Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

10/10/2009

E Maradona chorou

 

Reuters

Nos acréscimos, em pleno Monumental de Nuñes, gol do Peru!

Argentina 1, Peru 1!

Precisa falar mais?

Brasil, Paraguai e Chile estão na Copa.

E a Argentina?

Bem, Palermo, aos 47, fez 2 a 1.

E Maradona mergulhou na grama encharcada do campo do River Plate, sob um dilúvio.

Na saída do segundo gol, o Peru ainda mandou, do meio de campo, uma bola no travessão...

Nenhum tango faria igual.

Maradona saiu do campo em prantos.

Por Juca Kfouri às 20h58

Inter decepciona e Grêmio (Barueri) surpreende

O Inter martelou, martelou, martelou e nada.

Gallato, o goleiro do Atlético Paranaense pegou tudo a que tinha direito e Marcelo Cordeiro perdeu, no primeiro tempo, um gol que não se perde se se quer ganhar um campeonato.

A defesa paranaense se comportou com bravura e o ataque gaúcho estava em noite de "Belo Antonio", bonito mas impotente.

E ainda teve um pênalti do zagueiro colorado Índio no atacante rubro-negro Patrick, para o DVD do Inter.

Verdade que, em seguida, aos 33 do segundo tempo, o próprio Patrick fez 1 a 0.

Injusto em função do domínio colorado?

Não, muito justo pela eficácia atleticana e pelo prejuízo que a arbitragem lhe causava.

Ainda mais que, aos 37, Wesley, mandou bola na trave.

O Inter, que tinha tudo para tomar a vice-liderança do São Paulo, decepcionou mais uma vez na hora agá em 2009, agora diante de mais de 21 mil torcedores (18.649 pagantes) no Beira-Rio.

Achou o empate, aos 44, com Alecsandro, sempre ele, agora com 14 gols, é verdade, mas tinha a obrigação de vencer. 

Aos 47 até que a vitória quase veio, mas Índio cabeceou no travessão paranaense.

O Palmeiras saúda este sábado bem a gosto em outubro.

Em Curitiba (15.864 pagantes), com gols no segundo tempo, de Márcio Careca e, nos acréscimos, de Thiago Humberto (que será jogador do Inter em 2010), para o Grêmio Barueri, e de Bruno Batata, para o Coritiba, o time coxa perdeu seu último jogo antes de completar 100 anos.

Por Juca Kfouri às 20h29

Três 2 a 1 e Mengo vivíssimo!

Foram três 2 a 1 com significados bem diferentes.

O do Flamengo sobre o São Paulo, no Maracanã (57.210 pagantes), além de justíssimo, deixou o Flamengo com chances reais de uma vaga na Libertadores e o São Paulo com chances apenas virtuais de título.

Porque o São Paulo só foi perigoso duas vezes.

No gol de Hernanes, aos 25 do primeiro tempo, depois de um lançamento de Dagoberto que Didi, Gérson e Rivelino assinariam, e logo depois do empate do Flamengo, aos 20 do segundo tempo, quando Hugo desperdiçou o segundo gol bisonhamente.

Petkovic tinha empatado depois de bater duas vezes, porque na primeira Rogério Ceni se adiantou um pouco, um pênalti cometido por Jorge Wagner em Toró.

O mesmo Pet, aos 35, de esquerda, enfiou um passe precioso para Zé Roberto virar o jogo.

Bom jogo, diga-se, no qual o Flamengo mostrou muito mais personalidade.

Enquanto isso, no ABC paulista(com 2.029 pagantes), o Fluminense deu um abraço de morte no Santo André.

Fez 2 a 0 no primeiro tempo, com Alan e Fred, de pênalti, e tomou um gol de Camilo, aos 15 do segundo.

Já no Pacaembu (19.410 pagantes), graças a Felipe que fez três defesaças no primeiro tempo e a Ronaldo que fez um gol e deu outro para Elias, ambos no primeiro tempo, o Corinthians tirou o caseiro Grêmio, que descontou com Réver, da Libertadores.

Cada toque na bola de Ronaldo revelou a enorme diferença que há entre ele e os outros.

Foi, também, uma pequena revanche do Corinthians contra quem o mandou para Série B em 2007.

Por Juca Kfouri às 18h11

09/10/2009

Fabgol na boa

Dos 3000 que responderam à sondagem, 70% concordam com o próprio Adriano: Luís Fabiano está melhor que ele neste momento.

Por Juca Kfouri às 17h18

Agora é lei em SP: clubes têm que garantir educação de jogadores

Virou lei o projeto do deputado estadual Raul Marcelo (PSOL-SP) que responsabiliza os clubes oficiais de futebol do Estado pela educação dos atletas menores de 18 anos a eles vinculados.

O texto foi sancionado nesta quinta-feira e publicado no Diário Oficial nesta sexta.

As agremiações terão que garantir a matrícula, frequência às aulas e o aproveitamento escolar dos jovens.

Aqueles clubes que descumprirem a lei serão multados em R$ 3.962,50 por atleta.

Em caso de reincidência, serão impedidos de participar das competições organizadas pela Federação Paulista de Futebol.

À FPF, que tentou sabotar a aprovação da lei, caberá receber dos clubes a documentação comprobatória e repassá-la à Secretaria Estadual de Educação e à Comissão de Educação da Assembléia Legislativa.

Por Juca Kfouri às 15h46

Mais uma vítima da estupidez da legislação antidoping

Mariana Ohata. Carta de Um Pai.

 

Por MILTON MIKIO OHATA 

Com relação ao caso de doping envolvendo a minha filha Mariana Ohata, e na simples condição de um pai que está sofrendo muito por ver a filha sofrer mais ainda, e não poder fazer nada, assim como para evitar que distorçam os fatos, faço o presente relato público em sua defesa.

Primeiramente, acerca dessa punição, digo que foi a maior injustiça que se cometeu com um triatleta brasileiro, porque a Mariana Ohata é inocente, acima de tudo, mas também porque as pessoas que poderiam fazer algo por ela não o fizeram, não se considerando todo o seu passado em prol do triathlon nacional e internacional.

É muito cruel para mim e meus familiares, ver toda a sua carreira e uma vida dedicada integralmente ao triathlon, que ela tanto ama, ser enlameada da forma como está sendo.

Eu como pai, lamento profundamente  o que está acontecendo, sobretudo, porque acompanhei a carreira dela desde o início, conheço-a como atleta e ser humano mais que ninguém, e sei que, propositadamente, conscientemente, ela jamais faria uso de doping ou se deixaria dopar para vencer uma prova.

Ela está sendo punida e foi punida no passado, injustamente, por terem encontrado em sua urina, ou que presumiram que era dela, substâncias que constam de rol de medicamentos proibidos pela WADA.

Em 2002, foi um medicamento denominado dietil propion, uma substância para emagrecimento encontrado, à época, em dois medicamentos brasileiros para esse fim.  

A Mariana jamais os usou, até porque ela é magra, não precisava como não precisa até hoje, perder peso.

Outra razão para que ela não o usasse buscando alguma vantagem, é que o dietil propion, só faz efeito dopante, para provas de curtíssimas durações de tempo, e utilizado em grandes quantidades, que não foi o que se constatou no caso dela, pois a quantidade encontrada foi ínfima e não faria nenhum efeito numa prova de triathlon com mais de duas horas de duração. 

Conjugue-se a isso, o fato de que, em momento algum, foi constatado por meio de exames apropriados como, por exemplo, o teste de DNA, se a urina era de fato dela.

No entanto, a CBTri, imponentemente, friamente e inconsequentemente, decidiu puni-la por 60 (sessenta) dias, por meio de um júri que ela constituiu, divulgando pomposamente aos quatro cantos a sua decisão, alegando garbosamente que a CBTri é uma entidade séria, limpa e que não pactua com doping, como se a Mariana de fato tivesse usado doping.

No mínimo absteve-se de fazer um julgamento mais profundo e sério da situação e de suas conseqüências futuras, não considerando o ser humano e a vida de uma triatleta dedicada com tanto sacrifício, dignidade  e brilho ao triathlon nacional.

Um detalhe importante é que o Presidente da ITU à época, Senhor Less Mac Donald, em e-mail enviado à Mariana, sugeria que pela inoperância desse medicamento como fator dopante, esse caso deveria ser pura e simplesmente arquivado pela CBTri, como ele o faria se estivesse na alçada dele.

Como esse caso ocorreu no Rio de Janeiro, e estava na jurisdição da CBTri, dirigia-se a ela apenas na condição de mero conselheiro, recomendando a ela que recomendasse isso ao seu Presidente.

Chega a ser até irônico tudo isso, mas são fatos verdadeiros que precisavam ser revelados ao público, pois a Mariana está sendo execrada com a pecha de ter usado doping.

É oportuno que se diga, que desde que iniciou sua vida no triathlon olímpico internacional, de 1996 até 2009, Mariana submeteu-se a diversos exames anti-doping, sem jamais ter sido constatado qualquer caso positivo, além desses dois casos no mínimo sui generis.

A situação de agora foi muito semelhante a anterior. Foi encontrado em sua urina, ou o que se pressupõe que era dela, uma substância denominada furosemida  que é um diurético também proibido pela WADA.

A Mariana, igualmente, nunca usou esse medicamento, até porque diuréticos desidratam e fazem perder substâncias importantes e necessárias ao desempenho do atleta numa prova longa.

Portanto, jamais a Mariana utilizaria um medicamento como esse para realizar uma prova de duas horas de duração com a intenção de levar qualquer vantagem sobre as concorrentes.  

Cabe destacar que a ITU, enviou uma correspondência comunicando esse fato, tanto a Mariana quanto à CBTri, dando um prazo de cerca de duas semanas para que a CBTri se manifestasse por ela acerca dessa constatação.

Todavia, a CBTri  se omitiu mais uma vez, em que pese tantos e-mails e telefonemas da Mariana solicitando que a Entidade fizesse o que lhe era solicitado fazer.

Detalhe importante é que nessa carta, a ITU dizia que ela apenas estava comunicando a constatação, sem, contudo afirmar que a Triatleta havia violado uma regra antidoping. Por esse motivo, pedia inicialmente que a CBTri se pronunciasse a respeito, o que ela não fez. 

Decorrido o prazo, a CBTri, por meio de e-mail enviado pelo seu Presidente e também por um diretor, simplesmente sugeriu a Mariana que procurasse um advogado para fazer a sua defesa, informando, ainda, que ela (CBTri) teria que divulgar esse fato com grande repercussão na mídia que poderiam prejudicá-la.

Ora, se isso não foi omissão, ou pelo menos descaso, e até com requintes de perversidade, pois não foram medidas as conseqüências que adviriam à Mariana, então penso que foi incompetência mesmo, e que há uma grande necessidade de mudanças na condução do triathlon nacional, que se encontra em efetivo declínio, e, como primeira medida, impedindo a perpetuação no cargo do atual presidente da CBTri.

Considerando que ela é reincidente, graças à atitude inconseqüente da CBTri anteriormente relatada, ela foi punida, repito injustamente, por seis anos, praticamente, banindo-a do triathlon olímpico.

Diga-se de passagem, a própria Mariana, antes mesmo que esse fato acontecesse, já havia decidido encerrar a sua carreira como triatleta olímpica, tendo em vista tantas dificuldades e dissabores enfrentados no triathlon brasileiro, para se dedicar a provas longas do iron man cuja condução, pelo menos no Brasil, é bem mais organizada.

Como pai dela, há tempos venho incentivando-a a parar com esse esporte que exige tanto dela e só lhe tem dado aborrecimentos.

Poucos sabem da luta permanente que os triatletas enfrentam diariamente para se manterem no esporte.

Não tem sido fácil fazer as viagens, pois a CBTri nunca tem dinheiro, correr atrás de patrocinadores, treinar com total entrega em detrimento de sua vida pessoal e profissional e, tudo isso, somente com o apoio da família e de alguns patrocinadores que ainda acreditam nos triatletas brasileiros.

Penso, por fim, que a Mariana não tem do que se punir tendo em vista que sempre conduziu com dignidade e honestidade a sua brilhante carreira.

Ela perde, pois sua reputação está sendo indelevelmente manchada, porém, penso que a maior perda é do triathlon olímpico nacional, que perde uma de suas maiores expressões, sob o olhar indiferente e, certamente, satisfeito, do seu principal dirigente.

 Finalmente, cabe uma sugestão às autoridades esportivas para que revejam a forma de condução desse assunto tão sério e polêmico, reavaliando todos os procedimentos, desde a coleta do material, seu transporte e identificação, até as análises a serem realizadas, não apenas sob o aspecto bioquímico, mas considerando outros fatores inerentes e subjetivos voltados avaliar se houve dolo, visando, acima de tudo, não se cometer injustiças com os atletas, como no caso da Mariana.

Um exame que deveria tornar-se obrigatório, antes de qualquer procedimento voltado a punição do atleta , é assegurar por meio de exame de DNA ou outros, se o material com base no qual se faz uma acusação de uso de doping, é de fato do atleta acusado. 

Por Juca Kfouri às 15h29

Juiz cobra responsabilidade de dirigentes de futebol

POR RODRIGO HAIDAR

http://blogdohaidar.wordpress.com

O juiz Grijalbo Fernandes Coutinho, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (Distrito Federal e Tocantins), aproveitou o processo de um ex-jogador de futebol do Guará, pequenino clube do DF, para fazer um verdadeiro desabafo contra a má administração dos clubes de futebol brasileiros. Relator do caso, Coutinho afirmou que no Brasil "nada impede, na prática, lamentavelmente, o funcionamento do clube como mera extensão dos negócios privados de seus dirigentes".

Por isso, entendeu que os dirigentes têm de ser responsabilizados por seus atos. Para o juiz, a responsabilidade do sócio-dirigente do clube de futebol equipara-se, do ponto de vista das obrigações, à situação do membro de sociedade por cotas de responsabilidade limitada. A partir desse raciocínio, Coutinho comandou o julgamento no qual a 3ª Turma do TRT-10 condenou o dirigente do clube a arcar pessoalmente com metade do pagamento da dívida trabalhista de um ex-jogador.

De acordo com a decisão, o cartola, "ao contratar e dispensar jogadores, responde solidariamente pelo pagamento das dívidas contraídas junto aos respectivos atletas". Willian Jesus Vieira jogou futebol no Guará entre dezembro de 2006 e abril de 2007. Seu salário era de R$ 2,5 mil. No processo trabalhista, alega que saiu do clube sem receber o que lhe era devido. Entrou na Justiça do Trabalho contra o clube e seu presidente, José Paulino da Silva. Os dois foram condenados a pagar as verbas trabalhistas ao ex-jogador.

Na decisão, o juiz ressaltou que, a prevalecer o estado de coisas que reina hoje na administração dos clubes de futebol, "o poder público renunciará a recolhimentos fiscais e previdenciários fundamentais para a prestação de serviços básicos nas áreas da educação e da saúde, tudo em nome da farra, do pão e circo como nos velhos tempos de manobra da massa enlouquecida com os dribles, com as jogadas de efeito e com os gols".

Grijalbo critica iniciativas como as da loteria Timemania para salvar os clubes da bancarrota. "Não havendo a decretação da responsabilidade do dirigente de clube de futebol, civil, administrativa e criminal, além do enfraquecimento da atividade-espetáculo de maior paixão em terras tupiniquins, o poder competente terá que editar normas de duvidosa constitucionalidade, com o mesmo perfil da denominada "Timemania", frente a princípios e regras existentes no texto maior que não se coadunam com a isenção e a "derrama" posteriormente a ser cobrada de terceiros os quais não concorreram para a nefasta prática, absolvendo, ademais, dirigentes de conduta irresponsavelmente danosa aos clubes de futebol e ao erário."

 

Por Juca Kfouri às 12h35

Esses jornais paulistas...

Por Juca Kfouri às 23h32

Balanço rápido da rodada

Apenas 28 gols, menos de três por jogo.

É pouco.

Público médio de 13.666, também pouco.

Melhor presença do torcedor foi na Ilha do Retiro, com 26.249 pagantes.

A pior foi em Barueri, com apenas 1.660 torcedores.

O Inter voltou ao G4 e o Botafogo, ufa!, saiu da ZR, cedendo sua vaga ao Santo André.

Por Juca Kfouri às 23h18

08/10/2009

E viva o calendário da CBF!

Só no Brasil o campeonato não pára quando a seleção nacional joga.

E você pode achar que foi coincidência, mas bote coincidência nisso.

Quase todos os times brasileiros que cederam jogadores para a Seleção nesta semana se deram mal.

O São Paulo, sem o zagueiro Miranda, um dos menos prejudicados, apenas empatou, mesmo no Morumbi.

Assim como o Grêmio, sem o goleiro Victor, ficou no empate com o Atlético Paranaense.

E o Flamengo, sem seu principal jogador, o Imperador Adriano, não passou de um empate com o Vitória, no Barradão

Mas o Palmeiras, sem o principal jogador dele, Diego Souza, também ficou no empate, no Palestra Itália, com o Avaí: 2 a 2.

Já o Galo, sem Diego Tardelli, foi derrotado pelo Botafogo, no Engenhão: 3 a 1.

Apenas o Inter, sem o volante Sandro, se deu bem, ao vencer, em casa, o Náutico.

O pior é que no sábado e na segunda-feira tem mais...

Porque o Avaí parecia estar jogando na Ressacada.

Jogou muito melhor que o Palmeiras no primeiro tempo e o 2 a 1 dos 45 minutos iniciais era para ter sido, na verdade, um singelo 3 a 0 para o time catarinense, tamanha sua superioridade.

Logo aos 8, depois de ter desperdiçado uma chance incrível, aos 6 com Eltinho, William fez 1 a 0, aproveitando na primeira trave a cobrança de escanteio por Marquinhos, pela esquerda.

O mesmo Marquinhos, aos 28, pôs a bola na cabeça de Émerson, livrinho da silva, para fazer 2 a 0.

Para sorte do líder, aos 38, Vágner Love conseguiu diminuir, mantendo o Verdão vivo no jogo.

E para o segundo tempo Robert e Willians entraram nos lugares de Obina e Jéfferson, assim como, aos 33, Ortigoza substituiu Souza.

Enquanto isso, no Engenhão, numa exibição de gala, o Fogão triturava o Galo, ao fazer 3 a 0 ainda no primeiro tempo, com belos gols de André Lima, aos 8, Lúcio Flávio, aos 12, e Reinaldo, aos 32.

Desesperado, Celso Roth tirou Coelho para botar Renan, e tirou Renan Oliveira para botar Ricardinho, também no primeiro tempo.

Primeiro tempo que ficou no zero no Mineirão, entre Cruzeiro e Goiás.

Mas que logo no começo do segundo se transformou também em goleada, com os mineiros fazendo 3 a 0 nos goianos.

Os gols foram de Leandro Lima, no primeiro minuto, Wellington Paulista no terceiro e dele de novo no décimo, quando o Goiás, para variar, já estava com apenas 10 jogadores.

Jogo mesmo acontecia em São Paulo, com 16.597 pagantes, porque no Rio (onde Corrêa, de pênalti, diminuiu para o Galo) e em Belo Horizonte as coisas estavam decididas, com o Botafogo saindo da ZR e deixando o Santo André em seu lugar.

E o Palmeiras criava chances em cima de chances, muito melhor que no primeiro tempo, embora, é claro, exposto aos contra-ataques do Avaí, que via Silas completar seu 100o. jogo como técnico do time azul.

Aos 35, Assis perdeu o terceiro gol catarinense, tão incrível como o que Eltinho perdera no primeiro tempo.

Como quem  não faz, desculpe, toma, aos 40, Ortigoza cruzou e Robert empatou.

Épico, brilhante, comovente. E merecido.

Aos 47, má notícia para o Palmeiras: a expulsão de Vágner Love, que fez falta violenta, foi expulso e não jogará no Recife, contra o Náutico, assim como não jogarão nem Obina nem Edmílson.

Era, também, a rodada sonhada pelo Inter, mas que recolocava o São Paulo na luta.

Bom para o Campeonato Brasileiro.

E o São Paulo agradece à sua cria, Silas, que avisou antes que vinha ao Palestra para surpreender.

Por Juca Kfouri às 22h55

A farra do Pan, no 'Correio Braziliense' de hoje

Dois anos depois, jogos ocorridos no Rio ainda são alvo de 35 processos no Tribunal de Contas

Izabelle Torres

Enquanto os brasileiros vibram com a escolha do Rio como a sede das Olimpíadas de 2016 e patrocinadores já investem em campanhas publicitárias sobre as vantagens do evento para o país, uma pilha de processos lota os gabinetes do Tribunal de Contas da União (TCU) e dá a dimensão do mau uso do dinheiro público pelos agentes políticos durante a realização dos jogos Pan-Americanos, em 2007.

As suspeitas de irregularidades somam 35 processos, sendo que nenhum foi concluído até hoje.

Dois deles estão em fases avançadas e os ministros já citaram duas empresas fornecedoras e quatro organizadores dos jogos a ressarcirem o Tesouro Nacional em mais de R$ 18 milhões.

Os acusados recorreram e a apuração agora se transformou em uma Tomada de Contas Especial.

As suspeitas de que a organização do Pan cometeu falhas graves e desviou recursos durante a organização do evento são originadas de denúncias das mais variadas espécies.

Os auditores investigam, por exemplo, indícios de fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes das estabelecidas inicialmente em contratos, mudanças de cláusulas contratuais e a inclusão de aditivos sem justificativas, a compra pelo governo de materiais a preços muito superiores ao de mercado, além de superfaturamentos no aluguel e na construção da Vila Pan-Americana.

Falhas que depois de apuradas podem explicar o porquê de o custo final do Pan — calculado em R$ 3,3 bilhões — ter ultrapassado em mil vezes o orçamento inicialmente previsto.

Apesar do alto número de denúncias e da convicção de alguns técnicos de que as irregularidades são graves, e a conduta dos organizadores do evento causaram prejuízos graves ao erário, os processos têm caminhado a passos lentos no TCU.

Abertos em 2007, parte deles ainda espera respostas dos envolvidos nas contratações sob suspeita e posição dos órgãos envolvidos nos contratos, como o Ministério do Esporte.

Mais da metade, no entanto, já está em fase mais avançada e os técnicos analisam atualmente as respostas e os recursos apresentados pelos envolvidos nos casos.

"Realmente, a demanda do TCU é muito grande e esses processos terminaram ficando em segundo plano. Mas, agora, decidimos dar novamente prioridade a eles, tendo em vista que o Brasil vai realizar a Copa e as Olimpíadas. Precisamos saber o que exatamente foi feito com os recursos e punir os responsáveis. Vamos dar celeridade a esses casos sobre o Pan", explica o secretário executivo do TCU no Rio de Janeiro, Oswaldo Perrout.

É na unidade do Rio que tramita a maior parte dos processos, inclusive o que apura irregularidades na ordem de mais de R$ 120 milhões na reforma do Complexo de Deodoro.


Quase punidos
Dos 35 processos em andamento no TCU, apenas dois já resultaram em acórdãos e apontaram os responsáveis.

Um deles encontrou falhas graves na implantação da infraestrutura usada para a construção das instalações na Vila Pan-Americana.

As irregularidades envolveram o fornecimento de materiais básicos para as obras, ar-condicionados e contratações de mão de obra.

Os técnicos encontraram diversos itens comprados pelo governo em quantidade muito superior à que foi entregue e utilizada nas instalações.

No segundo processo já votado pelo plenário do TCU, os ministros acataram parecer dos técnicos afirmando que houve superfaturamento na prestação de serviços de hotelaria temporária na Vila Pan-Americana.  

Lista de suspeitas

Confira as denúncias referentes ao Pan que ainda estão sob investigação do TCU:

# Fornecimento de bens e serviços em quantidades diferentes das estabelecidas em contratos
# Modificações de contratos sem a realização de aditivos e a apresentação de justificativas
# Compra de materiais a preços mais altos do que itens
de qualidade superior
# Serviços contratados superiores aos medidos pelas equipes do TCU
# Serviços contratados sem que os responsáveis
comprovassem as execuções
# Cobrança em duplicidade de custos administrativos por
empresas contratadas
# Superfaturamento no pagamento do aluguel da Vila Pan-americana
# Contratação da solução de controle de acessos baseada na tecnologia RFID, por R$ 26,7 milhões, sem a efetiva utilização — ocorreram menos de 10 acessos durante todo o período dos jogos.


IRREGULARIDADES JULGADAS

Fraude
Falhas na implantação de infraestrutura de natureza temporária e locação de equipamentos para a construção das instalações na Vila Pan-Americana. Os técnicos encontraram diversos itens utilizados nas obras cuja quantidade contratada foi superior à quantidade entregue e utilizada, além de pagamentos em duplicidade e falta de documentação sobre despesas realizadas.

Punição
Por conta das irregularidades, o TCU citou Luiz Custódio Orro, Ricardo Leyser e a empresa Fast Engenharia, para que devolvam aos cofres públicos valor que supera os R$ 16,3 milhões.

Fraude
Superfaturamento dos serviços que envolviam a prestação de serviços de hotelaria temporária na Vila Pan-Americana.

Punição
Por conta das irregularidades, o TCU citou o Consórcio Interamericano e os representantes do governo à época: Ricardo Leyser, José Pedro Valorlotta, José Mardovan e Luiz Custódio Orro, a devolver aos cofres públicos o valor de R$ 2 milhões.

Por Juca Kfouri às 20h14

O verde paranaense jogou para o verde paulista

O Coritiba jogou no Morumbi contra o vice-líder São Paulo como se estivesse com a camisa do Palmeiras.

Tomou 1 a 0 ao dar um presente ao tricolor, mas virou para 2 a 1 ao ganhar dois presentes de Rogério Ceni, um deles num gol olímpico de Marcelinho Paraíba, o primeiro no futebol brasileiro desde que o Rio ganhou o direito de sediar a Olimpíada 2016.

O São Paulo, a duríssimas penas, ainda conseguiu empatar no segundo tempo, mas este pobre ponto conquistado resolve pouco para quem estava a cinco pontos do Palmeiras e pode ficar a sete hoje à noite, se o Palmeiras cumprir a obrigação de ganhar do Avaí, no Palestra Itália.

O pior para o São Paulo é que o Galo pode tomar a vice-liderança, desde que derrote, no Engenhão, também hoje à noite, o desesperado time do Botafogo.

A rodada fecha com o Cruzeiro recebendo o Goiás, mineiros na condição de favoritos.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 8 de outubro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 00h34

Teste de coração no Barradão

O que aconteceu no Barradão (21.324 pagantes) foi dessas coisas de matar do coração.

O Flamengo foi ao ataque para mostrar que não tinha medo do Vitória, mesmo sem o Imperador.

E, aos 12, Denis Marques fez 1 a 0, em bola que desviou na zaga.

A festa rubro-negra carioca durou pouco, porque quatro minutos depois a festa foi rubro-negra baiana, com Roger, que subiu mais que a defesa do Mengo e empatou.

Quando o Barradão se ajeitava para ver a continuação do jogo, aos 18, eis que Petkovic bateu falta pela esquerda e a bola meio que sem querer acabou na rede baiana: 2 a 1.

Parecia que estava bom, para um começo de jogo, mas não estava não.

Porque foi a vez de Ramón, aos 21, bater falta pela esquerda, mas com muito mais ângulo do que a de Petkovic, para empatar tudo outra vez.

Já era caso para cardiologista.

E para UTI quando, aos 40, Ramón se aproveitou de arrancada de Gláucio pela direita e chutou colocado para fazer 3 a 2.

Ainda bem que o intervalo chegou. Ufa!

O segundo tempo foi, digamos assim, mais civilizado.

Tanto que aos 18, quando Juan entrou no lugar de Willians no Flamengo, ainda não tinha saído nenhum gol.

Sairia?

Quem saiu foi Denis Marques, aos 31, para entrar o Bruno Mezenga, seja lá o que isso significar.

Como saíram Gláucio, Leandro Domingues e Ramón, para as entradas de Willian, Magal e Elkeson.

Porque gol mesmo só foi sair nos acréscimos, aos 46, em bela jogada dos cariocas que culminou num passe preciso, e precioso, de Juan para Zé Roberto empatar: 3 a 3.

O Flamengo ficou menos distante da Libertadores do que o Vitória, embora ainda meio longe dela.

No Maracanã (8.775 pagantes), num clássico deprimente, o Fluminense saiu na frente do Corinthians logo aos 3 minutos com Alan.

Mas foi só um soluço mesmo.

O Corinthians em seguida tomou conta da bola e empatou com Dentinho, de cabeça,  aos 22, em jogada de futvôlei de Jorge Henrique, que passou com o peito um cruzamento de Alessandro: 1 a 1.

E o Inter, em jogo que não acompanhei, cumpriu sua obrigação no Beira-Rio (11.688 pagantes) ao ganhar do Náutico, 3 a 1.

Alecsandro fez 1 a 0, aos 22, Bruno Mineiro empatou aos 40, D'Alessandro desempatou aos 47, ainda no primeiro tempo e, nos acréscimos do segundo, Alecsandro fechou o placar.

Por Juca Kfouri às 23h23

07/10/2009

O hepta ficou mais longe

O São Paulo jogava melhor no Morumbi (16.606 pagantes), pressionava o Coritiba, buscava seu gol e Leandro Donizeti deu um belo presente, aos 23 minutos, ao sair jogando mal e permitindo que Hernanes abrisse o marcador.

Aí, o São Paulo se acomodou e devolveu, com o retornado Rogério Ceni, o presente em dose dupla.

Primeiro o goleiro deu rebote num chute de Carlinhos Paraíba que Renatinho aproveitou, aos 37.

E depois, aos 42, aceitou um gol olímpico de Marcelinho Paraíba, em escanteio pela direita.

O que era doce acabou-se e o tricolor ia ter de suar sangue para evitar a catástrofe no segundo tempo.

Já sem André Dias, machucado, trocado por Oscar, passando a jogar com dois zagueiros.

E suou.

Suou, e Oscar chutou à queima-roupa, Edson Bastos defendeu parcialmente, e Washington, que acabara de entrar no lugar de Borges, empatou: 2 a 2. Aos 22.

Era justo, registre-se.

Aos 46, diga-se, o Coritiba ainda mandou uma bola no travessão paulista.

Mas foi só, o que era bom para os coxas e muito ruim, péssimo mesmo para os tricolores, tão péssimo como o empate com o Santo André, desses resultados que fazem o heptcampeonato parecer uma miragem.

O que é ótimo para o Palmeiras...

Na Arena da Baixada (19.375 pagantes), em jogo que não vi nada além dos últimos três minutos, Atlético Paranaense e Grêmio ficaram no 0 a 0.

O Furacão não cai e o Grêmio, assim, sem ganhar fora, não vai para a Libertadores...

Por Juca Kfouri às 22h57

A despedida do Leão

Enquanto Barueri e Santo André empatavam sem gols na Arena Barueri, 0 a 0 testemunhado por 1660 almas bondosas, o Sport conseguiu perder para o Santos todo remendado, diante de 26.244 pagantes, na Ilha do Retiro, que pode mudar de nome para Ilha dos Aflitos.

Por 1 a 0, gol de Felipe Azevedo no fim do primeiro tempo,  presentaço de Igor, o Sport conseguiu o que parecia impossível num jogo, como era de se prever, de doer.

Agora é começar a se preparar para disputar a Série B, porque parece que o esforço do 3 a 3 contra o Grêmio foi aquela melhora do doente antes de morrer. 

Por Juca Kfouri às 21h43

Viva!

Tem blogueiro novo na praça: ANTONIO MARIA FILHO.

Este é craque, há quase 40 anos.

E seu blog aqui no UOL é uma nova vitória do Rio.

Confira: http://blogdomaria.blog.uol.com.br  

Por Juca Kfouri às 18h54

Joel Santana poderá ser afastado do comando da África do Sul

Por Redacção de "A BOLA", Portugal

O seleccionador da África do Sul, o brasileiro Joel Santana, está com o lugar em perigo, isto porque a Federação local decidiu nomear um comité formado por três treinadores locais para avaliarem o seu trabalho.

Jomo Sono, Clive Barker e Gavin Hunt são os três técnicos que vão avaliar Joel Santana. Os mesmos que anteriormente já o tinham criticado, pelo que a situação não se afigura nada positiva para o brasileiro, que também tem sido contestado pelos adeptos locais.

Por Juca Kfouri às 15h47

Sete jogos nesta quarta-feira

Dos sete jogos desta quarta-feira pela 28ª. rodada do Brasileirão, um é café com leite: Barueri e Santo André, candidato a ser o de menor público do campeonato.

O Barueri deve vencer.

Outro, Sport e Santos, é de doer.

Mas o Leão é o favorito.

Fluminense e Corinthians é o jogo da depressão: o Flu sem a esperada volta de Fred, o Corinthians sem Ronaldo.

Pinta um empate deprimente.

Atlético Paranaense e Grêmio também está longe de ser uma sensação, assim como Inter e Náutico, na estréia do técnico Mário Sérgio no time colorado.

Mas se os gaúchos devem perder em Curitiba, devem vencer em Porto Alegre.

Jogos palpitantes mesmo só dois, um deles muito prejudicado pela Seleção Brasileira: Vitória e Flamengo, um clássico rubro-negro na Bahia, mas sem sua alteza o Imperador Adriano, graças a Dunga, pelo que Adriano agradece, mas a torcida flamenguista xinga.

E provavelmente xingará mais porque dificilmente o Mengo voltará com pontos do Barradão.

E São Paulo e Coritiba exige vitória tricolor sobre o bom time coxa, vitória que deve acontecer mesmo com o tricolor repleto de jogadores reservas.

Por Juca Kfouri às 23h04

06/10/2009

Como salvar o Bahia

Do Terra Magazine

Teixeira Gomes: "Crise do Bahia é fenômeno social"

Cláudio Leal
De Salvador (BA)

Alcançava todas as bolas. No jargão futebolístico dos anos 30, o primeiro goleiro do Esporte Clube Bahia, Teixeira Gomes, era "uma antena". Pegava tudo. Naquela tarde do Campo da Graça, mítico e extinto gramado de Salvador, a antena tricolor contrariou o epíteto e sofreu um frango. Ora vá, torcida. O corpulento goleiro passou a reagir às vaias com bananas e ofensas. No campo em que, anos mais tarde, o cronista Antonio Maria irradiaria outras pelotas, ele seria capaz de irromper uma batalha para honrar sua fama de arqueiro. Revoltados, os torcedores avançaram contra Teixeira Gomes e suas bananas.

Hora do folhetim: à beira do gramado, num carro, o dono do cinema Jandaia, João Oliveira, acompanhava o jogo com suas filhas, como num corso carnavalesco. Em solidariedade, ofereceu abrigo ao fugitivo no automóvel, ao lado de suas pequenas. Desse frango nasceria um casamento: entre respirações sobressaltadas, Teixeira Gomes se enamorou por Célia, uma das filhas de Oliveira.

O escritor e jornalista João Carlos Teixeira Gomes nasceu dessa fuga e desse encontro improvisado. Nascido em 1936, filho de um dos primeiros ídolos do Bahia, Joca, como é conhecido desde os tempos da Geração Mapa - protagonizada pelo cineasta Glauber Rocha -, deve ao tricolor baiano o primeiro respiro de vida. Agora que o clube esboça um retorno à Série C, depois de perder em casa para o Duque de Caxias (2x1), e vive uma decadência sem precedentes, Joca se integra atemporalmente ao Batalhão dos Periquitos, grupo de baianos que atuou no expurgo das tropas portuguesas em 1823, para conclamar:

- Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso, para estabelecer a grande e definitiva reação, pois o Bahia hoje depende, exclusivamente, do amor e do poder da sua torcida.

Autor da melhor biografia de Glauber e de competente ensaio sobre a obra de João Ubaldo Ribeiro, Teixeira Gomes promove disparos telefônicos aos amigos a cada derrota humilhante. Fundado em 1931, o Esporte Clube Bahia caiu para a Terceira Divisão em 2005 e neste outubro beira outra vez o rebaixamento para o quinto círculo do inferno. O escritor ressalta: a crise do tricolor é um "fenômeno social".

- O Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia.

Presidido pelo deputado federal Marcelo Guimarães Filho (PMDB) - primogênito do empresário e ex-deputado preso pela Polícia Federal em 2007, Marcelo "pai" -, o clube é dominado há décadas pelo mesmo grupo, que não esboça afastamento e até absorve os opositores. Patrimônio alienado, trocas frenéticas de técnicos, atrasos no pagamento dos jogadores, humilhações sucessivas, constelação medíocre e continuísmo de cartolas. Teixeira Gomes diagnostica:

- São notoriamente pessoas absolutamente incompetentes para soerguer um clube que vem sofrendo uma desmoralização continuada e intolerável para sua imensa torcida. Basta vermos que as sucessivas diretorias incompetentes, dentro dessa linha de continuísmo, não foram sequer capazes de fazer do Bahia uma equipe de competência média para disputar os torneios locais e nacionais.

Leia a íntegra da entrevista com o tricolor João Carlos Teixeira Gomes, ex-editor-chefe do Jornal da Bahia e autor, entre outros livros, de "Tempestade Engarrafada", de "Glauber Rocha, esse vulcão", do best-seller "Memórias das Trevas" e do romance recém-lançado "Assassinos da Liberdade". 

Terra Magazine - Em colapso administrativo, o Esporte Clube Bahia perdeu em casa para o Duque de Caxias e agora corre o risco de voltar para a Terceira Divisão. Filho do primeiro goleiro do clube e torcedor extremado do tricolor baiano, como o senhor analisa a derrocada do Bahia?


João Carlos Teixeira Gomes - É preciso notar, em primeiro lugar, que o Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia. Basta que se dimensione a grandeza da torcida de um clube que, por si só, é capaz de encher um estádio das dimensões da Fonte Nova, como ficou patente para todo o Brasil, mais uma vez, no episódio da queda da arquibancada da Fonte Nova em 2007 (no jogo contra o Vila Nova). Ora, diante de um fenômeno dessa envergadura, é inconcebível que sucessivas diretorias incompetentes, notoriamente vinculadas aos interesses e às ambições do senhor Paulo Maracajá (ex-presidente do clube e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios), venham levando em progressão ininterrupta um clube dessa força popular à completa desmoralização e à decepção profunda da sua torcida. O sofrimento hoje da grande massa que se identifica com o Bahia, pelas cores do clube e pelas suas tradições de vitórias, inclusive com dois campeonatos brasileiros, no rol de suas conquistas, é um fato que transcende a esfera puramente esportiva para se transformar num verdadeiro trauma da sociedade baiana.

O senhor fala em "trauma da sociedade baiana" e isso me leva a perguntar se a decadência do tricolor não está vinculada à própria mediocridade cultural e econômica da Bahia, que vive uma estagnação cultural profunda?


Não vejo não. Vejo no plano esportivo. Como jornalista, mais do que como torcedor, vejo a decadência do Bahia como consequência de uma espantosa incapacidade administrativa, que foi acentuada a partir dos 7 x 0 que o clube tomou na Fonte Nova em jogo contra o Cruzeiro, na gestão de Marcelo Guimarães, o pai (em 2003). Dali começou o Bahia a despencar para as divisões inferiores, sem capacidade de organizar sequer um time de futebol que mantivesse ao menos as tradições locais, de conquistas de campeonatos na Bahia.

O atual presidente do clube, que contou com muitas simpatias políticas, é filho do ex-presidente Marcelo Guimarães, que foi preso numa operação da Polícia Federal, a Jaleco Branco. A crise se origina também dessa incapacidade de se renovar?


Exatamente. Não tem havido renovação. A incapacidade de renovação administrativa se deve à permanência do grupo que, sob a chefia hoje dissimulada de Paulo Maracajá, incluiu depois uma figura sem a menor tradição no clube que foi o senhor Petrônio Barradas, sequenciando a desastrosa gestão do ex-deputado estadual Marcelo Guimarães e hoje continuada por seu filho. São notoriamente pessoas absolutamente incompetentes para soerguer um clube que vem sofrendo uma desmoralização continuada e intolerável para sua imensa torcida. Basta vermos que as sucessivas diretorias incompetentes, dentro dessa linha de continuísmo, não foram sequer capazes de fazer do Bahia uma equipe de competência média para disputar os torneios locais e nacionais. Há um dispêndio enorme de contratações de jogadores sem condições de vestir a camisa do Bahia, distanciados das tradições do clube, técnicos improvisados e, sobretudo, dispersando os recursos imensos que o clube angaria pela fidelidade da sua torcida. Medianamente administrado, com políticas realísticas em relação ao novo estágio do futebol brasileiro, o Bahia seria um clube auto-suficiente e com um substancial patrimônio físico.

E, no entanto...


Não tem nem mais acomodações dignas para seus jogadores, vai perdendo progressivamente o pequeno patrimônio que construiu ao longo dos anos, sem direito a nunca ter tido um grandioso estádio que suas tradições impunham. O conjunto desses fatos aponta para o absoluto despreparo da camarilha que ao longo de todos esses anos vem desgovernando o Esporte Clube Bahia, tendo chegado ao cúmulo de contratar um ex-dirigente do Esporte Clube Vitória (Paulo Carneiro), já expulso das fileiras do clube rival para comandar o setor de futebol do Bahia. Esqueceram-se de que esse mesmo dirigente, quando presidente do Vitória, humilhava a diretoria do Bahia nos jogos do estádio Barradão, não mencionando no letreiro sequer o nome do Bahia, que era simplesmente "o visitante".

Paulo Carneiro, que agora foi defenestrado também do Bahia, afirmou que o tricolor tinha uma torcida de "suburbanos".


(risos) Essa eu não sabia! Ele punha "visitante" no letreiro...

Apesar da crise evidente, há uma movimentação de velhos opositores para aderir ao grupo de Marcelo Guimarães Filho. Alguns eram até raivosos. Como definir esse ensaio de adesão?


Uma coisa espantosa! Essa aproximação é uma coisa espantosa e infunde a desesperança entre a sofrida torcida do Bahia. Creio mesmo que, ao lado dos interesses permanentes de retorno do senhor Paulo Maracajá, apostando no caos para aparecer como salvador da pátria, está a ausência de uma oposição unida e capaz de trabalhar contra a atual diretoria para o soerguimento do clube. É um dos fatores que respondem pela permanência de longo tempo dos coveiros, porque não há uma proposta concreta de reação capaz de empolgar a torcida e levá-la outra vez para as ruas como em 2006. O torcedor do Bahia é hoje um desesperançado.

Você aceitaria ver um jogo do Bahia?


Para mim, ver o Bahia jogar sempre foi uma alegria imensa, pois me acostumei desde criança a ver o uniforme glorioso que meu pai vestiu como goleiro e fundador. Mas eu sou, sobretudo, amante do bom futebol, do futebol bem jogado, e os times que essas sucessivas diretorias incompetentes têm organizado nos últimos anos é de uma mediocridade de campos de interior atrasado.

Como se diz na Bahia, times pra "um baba"?


De babas, ou para o público do Sul do País, de peladeiros desastrosos.

Houve passeata de torcedores, protestos, mas há apenas, neste momento, uma apatia, um desalento. Qual o último recurso dos torcedores?


Uma boa pergunta. Em 1823, os baianos se uniram para expulsar os portugueses recalcitrantes, que permaneciam em Salvador e tentavam desunir o País. Que a torcida do Bahia incorpore o espírito revolucionário dos baianos do 2 de Julho e se una nas ruas, nas praças, pressionando nas rádios, na internet e nos jornais, os incompetentes que afundam um clube glorioso, para estabelecer a grande e definitiva reação, pois o Bahia hoje depende, exclusivamente, do amor e do poder da sua torcida, porque da sua diretoria há longo tempo só tem encontrado traição. Pois é isso exatamente o que são os diretores, a partir de Marcelo Guimarães pai e filho, Petrônio Barradas e todos os demais maracajistas (seguidores de Paulo Maracajá): traidores das glórias e de toda a rica trajetória do Esporte Clube Bahia.

Por Juca Kfouri às 10h24

Lição de cidadania

Enquanto alguns babam ovo e vêem bairrismo, ou espírito de porco, onde há apenas preocupação em fazer bom jornalismo, eis que a seção de cartas do carioquíssima "Globo" de ontem traz uma lição de cidadania.

As únicas três cartas que se referem a Olimpíada-2016 são exemplares, todas elas da Cidade Maravilhosa.

A leitora Nemoara M.M.Silva, diz: "Alô, governantes. Não façam das Olimpíadas em terras cariocas uma farra do boi. Nossa esperança é a de que a imprensa fique atenta. O Rio merece".

Já o leitor José Luiz de Jesus Salgado diz: "Num país onde existem corrupção e graves denúncias envolvendo pessoas e instituições públicas, esperamos que o planejamento e o trato com a coisa pública na Olimpíada de 2016 sejam feitos com transparência e seriedade, sem interesses escusos, para que estes não superem a vontade de sediar uma Olimpíada e o efetivo amor pelo esporte".

Finalmente, Elson de Azevedo Burity escreve: "No Pan de dois anos atrás prometeram urbanizar o bairro do Méier, do Engenho de Dentro e adjacências. O resultado pífio é aquilo que se vê até hoje: nada. Na Vila Olímpica, após serem vendidos todos os imóveis, cerca de 90% deles permanecem desocupados por falta de documentos da prefeitura. E o metrô ligando a Zona Sul à Barra da Tijuca? Vislumbra-se uma farra futura de corrupção, nepotismo e irresponsabilidade com o erário público".

São leitores dando exemplo a jornalistas, alguns que nem cariocas são, que só fazem babação.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 6 de outubro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h01

05/10/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h55

Paz

O Corinthians e o autor do "Louco por ti Corinthians" se acertaram e o caso foi retirado da Justiça.

É assim que se faz, pois a briga não fazia sentido.

Falta, agora, a direção alvinegra se desculpar formalmente pela grosseria que cometeu com o São Paulo em seu banquete de 99o. aniversário.

Por Juca Kfouri às 16h05

Mestre Arapuã

Morreu mestre Arapa, o Arapuã, Sérgio de Andrade, jornalista, publicitário, homem de sete instrumentos e, sobretudo, sensível e inteligente.

Tinha 81 anos e a melhor homenagem que posso prestar a ele você vê abaixo, numa entrevista feita na ESPN, coisa de dois anos atrás.

Por Juca Kfouri às 14h11

Luz na praia

O Santos tem um candidato para valer nas eleições de dezembro.

Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro resolveu ser candidato novamente, ele que, em 2003, recebeu 40% dos votos.

Ribeiro foi colega de escola de Luiz Gonzaga Belluzzo, tem 66 anos, e é considerado uma das maiores autoridades brasileiras em avaliação imobiliária, além de neto de um ex-presidente do Santos.

Marcelo Teixeira que recentemente, em entrevista à rádio Globo, garantiu que não sairá candidato, tem um oposiocionista respeitável pela frente, até porque ninguém acredita no que diz o eterno presidente santista.

Por Juca Kfouri às 13h43

O Inter acertou ao demitir Tite?

Sim, o Inter manteve Tite até o limite.

Acreditou piamente que tirá-lo não seria a solução.

Foi coerente até onde a coerência passaria a ser teimosia, compromisso com o erro.

E quem tem compromisso com o erro é, no mínimo, pouco inteligente.

O Inter, ao mudar, tenta aquela chacoalhada que às vezes acontece e que, quem sabe, pode catapultar o time outra vez.

Com Tite não daria mais.

Por Juca Kfouri às 12h17

Nada como vencer

Em nossa sondagem anterior, com cerca de 3700 respostas, apenas 26% votariam no Rio-2016.

Pois agora, com praticamente as mesmas 3700 respostas, 57% dizem estar felizes com a escolha.

Ainda bem!

Temos o dever do ceticismo na ánalise e do otimismo na ação, já ensinava o pensador italiano Antonio Gramsci.

Por Juca Kfouri às 12h13

04/10/2009

Uma rodada sensacional

Foram mais de três gols por partida, 33 em 10 jogos.

Mais de 25 mil pagantes em média (25.229), a maior média de todo o Brasileirão, superando os públicos médios da quarta e da 24a. rodadas, que foram de um pouco mais de 22 mil torcedores (22.194 e 22.521).

E a 27a. rodada foi ótima para o Galo, que viu as derrotas do Goiás e do Inter e assumiu o terceiro lugar, um ponto atrás do São Paulo, seis pontos atrás do Palmeiras.

Quatro visitantes ganharam, quatro anfitriões ganharam, houve dois empates, nenhum sem gols, ao contrário, um 2 a 2 e outro 3 a 3, ambos no sul, em Floripa e em Porto Alegre.

A luta para não cair se resume a Santo André, Botafogo, Náutico e Sport.

A luta para ser campeão parece estar apenas entre Palmeiras, São Paulo e Atlético Mineiro.

O melhor público da rodada foi também o maior da temporada, no Fla-Flu do Maracanã, com 78. 409 pagantes.

O pior foi o de Santo André, com apenas 1.710 testemunhas.

E ainda há quem pergunte o que eu tenho contra o Santo André.

O clube não tem nem torcida nem time.

Sem o Ramalhão, nesta rodada, a média de público teria sido de quase 28 mil torcedores por jogo.

Por Juca Kfouri às 21h12

Imperador decreta o fim do Flu

Foto:Márcia Feitosa

O Fluminense tinha uma pálida esperança: vencer o Flamengo e reagir.

No Maracanã lotado com cerca de 80 mil súditos, o Imperador Adriano tratou de aniquilá-la.

Depois de um primeiro tempo lá e cá, mas nem tão lá nem tão cá, o segundo tempo foi todo rubro-negro.

E com dois gols do Imperador, aos 6 e aos 18, a esmagadora maioria rubro-negra fez a festa na despedida do Fla-Flu: 2 a 0.

Despedida não só do Maracanã que fechará para mais uma reforma, agora a para a Copa do Mundo de 2014 -- depois, certamente, haverá mais uma para a Olimpíada-2016.

Mas, sem dúvida, também do Campeonato Brasileiro, porque em 2010 não haverá Fla-Flu na Série A.

Já Adriano, artilheiro do Brasileirão com 15 gols, cada dia mais se aproxima da Copa do Mundo da África do Sul.

E o Flamengo já está a apenas quatro pontos do G4.

Enquanto o Fla despachava o Flu, o Coritiba enterrava o sonho do tetra de um acovardado Inter que, mais uma vez, decepcionou, agora no Couto Pereira, com mais de 22 mil pagantes.

Marcos Aurélio, aos 30 do segundo tempo, começou a justa vitória coxa, prêmio a quem mais buscou o resultado, para se livrar de vez do risco de rebaixamento, coisa que o grupo paranaense não merece mesmo.

Ney Franco quis vencer e conseguiu ao botar Marcos Aurélio, aos 27, no lugar de Pedro Ken.

Aí, no fim, Tiago Gentil fez 2 a 0, com toda justiça, em bola que ainda desviou em Índio.

Na Ressacada, em jogo que não vi, Avaí e Cruzeiro empataram 2 a 2.

Leonardo Silva, aos 42 do primeiro tempo, abriu o placar para os mineiros.

Léo Gago empatou aos 8 do segundo tempo,  Fabrício, de cabeça, aos 15, desempatou e, aos 46, Cristian empatou de novo. 

 

Por Juca Kfouri às 20h25

Quem segura o Verdão?

O primeiro tempo de Santos e Palmeiras foi equilibrado numa Vila Belmiro mais vazia do que cheia, com apenas 10.402 pagantes.

Os donos da casa foram melhores no começo e os visitantes melhores no fim.

Mas digno de nota mesmo, só duas substituições forçadas no Santos, aos 16 e 30 minutos, devido às lesões em Fabão e George Lucas, substituídos, por Astorga e Luizinho.

O Santos voltou mais perigoso no segundo tempo e construiu seu gol com a finalização de Luizinho, logo aos 9 minutos.

Foi como mexer num vespeiro.

O Palmeiras que estava meio quieto, como a própria Vila Belmiro, acordo e foi à luta.

Muricy Ramalho trocou Obina por Robert, aos 14, e deu certo bem rapidamente.

Diego Souza empatou de cabeça, aos 18, depois de cruzamento de Figueroa.

O líder do campeonato, por sinal, tem num colombiano, Armero, e num chileno, Figueroa, duas belas armas hoje, dois belos alas, alas abertos da América Latina.

Aos 27, foi a vez de Robert virar o resultado, depois que novo cruzamento de Figueroa foi desviado por Vágner Love para Diego Souza que bateu cruzado. Robert se atirou e empurrou para o gol.

O mesmo Robert que, quatro minutos depois, recebeu de Cleiton Xavier, enfiou entre as pernas do goleiro Felipe e a bola sobre para Love ampliar: 3 a 1.

O Verdão se garantiu por mais uma rodada como líder e cada vez mais tem apenas o São Paulo como rival.

Porque o Goiás fez o favor de ser goleado pelo Botafogo, no Serra Dourada, enfim, com bom público mesmo com chuva (22.989 pagantes), por 3 a 1, todos os gols no segundo tempo: Jóbson, aos 4, Victor Simões, aos 16 e André Lima, aos 20.

Amaral, aos 47, fez o dito gol de honra goiano.

Antes, aos 28, Harlei ainda pegou um pênalti, mal batido por Lúcio Flávio, no meio do gol.

Não vi a derrota do Goiás, só os gols, como não vi o imperdoável empate do Grêmio, diante de 19.174 pagantes no Olímpico, 3 a 3 com o valente Sport.

Também lá houve pênalti defendido pelo goleiro, pois Magrão evitou que Tcheco marcasse.

Jonas fez 1 a 0, Maxi Lopes fez 2 a 1 e 3 a 2, mas Vandinho, Paulinho e Fininho garantiram um empatão, que lamentei não ver. 

Por Juca Kfouri às 17h54

Aos que julgam os outros por si

 

A coluna acima foi escrita por este blogueiro, no diário "LANCE!", em 20 de março de 2002, quando Rio e São Paulo disputavam a indicação brasileira para sediar a Olimpíada de 2012.

Por Juca Kfouri às 14h23

Na 'Folha' deste domingo

JUCA KFOURI

Uma chance de ouro


Sediar uma Copa do Mundo de futebol e os Jogos Olímpicos pode fazer do Brasil o país do século 21


PRIMEIRO é preciso dizer que a escolha do Rio para sediar a Olimpíada de 2016 foi fruto de um trabalho brilhante.

Pura ficção, mas brilhante.

Quem viu o Pan-2007 não tem por que acreditar em nenhuma das promessas feitas e sabe que aquela cidade maravilhosa que os filmes mostraram não existe.

É claro, porém, que pode existir.

Bastará gastar o que está previsto, de fato, nela.

Em segundo lugar, é preciso dizer com todas as letras e sem nenhuma ironia que nunca, jamais, o Brasil teve um presidente da República como Luiz Inácio Lula da Silva. Nunca, jamais e em tempo algum.

Nenhum governo antes tirou tantos milhões de brasileiros da linha de pobreza, diferença maior dele em relação a todos os seus antecessores.
Porque, de fato, um presidente preocupado com os excluídos, coisa que os outros só conheceram na teoria, enquanto Lula foi um deles, na prática.

Leia mais em:

http://edicaodigital.folha.com.br/home.asp

Ou, se for assinante do UOL ou da Folha de S.Paulo, em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk0410200907.htm  

Por Juca Kfouri às 03h20

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico