Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

03/10/2009

Sábado atleticano

O Atlético Mineiro não jogou o que pode, mas se aproveitou da chance que teve,no primeiro tempo, com Diego Tardelli, para fazer, aos 15, 1 a 0 no Grêmio Barueri, num Mineirão com mais de 44 mil torcedores.

Os paulistas ainda desperdiçaram um pênalti, que Basílio sofreu do goleiro Carini e ele mesmo bateu para o uruguaio defender.

No segundo tempo, Corrêa, batendo falta sofrida por Tardelli e que causou a expulsão de Xandão, ampliou para o alvinegro, aos 36.

No fim, Flavinho diminuiu para o Barueri: 2 a 1.

O Galo assumiu o terceiro lugar e secará o Palmeiras amanhã, para ficar a apenas três pontos do líder.

Já o Atlético Paranaense, a exemplo do que fizera diante do Palmeiras, jogou bem em São Paulo, mas, ao contrário do que aconteceu no Palestra Itália, quando saiu derrotado, desta vez ganhou do Corinthians, no Pacaembu, com 30 mil torcedores, por 3 a 1.

Os quatro gols saíram no segundo tempo.

Um com Paulo Baier, aos 6, para variar, outro com Wallyson, aos 22, para os paranaenses, e mais um com Jucilei, aos 36, descontando para os paulistas.

Aos 47, Felipe engoliu um frango no terceiro gol rubro-negro, com Wesley.

Com Ronaldo bem em campo e a estréia de Edno, que nada mostrou, o Corinthians está 12 pontos adiante do Náutico, o primeiro dos últimos, e 12 atrás do Palmeiras, o primeiro entre os primeiros.

Pouco, convenhamos.

E o Santo André saiu da ZR, com gol de Nunes, 1 a 0, antes do primeiro minuto de jogo, contra o Vitória, no ABC (1.701 pagantes), coisa que rigorosamente não estava nos planos baianos.

Nem podia mesmo.

Por Juca Kfouri às 20h27

Vasco, entre chuvas e trovoadas

O Vasco tinha a obrigação de ganhar do Ceará, no Maracanã, e perdeu.

Tinha a mesma obrigação de ganhar do Figueirense, em São Januário, e perdeu.

Em Bragança Paulista, contra o fraco Bragantino, também deveria ter vencido.

Mas, com direito a tempestade de granizo, só empatou, sem gols.

Mesmo assim está numa situação folgada, porque seus adversários são de doer.

Por Juca Kfouri às 19h37

Chicago? Ora, bolas!

Dos quase 3700 frequentadores deste blog que responderam a sondagem, 35% teriam votado em Chicago.

E perdido.

Outros 26% ganhariam ao votar no Rio.

Mais 25%, como o blogueiro, teriam votado em Madri e apenas 14% em Tóquio.

Por Juca Kfouri às 23h22

02/10/2009

A vitória da ficção

O Rio ganhou!

É como um sonho.

A vitória se deve a um trabalho inegavelmente competente.

E que já custou mais de 100 milhões de reais de dinheiro público.

Um verdadeiro show.

Show.

De verdade mesmo, pouco, quase nada.

A não ser o sonho.

Que, tomara, não repita o pesadelo do Pan-2007.

Por Juca Kfouri às 13h59

O Rio-2016 e a liberdade de opinião

Para tristeza dos xiitas, dos que imaginam que os outros sejam tão sabujos como eles são, a discussão em torno da candidatura do Rio para ser sede da Olímpiada de 2016 está sendo exemplar.

Digo e provo.

Eu, por exemplo, sou contra e torço para que daqui a pouco o mundo saiba que a Olímpiada será em Madri, embora deva ser em Chicago.

Terei uma grande surpresa se der Rio, a cidade incomparavelmente mais bonita entre as quatro candidatas, mas num país que nem sequer tem uma Política Esportiva, razão pela qual não merece sediar os Jogos Olímpicos.

Para não falar em superfaturamentos e coisas do gênero.

Mas esta não é posição do Sistema Globo de Rádio ou das Organizações Globo, que apoiam o Rio-2016.

Assim como a "Folha de S. Paulo", ontem, fez editorial apoiando o Rio, mas publicou, em sua primeira página, uma chamada para minha coluna, cujo título era "Nem Rio, nem Brasil".

Se o Rio vencer, não vou ficar triste, e vou me preparar para fiscalizar e cobrar todas as promessas.

Se o Rio perder, não vou ficar feliz, e vou continuar a cobrar uma Política Esportiva que permita, um dia, que o Rio seja sede da Olímpiada.

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 2 de outubro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h20

O líder desce a serra em São Paulo para ficar por cima

O líder Palmeiras vai a Santos no domingo.

E se aposta em bom tempo, espera voltar de lá sem se queimar.

O risco maior não é nem o sol nem a praia da Vila Belmiro, que não deve receber muita gente, porque os praianos estão por aqui com seu time.

Muricy Ramalho leva sua turma para manter os cinco pontos de vantagem que tem sobre seus rivais.

O fato de o São Paulo ter se esbaldado no mar dos Aflitos, no Recife, no meio de semana, não o assusta, por mais que Hugo, do tricolor, tenha mandado o Palmeiras se cuidar.

Ora, Muricy sabe bem que filtros usar e não teme gente que vai à praia de terno e gravata.

Mesmo que saiba que talvez esta seja a última chance de Vanderlei Luxemburgo deixar de ser coadjuvante neste Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 00h01

Sairam os melhores, ficaram os piores

Goiás e Inter caíram fora da Copa Sul-Americana, eles que eram os melhores representantes do país.

O Goiás ganhou bem do Cerro Porteño, 3 a 1, no Serra Dourada, mas faltou um gol, porque no Paraguai foi 0 a 2.

O time até saiu aplaudido, mas eliminado.

Já o Fluminense, de virada, goleou o fraco Alianza Atletic, do Peru, 4 a 1, e seguiu adiante.

Só o tricolor e o Botafogo seguem no torneio.

Ou seja, os dois do G4, estão fora.

Os dois da ZR seguem adiante.

Nada mais com a cara da tal Copa Sul-Americana.

Por Juca Kfouri às 23h32

01/10/2009

O cafajeste, o elegante contrariado e a dama

AFP/GETTY

Silvio Berlusconi, Barack Obama e Michelle Obama.

Por Juca Kfouri às 18h30

Na 'Folha' de hoje

Editoriais

Apoio ao Rio

Olimpíada na capital fluminense é chance para cidade se aprimorar, mas é preciso fazer uso idôneo do dinheiro público

CAPITAL da Colônia, do Império e da República durante quase dois séculos, a cidade do Rio de Janeiro, por sua relevância histórica, política e cultural, por seus encantos naturais e pelo espírito crítico e otimista de seus habitantes, consagrou-se como uma espécie de símbolo do Brasil. E esse já seria um bom motivo para considerá-la a anfitriã ideal de uma Olimpíada a ser realizada em solo brasileiro.

Leia mais em:

http://edicaodigital.folha.com.br/home.asp

Ou, se for assinante do UOL ou da Folha de S.Paulo, em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/inde01102009.htm

JUCA KFOURI

Nem Rio, nem Brasil


Mas é triste chegar quase aos 40 anos de profissão e não querer ver uma Olimpíada no país em que nasci


NEM RIO-2016, nem São Paulo- -2020, nem Brasília-2024.
Quem sabe, e tomara, Rio- -2028. Tomara mesmo.
Mesmo que, tomara outra vez, não esteja aqui para ver. Ou, então, se estiver, desde que apto a cobrir, jovem aos 78 anos.
Porque um país que não dá a menor pelota para o esporte como fator de saúde pública ou de inclusão social não tem por que pleitear ser sede de uma Olimpíada.
E não acho graça nenhuma em dizer isso, prestes a completar 40 anos de jornalismo.
Primeiro, porque quero muito ver o Rio voltar a ser o que um dia foi nas décadas de 50 e 60, quando o conheci, admirado.
Em segundo lugar, porque, por mais que meus conterrâneos paulistas não me perdoem por isso, acho que esse tipo de evento é sim muito mais vocação do Rio, cartão de visita do Brasil.

 Leia mais em:

http://edicaodigital.folha.com.br/home.asp

Ou, se for assinante do UOL ou da Folha de S.Paulo, em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0110200916.htm

 

Por Juca Kfouri às 12h05

O Rei do futebol, e das gafes, vai para o banco

Convidado a dar a bandeirada para o vencedor do GP do Brasil de 2002, em Interlagos, o Rei Pelé não viu o carro de Michael Schumacher passar em primeiro lugar e a prova ficou sem a bandeirada final.

Convidado a engrossar a comitiva brasileira na Dinamarca na campanha pró Rio-2016, o Rei Pelé confundiu Michael Jordan com Michael Jackson.

Não viu Michael Schumacher e confundiu Michael Jordan com Michael Jackson...

...resultado: ele vai ficar na platéia amanhã durante a exposição final brasileira, só vendo as falas de Lula, de Henrique Meireles, Sérgio Cabral, Eduardo Paes, Carlos Nuzman, João Havelange e até da velejadora medalhista olímpica de bronze, em Pequim, a bela Isabel Swan.

O cuidado se justifica: embora suas confusões recentes tenham sido todas com Michaels, vai que ele chama o presidente do COI, Jacques Rogge, de Jack, o Estripador.

Já imaginou que horror?

Por Juca Kfouri às 00h48

Copa Sul-Americana: o vexame continua

Em Salvador, Vitória 1, River Plate, do Uruguai, 1.

Vitória eliminado.

Em Santiago, Universidad do Chile 1, Inter 0.

Inter eliminado.

O Inter é a maior decepção da temporada.

Em Guaiaquil, Emelec 2, Botafogo 1.

Botafogo classificado, mas, até quando?

Por Juca Kfouri às 23h55

Virada vital. E mortal

O Náutico entrou aceso em campo nos Aflitos e o São Paulo quase totalmente apagado.

A tal ponto que fez pênalti aos 4 minutos e não pegou fogo nem mesmo depois que Bosco pegou bem a penalidade batida por Bruno Mineiro.

Aí, o Náutico seguiu na pressão e, aos 12, fez seu gol, com o mesmo Bruno Mineiro.

E não fez mais porque, enfim, é fraco, embora só tenha corrido risco do empate uma vez, quando Jorge Wagner fez bela jogada ao chapelar um zagueiro e finalizar rente à trave.

Para piorar, por excesso do árbitro, Júnior César foi expulso, aos 32.

Não houve são-paulino que não tivesse visto a taça do hepta/tetra em cacos.

Mas o time voltou bem melhor no segundo tempo, mesmo com 10 e a todo risco.

Hernanes acabou por empatar, batendo falta que iria para fora e desviou para dentro, aos 14.

Hugo entrou no lugar de Renato Silva, em seguida.

E o tricolor passou a ser mais perigoso que o Timbu.

Oscar entrou no lugar de Marlos, para buscar a virada, mesmo com um a menos.

Mas, aos 28, Richarlyson também foi expulso.

Aí, onze contra nove, com tanto tempo pela frente, só mesmo se o Náutico fosse do nível do Bambala.

E em seguida Carlinhos Bala perdeu gol feito, ao chutar triscando a trave.

Ricardo Gomes foi obrigado a tirar Borges e botar Rodrigo, para recompor a defesa.

O jogo ficou aberto, com chance de gol para os dois lados, porque se o empate era ruim para os visitantes, era ainda pior para os anfitriões.

E Bosco se virava, com boas defesas, embora Gledson também tivesse que trabalhar.

O empate expunha o Náutico ao risco de entrar na ZR no fim de semana e o São Paulo o de sair do G4.

Incrível, porque, com nove, o São Paulo jogava melhor do que com 11.

Tuta entrou no lugar de Patrick, aquele Tuta mesmo, velho de guerra.

Aos 40, o Náutico ficou com 10.

E, aos 43, loucura nos Aflitos.

O menino Oscar recebeu na esquerda e passou com carinho para Hugo soltar uma bomba no ângulo pernambucano: 2 a 1.

Virada de quem está vivo.

Sofrida por quem está à beira da morte.

Aos 47, mais uma expulsão no Náutico.

Faltavam dois minutos, nove x nove.

Mas Hernanes, sangrando, estava fora de campo: nove x oito.

Vitória de quem quer ser campeão.

E derrota com cara de segunda divisão.

Primeiro triunfo do São Paulo nos Aflitos em campeonatos brasileiros.

Pode ter sido, mesmo, histórico.

Por Juca Kfouri às 23h46

30/09/2009

Se eu fosse governador de São Paulo...

...eu mandaria a Fifa pegar a Copa do Mundo dela é levá-la para onde bem entender;

...eu usaria o lema de São Paulo -- "Non ducor, duco" (Não sou conduzido, conduzo) -- e diria que ou a coisas serão como São Paulo acha que devam ser, ou, então, que a Fifa faça bom uso da Copa do Mundo, porque São Paulo abre mão dela;

...eu diria tudo isso claramente para os habitantes de São Paulo, para informá-los que São Paulo não se curva às exigências descabidas, aos caprichos de cartolas nada confiáveis;

...eu não mendigaria, como São Paulo, e o São Paulo FC, estão fazendo;

...sim, é claro, eu não sou nem tucano, nem candidato a nada, nem me pelo de medo do que vão dizer de tal decisão;

...e São Paulo, e o São Paulo FC, continuarão a mendigar.

Que vergonha!

Por Juca Kfouri às 13h10

Quando a paixão é sinônimo de irracionalidade

Aqui algumas vezes foi dito que o Morumbi enfrentava, e enfrentaria, fortes resistências para ser palco de jogos da Copa do Mundo de 2014.

Independentemente de ser a solução mais razoável, também como sempre foi dito aqui, o fato era, e é, que o estádio tem problemas estruturais e o São Paulo tem problemas políticos, não só dentro de São Paulo como na CBF.

Ora os são-paulinos viam no alerta uma postura contrária ao tricolor e ficavam irados, ora os não são-paulinos se indignavam com o apoio ao Morumbi.

Depois que o secretário-geral da Fifa, com aval do presidente da CBF, criticou gravemente o Morumbi, eis que ontem foi a vez do presidente da Fifa fazer críticas severas ao estádio.

Quem preferiu jogar fora o termômetro em vez de dar remédio para baixar a febre que se vire e se explique.

Do mesmo modo, algumas vezes foram feitas criticas aqui ao mau futebol do Vasco, mesmo líder absoluto da Série B.

Os vascaínos ficaram bravos.

Quando perdeu para o Ceará, no Rio, foi dito ainda que era uma derrota imperdoável, e houve até quem visse na constatação um manifestação de preconceito contra o nordeste, imagine o absurdo.

Ontem o Vasco perdeu, outra vez no Rio, para o Figueirense.

O que prova como anda ruim o futebol cruzmaltino e, quem sabe, preconceito contra os sulistas

Por Juca Kfouri às 02h02

29/09/2009

Aos gênios

Para os brilhantes analistas que viram manipulação na foto de Ronaldo, publicada cinco notas abaixo.

Esta, da primeira página do jornal Metro, é do fotógrafo da agência EFE, Sebastião Moreira.

Terá sido manipulada?

Será uma jogada de marketing?

Pobres de espírito...

Por Juca Kfouri às 16h45

Pode sentar

Quase 1300 respostas, 75% delas a favor da arbitragem eletrônica no futebol.

Aguardemos.

Sentados.

 

 

Por Juca Kfouri às 10h46

Obama em Copenhague garante Chicago-2016?

Copenhague, a capital da Dinamarca, é também a capital do esporte mundial até sexta-feira, dia em que de lá sairá a indicação da sede dos Jogos Olímpicos de verão de 2016.

E foi sacudida ontem com a confirmação pela Casa Branca de que Barack Obama lá estará para respaldar a candidatura de Chicago, aparentemente a principal adversária do Rio de Janeiro, pois Madri e Tóquio parecem meio esquecidas.

O Rei Pelé já está na Dinamarca e Lula e Paulo Coelho estão chegando, certamente os três brasileiros mais conhecidos do mundo.

Além de Obama, a delegação americana terá Michael Jordan e Oprah Winfrey, para citar só mais dois nomes também.

É jogo duro.

Os Estados Unidos já sediaram quatro Olimpíadas, em 1904, 1932, 1984 e 1996, uma vez em Saint Louis, duas em Los Angeles e outra em Atlanta.

A América do Sul jamais foi sede olímpica.

Pois é.

Mas você acha que Obama iria até lá se tivesse algum receio de voltar para casa de mãos abanando?

Na candidatura brasileira há quem jure que o homem mais poderoso do mundo só está indo porque sentiu que o Rio está muito forte.

Mas há também quem diga que o marketing carioca está mais forte do que a candidatura propriamente dita, ao contrário do que acontece com Chicago.

Na sexta-feira, ali pela hora do almoço, saberemos quem tem razão.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 29 de setembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 02h07

Do Globo.com

Fim da polêmica: site pró-Rio 2016 é feito por um redator publicitário de Chicago

 

Kevin Lynch confirma que é o responsável pelo ChicagoansForRio.com, e diz que sua intenção não era causar 'incidente internacional' 

Rafael Maranhão

Direto de Copenhague  

Site é feito por redator publicitário americano

A polêmica em torno do site ChicagoansForRio.com, que seria feito por brasileiros, foi desvendada nesta segunda-feira.

E o site é mesmo produzido por um morador de Chicago que torce para a vitória da candidatura do Rio de Janeiro.

- A ideia não era causar um incidente internacional - diz o redator publicitário Kevin Lynch, de 43 anos, em entrevista ao site do jornal Chicago Tribune.

Segundo Lynch, a ideia de criar o site surgiu em março por causa de sua irritação em relação à candidatura de Chicago. Ele finalmente deu vida à ideia no dia 20 de setembro e o ChicagoansForRio.com logo fez fama por conta de comentários em outros sites.

- Foi uma maneira de mostrar que penso que o Rio é uma cidade onde um evento como este pode realmente fazer diferença - afirma.

Robert Livingston, fundador do GamesBid.com, um dos principais sites especializados na cobertura das candidaturas olímpicas, chegou a dizer que acreditava que o site pró-Rio era feito por brasileiros e a emissora Fox News Chicago foi instruída pelo comitê Chicago 2016 a não mencionar o site para não prejudicar a campanha americana.

Kevin Lynch diz que não quer ser considerado culpado por um possível fracasso de Chicago.

- Se não ganharmos a disputa não será possível dizer que foi apenas por causa de um site. Se perdermos será porque a candidatura não era forte o suficiente. São quatro forte candidatas e um certo lado sentimental pesando a favor do Rio - afirma.  

Por Juca Kfouri às 01h02

Do blog do Paulo Calçade

Sucesso ameaçado

O sistema de pontos corridos continua incomodando muita gente.

Notícia estarrecedora no ‘Painel’ da Folha revela que foi apresentado aos clubes um projeto para reformular o Campeonato Brasileiro. Mais uma vez.

É o fantasma do retrocesso. Veja a nota da Folha:

Nova propostaSão inúmeras as vantagens do sistema de pontos corridos:

1- Todos as equipes participantes iniciam e terminam a disputa na mesma data. Vital para a "venda" das propriedades dos clubes, como patrocínios de camisa, calções, placas... É preciso entregar ao comprador um cenário estável no ambiente dos negócios.

2- O sistema atual obriga, força, determina, impõe que os clubes procurem se organizar durante toda a temporada. Faz com que o planejamento se transforme na essência do departamento de futebol. Fundamental para o futebol no país. Com mais clubes nesse caminho, teremos campeonatos melhores. Nivelados por cima.
 
3- No mata-mata não existe planejamento. Mas funciona bem em outros torneios, como Libertadores, Copa do Brasil e Uefa Champions League. Nunca para um campeonato nacional, que deve ser a base do calendário.

4- No mata-mata é possível chegar a outubro com perspectiva de classificação para a fase decisiva. Aparentemente isso motiva mais o campeonato. Trata-se de um grande engano, pois retarda algumas decisões importantes na montagem das equipes. Induz ao erro, a uma "emocionante" disputa pela oitava vaga, por exemplo. Na classificação atual, até o Cruzeiro estaria brigando por uma vaga, com 35 pontos, na 13ª posição.

5- Quem vendeu jogadores e trabalhou mal na reconstrução da equipe estaria na mesma situação daqueles que fizeram milagres para manter seus jogadores. Competentes e incompetentes no mesmo nível.

6- Quanto pior o cenário, quanto mais bagunçado o campeonato e seus clubes, maior será a dependência do dinheiro da televisão. Clubes sólidos e organizados têm mais condições de discutir a estrutura do futebol brasileiro. Veja o caso do Internacional, que hoje arrecada mais dinheiro com seus sócios do que com a televisão. Esse tipo de instituição não interessa para quem tem o poder.

7- A televisão deve ser cliente do futebol e não sua gestora.

8- Não entre nessa de mata-mata. Até os infindáveis erros de arbitragem serão piores, pois não há chance de recuperação na tabela, diferentemente dos pontos corridos.

A Globo Esporte, braço da emissora que cuida de eventos esportivos, enviou proposta aos clubes para alterar o formato do Brasileiro. Sugere a volta do sistema de mata-matas, com duas vagas na Libertadores para os dois primeiros na fase de classificação e outras duas para o campeão e o vice. Caso se repitam, elas seriam dos semifinalistas. A Globo também sugere uma inversão na janela de transferência. Quatro semanas em janeiro e 12 entre junho e agosto, o que permitiria a jogadores repatriados atuar já no mês de junho.

E você, o que acha?

http://espnbrasil.terra.com.br/paulocalcade

Por Juca Kfouri às 00h46

Impressionante!

Foto: Nike Futebol

Richarlyson desarma Ronaldo.

Impressiona a posição do pé direito do corintiano.

Por Juca Kfouri às 00h16

28/09/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h30

Efeito Obama? Vou de taxi!

Primeiro o ministério do Esporte mandou a seguinte mensagem para embaixada brasileira em Copenhague, na Dinamarca, onde na próxima sexta-feira será definida a cidade sede da Olimpíada-2016:

Informo e solicito providências.

Como é do conhecimento de Vossa Excelência, o Ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., viajará a Copenhague para participar da campanha brasileira a sede dos JogosOlímpicos e Paraolímpicos de 2016.

2. A pedido do Ministério do Esporte, muito agradeceria fossem orçados os seguintes serviços:

Veículo passeio, modelo sedan, com motorista bilíngüe;

Aluguel de cinco (5) aparelhos de telefonia móvel, habilitados para ligações internacionais;

Intérprete particular para o Ministro do Esporte.

3. O Ministro Orlando Silva Jr. deverá permanecer em Copenhague entre os dias 25 de setembro corrente e 5 de outubro próximo.

Aí, a conta parece ter ficado salgada, anunciou-se a presença de Barack Obama na Dinamarca, o que praticamente garante a vitória de Chicago,  a imprensa brasileira está em peso por lá para a devida fiscalização e chegou outra mensagem, além de o ministro ter deixado para viajar mais em cima da hora:

Informo e rogo providências.

Transmito, a seguir, teor de mensagem recebida hoje da Assessoria Internacional do Ministério do Esporte:

"Tendo em vista o contingenciamento orçamentário pelo qual passa o Ministério do Esporte e os altos preços de aluguel de celulares, de automóveis e contratação de intérprete em Copenhague, muito agradeceria os bons ofícios da CGCE junto à Embaixada do Brasil em Copenhague no sentido de reformular a seguinte solicitação:

Possibilidade de contratação de serviços de táxi local;

Possibilidade de compra de chips para o uso de telefonia pré-paga local.

Para tanto, os 5 representantes do Ministério do Esporte, incluindo o Ministro Orlando Silva, levariam do Brasil 5 aparelhos desbloqueados para esse fim.

Efetuar e confirmar a contratação da senhora Carla Moreira, intérprete, pessoa física, ao custo estimado de US$ 2.283,00 já incluídos os impostos, transporte e alimentação da mesma para atendimento do Ministro Orlando Silva durante sua estada em Copenhague".

2. Muito agradeceria a gentileza das providências de Vossa Excelência no sentido de que sejam atendidas as solicitações da Assessoria Internacional do Ministério do Esporte.

Convenhamos que não é preciso exagerar.

O ministro não precisa ir de taxi.

Por Juca Kfouri às 18h01

Do blog do Inácio Araujo

Mais cinemas, menos bingos

 

No passado, as salas de cinema viraram igrejas evangélicas, estacionamentos e bingos.

Os três signficavam o oposto do cinema, do cinema que amamos, como expressão de liberdade e de crescimento espiritual.

De todos, o que mais me agredia era o bingo, pelo poder de corrupção, de sujeira, de contágio doentio que traz consigo.

O lobby da jogatina está tentando (e conseguindo) fazer com que os bingos voltem. Já passou com folga (entenda-se, deputados de situação e oposição unidos) numa comissão da Câmara.

É impressionante como coisas destrutivas (porém lucrativas) lutam para impor tudo que é indecente com argumentos mais indecentes ainda, que não convém nem repetir de tão imorais.

E outra: ninguém precisa das ultrajantes esmolas que eles propõem distribuir aqui e ali.

Que muitas salas de cinema, de leitura, de espetáculos, de arte abram e possam contribuir para a população se instruir, se divertir, se aperfeiçoar. Bingos, não. 

 

Um comentário geral:

Eu entendo as senhoras que iam se divertir nos bingos com R$ 10 por noite. Posso até entender que existam donos de bingos honestos.

Mas o fenômeno da liberação é mais grave. De cara, ela é só o início da atividade do lobby pela reabertura dos cassinos.

Certas alegações não fazem sentido. Dizer que bingos criam emprego é uma falácia.

Ora, o cinema mudo também dava muito emprego a músicos. Quando acabou foi uma crise desgraçada no setor. Devemos, então, reabrir o cinema mudo?

Os empregos não criados aqui serão criados no Paraguai? Ótimo. Eles estão mais precisados do que nós.

Devemos ter bingos e cassinos porque nos países ricos é assim? Então deveríamos saudar a chegada do crime organizado (não o dos cassinos, o do PCC), o racismo, os pogroms etc.

É um argumento que não faz sentido. O que podemos copiar dos países desenvolvidos é a igualdade sueca, o sistema de saúde francês etc. Não cassinos.

A alegação dos deputados de que se trata de legalizar algo que existe de fato é inacreditável.

A seguir essa lógica também podemos legalizar o assassino de primeiro grau, por exemplo, que existe há mais tempo que os bingos.

Também sou contra o excesso de loterias administradas pela Caixa Econômica, mas é preciso reconhecer que a natureza desses jogos tipo loteria é completamente outra. Em todo caso, se fossem proibidos, também, teriam meu apoio. Nesse papo de jogatina eu fecho com o presidente Dutra. É coisa deletéria. 

Nem estou falando de bingos que inventam galeria de arte fajuta e buscam dinheiro de leis de incentivo à cultura, portanto dinheiro que era da literatura, do teatro, das artes, do cinema.

http://inacio-a.blog.uol.com.br/arch2009-09-20_2009-09-26.html#2009_09-20_04_52_16-135949845-0

Por Juca Kfouri às 12h31

27/09/2009

Um campeonato para 10

Pronto!

Ao faltarem 12 rodadas para acabar o Brasileirão de 2009, 10 times têm o que fazer de verdade no campeonato.

Pelo menos se o objetivo é ser campeão.

Ou não cair.

Palmeiras, Goiás, São Paulo, Inter e Galo lutam por título.

Náutico, Santo André, Botafogo, Sport e Fluminense lutam para não cair.

Este blogueiro aposta que o Palmeiras será pentacampeão brasileiro.

E não acredita que o Fluminense se salve.

A rodada deste fim de semana foi toda verde de novo, pois deixou o Palmeiras cinco pontos adiante do segundo colocado, que também é verde, o Goiás.

Foram marcados 27 gols, 2,7 por jogo e a média de público ficou um pouco acima dos 18 mil pagantes por partida, maior torcida a do Galo, no Mineirão, menor a de Barueri.

Em Belo Horizonte, mais de 36 mil pagantes.

Em Barueri menos de 3.500.

Lambanças de arbitragem, mais uma vez.

Em Barueri, o Cruzeiro fez um gol em impedimento e um pênalti não marcado: resultado, vitória mineira por 1 a 0.

No Morumbi, o Corinthians teve um gol mal anulado e o do São Paulo foi em impedimento: resultado, 1 a 1.

Será que um dia vamos ter o auxílio da arbitragem eletrônica no futebol?

Por Juca Kfouri às 21h02

Galo baila, Vitória goleia e Sport vive

O Galo enfiou 3 a 1 no Peixe, no Mineirão, com 36.294 pagantes, maior público da rodada.

Foi pouco.

No primeiro tempo já era para ter feito uns 3 a 0, mas acabou ganhando só por 1 a 0, gol de Evandro, logo aos 5 minutos.

No segundo tempo o baile continuou.

Fabão fez pênalti em Éder Luís e Tardelli ampliou, aos 11.

O 3 a 0 veio naturalmente, aos 28, depois que Corrêa comeu três santistas no meio de campo e lançou para Diego Tardelii fazer um lindo gol.

Festa em BH, hora de Ricardinho estrear.

Nem bem ele entrou em campo e Madson fez boa jogada pela direita e deu para Kléber Pereira diminuir, de peixinho: 3 a 1.

Enquanto Vanderlei Luxemburgo parava em 22 pontos ganhos dos 42 que disputou pelo Santos neste Brasileirão (52% de aproveitamento), o Vitória de Vagner Mancini derrotava o Botafogo, no Engenhão, por 3 a 1, gols de Leandro, aos 30 do primeiro tempo, com direito a desvio de Juninho, de Leandro Domingues, aos 41 do segundo, e aos 43, de Gláucio.

Nos acréscimos, o Botafogo diminuiu a catástrofe, com Laio.

Mancini, demitido pelo Santos, ganhava o seu 14o. ponto dos 21 que disputou com o Vitória, aproveitamento de 66%...

E o Sport, na Ilha do Retiro, ganhou do Santo André, por 2 a 1.

Por Juca Kfouri às 20h25

Mais uma rodada verde

O maior nome tricolor, na última hora, ficou de fora do clássico no Morumbi (32.180 pagantes).

E Bosco entrou no lugar de Rogério Ceni.

O maior nome alvinegro estava em campo.

O São Paulo jogava melhor que o Corinthians, Hernanes fazia uma partida extraordinária, mas...

Richarlyson saiu jogando errado para Jean e Dentinho roubou a bola.

O substituto do maior nome do tricolor, aos 20 minutos, saiu mal do gol e o zagueiro André Dias, assustado com a presença do maior nome do alvinegro, atrasou uma bola que acabou nos pés de Ronaldo para fazer o gol mais fácil da vida dele.

Mais fácil até que aquele famoso, ainda menino, pelo Cruzeiro, quando tirou a bola do goleiro Rodolfo Rodriguez.

O 1 a 0 exigiu que o São Paulo fosse ainda mais à frente e até bola na trave o retornado Hernanes mandou.

Os bandeirinhas também deram o ar de sua desgraça, ao marcar impedimentos criminosos de Dagoberto e Dentinho.

Ronaldo "só" fez o gol, Jorge Henrique jogou muito, Defederico é meio assim como Dentinho e Marcinho era uma avenida pela esquerda da defesa corintiana.

E o jogo foi para o intervalo com o Corinthians completando sete jogos e meio sem perder para o São Paulo.

Mas com Hernanes prometendo a virada.

Como era de se esperar o São Paulo voltou na base da pressão, o Corinthians especulava nos contra-ataques, tentava cozinhar e via Borges permanentemente na banheira.

Hugo entrou no lugar de Jorge Wagner, apagado mesmo.

Aos 18, num típico puxa-puxa entre Ronaldo e Renato Silva, o Fenômeno levou a melhor, a bola sobrou para Dentinho fazer 2 a 0 e o árbitro, erradamente, anulou o gol corintiano.

Washington foi para o lugar de Borges.

Aos 20, Moradei substituiu Defederico.

Em seguida, Richarlyson deu e tomou o segundo gol para Ronaldo.

Aí, Hernanes achou Washington ligeiramente impedido (uma régua escolar, de 30 centímetros?) dentro da área e o centrovavante empatou: 1 a 1.

Marlos entrou no lugar de Richarlyson, com câimbras.

Era justo pelo jogo, não era pela interferência da arbitragem.

Ronaldo saiu, entrou Bill...

O Corinthians, de dominado que estava, foi também para cima e equilibrou o jogo.

Souza entrou no lugar de Jorge Henrique.

Washington foi expulso, por excesso do árbitro.

Aos 46, por um triz, Dentinho não fez o gol da vitória, na pequena área, em cruzamento de Bill.

O Corinthians tem do que se queixar.

E o Palmeiras, cinco pontos na frente vice-líder Goiás, e o próprio Goiás agradecem pelo empate.

Por causa de minha coluna para a "Folha de S.Paulo", foi o jogo que vi.

Não vi, portanto, o mau empate para ambos entre Inter 0, Flamengo 0, num gramado criminoso de tão encharcado no Beira-Rio (12.481 torcedores), permitido por um árbitro banana.

Não vi, e lamento não ter visto, a ótima virada, no Serra Dourada (12.644 pagantes) do Goiás sobre o Grêmio (2 a 1), o que deixa o esmeraldino em segundo lugar.

Como não vi a vitória do Fluminense sobre o Avaí, no Maracanã, com surpreendentes 19.098 págantes, por 3 a 2 e a do Coritiba sobre o Náutico, diante de 12.685 pagantes no Couto Pereira, por 2 a 0.

Apenas 22% de 3500 respostas acertaram o resultado de empate entre São Paulo (que teve 34% das apostas) e Corinthians (44%).

Por Juca Kfouri às 17h59

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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