Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

07/11/2009

Cruzeiro vira, Náutico e Sport agonizam

Por chavão que seja, o óbvio é inescapável: o Cruzeiro fez com o Sport, na Ilha do Retiro (11.458 pagantes), aquilo que o Fluminense fez com ele, no Mineirão.

Verdade que dadas as pretensões cruzeirenses, deveria ter vencido os dois da ZR.

Mas, dos males, o menor: garantiu três pontos e pode entrar no G4 amanhã caso o Galo (que ironia!) derrote o Flamengo.

O Sport fez 2 a 0 (Wilson aos 12 e aos 16), o Cruzeiro diminuiu ainda no primeiro (Thiago Ribeiro, aos 20), empatou no começo do segundo (Leonardo Silva, aos 7), ficou com um jogador a mais e Guerrón , aos 20, entrou em campo para fazer o gol da vitória: 3 a 2.

Se o Sport saiu ganhando de 2 a 0 deixou acontecer a virada, no Pacaembu (11.304 pagantes), quem saiu ganhando de 2 a 0 (Kléber Pereira, de pênalti, aos 30 do primeiro tempo e Neymar, aos 15 e aos 44, do segundo) foi o Santos.

O Náutico diminuiu, com Ailton, também de pênalti, aos 23, e quase empatou por três vezes, além de ter sido prejudicado no fim com a marcação de um impedimento criminoso, exatamente antes do terceiro gol santista: 3 a 1.

Os dois pênaltis foram daqueles que o Sindicato Anti-pênaltis jamais marcaria, mas este blogueiro, do Sindicato Pró-pênaltis, marcaria.

Mas a grande novidade da história do Santos neste sábado veio, para variar, do professor (de história, de história)  Vanderlei Luxemburgo.

Que mandou constar em sua folha corrida, em resposta às críticas da oposição santista feitas a ele como gestor, que foi ele quem valorizou ninguém mais ninguém menos que...Robinho.

Emerson Leão rugiu de ódio, esteja onde estiver.

Este blogueiro ri e dá mais uma vez graças por ele não gostar dele, sniff, sniff...

O futebol pernambucano, e isso sim é sério, verdadeiro e triste, deve perder seus dois representantes.

Pior: o nordeste deve perder dois de seus três representantes.

Resta torcer pelo Ceará, que faz bela campanha na Série B, em segundo lugar.

E, no Barradão (7.958), com gol de William, aos 33 do segundo tempo, o Avaí derrotou o Vitória por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 20h27

'O Vasco pagou sua dívida'

POR MILTON COELHO DA GRAÇA*

Parte do meu sofrimento acabou, porque vivi este ano na segunda divisão não só com o Vasco, mas, também, com a Império Serrano.

Sei que ainda vou ganhar mais um pirulito, com o título da Série B.

Mas o mais importante nem é isso.

O meu Vasco, símbolo de democracia, palco do que já houve de melhor no esporte brasileiro, tinha uma dívida com o país, ao ter inventado a figura de Eurico Miranda.

Pois nós voltamos sem ele.

E não precisamos dele para nada.

O Vasco volta a se encontrar consigo mesmo e com sua dívida paga.

*Milton Coelho da Graça, 79 anos, é vascaíno e, como jornalista, ocupou os cargos mais importantes de algumas das maiores empresas de comunicação do país, além de ter sido preso pela ditadura por fazer dois jornais clandestinos só com notícias censuradas. Quando houve o golpe de 1964 foi preso e torturado no Recife, perdendo todos os dentes. Seu maior pecado foi ter sido um dos principais responsáveis por este blogueiro ter optado pelo jornalismo. É também uma das pessoas por quem este blogueiro tem mais carinho.

Nota do blog: Como se sabe, com 81.904 torcedores no Maracanã, o Vasco ganhou do Juventude por 2 a 1 e voltou ao seu lugar.

Adriano fez o primeiro gol vascaíno no primeiro tempo, aproveitando-se de um autêntico serviço de Elton, com a mão direita, e Carlos Alberto, de pênalti, desempatou.

Por Juca Kfouri às 18h31

Vascoooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!

Quero tanto ver o Vasco de novo em seu lugar, coisa que acontecerá hoje, ou amanhã, ou depois, que não custa alertar, até como para isolar:

o clima de festa antecipada não ajuda.

O Juventude já estragou a vida do Botafogo no Maracanã, exatos 10 anos atrás, numa final de Copa do Brasil.

O 0 a 0 deu o título ao time gaúcho.

Hoje, com empate, o Vasco não sobe.

Todo cuidado é pouco.

Por Juca Kfouri às 14h39

06/11/2009

Mais um gol de Unzelte

O jornalista Celso Unzelte lança mais um livro nesta terça-feira, no Shopping Higienópolis, em São Paulo, às 19h30, na Livraria Saraiva.

Desta vez, obrigatório para quem quiser ser jornalista esportivo ou entender que bicho é este, o jornalismo esportivo.

"Jornalismo Esportivo. Relatos de uma paixão", mostra o que deve ser este ofício, ao relatar a própria história do autor.

Abaixo, um capítulo de Unzelte, muito bem resolvido, para variar:

"Jornalismo versus Publicidade 

  Encerramos este capítulo sobre ética com uma discussão sobre os jornalistas esportivos que fazem merchandising (publicidade inserida na programação) ou mesmo a própria publicidade de produtos. Essa prática costuma se dar nas chamadas mesas-redondas da TV aberta. Para isso, de maneira jornalística, apresentaremos a seguir os sete principais argumentos de cada um dos lados dessa história. Depois, definiremos qual é o nosso lado. E, por fim, deixaremos que você, jovem jornalista que começa na profissão e sonha em trabalhar com esporte, escolha o seu caminho.

  Aqueles que são contra a mistura de propaganda com jornalismo (não só o esportivo) argumentam que:

1)      A ligação com o merchandising fere o que um jornalista tem de mais precioso, sua independência e credibilidade.

2)      Jornalismo esportivo é área especializada, e, portanto, o jornalista não pode acumular essa função com outras incompatíveis, como a de assessor de imprensa, empresário ou garoto-propaganda. No caso de desejar exercer alguma dessas outras funções, terá, antes de tudo, que deixar de ser jornalista.

3)      O jornalista que faz publicidade está cultivando uma relação perigosa e antiética, pois, ao fazer propaganda de determinado produto, como poderá apurar de forma imparcial um fato que envolva alguém ligado àquele mesmo produto? No meio esportivo, no qual tantos dirigentes são também empresários, essa situação é recorrente.

4)      O patrão do jornalista é o leitor, ouvinte ou telespectador, não o anunciante.

5)       Quanto mais merchandising houver, mais a informação fica em segundo plano.

6)       Vantagens conseguidas com a prática do merchandising, como hospedagens e jantares em troca de pequenas inserções durante a programação, principalmente no rádio e na TV, constituem o famoso “jabaculê” (também chamado de “jabá”) e destroem a credibilidade do jornalista.

7)      Pelos mesmos motivos expostos anteriormente, o merchandising é aceitável em programas de entretenimento, mas não nos programas em que a informação é o foco.

  Publicidade e jornalismo convivendo juntos no merchandising? Por que não?, perguntariam aqueles que são a favor, e que apresentam os seguintes argumentos:

1)      Jornalistas esportivos sempre leram textos publicitários durante as coberturas de futebol. Faz parte da atividade.

2)      Programas esportivos são também entretenimento, não apenas informação, e por isso podem comportar, sim, o merchandising.

3)      Os anunciantes que procuram esses programas são empresas sérias e profissionais, e os escolhem por visualizar neles a credibilidade necessária para o merchandising.

4)      Se o produto que anunciam não for bom, ele, pelo fato de serem as estrelas das mensagens publicitárias, não têm nada a ver com isso, pois não têm acesso à vida íntima e fiscal das empresas que anunciam.

5)      Quem é contra o merchandising no jornalismo esportivo é invejoso, pseudojornalista ou patrulheiro fracassado. Cada um age como quiser e o julgamento deve ser do público, do mercado, dos veículos de comunicação, do torcedor, do ouvinte, do telespectador, dos clientes patrocinadores e das agências de publicidade contratantes.

6)      O espaço que o merchandising está ganhando na mídia mundial deve-se à desvalorização do intervalo comercial tradicional. Trata-se de um processo irreversível.

7)      Os empregos, principalmente dos jornalistas, são alavancados pelos recursos obtidos com o mercado publicitário. Portanto, se o jornalismo tem vergonha da publicidade, que viva sem ela.

Eu fecho, de longe, com os primeiros: sou absolutamente contra a presença do merchandising em programas não só esportivos, como de informação em geral. E você, futuro jornalista esportivo? De que lado ficará? "

Por Juca Kfouri às 23h42

Flu é o mais votado

Mais de 1500 opiniões.

58% delas apontando o Fluminense.

33% cravando Palmeiras.

Sei não, sei não...

Por Juca Kfouri às 22h21

Oposição santista repudia Luxemburgo

NOTA DE REPÚDIO 

A chapa "O Santos pode mais" vem a público repudiar as recentes declarações do treinador Vanderlei Luxemburgo da Silva sobre as eleições presidenciais do clube.

Função de treinador é treinar a equipe. E, convenhamos, há algum tempo Vanderlei Luxemburgo da Silva deixou suas tarefas em campo em segundo plano.

Vanderlei Luxemburgo da Silva recebe um dos maiores salários do futebol brasileiro para conquistar resultados. Títulos. Vitórias.

Hoje, infelizmente para a nação santista, Vanderlei Luxemburgo da Silva cumpre todas as funções possíveis dentro da Vila Belmiro. Às vezes é manager. Às vezes é político. Nesta semana, virou o cabo eleitoral mais bem pago do Brasil. Técnico, faz tempo que não é.

Lamentável que o atual presidente do clube terceirize para um funcionário o dever de discutir o futuro do Santos.

Lançamos a Vanderlei Luxemburgo da Silva um desafio público: comparemos as histórias de vida, os escândalos, as investigações em Comissões Parlamentares de Inquérito.

Neste quesito, devemos reconhecer, Vanderlei Luxemburgo da Silva é recordista e ganha de goleada. Tem a experiência que nosso grupo de fato não tem.

Por outro lado, a performance de Vanderlei Luxemburgo da Silva como empresário é de dar pena. Montou com um sócio paranaense uma casa noturna há uma década. Rapidamente o negócio afundou.

Há dois anos, lançou com pompas o "Instituto Wanderley Luxemburgo". O resultado é uma penca de alunos lesados, professores com salários atrasados e parceiros desmoralizados.

É este empresário que, se Marcelo Teixeira ganhar, vai comandar o fundo de investimentos que ninguém sabe de onde vem e para onde vai.

Nossos parceiros são notadamente homens de sucesso. Comandam mega-empresas. Nossos investidores têm CPF, RG e endereço fixo.

E, como homens inteligentes e de sucesso, jamais deixariam o dinheiro que virá para reerguer o Santos nas mãos de alguém como Vanderlei Luxemburgo da Silva, sem duvida um treinador com sucesso na carreira, mas um fracasso estrondoso como empreendedor. 

Luiz Roberto Serrano 

Presidente da Associação Resgate Santista 

Por Juca Kfouri às 15h35

Fala a verdade: não é maravilhoso?

Presidente Ricardo Teixeira é homenageado no IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal


Evento se encerra nesta sexta-feira, em Fortaleza 

(www.CBF.com.br) 06/11/2009 12h20 

Ao lado do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, o presidente da CBF e do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Ricardo Teixeira, foi um dos convidados do IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal, que acontece em Fortaleza desde o dia 3 de novembro, com encerramento nesta sexta-feira.

O presidente Ricardo Teixeira participou do último dia do Fórum de debates sobre a Segurança nos grandes eventos internacionais: Experiência nos Jogos Pan - Rio 2007 e a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas 2016, abordando as expectativas para a Copa de 2014.

Ainda sobre o tema dos esportes, Bernd Manthey, da Polícia Federal alemã, falou sobre "A experiência da Eurocopa"; o delegado da PF Valmir Lemos de Oliveira abordou o tema "Segurança pública nos grandes eventos" e o diretor geral da PF Luiz Eduardo Corrêa fechou o ciclo de palestras com "O Papel da PF nos grandes eventos".

Ao final do evento, o presidente Ricardo Teixeira recebeu o Troféu do IV Congresso Nacional de Delegados de Polícia Federal, por sua contribuição no debate sobre as expectativas para a Copa de 2014, entregue pelo presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Sandro Torres Avelar.

http://www.youtube.com/adpftube?gl=BR&user=adpftube#p/u/0/r_IBZaCRY4U

Por Juca Kfouri às 15h05

O que vai dar na rodada de fim de semana do Brasileirão

Nos três jogos do sábado, dois interessam pela luta para não cair e por chegar à Libertadores:

no Pacaembu, o fantasma do rebaixamento para Santos e Náutico, muito mais para o Timbu que para o Peixe;

na Ilha do Retiro, o agonizante Sport recebe o ainda esperançoso Cruzeiro.

E, no Barradão, um jogo de dois bons times: Vitória e Avaí.

No domingo tem muito mais.

Tem mais seis partidas.

Corinthians e Santo André vale pouco para o preguiçoso alvinegro e vale muito para o ameaçado Ramalhão.

Grêmio Barueri e Inter vale mesmo para o Colorado, com a cabeça na Libertadores.

Atlético Paranaense e Goiás tem ar de fim de festa.

Botafogo e Coritiba, não, pelo menos para o dono da casa no Engenhão.

Mas dois jogos são de arrepiar, ambos com casa cheia:

Maracanã lotado para ver o Fluminense dar mais um passo em direção ao improvável e ver o Palmeiras na busca do título depois de 15 anos.

E Mineirão lotado para Galo e Flamengo, com a cara dos anos 80.

Palpites?

Mas é claro!

Mas só no domingo à noite...

Por Juca Kfouri às 00h23

05/11/2009

São Paulo na frente

Acabo de aprender que a caixa da enquete do blog comporta, no máximo, 10.500 indicações.

Dessas, 33% indicam o São Paulo como campeão de 2009.

Mas 32% apostam no Galo.

O Flamengo tem 19%.

E o líder Palmeiras apenas 16%.

Conclusão?

Os palmeirenses não gostam deste blog...

Para tristeza do blogueiro.

Por Juca Kfouri às 23h51

Fred resolveu

Fred resolveu fazer agora quase tudo que não pôde quando o Flu o contratou.

E pôs o tricolor na semifinal da Copa Sul-Americana, contra o mesmo Cerro Porteño que eliminou o Botafogo.

Claro que ganhar a Copa e cair no Brasileirão não é solução para nada.

Mas, ganhar a Copa e ficar na Primeira Divisão salva o ano do Fluminense.

E Fred, autor do gol, aos 15 do segundo tempo, contra a Universidade do Chile, em Santiago, agora há pouco, parece disposto a isso.

O Palmeiras que se cuide, porque, no domingo, o Maracanã estará verde sim, mas, muito grená e branco.

Por Juca Kfouri às 23h43

Só Palmeiras e Galo

Agora, só Palmeiras e Atlético Mineiro dependem de seus resultados para chegar ao título.

Por Juca Kfouri às 13h23

Desmentidos

Rodapé de minha coluna de hoje, na Folha de S.Paulo:

Aécio Neves e sua namorada negam que tenha havido um incidente entre eles numa festa da Calvin Klein, no Rio, no domingo retrasado.

É possível mesmo que não tenha havido.

A nota que dei em meu blog, no UOL, no domingo passado, uma semana portanto depois da tal festa, diz claramente que ele deu um tapa e um empurrão em sua acompanhante.

Repito: acompanhante.

A fonte que ouvi, testemunha do incidente, disse com todas as letras:

"Ele deu um tapa, um empurrão, ela caiu e depois cada um foi para um canto, diante de constrangimento geral."

Então, perguntei: "Era a namorada dele?".

E a fonte respondeu:

"Isso não sei, porque não a conheço. Era uma loira bonita e que estava inconveniente".

O fato grave, é claro, permanece: a agressão.

Por Juca Kfouri às 12h14

Adiós, grande Sorín!

Não vi a eliminação do Botafogo da Copa Sul-Americana, 3 a 1 para o Cerro Porteño, no Engenhão, 5 a 2 no placar agregado.

Ainda bem que não vi.

Mas lamento não ter visto a festa do Mineirão com mais de 42 mil torcedores para o adiós a Juan Pablo Sorín, um ídolo tão sensível que um dia foi capaz de escrever a carta abaixo para os torcedores do seu Cruzeiro.

"Há quatro meses conquistamos a Copa Sul Minas.

Há quatro meses fui embora do Cruzeiro

O texto abaixo escrevi para mim, porém, senti a necessidade de compartilhá-lo com vocês.

Simplesmente para que saibam a importância que tudo isso tem na minha vida.

Simplesmente para seguirmos juntos, apesar da distancia.

Hoje, estréio em meu novo time.

São muitas as expectativas e as vontades de sempre, mas esperando um dia retornar a minha segunda casa.

15:58 hs – Banderas en tu corazón (Bandeiras no teu coração).

Setenta e cinco mil caras esperando ver o Cruzeiro campeão.

Saímos rodeados de mascotes e crianças, que nos acompanham sempre com um sorriso.

Pegamos forte e corremos para o gramado.

Uma olhada rápida, mãos para o alto e as primeiras emoções.

Não é comum e é até anormal muitas camisas argentinas, celestes e brancas, no Brasil todas sentimentalmente distinguíveis.

Chegam as placas de homenagem.

Primeiro, do presidente.

Depois, da Máfia Azul e logo uma camisa inesquecível com o meia dúzia nas costas, assinada por todos os funcionários do clube.

A melhor homenagem, da cozinheira ao roupeiro, os encarregados da limpeza, até meus colegas, médicos, técnicos...

Vale ouro! Vale mais suor, ainda!

Sorteio a moeda da Fifa.

Deu branco e ganhei.

No segundo tempo, atacaremos junto ao grosso da nossa torcida.

Antes de começar toca o hino brasileiro.

Todos cantam e eu não. Procuro minha companheira e concentro-me em silêncio.

Observo a torcida e na arquibancada há uma bandeira argentina.

Que orgulho! Não posso acreditar. Onde estão meus amigos do bairro para contar-lhes?

Jogam balões para os céus com meu rosto estampado numa bandeira vertical.

É minha despedida, a parte da final. Contenho as lágrimas, soa o apito.


16h20 - Sarando as feridas


Meu Deus! Um choque forte, toco a sobrancelha.

Sangue. Puta que pariu! De novo?

Quarto corte na cabeça em dois anos e meio.

Queria jogar e o juiz reserva "canarinho" disse-me que não!

Quase pede minha substituição e disse-me que há muito sangue.

 Peço-lhe por favor. Hoje, não me deixes de fora, irmão!

Ele não entende bem, mas me permite entrar e lá vou eu como um "papai smurf".

Serão seis pontos no intervalo, 0 a 0, com uma bola na trave e um susto forte.

17h40 - Oh meu pai, eu sou Cruzeiro meu pai...


Tira a camisa! Tira a camisa!

Parece uma bola perdida, mas sei que o Ruy vai ganhá-la.

O "cabeção," meu amigo e parceiro de quarto, vai tocá-la por um lado e buscá-la pelo outro (fez uma gaúcha, berra o locutor).

Entra na área e só rola para trás.

Não sei o que faço aí, a não ser confiar nele.

 Não sei o que faço senão ir além do sonho da despedida e não há tempo para pensar.

Com três dedos e meio esquisitos de prima, com a sempre canhota bendita e a rede se mexe, é o mundo que explode, vem o delírio, a festa...

Não pode ser real. As cabecinhas que pulam descontroladas, a camisa voando na mão e um grito eterno, inesquecível, uma dança especial.

17h55 - Ah, eu tô maluco!


Bicampeão!

Faltam segundos e não existe sensação comparável como a de ser campeão.

Nos olhamos cúmplices com o Cris e rimos da conquista depois do esforço.

Somos irmãos, somos um punhado azul de raça inquebrantável, enquanto o pessoal na arquibancada baila, grita, goza e por fim estoura com o final.

Escuta-se um estrondo inconfundível.

Um abraço, dois, um milhão, a correria perdida, louca, entre pulos, festejos com cada companheiro, Toninho, Valdir, Tita e Bolinha, todos malucos.

De repente um cara me leva nas costas e damos a volta olímpica.

Não quero que isso termine e penso se pudesse parar o tempo nesse instante, mas não posso.

E aí, vou dando-me conta que também é o final para mim, que estou indo embora do meu time, da minha cidade, da minha gente.

Então, vem a enorme emoção e comemoro como sempre, desenfreado, sem limites, como se fosse a última vez.

Comemoro e cumprimento cada canto do maravilhoso Mineirão.

Despeço-me e quero abraçar a todos.

Quero que dêem a volta conosco, quero dizer-lhes que eles não sabem como necessitamos de todos aqui dentro.

Vejo as faixas e ainda não acredito.

Vejo os rostos de alegria e até hoje nada sai da minha mente.

Depois de tudo, a surpresa com a presença de minha mãe exatamente no Dia das Mães e é impossível não chorar. F

inalmente, recebo a Copa tão desejada.

É bonito ser capitão.

É grandioso ser capitão do Cruzeiro e ser campeão.

Levantamos a taça, desfrutamos e saímos a oferecer aos milhares que estavam por todas as partes até o cansaço.

Imagino Minas.

Imagino Belo Horizonte.

Tudo se acaba e não podia ser tão perfeito.

Será que sonhei?

Nem um sonho seria tão incrível.

Estou partindo e pensando se algum outro dia serei tão feliz!"

Juan Pablo Sorín

Em tempo: na festa, o Cruzeiro ganhou do Argentinos Junior, por 2 a 1.

Leia aqui:http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2009/11/04/ult5895u13791.jhtm  

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Por Juca Kfouri às 00h18

04/11/2009

Empate precioso. Mas...

O São Paulo tomou posse do jogo no Olímpico (11.870 pagantes) tão logo a bola rolou.

Diante de um Grêmio evidentemente abatido, o tricolor paulista jogou à vontade.

Mas sofreu um gol imperdoável, de Rafael Marques, de cabeça, sob o olhar complacente da zaga de Ricardo Gomes, aos 23.

O jogo era tão ao feitio dos visitantes, que não demorou nada para Dagoberto empatar, em bola que desviou em...Rafael Marques, aos 31.

Chances de gol mesmo, na batata, só essas.

Diferentemente do segundo tempo, quando o tricolor gaúcho deu uma acendida e exigiu duas defesas de Rogério Ceni, aos 12 e aos 13, pressão prontamente respondida e que fez Victor trabalhar, aos 21.

O Grêmio tinha voltado com Fábio Santos no lugar de Lúcio e o São Paulo, aos 18, trocou Washington por Borges.

Aos 24, Rogério Ceni fez milagre, ao defender uma cabeçada quase dentro do gol.

O São Paulo dava a sensação que desperdiçaria uma chance rara de ganhar três pontos valiosos e quebrar a invencibilidade de mais de um ano do Grêmio em sua casa.

Marlos substituiu Jorge Wagner e Perea entrou no lugar de Thiego.

Aos 30, pênalti burro não marcado de Jean em Fábio Santos.

O Grêmio já merecia estar na frente.

E, aos 32, por falar de burrice, Borges agrediu Túlio e foi corretamente expulso de campo.

O empate já seria ótimo para o São Paulo.

No minuto seguinte, foi a vez de Dagoberto levar cartão vermelho, também com justiça, autor de um carrinho criminoso.

O empate virou quase um troféu para o time paulista.

Herrera entrou no lugar de Túlio.

Gato contra o rato, no bom sentido, é claro. 

E com o Olímpico, enfim, ligadíssimo.

No mínimo, a invencibilidade em casa estava mantida, o que não é pouco, embora a Libertadores é que era o mínimo.

Aos 40, Souza, da entrada da área, mandou o segundo gol para fora, rente à trave.

Arouca saiu e entrou Hugo.

O jogo iria até os 49.

Quando, aos 48, Jean também foi bem expulso e o árbitro deu mais dois minutos de acréscimo, com razão.

O São Paulo lutava para ficar líder até domingo, ao menos, embora, no domingo, não só esteja ameaçado de ficar dois pontos atrás do Palmeiras como ficar atrás também do Galo, pelo número de vitórias.

Mas entre mortos e feridos salvaram-se todos.

Por Juca Kfouri às 23h48

O Grêmio pode ser o fiel da balança no Brasileirão. Ou não

Dos cinco jogos que faltam para o Grêmio, quatro são contra times que têm por que lutar neste Brasileirão.

O contra o São Paulo, nesta quarta-feira, no Olímpico, é o primeiro deles.

Depois tem o Cruzeiro, no Mineirão, o Palmeiras outra vez no Olímpico e o Flamengo, na última rodada, no Maracanã.

O tricolor gaúcho pode ser o fiel da balança e, se bem sucedido, pode até ainda ganhar uma vaga na Libertadores.

Mas o clima não só não é de ânimo como é de desânimo, de fim de feira.

Até Paulo Autuori anunciou que o Catar novamente o espera.

Souza fez críticas ao grupo, Jonas falou da fragilidade do elenco e o capitão Tcheco está indo embora.

O estádio deve receber pouca gente nesta noite e gente mais disposta a vaiar do que a apoiar, embora o Grêmio, tenha, ao menos, uma impressionante invencibilidade em casa para defender.

Tudo isso conspira a favor do tricolor paulista, que deverá jogar em Porto Alegre com a faca entre os dentes e disposto a obter a proeza de ser o primeiro a derrotar o anfitrião, para se fortalecer ainda mais psicologicamente na reta final.

Ou será que na hora agá valerá mais a máxima gaúcha de que não está morto quem peleia?

Por Juca Kfouri às 00h02

03/11/2009

O Brasil é um Fla-Flu

Autor desconhecido

Nada mais no Brasil parece ser avaliado sem a busca de segundos interesses.

Difícil dizer se as pessoas em geral julgam as demais pelo que elas são ou se, de fato, não há mais clima nem para uma informação.

Bem apurada e desinteressada, aqui mais uma vez reiterada, vinda de alguém que de política não entende e nem quer entender nada, apenas estava numa festa descolada.

Ah, mas se prejudica A é coisa de S.

Ou do PT.

Brilhantes, sagazes, Maquiavel teria inveja de analistas tão sofisticados.

Mas o cara vive criticando o PT, virou um fracassomaníaco (termo de FHC para criticar os petistas, mas recentemente adotado por alguns deles), ficou contra até o Rio-2016, argumenta outro.

Então é coisa de S mesmo.

E, aí, por mais que o cara tenha revelado que votou no Lula contra o Serra e anulado o voto, já desanimado, quando o páreo ficou entre Lula e Alckmin, é preciso achar um rótulo.

Então, fica engraçado.

Os que se julgam de esquerda passam a, taticamente (Lênin?), defender Aécios.

E a direita chic defende mesmo, no clube dos cafajestes tuiteiros, por exemplo, porque amigo é pra essas coisas.

Uma certa esquerda recente que apareceu na imprensa, diga-se, que calou durante a ditadura brasileira, mas que hoje, de má consciência e sem correr riscos, se faz de corajosa.

Já a elite branca, o termo é do insuspeito Cláudio Lembo, não entende por que o Brasil tem um inculto na presidência, a Bolívia tem um índio, a Venezuela um caudilho, o Paraguai um padre pedófilo, o Uruguai está em vias de ter um ex-guerrilheiro Tupamaro e por aí afora, tudo gente incapaz de se comportar bem numa festa chic, que gospe no chão e palita os dentes.

Não entende que foi ela quem, depois de mais de 500 anos de dominação e exploração, não conseguiu mais manter tampado o que queria explodir.

E explodiu.

Agora, aguenta.

Corre, blinda, vira gueto, se horroriza e mente, desqualifica, tenta sobreviver com seus privilégios nas Daslus da vida e suas lavagens de dinheiro, porque é isso, dinheiro é o critério do sucesso, seja como for.

Perfumados, engomados, mas cada vez mais amedrontados, embora chegados a um brilho aqui ou ali porque ninguém é de ferro.

E, ora bolas, desde quando uma bolacha na moça descontrolada é notícia, né não?

Notícia legal é a plantada, na praia, porque o amor é lindo e tudo perdoa, me bate que eu gamo.

E me engana que eu gosto.

Minas está onde sempre esteve e nada a moverá.

O Brasil nem tanto, se move, ao menos, o que não é pouco, incluindo excluídos que, segundo FHC, jamais poderiam sê-lo, infelizmente haveriam de morrer à míngua.

Mas, que diacho, não é que os que acabaram de chegar se deram conta que o cheiro de um Dior é muito mais agradável que o da graxa.

Engraxemo-nos, todos, pois, com Dior, é claro.

E, aí, quem, decepcionado, critica, denuncia, fiscaliza, é derrotista, moralista, até paulista, se a crítica for ao mau momento do Fluminense.

Seria tudo muito divertido, não fosse medíocre.

E pusilânime, dos dois lados.

Que, por sinal, se merecem.

Por Juca Kfouri às 00h41

02/11/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 20h36

Trança machuca?

Foto:Robson Ventura/Folha Imagem

A bela foto da primeira página da 'Folha de S.Paulo' de hoje sugere uma questão: não poderiam as tranças de Vagner Love machucar o olho dos que estão no mesmo lance que ele?

É o que pergunta o leitor Edu Oliveira, de Uberlândia (MG), ao dizer que normalmente há peças de plástico nas tranças.

Por Juca Kfouri às 10h45

Passo a passo

Palmeiras e São Paulo dependem apenas de seus próprios resultados para chegar ao título.

Mas o tricolor precisa tirar três gols do saldo que favorece o alviverde.

Aparentemente sua tarefa nos cinco jogos restantes é menos difícil, embora este Brasileirão venha desmoralizando tais teorias.

Ou alguém diria que o Santo André venceria o Palmeiras, o Grêmio Barueri ganharia do Flamengo e o Fluminense derrotaria o Cruzeiro?

Palmeiras e São Paulo jogarão três vezes fora e duas dentro de casa.

A começar pela próxima rodada, quando o Palmeiras pega o redivivo Fluminense no Maracanã e o São Paulo vai ao Olímpico enfrentar o Grêmio, único time ainda invicto em seu estádio.

Mas o Palmeiras também irá jogar com o Grêmio no Olímpico.

Aliás, Palmeiras e São Paulo terão três adversários comuns: Grêmio, Sport, no Palestra e no Morumbi, e Botafogo, ambos no Engenhão.

Ao Palmeiras restará ainda o Galo, no Palestra, e ao São Paulo o Vitória, no Morumbi, e o Goiás, no Serra Dourada.

Lembremos: ambos têm 58 pontos, 16 vitórias, 10 empates, sete derrotas.

Nos dois confrontos entre ambos, dois 0 a 0, no Palestra e no Morumbi.

O Palmeiras marcou 52 gols e sofreu 37.

O São Paulo marcou 46 e sofreu 34.

O saldo palmeirense é de 15 e o são-paulino é de 12.

O alviverde recebeu oito cartões vermelhos.

O tricolor, 10.

Nos amarelos a única vantagem do São Paulo: 80 a 99.

Por Juca Kfouri às 07h27

01/11/2009

De Paulo Mendes Campos

O título é "Vai da valsa" e tem uma justificativa, dada pelo próprio autor:

"Versos ingênuos, mas sinceros, que um jogador envia, por nosso intermédio, aos dirigentes de futebol que obrigam os profissionais a disputar as partidas mais sérias do campeonato num calor selvagem".

Domingo,
no jogo,
que cansa,
na dança,
do fogo,
ficaste
de longe,
bebendo
gelado,
sorvendo
sorvete,
jogado
no tapete
moderno,
defronte
a tele
visão;
mas eu
no inferno,
na chama
da grama,
o craque,
basbaque,
driblava,
suava,
corria,
sofria,
mais que
um cão.

Quem dera
que sintas
as dores,
calores
que nunca
sentiste!
Quem dera
que sintas!
Não negues,
não mintas...
-- Fugiste!

Te digo
que luto,
que chuto,
que passo,
que faço,
que esbaldo
me esqueço
me escaldo;
te digo
que brigo
sem brisa,
sem bicho,
disputo
capricho
só por
amor;
mas queres
que finto,
requebre,
requinte,
me bata,
rebata,
que marque,
que volte,
que corte,
que chute,
dispute
com este
calor!?

Quem dera
que sintas
as dores,
calores,
que nunca
sentiste.
Quem dera
que sintas!
Não negues,
não mintas
--Fugiste!

Queria,
cartola,
te ver
sem tevê,
na chama.
na grama,
batendo
na bola,
correndo,
gemendo,
suando,
gritando,
de espanto
com tanto
calor!
Um só
minuto
que fosse,
se tanto,
queria
te ver!
Ah pobre
cartola,
rebola
no fogo
do jogo
da bola!
Eu juro
que logo
suado,
cansado,
gritavas
por tua
mamã:
quem dera
que jogues
fumando
charuto
só esse
minuto
no Maracanã!

 

Por Juca Kfouri às 22h19

Rodada desaconselhável para cardíacos

A 33a. rodada do Brasileirão foi de matar do coração, nos Aflitos, em Presidente Prudente, no Serra Dourada e no Mineirão.

Foi, também, a segunda com melhor média de público, só inferior a 27a.

Nada menos do que 25.055 pagantes por partida, contra 25.265 da 27a.

E os gols foram 27.

Nada menos que três 3 a 2, nos Aflitos, no Serra Dourada e no Mineirão.

Em Presidente Prudente, o Prudentão, viu o Palmeiras com 10 buscar um empate que o mantém na liderança.

Liderança ameaçada pelo São Paulo, pois ambos têm o mesmo número de pontos.

Significa dizer que Palmeiras e São Paulo dependem só de seus resultados, mas com o tricolor precisando descontar três gols que o alviverde tem a mais.

O melhor público da rodada foi o do Maracanã, com 77 mil rubro-negros.

O pior, em Santo André, com 2.240 pagantes, embora a maior decepção tenha sido para Palmeiras e Corinthians, com apenas 19 mil torcedores.

Menos da metade da capacidade do estádio, um pouco menos que o público dos Aflitos e muito menos que o do Mineirão, que recebeu 49 mil torcedores.

O G4 agora tem o Flamengo, além, é claro, pela ordem, do Palmeiras, São Paulo e Galo, o time mineiro a dois pontos dos líderes e o Flamengo a quatro.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, dia 2 de novembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm   

 

 

Por Juca Kfouri às 21h58

Gente franca

Dois mil responderam.

Desses, 73% aceitariam receber a dita mala branca se fossem jogadores de futebol.

Por Juca Kfouri às 21h12

O Sobrenatural deu o ar de sua graça

O Cruzeiro deu um show de bola no Mineirão lotado, com 49.140 pagantes.

Um show no primeiro tempo.

Verdade que o Fluminense, em lance típico de quem está com a corda no pescoço, perdeu um gol certo com Maicon, que tropeçou nas próprias pernas diante do gol vazio.

Mas o Cruzeiro fez 2 a 0 antes do intervalo, como poderia ter feito cinco, com direito a perder pênalti com Wellington Paulista, que depois, aos 30, fez o segundo gol.

O primeiro gol, aos 12, de Jonathan, foi uma pintura, em jogada maravilhosa de Gilberto.

O time mineiro voltou como se a missão estivesse cumprida, dentro do G4.

Mal sabia o que teria pela frente.

Como quem não faz toma, aos 10 do segundo tempo, o zagueiro-artilheiro Gum diminuiu, porque o Cruzeiro achou que o jogo já tinha acabado.

E não tinha.

Mas não tinha mesmo.

Dois minutos depois, Fred foi lançado livrinho da silva e empatou.

Aí, como o resultado era ruim para os dois, o jogo ficou eletrizante.

Aos 25, aconteceu!

Fred confirmou a virada em jogada extraordinária de Maicon, que recuperou uma bola, foi à linha de fundo e deu para o artilheiro que marcou seu segundo gol e pela segunda vez não comemorou: 3 a 2.

Quem dava show no segundo tempo era o Fluminense, como se fosse o Estudiantes, na final da Libertadores.

O Mineirão e o time azul estavam perplexos.

O Sobrenatural de Almeida de Nelson Rodrigues sorria nas Alterosas.  

Como dizer que o Flu está morto na Série A?

E o pior é que parece que está.

Jogo de matar, também, foi o clássico pernambucano.

E bote matar nisso.

Bruno Mineiro fez 1 a 0 para o Náutico, nos Aflitos, com 19.086.

Vandinho empatou para o Sport, quatro minutos depois.

Carlinhos Bala fez 2 a 1 para o Timbu, aos 32.

Wilson empatou aos 16 do segundo, depois de uma verdadeira blitz do Sport.

Mas Irênio, dois minutos depois, botou o Náutico de novo na frente: 3 a 2.

O Sport parece liquidado.

Em Santo André, o Ramalhão cravou mais um prego na via crucis do Grêmio fora de casa e o derrotou por 2 a 0, com gols de Nunes, aos 27 do primeiro tempo, e de Rafael Marques, contra, aos 2 do segundo.

Difícil dizer qual a maior decepção do Brasileirão, mas o Grêmio é candidato.

Por Juca Kfouri às 20h28

Palmeiras heróico; Galo vivo; Inter fora

Sob calor escaldante em Porto Alegre, Presidente Prudente e Goiânia, três jogos decisivos do Brasileirão deveriam ter começado às 17h, mas começaram as 16h, assim como o de Curitiba.

Estamos no horário de verão, algo que é ignorado pela CBF e pela televisão.

O calor matou o primeiro tempo do clássico entre Palmeiras e Corinthians que, além do mais, teve pouco público, só 18.752 pagantes, menos da metade da capacidade do elefante branco de Prudente.

Emoção só mesmo quando Defederico lançou Jorge Henrique que foi derrubado pelo goleiro Marcos, em pênalti que valeu, também, a expulsão do goleiro.

Ronaldo, que nada fizera até ali, bateu, aos 39, com perfeição e Bruno, que entrou no lugar de Obina, nada pode fazer.

Danilo também pegou Jorge Henrique em seguida, mas a arbitragem livrou a cara dele, dando apenas o amarelo.

Debaixo daquele sol e com um a menos, o segundo tempo seria uma provação para o líder Palmeiras.

Aos 5, em contra-ataque, Ronaldo jogou fora o segundo gol.

E, aos 6, Figueroa meteu a bola na cabeça de Danilo, que empatou ao se aproveitar da péssima saída de Felipe: 1 a 1.

O Palmeiras poderia passar a defender o resultado, pois o empate o manteria na liderança.

Aos 14, de longe, Balbuena meteu uma bola no travessão palmeirense.

Depois saiu, para entrar Dentinho, porque o Corinthians não poderia admitir o empate.

Então, aos 20, Defederico enfiou outra bola preciosa para Ronaldo driblar o goleiro, que vacilou, e fazer 2 a 1.

Ronaldo saldava com Grafite uma dívida corintiana com o São Paulo que foi contraída em 2004, quando o tricolor ganhou do Juventus por 2 a 1, com dois gols de Grafite, e evitou que o alvinegro fosse rebaixado no Paulistinha.

O Corinthians entregava o tetra/hepta para o São Paulo.

E Ronaldo, que quebrou o alambrado e a mão, quebrava, também, a escrita em Prudente.

Os técnicos se mexeram.

Saiu Defederico e entrou Edno no Corinthians e saiu Souza para entrar Ortigoza no Verdão, que já tinha entrado no segundo tempo com Marquinhos no lugar de Marcão.

Aos 39, a redenção heróica do Palmeiras.

Em nova bola parada de Figueroa, mas do lado direito, Maurício cabeceou para fazer 2 a 2, empate que vale mesmo como vitória, porque vale a liderança depois de um clássico 10 contra 11.

Souza entrou no lugar de Jorge Henrique e deu para Dentinho, aos 42, a bola do jogo, mas o atacante cabeceou por cima, na pequena área.

O Corinthians continua devendo ao São Paulo.

O Palmeiras não deve nada a ninguém para partir para o título. 

Já em Goiânia, com 8.748 pagantes no Serra Dourada, a vida estava fácil para o Galo.

Diego Tardeli quase marcou logo no começo, mas deu para Ricardinho fazer 1 a 0, aos 13.

Aos 20 foi a vez de Ricardinho lançar na área para Benitez ajeitar de cabeça para Éder Luís fazer 2 a 0.

Antes, por adiantar uma bola, Tardelli desperdiçara novamente um gol feito.

Só dava Galo até que, de fora da área, Júlio César pegou um tirambaço para diminuir, aos 41.

Mais quatro minutos e, também de fora da área, foi a vez de Leandro Euzébio marcar, em falha de Carini: 2 a 2.

A vida mineira só não se complicou de vez porque o Goiás, aos 7, ficou com 10, pois o zagueiro Ernando foi expulso.

Aos 23, no entanto, de paradinha, Tardelli converteu um pênalti de Leandro Euzébio em Thiago Feltri: 3 a 2.

Evandro, aos 43, perdeu o quarto gol do Galo.

Mas não tinha importância.

Importante era o resultado, mesmo que Tardelli pudesse ter folgado na artilharia.

E no Beira-Rio, com 16.832 pagantes, Juninho fez de falta nem bem o jogo começou e botou o Botafogo na frente do Inter: 1 a 0.

O Colorado foi à luta, pressionou, exigiu algumas boas de Jefferson, mas saiu vaiado no intervalo, apesar de ter havido um pênalti não assinalado em D'Alessandro.

O Botafogo defendeu o resultado com tudo que tinha e não tinha e deu um enorme passo para fugir do rebaixamento.

A derrota tira o Inter da luta pelo título e deixa dramática a briga pela vaga na Libertadores.

Finalmente, em Curitiba, o anfitrião Coritiba batia no Vitória, 1 a 0, gol de Pereira, aos 28 do primeiro tempo.

No seu centenário, o Coxa não corre riscos e ainda passou o rival Furacão na tabela.

Por Juca Kfouri às 18h03

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de  Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.

O blog a mantém inalterada.

Por Juca Kfouri às 12h09

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico