Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

21/11/2009

Timbu sobrevive, Raposa nem tanto

Não parecia que o Cruzeiro ainda luta pela Libertadores.

Nem que o Atlético Paranaense ainda não está livre do rebaixamento.

O primeiro tempo entre os dois na Arena da Baixada, com 17.686 pagantes, foi de cair lagartixa do teto.

No segundo, até que o Furacão melhorou e Marcinho, de cabeça, perdeu um gol feito.

Mas, aos 28, uma puxeta de Paulo Baier foi cabeceada por Marcinho para o fundo da rede.

Era justo.

Mas, aos 45, o Cruzeiro empatou com Leonardo Silva: 1 a 1.

O Cruzeiro, no entanto, perdeu Gilberto, expulso.

O Furacão não está  livre do rebaixamento e o Cruzeiro começa a depender de milagre para ir à Libertadores.

Gol que nem Bruno Mineiro nem Ronaldo perderam, o jogador do Náutico no fim do primeiro tempo, e o do Corinthians, no começo do segundo, no Pacaembu, com 14.124 pagantes, ambos em cabeçadas certeiras.

Mas Bruno Mineiro foi mal expulso aos 17 e, aí, o jogo ficou ao feitio do time repleto de reservas do Corinthians.

Aos 26, Elias, de fora da área, fez 2 a 1 e parecia ter decretado desde já a  triste morte do Timbu.

Ronaldo ainda perdeu um gol feito, ao tentar cobrir o goleiro.

Mas Carlinhos Bala, algoz do Corinthians na Copa do Brasil de 2008, fez lindo gol aos 40, para empatar.

E, aos 48, Escudero fez pênalti (seu sétimo cartão amarelo em sete jogos), em lance que não dá para jurar que tenha sido mesmo dentro da área, e Aílton fez a virada do Náutico, que tem o Corinthians como freguês: 3 a 2.

Com um a menos, o Timbu virou e sobreviveu.

Heroicamente.

Por Juca Kfouri às 21h10

Bem-vindos! Mas nem todos...

Ceará, principalmente, e Guarani, no Brasileirão, assim como o América, no Carioquinha, estão de volta à Primeira Divisão.

E são bem-vindos, por tudo que significam.

Diferentemente, infelizmente, do Atlético Goianiense, que tem por trás interesses mais ou menos do mesmo tipo dos que respaldam o Santo André.

Seu presidente, Valdivino de Oliveira, é parceiro do ex-senador Luiz Estevão, cassado e dono do Brasiliense, e do governador do DF, José Roberto Arruda, aquele do placar eletrônico.

Seja como for, subir não é o mais difícil.

Difícil mesmo é ficar em cima.

Curiosidades: o Ceará voltou fora de casa, ao vencer, em Campinas, a Ponte Preta (2 a 1).

O Guarani, de Campinas,  voltou fora de casa, mesmo ao perder, em Salvador, para o Bahia (2 a 0).

E o Atlético Goianiense voltou também fora de casa, em Caxias do Sul, ao derrotar o Juventude (3 a 1).

Teremos três Atléticos no Brasileirão do ano que vem, se o Furacão não aprontar nenhuma surpresa desagradável nesta reta final da Série A.

E o Ameriquinha?

Bem, o Ameriquinha voltou à primeirona fluminense ao vencer, em Nova Iguaçu, o time local por 1 a 0.

Por Juca Kfouri às 20h19

Mais uma!

TJ-SP reconhece direito de resposta, mas nega pedido 

POR GLÁUCIA MILÍCIO

Fracassou o pedido do deputado Fernando Capez para ter direito de resposta na Rádio Globo.

O deputado reclamava de comentários ofensivos feitos contra ele pelo jornalista Juca Kfouri no programa CBN São Paulo, em 2008.

Pedido semelhante já tinha sido negado ao deputado na primeira instância.

Agora, no Tribunal de Justiça de São Paulo, os desembargadores da 10ª Câmara de Direito Criminal rejeitaram o recurso por considerar que não houve ofensa ao deputado. 

O pedido de Capez foi baseado na Lei de Imprensa, sepultada recentemente por decisão do Supremo Tribunal Federal. 

Em abril deste ano, os ministros do STF consideraram que a lei não foi recebida pela Constituição de 1988.

Ao analisar o recurso, os desembargadores do TJ paulista reforçaram exatamente esse ponto.

Para eles, a discussão sobre a lei já foi superada, mas remanesce ainda a "pertinência da análise de suposta ofensa ou acusações praticadas por meios de comunicação".

Os desembargadores explicaram que, mesmo sem a lei, o direito de resposta continua garantido no artigo 5º, V, da Constituição Federal. "Somente a liberdade absoluta justificaria a ausência do direito de resposta, o que não ocorre no nosso ordenamento jurídico, nem mesmo após a exclusão da Lei de Imprensa do ordenamento, já que há precisão constitucional da garantia."

Ao analisar o mérito do pedido, a Câmara observou que o nome do deputado não foi citado explicitamente no comentário feito na Rádio Globo.

Juca Kfouri se referiu a "conselheiros" de clube de futebol supostamente beneficiados com comissões para viabilizar a construção de estádio de futebol, afirmaram os desembargadores. 

"A menção ao nome de Fernando Capez teve por escopo identificá-lo como deputado estadual e amigo do conselheiro que representa um dos projetos de estádio para determinado clube de futebol, não havendo qualquer insinuação no sentido de que o deputado estaria envolvido na aludida comissão", diz o acórdão da turma de julgamento.

Para os desembargadores, o comentário não teve nenhum exagero ou distorção dos fatos.

Fernando Capez também contestou outro comentário de Juca Kfouri sobre a intimidação que a Igreja Universal fez contra alguns jornais e jornalistas, ao convocar os fiéis para entrar com ação contra veículos que desagradassem a igreja.

Neste ponto, os desembargadores destacaram que o jornalista estava exercendo apenas o seu direito de informar e que o nome de Capez sequer foi mencionado.

Não se exige dos órgãos de imprensa a plena certeza dos fatos, mesmo porque o processo de divulgação de informações pela mídia não é norteado pelo rigor de um processo judicial, afirmaram os desembargadores.

"Para que se possa conceder o direito de resposta a quem se julgue ofendido, é preciso que se verifique se houve abuso na reportagem veiculada em órgão de imprensa, de que possa resultar efetiva ofensa à honra, que é valor humano com repercussão social, sendo mais abrangente do que o mero orgulho pessoal. Assim, não basta simplesmente que a pessoa se sinta acusada ou atingida em sua honra para que se caracterize efetivamente a ofensa nos termos propostos, ou então estaria instaurando definitivamente o cerceamento à livre manifestação do pensamento", disse o relator Ciro Campos. 

A Rádio Globo foi representada pelos advogados Nilson Jacob e Bruna Manfredi, do escritório Nilson Jacob Advogados Associados.

Clique aqui para ler a decisão.

Fonte:

http://www.conjur.com.br/2009-nov-21/tj-sp-afirma-direito-resposta-garantido-constituicao  

Por Juca Kfouri às 17h25

20/11/2009

A antepenúltima rodada do Brasileirão

Dos dois jogos do sábado, ambos às 19h30, importante só o da Arena da Baixada, entre Atlético Paranaense e Cruzeiro, porque o time mineiro ainda tem tudo para ir à Libertadores.

Corinthians e Náutico, no Pacaembu, não serve para nada, porque nem que o Timbu ganhe deverá escapar do rebaixamento.

E deve perder.

No domingo, às 17h, Santos e Coritiba vale para ver quem deixa de ser ameaçado, mesmo que à distância, pelo rebaixamento.

Santo André e Avaí é jogo para o time catarinense manter o sonho da Libertadores.

Sport e Fluminense vale pela epopéia tricolor que, tomara, siga adiante.

Já Botafogo e São Paulo vale muito para os dois, um para não cair, outro para ser campeão, objetivo que deve prevalecer.

Flamengo e Goiás, às 19h30, com o Maracanã lotado, é jogo para o rubro-negro se esbaldar -- e Vitória e Grêmio Barueri não tem a menor importância.

Ao contrário de Galo e Inter, no Mineirão, de vida ou morte para os dois.

Por Juca Kfouri às 02h40

19/11/2009

Vergonha da Esso!

Acabo de ver, em cima do meu blog, um anúncio da Esso usando o meu nome.

Não sei quem fez isso.

Trata-se de algo inaceitável.

Já pedi ao UOL que tire e vou tomar as providências legais contra a Esso.

Que não recomendo para nada.

Nem a gasolina.

Por Juca Kfouri às 20h44

Bula

Quer saber como funciona?

É simples assim.

O chefe telefona para o árbitro e diz:

"Olhe, você vai apitar o jogo X, o mais quente da rodada. Muita atenção, hein? Você sabe que se o time A perder é o fim pra ele. Já o B ainda tem lenha para queimar. Boa sorte!".

Como para bom entendedor, pingo é letra...

Por Juca Kfouri às 20h14

Fala, Belluzzo!

Juca,

 

Li em seu blog a análise sobre o jogo Grêmio e Palmeiras.

Registrei a conexão que você estabeleceu entre a minha suspensão e o comportamento dos jogadores.

Comportamento  lamentável,  danoso ao clube e ao futebol no jogo de ontem.  

Imagino, acompanhando a lógica que informa seu raciocínio, que também tenha sido responsável pelos sopapos que os jogadores do São Paulo trocaram entre si no jogo de sábado ou talvez pela pancadaria no jogo Fluminense e Cerro Porteño.

Eu me rebelei contra uma arbitragem visivelmente arranjada no âmbito das "conexões" que você costuma denunciar.

Estranhamente, a questão Simon desapareceu de cena, mesmo depois do citado arranjador de resultados ter mudado várias vezes as explicações sobre seu erro crasso.  

Jamais escondi que o time vem mal há tempos, isso muitos antes de meus  protestos no episódio Simon.

Me envergonho das promessas condenáveis de aplicar uns tapas no desonesto.

Isso merece a condenação pública, geral e irrestrita.

Mas o resto do  "destempero" foi fruto da decepção em ver confirmadas as minhas expectativas, ainda que  isso pareça paradoxal.

A indignação, ainda que justa, causa incômodo "às pessoas de bem" do início do terceiro milênio. 

O que eu disse a respeito das práticas tanto nativas quanto européias -   manipulação de resultados e arranjos espúrios - é de conhecimento geral e decorre em boa medida do caráter corruptor da "vitória a qualquer custo", valor típico da sociedade contemporânea baseada na concorrência sem quartel e sem limites, circunstância que escapa ou não interessa aos diretores de consciência da mídia.

E essa sanha "vitoriosa" não poupa ninguém, como o demonstra a manifestação do torcedores "bem intencionados" que advogam a entrega de jogos para não favorecer os rivais.   

Esse é o futebol realmente existente e isso, entre outras coisas, me causa ânsia de vômito.

Não sou virtuoso nem melhor do que a maioria dos homens.

Essas certezas sobre a fragilidade da bondade meu pai me legou, acompanhadas de um superego  implacável em suas condenações. 

Posso garantir: não é por uma virtude inata - generalidade tola do moralismo vulgar - que me sentiria desintegrado e incapaz de juntar os cacos se tentasse comprar o juiz ou coisa parecida.

A "boa imprensa" me traz à lembrança as palavras do Príncipe de Salina, personagem do Gattopardo de Lampedusa: "é preciso mudar para deixar tudo como está".

Discordo, portanto, de seu ponto de vista sobre a origem dos desatinos dos jogadores.

Considero sua suposição injusta e precipitada. 

Mas defenderei sempre, e sem restrições, o seu direito de me criticar.

E, melhor, prometo não perturbá-lo mais com minhas tediosas considerações.

Saudações,

Belluzzo

Resposta do blogueiro:

Você não perturba.

Mesmo quando discordamos, como no caso de o destempero do chefe motivar outros -- o que não significa que outros destemperos tenham a mesma motivação.

Você enriquece o debate.

Por Juca Kfouri às 12h42

Milésimo gol, 40 anos

Faz 40 anos que o único 1000o. gol da história do futebol profissional foi marcado por Pelé, contra o Vasco, no Maracanã.

Sobre a façanha, outro gênio brasileiro escreveu:

"O difícil não é fazer mil gols como Pelé. O difícil é fazer um gol como Pelé".

Nada a acrescentar depois de Carlos Drummond de Andrade.

Por Juca Kfouri às 12h12

18/11/2009

Gum!Gum!Gum!E Alan!

Sangrando, de cabeça enfaixada, o zagueiro Gum, aos 47 do segundo tempo, empatou para o Fluminense e o colocou na final da Copa Sul-Americana: 1 a 1.

O Cerro Porteño tinha achado um gol no primeiro tempo e quase interrompeu a série invicta tricolor.

Aos 50, Alan virou o jogo, em contra-ataque fulminante.

Há uma força estranha no ar, em grená, verde e branco.

Força que parece não conhecer limites.

Nem a cafajestagem paraguaia, que lá jogou pedras e, aqui, saiu agredindo integrantes do banco do Flu e até o gandula, causando uma pancadaria generalizada, segura o Flu.

Por Juca Kfouri às 23h54

Ciao, Palestra!

O Palmeiras já pode somar mais um ano na fila do Brasileirão: o 16o.

E, se duvidar, nem para a Libertadores irá.

O time se desfez.

Perdia no intervalo por 1 a 0 depois de um primeiro tempo bem disputado, embora pouco emocionante no Olímpico, com 12.233 pagantes.

O Grêmio marcou seu gol no fim, aos 46, com Rafael Marques e foi para o vestiário.

O Palmeiras também foi, mas, no caminho, com direito a troca de sopapos entre Maurício e Obina.

Reflexo óbvio da intranquilidade de um grupo cujo comandante máximo também se deu ao luxo de perder a cabeça a ponto de pegar nove meses de suspensão.

Os dois foram corretamente expulsos, como deveriam ter sido André Dias e Hugo, do São Paulo, diante do Vitória, quando viveram a mesma cena e durante o desenrolar do primeiro tempo.

Com 11 contra 9 não foi difícil para o Grêmio manter sua invencibilidade de mais de 14 meses no Olímpico, 28 vitórias e 10 empates.

Verdade que o Grêmio se perdeu inteiramente em sua ansiedade para liquidar o jogo por causa da superioridade numérica.

De bom que foi no primeiro tempo, o jogo ficou medíocre no segundo.

Uma verdadeira pelada que só teve mais um gol aos 25, com Máxi Lopez, que já tinha sido decisivo no primeiro gol gremista.

ATUALIZAÇÃO 00H30: Obina e Maurício não vestirão mais a camisa do Palmeiras, segundo decisão da cartolagem alviverde.

Por Juca Kfouri às 23h35

Irlanda roubada

Reprodução/Globo.com

A Irlanda foi vergonhosamente garfada em Paris e perdeu vaga na Copa de 2010 para a França graças a um gol que nasceu de uma matada com a mão de Henry.

Tão clara que o francês merece ser punido com a proibição de embarcar para África do Sul.

A arbitragem eletrônica impediria mais esta lambança inominável.

Porque os Simons estão espalhados pelo mundo inteiro.

 

Por Juca Kfouri às 21h24

Pesos e medidas

O STJD não tem mesmo jeito.

Comete um absurdo atrás do outro.

Borges pegar três jogos é pouco.

Dagoberto pegar três jogos faz sentido.

Jean pegar três jogos é roubo.

Roubo!

Já não aceitar o efeito suspensivo pedido pelo São Paulo no caso da interdição do Morumbi está correto.

Desde que, na quinta-feira que vem, quando o caso for julgado, o estádio seja reabilitado, como foi o Mineirão.

Agora, Palmeiras e São Paulo estão reclamando da CBF por causa da transferência do jogo entre Corinthians e Flamengo para Campinas.

Deveriam reclamar da Polícia Militar de São Paulo, que foi quem fez o pedido à CBF, que não tem como não atender.

PM do governador tucano José Serra, palmeirense, e amigo do presidente do Palmeiras, embora suspenso por nove meses, Luiz Gonzaga Belluzzo.

Por Juca Kfouri às 19h37

O foco do Flu

O Maracanã será palco de mais um show da torcida tricolor nesta noite, quando um empate contra o Cerro Porteño fará do Fluminense finalista da Copa Sul-Americana.

É inegável que o título da Copa, ainda mais se sobre a LDU como é possível, terá um significado especial desde que o Flu fuja da queda.

Razão pela qual é preciso ter frieza: surpresas acontecem todos os dias no futebol e, caso haja uma hoje, nada deve quebrar a mobilização tricolor com vistas a seguir na epopéia do Brasileirão.

Por Juca Kfouri às 12h51

Coritiba, 100 anos

Neste sábado, 21 de novembro, o Coritiba viajará de trem de Curitiba para Ponta Grossa.

 

Trata-se da reconstituição do primeiro jogo do Coxa em 1909, quando o time enfrentou o de operários ingleses. 

 
http://www.coritiba.com.br/site/index.php?pag=noticias&n_cod=9365
 

Por Juca Kfouri às 12h40

Já pensou?

Por JULIANO PAIVA*

Última rodada pode ter seis times na luta pelo título

Atlético, Palmeiras, São Paulo, Flamengo, Cruzeiro e Internacional seriam os candidatos


Na verdade, este Brasileirão já deu mostras de que tudo pode mudar entre uma rodada e outra.

Hoje, quase todos apostam suas fichas que o São Paulo fatura mais um caneco.

Porém, uma análise mais atenta evidencia algo que seria simplesmente sensacional.

A última rodada pode ter seis times disputando o titulo e nenhum deles com vaga assegurada na Libertadores por antecipação.

Para que isso aconteça, é necessária a seguinte combinação de resultados:

- O São Paulo precisa perder os dois próximos jogos (Botafogo e Goiás);

- O Flamengo precisa empatar nas duas rodadas seguintes (Goiás e Corinthians);

- O Atlético precisa vencer seus dois próximos embates (Internacional e Palmeiras);

- O Cruzeiro também precisa vencer seus dois adversários seguintes (Atlético Paranaense e Coritiba);

- O Palmeiras precisa ganhar do Grêmio;

- O Internacional precisa ganhar do Sport.

Estes resultados deixariam a classificação da seguinte maneira antes da última rodada: 

1) Atlético – 62 pontos e 18 vitórias

2) Palmeiras – 62 pontos e 17 vitórias

3) São Paulo – 62 pontos e 17 vitórias

4) Flamengo – 62 pontos e 17 vitórias

5) Cruzeiro – 61 pontos e 18 vitórias

6) Internacional – 59 pontos e 17 vitórias

O Galo seria o único que dependeria de suas próprias forças, pois teria 18 vitórias.

Bastaria vencer o Corinthians, no Mineirão, para ser campeão.

Mas até mesmo o Colorado poderia ficar com o caneco.

Para isso, precisaria vencer o Santo André, no Beira-Rio, e torcer por derrotas de Atlético, Palmeiras, São Paulo, Flamengo e um empate do Cruzeiro.

Assim, todos os seis gigantes do futebol brasileiro terminariam com 62 pontos, mas o Inter teria boas chances de ficar com o caneco devido ao saldo de gols.

Neste momento, é quem tem o melhor saldo entre os seis. 


Com isso, o campeão poderia sair de seis estádios diferentes: Mineirão, Maracanã, Beira-Rio, Vila-Belmiro, Engenhão e aquele onde o São Paulo escolher jogar já que perdeu mando de campo, se é que não irá recuperá-lo.

As chances de essa projeção se concretizar são muito pequenas.

Mas tendo em vista as reviravoltas que o Brasileirão já proporcionou nesta temporada, é bom não duvidar de nada.

Juliano Paiva é jornalista.

http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=158757

Por Juca Kfouri às 12h23

Mais Timão, mais Unzelte

Por Juca Kfouri às 00h02

17/11/2009

O jogo do ano do Palmeiras

O Palmeiras joga seu ano nesta quarta-feira no Olímpico.

O Grêmio, esfacelado, joga pela manutenção da invencibilidade em sua casa e pela volta do espírito guerreiro, como mostrou no Mineirão.

Sem Victor, sem Fábio Santos, sem Tcheco e sem Túlio.

O Palmeiras ainda sem Maurício Ramos e sem Cleiton Xavier, mas com Pierre e, provavelmente, com Deyvid Sacconi desde o início.

O empate mantém a invencibilidade tricolor, mas é pouco para o alviverde com relação ao título, embora seja razoável em relação à Libertadores.

Uma derrota será decepcionante para os gaúchos num ano já decepcionante.

Mas será catastrófica para os paulistas, porque pode significar até mesmo a perda da vaga na Libertadores.

Os gremistas festejam a saída do técnico Paulo Autuori e saudam o interino Marcelo Rospide.

Os palmeirenses estão de olho no técnico Muricy Ramalho e não querem sentir saudades do interino Jorginho.

É pegar ou largar.

Por Juca Kfouri às 23h08

Até 2010, Seleção!

Num estádio para 28 mil pessoas e assim mesmo ocupado por cerca de 15 mil torcedores, a Seleção Brasileira se despediu de um estupendo 2009 com uma vitória sobre a surpreendente seleção de Omã.

Uma seleção que está quase fora do ranking das 100 primeiras pelo mundo afora, mas que, mesmo, assim, é capaz de jogar um futebol insinuante no ataque e defendida por um belíssimo goleiro, Al-Habsi.

A Seleção de Dunga deu até a impressão de que golearia, porque depois de levar um susto logo no primeiro minuto, fez seu gol no terceiro, com Nilmar, para variar, ao se aproveitar do rebote do goleiro em chance desperdiçada por Luís Fabiano, cara a cara.

Mas daí em diante o jogo foi equilibrado, disputado, é verdade, em clima amistoso, mas também interessante, gostoso de se ver, com Júlio César sendo chamado seguidamente a intervir, porque a defesa brasileira permitia, apesar de mais uma boa atuação de Thiago Silva.

Para o segundo tempo, Dunga, voltou com Fábio Simplício, Julio Baptista e Hulk, nos lugares de Felipe Melo, Kaká e Luís Fabiano.

Aos 15, Elano foi substituído por Carlos Eduardo. 

Aos 16, o convincente Michel Bastos enfiou para a cabeça de Hulk, mas o zagueiro adversário, Al-Ghailani, se antecipou e marcou contra: 2 a 0.

Maicon saiu e entrou Daniel Alves e Cris substituiu Lúcio.

Aos 36, em bela arrancada, Hulk, quase fez 3 a 0, só para deixar bem claro que o nome dele não é Afonso...

Fato é que Dunga entrará em 2010 com as rédeas da Seleção na mão e envolvido por um clima justificadamente otimista em relação à Copa de 2010.

Em fins de 1957, nenhum brasileiro diria que a Seleção voltaria campeã mundial da Suécia no ano seguinte.

Em fins de 1961, ao contrário, o país confiava no bicampeonato que veio do Chile.

E foi a única vez em que o otimismo nacional foi confirmado.

Porque o Brasil não confiava na Seleção em 1969, em 1993 e em fins de 2001, campanhas do tri, do tetra e do penta.

E eis aí o novo desafio para esta Seleção campeã da América, da Copa das Confederações e das Eliminatórias Sul-Americanas.

Ganhar na África do Sul cercada pelo otimismo que foi frustrado em 1974, 1982, 1998 e 2006.

Mas não há dúvida de que o hexacampeonato é possível.

A Seleção Brasileira só voltará a campo no dia 3 de março de 2010, em novo amistoso.

Até a volta!

Por Juca Kfouri às 14h14

Urnas eletrônicas já!

Tanto no Palmeiras quanto no Vasco a oposição só conseguiu apear a situação do poder quando foram usadas urnas eletrônicas nas eleições.

A situação no Santos, leia-se Marcelo Teixeira, se recusa a usá-las nas eleições de 5 de dezembro.

Situacionistas de caráter devem pressionar na direção da lisura, porque o que mais se diz na Vila Belmiro é que sócios mortos, dos tempos do Parque Balneário (anos 60), ainda votam em Teixeira.

Quem tem medo de urna eletrônica?

Os que estão vendo as pesquisas indicarem a vitória da oposição comandada por Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro.

Por Juca Kfouri às 11h30

Ele é terrível

Ao que tudo indica, Roberto Carlos, o lateral-esquerdo, não o Rei, vem mesmo para o Corinthians.

Faltariam apenas pequenos detalhes para a contratação do veterano jogador que atua hoje, aos 36 anos, na Turquia.

Disposto a viver novas emoções em Parque São Jorge, o ex-defensor do Palmeiras, apontado como um dos maiores culpados pela derrota da Seleção Brasileira na Copa da Alemanha, voltaria ao Brasil para, como uma fera ferida, disputar a Libertadores no ano do centenário corintiano, embora ele mesmo seja santista e tenha um dia prometido encerrar a carreira na Vila Belmiro.

Falando sério, é mais uma aposta e tanto do Corinthians, que se deu muito bem com Ronaldo, principal lobista pela vinda do amigo que fez na Seleção e no Real Madrid.

A proposta alvinegra parece convincente e é bem possível que rapidamente vejamos Roberto Carlos atravessar o portão do clube que espera não estar comprando um calhambeque.

Seja o que Deus quiser ou que tudo mais vá para o inferno!

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 17 de novembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm 

Por Juca Kfouri às 01h49

16/11/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 22h11

2012!

Por ANTONIO AZEVEDO*  

Como se sabe, o mundo vai acabar em 2012. 

E o preço do Brasil fazer parte do G20, é que se antes só Nova York, Los Angeles, Paris, Londres e Tóquio eram destruídas, agora o Rio de Janeiro também faz parte do circuito das catástrofes.

É a fama! 

Ao ver o filme atentamente, eis alguns detalhes que consegui observar, com notícias daqui: 

1. o professor Silas, técnico do São Paulo, diz que o time está fora da luta do título nacional.

Onze pontos atrás do líder, afirma que lutará por vaga na Libertadores... 

2. Juca Kfouri na sua coluna: "São Paulo é o favorito para ganhar o seu sétimo campeonato consecutivo.

Corto as minhas orelhas se isso não acontecer...".  

3. Robinho, jogador do Toulouse da França, após ser substituído e vaiado por torcedores de seu time: "Se eu jogar no Barcelona serei o melhor do mundo no ano que vem". 

4. Felipão desconversa sobre a possível convocação do Ronaldo para a Copa de 2014. 

5. Dunga, atual técnico do Sudão: "Ainda tenho pesadelos com aquele gol da França nas oitavas-de-final...". 

6. A ministra das Minas e Energia afirma: "O assunto está encerrado, o apagão foi culpa de um curto-circuito por causa dos urubus".  

7. Professor Belluzzo: "Como presidente da Bienal-SP informo que o tema principal da amostra será Paz e Amor" (indagado sobre futebol mais uma vez não respondeu). 

8. Proposta a CPI das Olimpíadas: nenhuma obra está pronta, a maioria sequer iniciou e o orçamento já está estourado 11 vezes.

Carlos Nuzman informa que tudo está conforme o previsto e já solicitou nova reunião com o governo solicitando mais verbas. 

9. Renato Maurício Prado na sua coluna: "A culpa é dos pontos corridos".

10. Marcelo Teixeira diz que não será candidato a nova reeleição e que o Santos deverá continuar se dedicando exclusivamente às Sereias da Vila.

11. O publicitário, inteligente e calmo Washington Olivetto, atual presidente do Corinthians, após mais um fracasso na Libertadores diz que se encontrar o juiz "Será bom que ele mude de calçada, senão quebro a cara dele..." (Olivetto ratificou as suas declarações...). 

12. A FIFA comunica: se na próxima avaliação as obras das oito sedes da Copa (inicialmente seriam 12) não tiverem andado conforme previsto, determinará a mudança do país sede da Copa de 2014.

O México está de sobreaviso. 

13. O Secretário de Segurança do Rio de Janeiro afirma que o massacre ocorrido ontem à noite no ataque ao morro, com 19 mortos, é apenas pontual; segundo sua opinião a cidade continua linda e com índices de violência de 1º mundo. 

14. A TV Globo informa mudanças na sua programação: às quartas-feiras o futebol ao vivo será após o Programa do Jô e aos domingos ocorrerá uma inversão em relação aos dias de hoje: inicialmente teremos o primeiro tempo do futebol, depois virá todo o Programa do Faustão e após o seu término, ainda ao vivo, o segundo tempo da partida; especialistas dizem ser efeito da Fazenda-8 da TV Record.  

15. Zico, finalmente, aceita ser presidente do Flamengo.

Sua primeira providência: prorrogar o contrato do Petkovic por mais 5 anos; ainda informou que não sabe como pagar a dívida de R$300 milhões. 

16. O presidente Perrella Neto vende mais quatro jogadores e disse que o Cruzeiro com esse dinheiro construirá a Toca da Raposa 5. 

17. Parreira abandona a aposentadoria e assume o Fluminense com o objetivo de conseguir o acesso à segundona. 

18. A torcida do Bahia faz mais uma passeata, mas a diretoria ignora os apelos de renúncia.

Time vai disputar o campeonato de várzea da cidade.

19. Adiado mais uma vez o julgamento de Cesare Battisti pelo STF.

Nem na Itália é mais manchete. 

20. Os presidentes de Náutico, Sport e Santa Cruz, times da 4ª divisão nacional, decidem que mesmo se ficar pronto, o que duvidam, jamais jogarão no estádio de São Lourenço da Mata e que preferem dividir os custos e jogar no estádio do Ibis. 

21. O técnico do Tocantinópolis, o suplente de vereador Wanderley Luxemburgo, afirma que lutará pelo título estadual.

Provavelmente, conseguirá! 

22. Após novo fracasso nas negociações, Zelaya exige do governo brasileiro troca de colchão, roupa nova de cama e também não aceita mais a TV LCD de 40", exige uma de 55" e com a nova tecnologia, LED.

Quer também que a cozinheira seja uma hondurenha, diz estar cansado de comer feijoada. 

23. Mário Sérgio que, de novo, reassumiu o ex-favorito Internacional, disse que o empate contra o já rebaixado Guarani, no Beira-Rio, foi um excelente resultado. 

24. Ricardo Gomes pede apoio da torcida palmeirense para o jogo contra o temível ASA de Arapiraca.

"Só com apoio é que conseguiremos lutar pelo difícil acesso", sublinhou. 

25. Obama, em Oslo, abraçado a José Serra, em coletiva de imprensa: "We Can! Este, também, é o cara!"

*Antonio Azevedo...não tem o que fazer. É isso!

Por Juca Kfouri às 17h26

Ciclos

Por OLIVER SEITZ

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Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo, o afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.


Existem poucas verdades absolutas.

No futebol, naturalmente, também.

Entre essas poucas verdades, uma delas é que o futebol é cíclico.

Coisas vem e vão.

Pessoas aparecem, somem e reaparecem.

Injustiças acontecem com você agora e, amanhã, acontecerão com seus adversários.

Seu time domina hoje e será rebaixado em pouco tempo.
É assim que as coisas vão.

E vem.

No curto prazo, é tudo insano.

No longo, as coisas fazem mais sentido.

Essa é uma das peculiaridades do futebol.

A coisa no curto prazo é maluca.

E leva pessoas a tomarem atitudes imponderadas.

Por não conseguir e não poder enxergar as coisas no longo prazo.

O afã do próprio eu, somado ao imediatismo da demanda de segundos e terceiros fazem com que se tomem atitudes impensadas.

Motivadas por impulso.

Momentâneas.

De curto prazo.

Sem lógica.

Sem sentido.

Isso é visível durante e após partidas mais conturbadas.

Mas tem implicações maiores.

Não se enxerga o longo prazo no futebol brasileiro.

Porque ninguém se importa com ele.

É preciso resolver o agora.

É necessário se importar com o já.

Mais pra frente, outro que se vire.

O meu é aqui, e agora.

O depois, que fique para depois.

De que adianta montar uma estrutura sustentável para vitórias futuras se ela implica em derrotas no presente?

Nada.

Absolutamente nada.

Independente se as atitudes que se tomem sejam efêmeras.

Ninguém quer saber.

Foca no relógio.

E não no calendário.

E o relógio dá voltas.

O presidente do Palmeiras sentiu isso na pele.

Foi um exemplo claro.

Quem foi prejudicado ontem é beneficiado hoje.

E será prejudicado novamente amanhã.

Quem se preocupa, perde cabelo.

Quem percebe, assiste de camarote.

Mas não tem a mesma graça.

 

Por Juca Kfouri às 13h08

15/11/2009

E só faltam três rodadas

As maiores novidades do Brasileirão são três: o Flamengo é o novo vice-líder, o Inter voltou ao G4 e o Galo saiu dele.

Sim, o São Paulo lidera com cara de que vai ser campeão outra vez e o Palmeiras caiu para um triste terceiro lugar.

Mas o Flamengo também anda com muito ar de campeão.

Lá embaixo, três condenados: Sport, Náutico e Santo André.

O quarto que cairá é um mistério.

Nada mais indica que venha a ser o Fluminense que, de fato, merece se salvar.

Mas o Botafogo está com um jeitinho de que quer cair, ou será uma quedinha pela segundona?

Foram mais de três gols por jogo, 31 no total da rodada.

E três jogos com mais de 50 mil torcedores pagantes: 53 mil no Morumbi, 52 mil no Maracanã e 51 mil no Mineirão.

Públicos ruins só mesmo em Barueri, com menos de 3.500 torcedores, e no Serra Dourada, com pouco mais de 1.800.

A média de público ficou na casa dos 24.500 pagantes por jogo.

Por Juca Kfouri às 22h42

Flu lindo, Inter indo

O Maracanã , com 52.511 pagantes, teve tudo a que tinha direito.

Mais uma vez recebeu um show da torcida tricolor.

Mais uma vez viu Fred fazer seu gol, o décimo em dez jogos, depois de um passe fantástico de Conca para uma jogada fabulosa de Maicon, pela esquerda, na linha de fundo, aos 17.

Mais uma vez viu o goleiro Rafael intervir magistralmente, e duas vezes.

Como viu Galatto impedir o segundo gol do Fluminense numa bicicleta fulminante de Maicon.

O Atlético Paranaense vendia caro sua derrota parcial e o segundo tempo prometia ser tão emocionante como o primeiro.

O Furacão voltou com Alex Mineiro e todo no ataque.

Não dava para piscar.

O empate parecia iminente quando Conca enfiou nova bola preciosa para Maicon que, num toque improvável, conseguiu cobrir o goleiro e fazer 2 a 0, aos 18, para alívio da massa tricolor -- testemunha e  parte de um milagre empolgante realizado por um punhado de bravos.

Aos 39, o rubro-negro paranaense diminuiu, fez o gol que mereceu, mas, felizmente para o Flu, foi só: 2 a 1.

Enquanto isso, no Beira-Rio, com 12.944 pagantes, com os pés nas costas, o Inter fazia sua parte, ao vencer o Santos por 2 a 0, Danilo Silva e Marquinhos, aos 25 e 28, e desalojava o Galo do G4.

No segundo tempo, Neymar diminuiu e D'Alessandro fez 3 a 1.

E, no Serra Dourada, com 1.819 pagantes, Marcelinho fez 1 a 0 para o Santo André no primeiro tempo e Fernandão fez 1 a 1 e 2 a 1 no segundo para o Goiás.

O 3 a 1 quem fez foi Iarley, para livrar um pouco a cara do Esmeraldino e afundar o Ramalhão.

Por Juca Kfouri às 20h40

Mengão encantado, Fogão complicado, Avaí valorizado

Não deu nem para dizer que o Flamengo sofreu nos Aflitos, com lotação quase completa, 19.798 torcedores.

Porque embora, no começo, o Náutico tenha dado um certo sufoco, o rubro-negro foi tão superior que estava na cara que logo marcaria.

E marcou com Petkovic, aos 16, complementando uma bela jogada de Adriano para Léo Moura que chutou o rebote do goleiro timbu.

O Náutico empatou com um gol em clamoroso impedimento que a arbitragem anulou depois de cinco minutos de conversas.

E os que são contra o auxílio eletrônico dizem que a medida paralisaria demais o jogo...

Em 10 segundos um lance como o de Cláudio Luís, sozinho dentro da grande área, seria decidido.

No fim do primeiro tempo, para coroar sua bela exibição individual, Adriano, que infernizou a zaga pernambucana, fez 2 a 0, em jogada iniciada por Léo Moura, deste para Zé Roberto e o cruzamento pela direita para o Imperador marcar.

O Náutico estava frito e o Flamengo, em fase encantada, na vice-liderança, ao deixar o Palmeiras para trás e ficar a apenas dois pontos do líder São Paulo.

No segundo tempo os cariocas seguiram melhor e, aos 15, Adriano quis retribuir o gol que Zé Roberto tinha lhe dado.

Não devia, porque o companheiro perdeu um dos gols mais feitos deste Brasileirão.

Ao Flamengo faltam o Goiás, no Maracanã, o Corinthians, em São Paulo, e o Grêmio, no Maracanã.

A chance de fazer os nove pontos não é apenas é enorme, é probabilíssima.

Ainda mais que quando o time leva pressão, como chegou a levar depois que Zé Roberto perdeu a oportunidade de matar o jogo nos Aflitos, o goleiro Bruno simplesmente fecha o gol e leva a chave com ele.

Na Arena Barueri, com 3.432  pagantes, porque é aquilo de sempre que só acontece com o Botafogo, Val Baiano, que não jogou nem contra o São Paulo nem contra o Inter por causa da mala branca, fez 1 a 0 para o time do Grêmio Barueri para complicar a vida do Glorioso.

Pior: fez matando a bola no braço, aos 28.

Pior ainda: nem bem começou o segundo tempo, aos 7, ele marcou de novo.

No fim, o mesmo Val Baiano fez 3 a 0.

O Botafogo saiu de campo para torcer contra o Fluminense.

E, na Ressacada, com 15.350 pagantes, William marcou dois gols para botar o Avaí com a vantagem de 2 a 1 sobre o Corinthians no primeiro tempo.

O primeiro gol catarinense nasceu de um pênalti inexistente e o empate paulista foi um presente de Marquinhos, em seguida, num gol contra.

O Corinthians foi para o segundo tempo com 10, por causa da expulsão de Balbuena depois de o paraguaio ter dado um carrinho criminoso.

Aos 24, Leo Gago, pela esquerda, chutou cruzado para fazer o 3 a 1 que o Avaí fazia por merecer desde o recomeço do jogo.

Dois times que vieram da Série B, o Avaí, incomparavelmente mais barato, livrou quatro pontos sobre o Corinthians e ainda pode pensar em Libertadores, a três pontos do G4.

O Corinthians já está, é verdade, mas a campanha do rival é para corar o comando alvinegro.

Por Juca Kfouri às 18h46

Morumbi, ontem...


(Crédito da imagem: Manolo Moran)

Por Juca Kfouri às 12h37

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

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