virtual, em consonância com a declaração da Associação Médica Mundial, adotada na 35ª Assembléia realizada na França em 2005, que alerta para os riscos da sua prática e inadequação aos própósitos da prática esportiva saudável, especialmente quando somos responsáveis pela prática de esportes de crianças.

Declaração da Associação Médica Mundial sobre o Boxe

Adotada pela 35ª Assembléia Médica Mundial (Veneza-Itália, out./1983) e revisada pela 170ª Sessão do Conselho (Divonne-les-Bains-França, maio/2005).

O Boxe é um esporte perigoso.

Contrariamente à maioria dos outros esportes, ele tem por principal objetivo causar danos corporais ao adversário.

O boxe pode provocar a morte e pode causar lesões cerebrais crônicas.

Esta é a razão pela qual a Associação Médica Mundial recomenda que a prática do boxe seja proibida.

Até que este objetivo seja atingido, recomenda-se que:

1. As Associações Médicas Nacionais (AMN) encorajem, em seus países, a implantação de um cadastro nacional de boxeadores amadores e profissionais, inclusive "sparrings", registrando resultados de todas as lutas entre boxeadores habilitados, incluindo nocautes técnicos (TKO), nocautes e outras lesões devidas à prática do boxe, de modo que, além das vitórias e derrotas de cada boxeador, saibam-se as lesões sofridas por eles.

2. As AMS estudem a possibilidade de organizar conferências com membros interessados da comunidade médica, representantes das diferentes comissões governamentais de boxe e representantes de organizações de boxe profissional e amador, com o objetivo de estudar os critérios sobre os quais devem se basear os exames físicos e neurológicos dos boxeadores, determinar outras medidas médicas necessárias à prevenção de lesões cerebrais decorrentes da prática deste esporte e definir critérios específicos que permitam a interrupção de um combate por razões médicas.

3. Todas as jurisdições do boxe assegurem que o médico do ring possa interromper, a qualquer momento, um combate em curso, para examinar um dos adversários e parar uma luta que, segundo ele, poderia provocar lesões graves a um dos combatentes.

4. As jurisdições do boxe organizem frequentemente cursos de treinamento médico dirigidos a todos os membros do pessoal do ring.

5. Tais autoridades não autorizem lutas amadoras ou profissionais caso o local não possua:

a.    equipamentos de neurocirurgia apropriados e imediatamente disponíveis para dispensar tratamento de urgência a um boxeador ferido;
b.    equipamento de reanimação com oxigênio e tubos endotraqueais apropriados, ao lado do ring e
c.    plano completo de evacuação para a remoção de um boxeador gravemente ferido e seu transporte a um hospital.

6. Tais autoridades divulguem que os combates não supervisionados entre boxeadores não federados são práticas extremamente perigosas que podem resultar em lesões graves ou a morte de um dos combatentes, e que devem ser condenadas.

7. Tais autoridades ordenem o uso de equipamentos de segurança como tapetes de segurança de plástico e corners forrados e incentivar o aperfeiçoamento constante dos equipamentos de segurança.

8. Tais autoridades prevejam medidas de segurança também para os sparrings.

9. Tais autoridades atualizem, padronizem e façam cumprir rigorosamente as avaliações médicas para boxeadores.

Documento Original: http://www.wma.net/e/policy/b6.htm
Tradução: Álvaro Ribeiro
Revisão: Cláudia Bergo

 
Por Laércio Elias Pereira

 http://blog.cev.org.br/novidades/2009/declaracao-da-associacao-medica-mundial-sobre-o-boxe/

Por Juca Kfouri às 13h03

11/09/2009

A primeira pedra

Por ROBERTO VIEIRA

 

Está certo!

 

Nelsinho Piquet errou.

 

Feio.

 

Mas atire a primeira pedra quem nunca errou nessa vida.

 

Principalmente na juventude.

 

Uns dois ou três vão atirar pedras.

 

Porque sofrem de amnésia.

 

A juventude é território perigoso.

 

Na juventude Chico Buarque foi preso.

 

Política? 

 

Que nada!

 

Puxando carro.

 

Clinton experimentava uns bagulhos.

 

Hillary?

 

Apaixonou-se por Clinton.

 

Bush tomava milhares de bourbons.

 

Se bem que nesse caso ele era mais inofensivo.

 

Brutus esfaqueou o padrasto.

 

Romeu se matou com Julieta.

 

Lula era de direita.

 

Carlos Lacerda de esquerda.

 

Jesus andou sumido longe de casa.

 

Porém talvez o exemplo mais bem acabado.

 

Seja o exemplo de Paolo Rossi.

 

Artilheiro italiano.

 

Jovem.

 

Com o mundo a seus pés.

 

Corrompendo-se por migalhas.

 

Rossi que foi perdoado precocemente.

 

E de cabeça baixa meteu três gols no Brasil em Sarriá.

 

Transformando a sua vida.

 

Rossi que era um jovem desmiolado quando cometeu seus pecados.

 

Puna-se o jovem Piquet.

 

Porém no limite da justiça.

 

Porque.

 

Está certo!

 

Nelsinho Piquet errou.

 

Feio.

 

Mas atire a primeira pedra quem nunca errou nessa vida.

 

Por Juca Kfouri às 14h41

Carisma do Nuzman?!

Um sítio dito especializado em Olimpíadas, o www.GamesBid.com, deu ao Rio a melhor cotação do momento para sediar os Jogos de 2016.

Um pouco, mas na frente de Chicago.

E atribuiu parte da cotação ao carisma de Carlos Nuzman.

Aí, parei.

Por Juca Kfouri às 01h42

Ei, neste fim de semana tem Brasileirão

Aposto que você até já tinha esquecido, mas o Campeonato Brasileiro continua neste fim de semana.

Amanhã mesmo já tem dois jogos, os dois às 18h30.

No Maracanã, jogo rubro-negro, entre Flamengo e Sport, para reviver 1987.

E, no Morumbi, o Avaí de Silas, que foi revelado pelo São Paulo, vai tentar complicar a vida do tricolor.

No domingo, dois jogões.

Um, no Beira-Rio, às 16h, revive a final do Brasileirão de 1975, entre Inter e Cruzeiro.

Outro, no Barradão, põe o Vitória que rebaixou o Palmeiras em 2002, diante do líder do campeonato.

Mas tem também, na Vila Belmiro, o jogo entre os santos, Santos e Santo André.

No Mineirão, o jogo entre os Atléticos, o mineiro e o paranaense.

No Recife, o repeteco da Batalha dos Aflitos, entre Náutico e Grêmio.

O clássico Gagá, entre Botafogo e Fluminense, no Engenhão.

E, finalmente, Grêmio Barueri e Goiás, na Arena de Barueri.

Só mesmo coxas e corintianos ficam chupando o dedo, porque o jogo entre Coritiba e Corinthians foi adiado para a quarta-feira que vem, para atender a televisão.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 11 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 01h32

Bem-vinda, Rainha Marta!

Foto:ZDL

Marta chegou à Vila Belmiro.

Vai disputar a Taça Libertadores da América pelo Santos.

Pelé não pôde estar presente para entregar a camisa 10 à Rainha do futebol.

Azar dele.

Por Juca Kfouri às 01h06

10/09/2009

Teixeira assume

Demorou, mas, mais de três anos depois, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assumiu sua responsabilidade pela farra de Weggis, antes da Copa de 2006.

Assumiu em entrevista ao programa "Arena Sportv" e, apesar de relativizar em demasia o que ali aconteceu, porque o que ali aconteceu pautou todo o comportamento posterior, merece aplausos pela autocrítica, mesmo que tardia.

Verdade que quem, à época, denunciou a bagunça foi chamado de mau brasileiro.

Na mesma entrevista, no entanto, Teixeira avalizou o invalizável e tergiversou. Um bocado.

Avalizou a inacreditável figura de seu grande aliado Jérôme Valcke, o secretário-geral da Fifa, que, não por acaso, sabota o projeto do Morumbi para a Copa de 2014.

Valcke é aquele mesmo funcionário da Fifa que a fez pagar US$ 90 milhões para a Mastercard por ter mentido à Justiça suíça na pendenga judicial entre a entidade e os cartões de crédito Mastercard e Visa.

E que, em vez de ser demitido, acabou promovido.

Não surpreende que ele seja -como também são figuras como o presidente da FPF, o prefeito de São Paulo, um consórcio de construtoras e até alguns russos que já estiveram por aqui no Corinthians, trazidos por gente graúda do PT, além, é claro, do próprio chefão de nosso futebol-, favorável a um novo estádio em São Paulo, a tal máquina que puxa, e paga, o Brasil.

E tergiversou na questão da adequação do calendário brasileiro ao mundial ao dizer duas bobagens estratosféricas: que a adequação obrigaria a realização de jogos no dia 23 de dezembro e no Maracanã, no domingo de Carnaval, com o desfile das escolas de samba em andamento, evoluindo.

Teixeira quer concorrer com o pessoal do "CQC".

Primeiramente porque não é de hoje que há jogos aos sábados de Carnaval no Maracanã, para a alegria dos turistas que vêm para a festa e matam dois coelhos com uma só cajadada.

Como, ainda por cima, em 1998, com 57 mil torcedores no Morumbi, Corinthians e Cruzeiro decidiram o Campeonato Brasileiro, da CBF já dirigida por Teixeira havia nove longos e penosos anos, exatamente num dia 23 de dezembro!

Curiosamente, três dias antes, o público, para o mesmo jogo, tinha sido de 50 mil.

E é óbvio que, com um mínimo de racionalidade, não será preciso nem jogar na antevéspera do Natal nem no Carnaval.

Por Juca Kfouri às 13h40

Frase lapidar

Do jornalista Marcelo Barreto, do Sportv:

"Bellini inventou o gesto de erguer a taça.

Carlos Alberto o de beijar a taça.

E o Dunga o de xingar a taça."

Por Juca Kfouri às 13h33

Boa, CBF!

Ping...

(Na minha coluna, na "Folha", no domingo passado) 

Com a vaga para a Copa do Mundo da África do Sul assegurada com três rodadas de antecedência, talvez seja o caso de ir jogar em La Paz com um time experimental e poupar os melhores do sacrifício desumano de jogar na altitude exagerada.

...Pong

(Na coluna do Ancelmo de hoje, em "O Globo")

Time de reservas

Classificação garantida para a Copa da África do Sul, a CBF resolveu que no jogo Brasil x Bolívia, dia 11 de outubro, em La Paz, não vão participar as estrelas da companhia, como Kaká, Júlio César, etc.
Vai um time de reservas, embora a confederação não goste de usar a palavra reserva para atletas da seleção.

Segue...

Na verdade, a CBF não se conforma com a conjuração feita pelas federações dos países hermanos, para manter jogos na altitude de cidades como La Paz, que fica a 3.600m do nível do mar. A Argentina foi um dos que ficaram a favor da Bolívia.
Isso antes de a sua seleção ser goleada por 6 a 1 pela frágil equipe boliviana nas eliminatórias, em abril.

Por Juca Kfouri às 13h30

Beijinho, beijinho, e tchau, tchau!

AFP

Nilmar fez três dos quatro gols da Seleção Brasileira que ontem ganhou da chilena por 4 a 2, em Salvador, na Bahia.

Sorria, Nilmar, você está na Bahia, há de ter pensado o ídolo colorado.

Porque ele não se limitou a marcar três gols.

Foi ele também quem roubou a bola que redundou no único gol que não fez na partida, mas deu para Júlio Baptista fazer.

Roubar bolas era a única das tarefas que Robinho vinha cumprindo com alguma eficácia ultimamente.

Robinho viu ontem como é perigoso deixar de jogar uma partida pela Seleção, quando o reserva não bobeia.

E Robinho que é reserva no Manchester City, pode ter virado reserva também na Seleção.

Porque se Robinho mais parece hoje em dia um triatleta que pedala, corre e...nada, Nilmar, ao contrário, não pedala, mas corre e marca, não só o adversário como marca gols, um, dois, três, coisa mais de um jogador de futebol do que de um artista de circo.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 10 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

 

Por Juca Kfouri às 01h20

Show brasileiro na Bahia

Foi um jogo delicioso em Salvador.

O Chile veio com tudo, como prometera.

E perdeu de muito, como já acontecera.

Não que os chilenos não tenham criado boas chances de gol, porque criaram.

Numa delas, segundos antes do segundo gol brasileiro (de Júlio Baptista), Júlio César fez uma defesa que chega a ser uma ofensa aos atacantes do mundo inteiro, um exagero, um absurdo de defesa.

É sabido, também, que Nilmar e Adriano marcam menos que Robinho e Luís Fabiano, embora ataquem mais.

Mas Nilmar roubou a bola que redundou no gol de Júlio Baptista e Adriano interceptou umas cinco cobranças de escanteio só no primeiro tempo, que viu, também, um belo gol de Nilmar.

Em ambos, os passes vieram do filho da Bahia, Daniel Alves, jogando no lugar de Elano, aos 31 e 40 minutos.

Para o segundo tempo não ficar sem graça, o Chile diminuiu no último minuto de pênalti, porque só mesmo de pênalti.

E para deixá-lo quase dramático, antes do quinto minuto Felipe Melo, que era o único que jogava mal, fez uma falta sem o menor sentido e foi expulso de campo.

E logo aos 7, Miranda olhou Suazo fazer seu segundo gol e empatar, em gol que fez Pituaçu ouvir cantar o nome do Chile.

A missão brasileira passava a ser apenas a de manter a escrita de jamais ter perdido um jogo de Eliminatórias jogando no Brasil.

Aos 23, Valdivia entrou no time andino e Sandro e Tardelli entraram nos lugares de Júlio Baptista e Adriano.

O Chile estava mais perto do terceiro gol e sua torcida se vingava do olé que ouviu quando estava 2 a 0.

Aos 25, Elano entrou para sair André Santos e Daniel Alves foi para a lateral-esquerda.

Porque André Santos marcava mal a direita do ataque chileno e dera um tapa num adversário que poderia ter valido outro cartão vermelho.

Dunga mexia bem e Bielsa menos, porque tirou Suazo.

Isla substituiu Millar.

E, aos 28, Maicon achou Nilmar sabe-se lá como e o ex-colorado desempatou de cabeça: 3 a 2.

Em seguida, de novo Nilmar, 4 a 2, ele que é bem melhor que o triatleta Robinho, que pedala, corre e... nada.

E o Chile também ficou com 10.

Aí, o jogo acabou.

E acabou bem. Muito bem!

Notas:

Júlio César só levaria 10 se fosse Deus ou o Pelé. Deus não existe e o Pelé não joga mais: 9,9;

Maicon foi bem atrás e ótimo na frente, com participação nos últimos dois gols: 9;

Luisão fez tudo certo de novo: 8;

Miranda não foi mal, mas falhou no segundo gol chileno: 7;

André Santos teve sérios problemas de marcação e perdeu a cabeça: 4;

Gilberto Silva jogou o de sempre, mas mais para bem do que mal: 7;

Felipe Melo fez sua pior partida com a camisa amarela e uma falta estúpida: 3;

Daniel Alves é de sete instrumentos e participou dos dois primeiros gols: 9;

Júlio Baptista fez um belo gol e se perdeu um pouco no segundo tempo, quando teve de voltar mais: 7;

Adriano bem que tentou, mas não brilhou: 6,5;

Diego Tardelli, em seu lugar, se movimentou mais: 7;

Elano jogou pouco tempo e bem, bastante bem, pois ainda participou do quarto gol: 8;

Sandro não teve chance de mostrar jogo, fica sem nota;

Nilmar "só" fez três gols. Ah, ainda roubou a bola do segundo gol, de Júlio Baptista: 9,5;

Dunga foi perfeito nas alterações: 9.

Por Juca Kfouri às 23h52

09/09/2009

Pobre Argentina...

O Paraguai mandou bola na trave, dominou o primeiro tempo e fez 1 a o na Argentina, no primeiro tempo, em Assunção.

No segundo, Verón foi expulso e a Argentina de Maradona, que pode ser tudo menos técnico de futebol, perdeu mais uma, com Sebá na zaga.

E está fora do G4 das Eliminatórias.

E começa a correr grande risco de ficar fora da Copa.

Está em quinto lugar, dois pontos atrás do Equador, e apenas um adiante do Uruguai.

E seu último jogo será exatamente contra o Uruguai, em Montevidéu.

O Paraguai, a exemplo do Brasil, garantiu sua vaga na África do Sul.

Por Juca Kfouri às 21h54

Para dar transparência à Copa no Brasil

Com o objetivo de tentar levar o Executivo a dar transparência à utilização de recursos públicos para as organização do Mundial, surgiu hoje uma idéia. 

Que é singela: propor a quem de direito - no caso, o Ministério do Planejamento - a criação, no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (o SIAFI), de um identificador específico para o acompanhamento das ações relacionadas à Copa. 

Hoje, há no SIAFI marcadores que permitem a execução orçamentária, como no caso das programações do PAC, Lei Calmon, Obras Irregulares, Erradicação do Analfabetismo, Precatórios etc. 

Se o Executivo criar o identificado, permitirá que as despesas da União com a Copa sejam detalhada em seu menor nível, discriminando as dotações, os órgãos, as unidades orçamentárias e gestoras, a natureza da despesa, os programas, projetos e atividades, as fontes de recursos etc. 

Amanhã, na primeira reunião da Rede de Fiscalização, no TCU, o deputado Sílvio Torres vai tocar no assunto. 

E, na semana que vem, um Requerimento de Indicação para que o marcador seja criado será apresentado à Comissão de Fiscalização para votação, aprovação e encaminhamento ao Ministério do Planejamento. 

Por Juca Kfouri às 16h56

A antepenúltima partida brasileira em Eliminatórias até 2016

A Seleção Brasileira faz hoje em Salvador, às 21h50, sua antepenúltima partida pelas Eliminatórias da Copa de 2010.

E como a Copa de 2014 será no Brasil, só em 2016 a Seleção voltará a jogar pelas Eliminatórias, depois de fazer a penúltima e a última partidas nos próximos dias 11 e 14 de outubro, contra a Bolívia, em La Paz, e contra a Venezuela, em Campo Grande.

O pequeno estádio de Pituaçu, para apenas 32 mil torcedores, verá uma seleção já classificada para a Copa da África do Sul e outra a caminho da classificação, a seleção do Chile.

Que é dirigida por um argentino, El Loco Bielsa, que garante deixar o Mago Valdívia dos palmeirenses no banco e atacar o time brasileiro.

Ele é de cumprir o que promete e assim fez no jogo em Santiago, quando o time de Dunga ganhou por 3 a 0, mesmo sem jogar bem.

Dunga não inventou para o jogo desta noite e vai escalar Miranda no lugar de Lúcio, Júlio Batista no de Kaká, Nilmar no lugar de Robinho e Adriano no de Luís Fabiano.

É bem possível que o time amarelo ganhe, ao menos, na troca de Robinho por Nilmar.

Ganhar o jogo será uma façanha para os chilenos.

Perder para os brasileiros será apenas chato.

Mas a vitória nacional é certamente o resultado mais provável, assim com 90% de possibilidades.

Por Juca Kfouri às 23h59

08/09/2009

Clássico Vovô?

Domingo, no Engenhão, tem Botafogo e Fluminense, o clássico mais antigo do futebol carioca, razão pela qual é chamado de "Clássico Vovô".

Mas, segundo está hoje nas colunas de Fernando Calazans e Renato Maurício Prado, em "O Globo", o apelido do clássico mudou.

Para "Clássico Vou-Vou", cada um na direção da Segunda Divisão.

Ou, ainda mais sarcástico, "Clássico Gagá".

Quem diria?

Por Juca Kfouri às 21h54

Morumbi-2014 no telhado

Não foram poucas as notas neste blog que alertaram para os problemas do Morumbi.

Além das carências óbvias do estádio, anotou-se também que o primeiro projeto de reforma era risível.

Do mesmo modo, não foram poucas as notas denunciando projetos alternativos dos que sempre aparecem nestas horas para faturar.

Mas, por absurdo que pareça, cada vez mais fica claro que há um esquema em andamento para que São Paulo construa um novo estádio para a Copa do Mundo.

Como se São Paulo precisasse!

E Juvenal Juvêncio se convencerá de que é menos esperto do que imagina e que jamais foi perdoado por Ricardo Teixeira.

Que dirá não ter nada a ver com a decisão da Fifa...

Por Juca Kfouri às 17h51

Quatro novidades tardias na Seleção Brasileira

Desde sábado à noite que a CBF sabe que não poderia contar nem com o zagueiro Lúcio, nem com o meia Káka e nem com o centrovante Luís Fabiano, todos suspensos, para o jogo de amanhã à noite, em Salvador, contra o Chile, um jogo, diga-se, importante só para os chilenos, porque os brasileiros já estão classificados para a Copa de 2010.

Ontem pela manhã soube, também, que não poderia contar com Robinho, machucado.

Pois só ontem à noite, às 21h36, a CBF convocou quatro jogadores para os lugares deles:

André Dias, o zagueiro do São Paulo, Cleiton Xavier, o meio-campista do Palmeiras, Diego Souza e Diego Tardelli, atacantes do Palmeiras e do Atlético Mineiro, foram convocados e devem se apresentar a tempo de treinar hoje à tarde, às 16h,  na Bahia.

Por que demorou tanto?

Ora, porque depois do sábado veio o domingo, a segunda-feira era o feriado de 7 de setembro e a CBF estava de pernas pro ar porque ninguém é de ferro.

Comentário para o "Jornal da CBN" desta terça-feira, 8 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h28

07/09/2009

Rui Viotti (1929-2009)

"Quis o destino que a maior vitória de um brasileiro via satélite no circuito mundial do tênis fosse narrada pela sóbria competência, rica experiência, agradável companhia, indisfarçável torcida e informativa transmissão de Rui Viotti, muito bem respaldado por Renato Marcher e Luís Felipe Tavares, na Rede Manchete.

Viotti deve ser visto como modelo para os nossos narradores.

Ele se faz cúmplice do telespectador, ele não precisa levantar a voz para traduzir sua emoção, ele torce simplesmente porque seria desumano não torcer.

Mais que ninguém, Viotti merecia ser a voz da grande conquista de Guga".

Esta pequena nota foi o pé de uma coluna minha na "Folha", em 9 de junho de 1997, dia seguinte da primeira conquista de Gustavo Kuerten em Roland Garros.

Com ela homenageio o querido Rui Viotti, que morreu hoje.

Por Juca Kfouri às 15h06

Vôlei feminino de Osasco quase salvo

A Nestlé deve ser a patrocinadora do time de vôlei feminino de Osasco,que tinha o respaldo da Finasa, leia-se Bradesco.

Só não está sacramentado porque Ivan Zurita, presidente nacional da Nestlé, foi a Vevey, na Suíça, onde fica a sede mundial, para acertar os ponteiros.

Mas, feito isso, volta, e o acordo deve ser fechado - e anunciado no meio do mês, no dia 14, ou 16.

A marca estampada na camisa seria a da Sollys, linha de produtos feitos à base de soja, como barras de cereais, sucos, achocolatados.

Sobre o time: a princípio, Luizomar Moura continua comandando a equipe, e a situação das jogadoras continuará sendo resolvida.

Por Juca Kfouri às 11h46

Na 'Folha' de hoje

AP

JUCA KFOURI

Dunga, o técnico e o homem 

 

Dunga está para Maradona como treinador assim como Maradona estava para Dunga como jogador

NÃO PENSARIA duas vezes se tivesse que escolher entre Dunga e Mano Menezes para ser técnico de meu time.

Caso a escolha fosse posta ficaria com Mano Menezes, sem titubear.

Porque é muito menos difícil, tecnicamente, ser treinador de uma seleção como a do Brasil do que ser técnico de um clube, como o Corinthians, o Flamengo etc.

Só mesmo a pressão popular pode ser maior, embora ninguém ame a seleção na mesma medida que ama o clube de coração.

De resto, todas as vantagens são do técnico da seleção nacional, que escolhe quem quer entre o que há de melhor no mundo e que, por mais que erre com Afonsos e coisas parecidas, sempre tem um Kaká para compensar.

É claro que dirigir time de clube tem a vantagem da convivência diária com os jogadores, mas até isso varia conforme a personalidade de quem dirige, varia de pessoa para pessoa no contato com os grupos de jogadores, alguns capazes de criar fortes vínculos, outros, invencíveis rejeições.

Não se fará aqui a maldade de dizer, como muitos dizem, que os méritos táticos da seleção brasileira são do auxiliar-técnico Jorginho e que as jogadas de bola aérea são tão óbvias que alguém deveria ter vergonha de citá-las.

E não se fará por duas razões básicas: fosse verdade em relação a Jorginho, nem assim deixaria de ser mérito de quem o escolheu como ajudante; óbvias ou não, as jogadas têm dado certo, os argentinos de Maradona que o digam.

E está aí o que motiva a coluna.

Ao responder ao repórter Fernando Gavini, da ESPN Brasil, sobre as deficiências da defesa argentina, Dunga teve um chilique, ao ver na pergunta o desmerecimento da "imprensa brasileira" ao seu trabalho, quando não só não era nada disso diante da escancarada fragilidade da zaga rival, que tem até o ex-corintiano Sebá como titular, como era uma pergunta de um jornalista de um veículo, não de todos os jornalistas de todos os veículos, generalização mais que indevida, portanto.

E é nestes momentos que se revela um Dunga detestável.

O ótimo jogador que foi, embora, é claro, não faça nenhum sentido compará-lo a Maradona, não fez dele melhor homem do que é, o que atrapalha o técnico, cuja superioridade no quesito sobre Maradona é também abissal.

O tal homem que exige atitudes francas de todos, esconde-se ao não responder a um dos jornalistas mais respeitáveis deste país.

Crítico que ele atacou mentirosamente ao dizer que este o criticara em público e pedira desculpas particularmente, coisa que não aconteceu e que lhe foi cobrada até por carta em sua casa, sem resposta há mais de dois meses.

O mesmo Dunga pediu e, pior, ganhou, a cabeça de um outro jornalista, por sinal xará de um ex-técnico da seleção por quem Dunga tem adoração, simplesmente porque soube que este comemorara a provável queda dele quando da derrota na Olimpíada de Pequim.

Dunga pode até voltar com o hexacampeonato em 2010 em razão dos méritos que demonstra no comando do time da CBF, mas será uma pena se for com tal comportamento, baixo como um anão.

Por Juca Kfouri às 09h40

Ufa! O Brasil tem basquete masculino de novo

Reuters

Não vou negar.

Chego a estar emocionado.

Fazia muito tempo, tanto que nem sei, que não sentia o que sinto agora.

Temos um time de basquete.

Um bom time.

Um time que foi capaz de fazer um jogo histórico contra Porto Rico, em Porto Rico, na decisão da Copa América.

Um time que jamais esteve atrás dos donos da casa e que é capaz de defender com a mesma eficácia com que ataca.

Mérito, é claro, de Leandrinho, de Alex Garcia, de Marcelo Huertas, de Tiago Splitter, Anderson Varejão, Marcelinho Machado, mas, sem dúvida, do técnico espanhol Moncho Monsalve.

Que trouxe paz e trouxe seriedade no comportamento.

Os minutos finais da decisão foram dramáticos, como era de se esperar, dada a pressão da torcida e do bom time locais.

Uma diferença que esteve em 16 pontos chegou a um ponto, faltando 30 segundos.

O placar final fala por si mesmo: Brasil 61, Porto Rico 60.

O título vale mais pela volta de um sentimento do que pelo título em si.

Ver um quinteto não ir à loucura, ter calma e frieza mesmo diante da reação do rival, foi muito bom.

Sim, é verdade que a tensão final não estava nos planos, mas nem tudo sai como se planeja.

Temos basquete masculino de novo.

Não é pouca coisa.

Porque também é comovente ver o sofrimento, e a alegria, de Wlamir Marques, torcendo tanto quanto comentando na ESPN-Brasil.

Ele que é sinônimo do que houve de melhor no basquete brasileiro e mundial.

Por Juca Kfouri às 23h40

06/09/2009

Faltam 15 rodadas para acabar o Brasileirão

Mais uma vez nenhum carioca venceu na rodada.

Não é por acaso que Botafogo e Fluminense estão na zona do rebaixamento.

Agora com a companhia do Santo André, que tomou o lugar do Náutico e, tomara, caia mesmo.

Foram 25 gols em 10 jogos, curiosamente cinco 2 a 1.

Só o Inter, entre os que ganharam, ganhou por placar diferente, ganhou por 2 a 0.

O Mineirão recebeu o melhor público, para Cruzeiro e São Paulo, com quase 28 mil pagantes.

O pior público foi o de Santo André, que viu o Galo passar pelo time da casa: apenas 1.675 pagantes, uma vergonha.

E a média de público ficou na casa dos 17 mil e 700 pagantes na rodada, a 23a. do Brasileirão.

Palmeiras, Inter e São Paulo vão brigar pelo título.

O Palmeiras pelo penta, o Inter pelo tetra e o São Paulo pelo heptacampeonato. 

Por Juca Kfouri às 21h05

Inter absoluto

O Inter jogou na Ressacada como se estivesse no Beira-Rio.

Pegou a bola pra ele e não largou mais.

Demorou a fazer seu gol, com Fabiano Eller, aos 34, de cabeça, depois de cobrança de escanteio e bola desviada para a segunda trave.

Mas nada o ameaçava até que, aos 43, Índio deu um carrinho proibido e foi expulso.

Como se comportaria o Avaí de Guga, e de Silas, com um jogador a mais?

Tite voltou com o zagueiro Danilo no lugar do atacante Alecsandro, para recompor a defesa.

E Silas trocou o zagueiro Augusto pelo meia Caio, para atacar.

Mas o primeiro ataque perigoso do segundo tempo foi do Inter, com Taison, aos 3.

A resposta catarinense só veio aos 10, com Muriqui. Mas o Avaí começou a ter mais posse de bola.

Aos 22, no entanto, Eduardo Martini teve que defender duas vezes para não sofrer o segundo gol colorado.

Que viria, enfim, aos 35, depois que Kléber deu com açúcar para Magrão ampliar: 2 a 0.

Em seguida, Bolivar também foi expulso, o Inter ficou com nove, e Dany Moraes entrou no lugar de D'Alessandro.

Só faltava o Inter fazer mais um.

Nem fez porque, também, nem precisava, diante de 14.152 torcedores.

No ABC, para aumentar o sofrimento do Galo cujo presidente odeia enfrentar os pequenos de São Paulo, o Santo André fez 1 a 0 no alvinegro mineiro, aos 31 do segundo tempo, gol de Wanderley, em falha dupla do goleiro Bruno e de um zagueiro atleticano.

Menos mal que Éder Luís empatou 1 a 1, depois que o Ramalhão ficou com 10 jogadores, porque logo depois do gol de abertura, Cesinha foi expulso justamente ao agarrar Éder Luís.

E muito bom que, já nos acréscimos, Diego Tardelli, de cabeça, selou a virada do Galo: 2 a 1.

E no estádio da aflição, no Rio, mais conhecido como Maracanã, o Fluminense saiu na frente com Conca, aos 27 do primeiro tempo, e o Náutico empatou aos 30 segundos do segundo tempo, com Carlinhos Bala.

Um 1 a 1 bom para o Timbu e péssimo para o Flu na estréia de Cuca.

O Náutico saiu da ZR e o Santo André entrou.

Por Juca Kfouri às 20h29

Virada tricolor, pelo hepta!

O Cruzeiro acabou com o sonho do São Paulo em ganhar o tetra da Libertadores neste ano de 2009.

E quase acabou, também, com o sonho do heptacampeonato brasileiro, no Mineirão, com 27.953 pagantes.

Quase...

Para tanto, fez Rogério Ceni trabalhar como há muito não se via.

Antes de o Cruzeiro fazer 1 a 0, aos 44, Ceni já havia feito três defesas dificílimas.

O gol foi do ótimo Diego Renan, que se aproveitou de má saída de bola de Richarlyson que, por ironia, jogava muito bem.

E Rogério Ceni teve de fazer uma quarta defesa nem bem o segundo tempo começou, quando o time mineiro desperdiçou a ampliação do marcador.

E olhe que o Cruzeiro jogava sem suas duplas de zagueiros e de atacantes.

Mas jogou melhor, bem melhor que o São Paulo, sempre muito mais perto do segundo gol do que de sofrer o empate.

Então, Marlos entrou em campo, no lugar de Hugo e, em seu primeiro lance, empatou, em rara falha de Fábio, aos 19.

Guerrón entrou no lugar de Soares, no Cruzeiro, um pouco antes do empate.

O São Paulo deu uma melhorada, mas o Cruzeiro seguia muito mais perigoso.

O jogo estava bom, agradável de se ver e os dois times queriam a vitória.

Tanto que Borges entrou no lugar de Washington e, no Cruzeiro, Bernardo entrou no lugar de Gilberto, cansado.

E, como Marlos, na primeira participação de Borges, ele virou, aos 36: 2 a 1!

Richarlyson mudou jogo para Dagoberto, ele foi à linha de fundo e cruzou para trás, para Borges desempatar.

Uma virada dessas sintomáticas, de time que quer ser campeão, ou melhor, tetracampeão, isto é, heptacampeão.

Ricardo Gomes acertou em tudo o que fez no segundo tempo.

E o Cruzeiro, para variar, bobeou.

Quem também bobeou foi o Goiás, apesar de sair atrás do Coritiba, no Serra Dourada, com, lamentavelmente, pouca gente, apenas 5.212l pagantes.

A campanha esmeraldina merece mais apoio.

Ariel fez 1 a 0, aos 17, Felipe empatou de falta, aos 23, e Léo Lima, que tem sido surpreendemente utilíssimo, virou, aos 44.

Mas, no fim do segundo tempo, Ariel, em linda bicicleta, ganha de presente de Amaral e Harlei, empatou: 2 a 2.

Se o Coritiba empatou em Goiânia, em Curitiba, ao menos, o Flamengo não perdeu para o Atlético Paranaense, como é habitual.

Ficou no 0 a 0, sem jamais ter vencido na Arena da Baixada (16.970 pagantes), num resultado pior para o Furacão, pois o Mengo ficou com 10 no meio do segundo tempo, graças a expulsão de Willians. 

Por Juca Kfouri às 18h01

Na 'Folha' de hoje

JUCA KFOURI

Rosário de glórias 

 

No terceiro jogo da seleção na cidade argentina, a segunda vitória e por 3 a 1, para não deixar dúvida

 

ROSÁRIO VIU , estarrecida, o que é ter um Sebá como zagueiro titular na defesa de uma seleção de futebol.

Viu, também, que uma seleção brasileira não se intimida com bazófias nem precisa jogar muito para demolir o discurso marqueteiro de quem tem hoje um time sem dúvida ruim do meio de campo para trás.

Por isso bastaram dois ataques na primeira meia hora de jogo para que Luisão e Luis Fabiano fizessem 2 a 0.

E mais um, no minuto seguinte ao 2 a 1, para Luis Fabiano liquidar o jogo: 3 a 1.

Mesmo que sob o domínio argentino, entre outras razões porque quem chega ao gol brasileiro se encontra com a muralha Júlio César, bem diferente de Mariano Andújar, o porteiro portenho.

E mesmo com o time brasileiro reduzido a dez jogadores, porque Robinho era uma presença que chamava a atenção pela ausência.

Com a vaga para a Copa do Mundo da África do Sul assegurada com três rodadas de antecedência, talvez seja o caso de ir jogar em La Paz com um time experimental e poupar os melhores do sacrifício desumano de jogar na altitude exagerada.

Porque este time que, mais uma vez, ganhou dos hermanos, provou que não se assusta com nada que seja humano, mesmo que seja a boa equipe argentina do meio de campo para a frente.

Em Rosário, o Brasil jogou três vezes: empatou uma, ganhou duas.

Líder com Love

O Palmeiras foi inferior ao Barueri durante todo o jogo no Palestra Itália com quase 25 mil torcedores e R$ 1 milhão de renda.

Mas ganhou com toda justiça por 2 a 1, por paradoxais que pareçam a afirmação e o placar, que esteve em 2 a 0 até que uma bola entrasse no gol de Marcos.

Porque os visitantes criaram, no mínimo, seis chances de gol para fazer um, no fim e de zagueiro, Leandro Castan.

Ao passo que o Palmeiras aproveitou as duas chances que criou, uma com Diego Souza, que foi buscar cabeçada improvável em lançamento de Cleiton Xavier para fazer 1 a 0, e outra com o estreante Vagner Love, de pênalti sobre Obina.

O Palmeiras não mostrou o futebol que se exige de quem queira o título, mas é justo reconhecer que o time de Barueri sabe bem o que quer em campo e não se constrange ao ser atrevido.

Talvez até crie a alma que lhe falta agora que a prefeitura local o sabota, pois suas ordens não são mais acatadas pela direção do clube.

O Palmeiras sem Pierre tem problemas e o Barueri, sobretudo com a volta de Fernandinho, tomará pontos de muita gente.

Tricolor obrigado

Se o Inter pode se dar ao luxo de um empate em Florianópolis na dura partida de hoje contra o Avaí, o São Paulo está obrigado a ganhar do Cruzeiro, mesmo no Mineirão, desses jogos que o tricolor se acostumou a ganhar quando dirigido por Muricy Ramalho.

E tem de vencer porque, em casa, só empatou com o Palmeiras no domingo passado, coisa que não ocorria sob o comando de Muricy, embora tenha sido ótimo placar para o time dele, não sei se me faço entender. 

Por Juca Kfouri às 11h32

Na final da Copa América

Brasil e Porto Rico jogam neste domingo, às 22h, pela decisão da Copa América, em San Juan de Porto Rico.

Ambas perderam um jogo cada um: os porto-riquenhos para os argentinos e os brasileiros para os porto-riquenhos.

Hoje, o tira-teima.

Na derrota brasileira para os donos da casa, Leandrinho, o melhor brasileiro, foi poupado.

E os porto-riquenhos já se vingaram dos argentinos ao ganhar deles agora há pouco na semifinal, por 85 a 80.

Hoje saberemos com mais clareza o que se pode esperar do time comandado pelo técnico espanhol Moncho Monsalve.

Porque se a vaga para o Mundial da Turquia, no ano que vem, veio facilmente dada a fragilidade dos adversários, a decisão de hoje é dureza. 

Por Juca Kfouri às 00h52

E seleção argentina virou freguesa

Sim, a Argentina tinha a bola, mas era tudo que tinha.

Porque, no primeiro tempo, perigo que é bom só levou mesmo ao gol brasileiro quando já perdia de 2 a 0, momento em que Júlio César fez a defesa que Andújar não foi capaz no arco argentino.

Luisão fez 1 a 0 de cabeça livrinho da silva, em falta cobrada por Elano, aos 24 do primeiro tempo.

Cinco minutos depois foi a vez de Luís Fabiano pegar um rebote de bola chutada por Maicon e fazer 2 a 0.

A Seleção Brasileira nem precisava jogar muito para derrotar a fragílima defesa adversária, daquelas que confessam mesmo sem aperto.

Para o segundo tempo o time de Maradona voltou com Aguero no lugar de Maxi Rodriguez.

E botou pressão.

Até que, aos 20 Dátolo achou uma bomba na intermediária e diminuiu.

Azar deles.

Porque obrigou Kaká a enfiar, um minuto depois, uma bola maravilhosa para Luís Fabiano fazer um golaço, na saída do goleiro: 3 a 1.

Milito entrou no lugar do desaparecido Carlitos Tevez e Ramires e Daniel Alves substituíram Robinho e Elano, assim como, depois, Adriano entrou no lugar de Luís Fabiano.

Era só uma questão de administrar a vantagem. 

Coisa que o time de Dunga fez sem maiores problemas.

Até porque Dunga não sabe o que é perder para a Argentina como técnico, ao contrário. 

A Seleção se garantiu para a Copa de 2010 com três rodadas de antecedência, como nunca.

Notas:

Júlio César, jogou como o melhor goleiro do mundo na atualidade: 9;

Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (que surpreendeu o blogueiro pela coragem), assim como Elano, Felipe Melo e Gilberto Silva, souberam segurar a pressão e evitar maiores riscos: 7;

Kaká decidiu o jogo ao dar um passe gigantesco para o terceiro gol: 9,5;

Robinho jogou?:2

Luís Fabiano, sacrificado, isolado, goleador:9;

Ramires entrou no lugar de Robinho e, ao menos, jogou: 6,5;

Daniel Alves entrou no lugar de Elano e manteve o nível: 7;

Adriano teve pouco tempo e lutou: 6;

Dunga fez um time à sua imagem e semelhança. Está dando muito certo: 8,5.

Nota do blog: onde você leu, até às 11h20 deste domingo, 6 de setembro, a nota 7,5 para Kaká, leia, por favor, 9,5.

Um erro ocasionou uma incoerência: não pode alguém ser considerado como quem decidiu o jogo e, ao mesmo tempo, ter nota inferior a qualquer de seus companheiros, por melhor que eles tenham ido.

 

Por Juca Kfouri às 23h14

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico