Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

12/12/2009

Frase do dia

A frase, na verdade,  é do dia 5 de março de 1995, ao jornal "Zero Hora", e do médico Eduardo De Rose tido e havido como das maiores autoridades mundiais em doping (embora o blogueiro discorde dele em quase tudo que diz e faz).

Mas, quem sabe, aquiete os inúmeros "especialistas" que andaram aparecendo por aqui:

"Hoje, modernamente, a cocaína não é mais um doping . Mas continua na lista pela conotação de droga social. Houve uma tentativa, na última reunião do Comitê Olímpico Internacional, de tirar a cocaína da lista, pois ela realmente não tem mais função numa lista de doping esportivo. O problema é que ainda não se encontrou uma fórmula para retirá-la da lista sem que se passe a idéia ao público de que o uso de cocaína estaria permitido pelo COI".


Por Juca Kfouri às 20h55

11/12/2009

Frase do dia

"Quero saber se o povo está na merda e quero  tirar o povo da merda em que se encontra".

Do presidente Lula, no Maranhão, ao prometer, para cerca de 2 mil pessoas, que iria investir mais em saneamento.

E não foram poucos os que se horrizaram com o "palavrão".

José Sarney, quando presidente da República, jamais diria coisa igual, tão cioso que era da "liturgia do cargo", expressão que consagrou.

Mas poucos aprontaram tanto quanto ele, que continua a aprontar, embora seja hoje em dia dos principais aliados de Lula.

FHC também seria incapaz de expressão tão vulgar, em público.

E depois as elites não entendem a popularidade de mais de 80% de Lula.

Merda horroriza, mas a fome jamais horrorizou.

E tome Lula, Hugo Chávez, Evo Morales, Fernando Lugo, Rafael Correa, Michelle Bachellet, Tabaré Vàzquez, José Mujica, Cristina Kirchner...

Por Juca Kfouri às 22h55

Vou desenhar...

Peço desculpas à esmagadora maioria dos leitores deste blog.

Que recebe mais de 100 mil visitas por dia em média e cerca de 500 comentários.

Dos quais uma pequena parcela é composta por analfabetos funcionais.

O desenho vai para esses últimos,  gente com dificuldade de entendimento do que lê, mas por culpa do sistema educacional brasileiro.

Defendo que cocaína e maconha não façam parte da legislação antidoping, porque ninguém as utiliza antes de competir para levar vantagem.

Isso é uma coisa.

Separa.

Agora, outra coisa.

Defendo que se um clube tem um jogador que utiliza substância estimulante para jogar e ganha o jogo, os pontos devem ser revertidos para o adversário que foi prejudicado pela deslealdade.

Nossa legislação falha nisso e o argumento de que só pune se houver dois ou mais é hilário, porque apenas um jogador é escolhido para o exame.

Defendo, enfim, do mesmo modo que há responsabilidade do mandante de um jogo, que haja no empregador de quem usa de artifícios para vencer o rival.

O que eu escrevi de mais grave na nota sobre o Jobson, no entanto,  quase ninguém que comentou levou em conta, ou seja, que a legislação antidrogas brasileira proibe que se torne público o nome de usuários, que são considerados doentes, dependentes químicos. 

Aí aparecem alguns gênios e perguntam se o empregador do jornal X é responsável pelo eventual uso de maconha de um seu funcionário, como se o jornal disputasse o campeonato de futebol!

É dose.

Pinte, por favor, a primeira parte de vermelho e a segunda de azul.

Perceba que são dois desenhos distintos, diferentes.

Junte-os agora, apenas como exercício de reflexão.

Sim, se Jobson usou cocaína não foi para vencer, mas,  como defendo que cocaína não é doping, digo que Jobson não deveria estar na situação em que está.

A menos que tenha usado estimulante e, aí sim, deve ser pego e punido junto com o clube.

Quanto ao meu bairrismo, má vontade com o Coritiba, Botafogo ou o diabo a quatro, rio, e recomendo que leiam os comentários à nota sobre o cheque do presidente do Corinthians, para verem que, na verdade, sou anticorintiano.

Ah, isso foi uma ironia!

Ufa!

Por Juca Kfouri às 18h18

O caso Jobson

Jobson foi pego no antidoping do jogo em que o Botafogo venceu o Coritiba por 2 a 0.

Se o Código Brasileiro de Justiça Desportiva fosse sério, o Botafogo perderia os pontos, o Coritiba os ganharia e assim o rebaixado seria o primeiro, não o segundo.

Mas o CBJD não é sério e pune apenas o atleta que teria usado estimulante e, assim, desequilibrado as condições da disputa esportiva em favor de seu time.

Que, repita-se, exatamente por isso, por esse favorecimento artificial, deveria ser punido com a perda de pontos em favor de quem foi vítima da deslealdade.

O antidoping pune, também, se aparecer resquícios de cocaína ou maconha na urina do atleta, uma bobagem sem tamanho porque ninguém se utiliza de tais drogas para melhorar desempenho esportivo.

Mais: se for esse o caso, o que Jobson nega, e disso se der publicidade, o atleta pode denunciar quem o fizer de acordo com a legislação antidrogas brasileira, que proibe expressamente a exposição de quem é dependente químico, por se tratar de um doente.

Mas Jobson não o fará, terá medo de fazê-lo.

O doping é uma questão mal resolvida pelo mundo afora e motivo de muita demagogia e hipocrisia no mundo da cartolagem. 

Comentário para o Jornal da CBN desta sexta-feira, 11 de dezembro de 2009.

 

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm  

Por Juca Kfouri às 00h00

10/12/2009

Um grande livro

Queres ler um grande livro sobre a Taça Libertadores?

Vai ao endereço abaixo:

http://www.letraviva.com.br/livro.php?id=40772  

Por Juca Kfouri às 22h58

Igreja$Cerveja

Divulgação

Só falta, agora, na comunhão, em vez de vinho, cerveja!

E o milagre ser atribuído ao padre Marcelo Rossi (o do meio da foto, entre os cartolas do Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo).

http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u664320.shtml

Por Juca Kfouri às 14h34

Indy aquática

O traçado do GP Brasil de Fórmula Indy, em março do ano que vem, em São Paulo, deve passar pelo sambódromo paulistano e, consequentemente, pela marginal do Tietê.

Em se tratando de São Paulo, e do mês das águas de março, é de se imaginar que a prova será disputada por submarinos.

Por Juca Kfouri às 08h14

As duas faces da mesma moeda

Leio no Painel FC, da "Folha de S.Paulo", que Alexandre Kalil não mentiu ao blog ao dizer que o banqueiro do BMG, Ricardo Guimarães, não daria dinheiro ao Galo para pagar Vanderlei Luxemburgo.

Apenas omitiu...

Segundo o jornal, Luxemburgo, que ganhará R$ 500 mil mensais, gerenciará um fundo de investimentos para contratação de jogadores do banco do valerioduto.

Pensando bem, faz todo sentido.

Reúne-se a fome com a vontade de comer.

Por Juca Kfouri às 08h09

O Timão voltou...às páginas policiais

Um dos orgulhos do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, estava em ter tirado o Corinthians das páginas policiais.

Pois ele mesmo acaba de devolver o clube às malditas páginas.

Um cheque seu, de R$ 850 mil, foi devolvido pelo Bradesco porque a assinatura não conferia.

O cheque era para pagar, já com bastante atraso, uma dívida com uma das empresas que tinham direitos sobre a venda do lateral André Santos.

Segundo revelou o jornal "Folha de S.Paulo", a Justiça, por meio da 1a. Vara Cível do Fórum do Tatuapé, determinou que o Corinthians pague o que deve à empresa Turbo Sports.

O clube reconhece a dívida mas diz que só se manifestará depois que for notificado oficialmente da decisão da Justiça.

"Devo não nego, pago quando puder" é uma velha máxima.

"Divergência de assinatura", no entanto, não é para qualquer um, precisa ter muita cara dura.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 10 de dezembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm   

Por Juca Kfouri às 00h40

Frase do dia

"A Constituição não manda que a imprensa seja boa. Manda que ela seja livre".

De Élio Gaspari.

(A de ontem ficou sem autor declarado porque foi impossível encontrar o dito cujo, tantos são os pais da frase, do meu amigo Antonio Tabet, do sítio Kibe Loco, ao também meu amigo Eduardo Elias, da ESPN-Brasil, passando por outros que desconheço).

Por Juca Kfouri às 14h35

A 'descoberta' do futebol pernambucano

 

Por PAULO AGUIAR* 

Todo amante do futebol consegue perceber um dia de domingo. Pois, o amanhecer de um domingo já é diferente.

No Recife, também é assim. Logo se vê a formação de redutos tricolores, alvi-rubros e rubro-negros, misturados ou em seus guetos, ao redor de uma mesa de bar. Um bate-papo, regado a uma cerveja, faz parte da preparação de todo torcedor.

Domingo é dia de ver o Recife enfeitado, colorido. É dia de ouvir os buzinaços antes e após os clássicos. É dia de ver a mobilização nas cidades vizinhas.

Porque domingo É dia de Clássico. Seja no Arruda, nos Aflitos ou na Ilha.

Mas, eis que depois de promover um Campeonato Pernambucano, em 2008, sem Clássico das Multidões (Santa x Sport) e Clássico das Emoções (Santa x Náutico), surge uma nova façanha no Futebol de Pernambuco.

A Federação Pernambucana de Futebol descobriu que o melhor dia para o Clássico das Multidões, o Clássico das Emoções e o Clássico dos Clássicos (Sport x Náutico) não é um domingo. Isso mesmo!

A descoberta foi mística e numeróloga. Explico: o primeiro clássico têm que ser jogado na 5ª rodada do Campeonato; é o que diz uma tabela tecnicamente perfeita (sic). E, seguindo uma seqüência, também mística e numeróloga, todos os outros clássicos da primeira fase não serão jogados nos finais de semana.

Não bastasse o ótimo momento que vivem os times de Pernambuco, as ótimas condições de infra-estrutura dos estádios para os jogos noturnos, a excelente segurança que temos no Recife e o ótimo sistema de transporte noturno para transportar 30 mil pessoas, em média, o pernambucano ficará sem o seu domingo de clássico.

Sem dúvida, esta nova descoberta é a cereja que faltava no bolo do futebol pernambucano.

Um futebol fracassado há anos, com alguns lampejos para não dizer que está na UTI.

Um futebol dirigido pelos mesmos dirigentes de 20 anos atrás, sem renovação. E, o pior, com descobertas místicas e insólitas.

Os pernambucanos terão que se contentar com os clássicos Fla x Flu, Corinthians x Palmeiras, Inter x Grêmio, jogados nos dias de domingo e transmitidos ao vivo pela TV.

Tudo bem que os nossos clássicos, talvez, não sejam mais dignos de um domingo de futebol. Mas, com certeza, os nossos torcedores não são dignos de quarta-feira ingrata, de cinzas, de clássicos. 

*Paulo Aguiar é recifense, professor de Economia, vinculado a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atualmente fazendo pós-doutorado na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.

Por Juca Kfouri às 12h32

Que punição merece o Coritiba?

A direção do Coritiba teme que o clube vire bode-expiatório para a insolúvel, por incompetência dos governos, do ministério do Esporte, do Ministério Público, da Polícia, questão da violência nos estádios.

E teme com razão, porque o clube paranaense não tem a força que têm os clubes do eixo Minas-Rio-São Paulo-Rio Grande do Sul.

Mas o fato é que alguém tem de ser o primeiro a ser dado como exemplo.

E a barbárie de domingo no Couto Pereira justifica que seja o clube mandante do jogo e responsável pelo estádio.

Até porque, só agora, a direção coxa anuncia que rompeu com os membros da torcida uniformizada que causou o inferno verde que lá se viu, a tal Império Alviverde, império do mal, da covardia.

E quem brinca com fogo sai chamuscado.

É verdade que praticamente todos os cartolas têm o mesmo comportamento, reféns da intimidação que esta gente é capaz de despertar.

Mas se a justiça esportiva pode penalizar o Coritiba com no máximo 10 jogos de Couto Pereira interditado, a CBF pode, administrativamente, punir o clube com o rebaixamento para a Série C do Brasileirão, por exemplo.

Seria didático, para dizer o mínimo.

Desde que fizesse o mesmo com um Corinthians, se se repetirem as cenas do Pacaembu quando o time foi eliminado da Libertadores pelo River Plate.

Ou com o Inter, se novamente banheiros químicos forem atirados da arquibancada do Beira-Rio.

E assim por diante.

Que o Coritiba seja o primeiro, jamais o único.

Se bem que se o ministro do Esporte tivesse vergonha na cara já teria, pelo menos, pedido demissão.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 9 de dezembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm  

Por Juca Kfouri às 00h03

08/12/2009

Mais um processo?

Presidente do Sport, se for macho mesmo, processará também o presidente da CBF.

Que nesta terça-feira, desejou sorte à Patrícia Amorim e complementou: "Tomara que ela traga o hepta!".

Eu, hein?

Estou quase achando que é só penta...

(Brincadeirinha...).

Por Juca Kfouri às 22h42

Frase do dia

"63 pontos de alagamento em São Paulo.

 A chuva fez mais pontos que o Palmeiras e estaria na Libertadores!"

Por Juca Kfouri às 17h50

Pobre Galo

Alexandre Kalil conseguiu o que queria: contratou Vanderlei Luxemburgo.

Por dois anos.

Tempo mais que suficiente para se arrepender.

O mundo do futebol tem coisas inexplicáveis.

A experiência de uns não serve para outros.

Todos têm que sentir na carne.

O Galo sentirá, como o Santos, o Palmeiras.

E não por falta de aviso.

Espera-se, ao menos, que o Galo não esteja gastando mais do que pode, como Kalil garantiu que não faria.

Em tempo: veja como foi a nota deste blog quando o Santos o contratou:

17/07/2009

Pobre Santos FC!

 

Precisa explicar por quê?

Por Juca Kfouri às 16h08

Vanguarda carioca

Primeiro foi o Botafogo, que elegeu o ex-atleta Bebeto de Freitas seu presidente.

E deu certo.

Com Bebeto, o Botafogo começou a se reerguer.

Depois foi o Vasco, que elegeu o ex-atleta Roberto Dinamite seu presidente.

Está dando certo.

E, agora, o Flamengo elege a ex-atleta Patrícia Amorim.

Seguem o exemplo de um Bayern Munique, que elegeu Franz Beckenbauer.

Na Europa é comum o aproveitamento de ex-jogadores.

E, no anos 40, o São Paulo teve o carioca Roberto Gomes Pedrosa, que foi goleiro do Botafogo e do próprio tricolor, como seu presidente.

Também deu certo, a ponto de ter seu nome na praça que fica em frente ao estádio do Morumbi, além de ter presidido a Federação Paulista de Futebol.

Nos 50/60, o Santos teve seu ex-goleiro Athiê Jorge Cury como presidente dos melhores anos de sua história.

Eram outros tempos, no entanto, que o futebol paulista esqueceu.

É claro que o simples fato de ter sido atleta não garante competência.

Mas, em regra, garante um vínculo.

Por Juca Kfouri às 15h39

As mulheres chegam ao poder também no futebol

Patrícia Amorim ganhou as eleições no Flamengo.

Será presidente do rubro-negro até 2012.

É a primeira mulher a dirigir o clube, como Marlene Matheus foi a primeira a presidir o Corinthians.

Com a óbvia diferença de que Marlene se elegeu por ser mulher de Vicente Matheus, que não podia ser reeleito mais uma vez.

E Patrícia, que é vereadora tucana e ex-nadadora campeão na Gávea, elegeu-se por si mesma.

Ela teve 792 votos, 93 a mais que o segundo colocado, Delair Dumbrosck, num colégio eleitoral com apenas 2.342 eleitores.

Ela garante que Andrade e Adriano só não continuarão no Flamengo se não quiserem.

Tomara que ela dê jeito no clube mais popular do país.

Por Juca Kfouri às 01h19

07/12/2009

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 20h25

Não deixe de ler

Sou até suspeito para indicar, pois José Geraldo Couto não só é meu amigo como é vizinho de coluna na "Folha".

Mas, muito mais que isso, é das boas cabeças deste país.

E transita entre o futebol, o cinema e a literatura com a mesma desenvoltura, mais que uma rima,  uma ótima solução.

O livro, da Publifolha, custa só R$ 19 e tem 104 páginas, em formato de bolso.

Um achado!

Por Juca Kfouri às 18h06

A massa na Libertadores

 

Como me lembra o ombudsman informal, e não remunerado, deste blog, Conrado Giacomini, pela primeira vez os três clubes de maior torcida do país vão disputar a Taça Libertadores juntos.

Por outro lado, no entanto, esvaiu-se outra possibilidade palpitante, que seria a participação do Trio de Ferro paulista no torneio continental.

Por Juca Kfouri às 17h21

06/12/2009

Livro de craque

Por Juca Kfouri às 22h28

Um hexacampeonato para a história

O hexacampeonato do Flamengo derruba alguns mitos dos campeonatos em pontos corridos e entra para a história.

Nâo só o Flamengo mudou de técnico, como foi campeão com um treinador que era visto, no máximo, como tapa-buraco, como interino.

Para ser campeão em pontos corridos, sempre se disse, é essencial ser bem organizado, coisa que o Flamengo também não é.

Mas não há nada, rigorosamente nada que se possa dizer para diminuir a façanha rubro-negra.

No jogo deste domingo no Maracanã o time estava ansioso, a dupla Pet/Adriano nem foi bem, mas a dos zagueiros Daivid e Ronaldo Angelim fez por todos.

Numa rodada com 28 gols e média de público de 24.100 pagantes.

O Maracanã, é claro, teve o maior público, com 78.639 pagantes, contra apenas 1.741 pagantes do jogo do Barueri, o pior.

Domingo triste para dois alviverdes, mais para o Coritiba, novamente rebaixado e ainda vítima da barbárie de alguns bandidos que invadiram o gramado e agrediram meio mundo, coisa que deverá custar caro ao Couto Pereira na Série B.

Mas também o Palmeiras se deu mal, muito mal, ao perder a vaga da Libertadores para o Cruzeiro, outro time que conseguiu uma reação empolgante, assim como o Fluminense, o maior herói do Brasileirão de 2009.

O campeonato mais emocionante da história acabou em grande estilo.

A hegemonia de cinco anos seguidos dos paulistas, felizmente, foi para o espaço, o que é bom para o futebol brasileiro.

E os quatro maiores centros do nosso futebol estarão na Libertadores, São Paulo com dois clubes, o Rio, Minas e o Rio Grande do Sul com um.

O Brasileirão de 2009 teve a melhor média de público desde 1987, com 17.807 torcedores por jogo.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, dia 7 de dezembro de 2009.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm  

Por Juca Kfouri às 20h24

Fla hexa!!!!!! Flu heróico!!! Cruzeiro chega!

Fotos Buda Mendes/UOL

Acompanhei os jogos da dupla Fla-Flu.

E, no intervalo, vi o que a Globo mostrou.

Então, o Inter era o campeão, tetracampeão brasileiro.

E o Botafogo acompanhava o Santo André na Segunda Divisão.

Porque os meninos do Grêmio endureciam a vida do nervoso Flamengo e do mágico Maracanã, superlotado.

Bruno falhara num escanteio e permitira um gol gremista, dentro da pequena área, de Roberson, aos 21.

Neste exato momento, Alecsandro fez 1 a 0 para o Inter, no Beira-Rio com 32.798 pagantes.

O Flamengo ficou oito minutos atrás no marcador, mas empatou com o zagueiro David, depois de disputa de bola entre Adriano, que pediu um pênalti do zagueiro gremista, mão na bola, enquanto o Grêmio reclamou de falta do Imperador, que teria impedido, com o braço, a aproximação do tricolor.

Os reservas do Grêmio davam trabalho e o Inter fazia 2 a 0, com Índio.

No Engenhão, o Botafogo perdia dois gols incríveis com Lúcio Flávio e Reinaldoe ficava no 0 a 0 com o Palmeiras.

E o São Paulo ganhava do Sport, com gol de Washington, depois que Rogério evitou o gol pernambucano.

No Couto Pereira lotado, com 32.630 pagantes, um drama.

Fred teria feito um gol que não dá para jurar se a bola entrou ou não.

Mas Marquinho, aos 27, de falta pôs o Flu na frente em jogo equilibrado e bem disputado, com chances para os dois lados, até que Pereira, de cabeça, aos 33, empatou.

O Cruzeiro ganhava do Santos, na Vila (6.942 pagantes), com gol de Wellington Paulista, aos 4.

Haja!

O Flamengo voltou como um torniquete no segundo tempo.

E tirou Toró para botar Éverton.

O Botafogo fazia 1 a 0, com Wellington, aos 11, saía da Segundona, punha o Coritiba e tirava o Palmeiras da Libertadores, para botar o Cruzeiro.

E Rogério Ceni de falta, aos 9,  e Washington, aos 20 e aos 45, faziam 4 a 0 para o São Paulo diante de 30.937 pagantes, felizes com a sétima participação consecutiva do clube na Libertadores.

Andrezinho fazia 3 a 0 para o Inter, também de falta, placar que Giuliano ampliou: 4 a 0.

Nunes diminuiu: 4 a 1.

E Neymar devolvia o Palmeiras à Libertadores, ao empatar com o Cruzeiro, 1 a 1, enquanto Jobson fazia 2 a 0 para o Botafogo, para alegria de 38.717 pagantes no Engenhão.

No fim, Robert diminuiu, mas não adiantou: 2 a 1.

E, aos 24, depois que Adriano quase virou, Ronaldo Angelim, novo DEUS DA RAÇA, de cabeça, no escanteio de Petkovic, fez 2 a 1, o gol do hexacampeonato.

Era justo pelo jogo e pelo campeonato.

Kléber, o Gladiador, que ironia!, fez 2 a 1 para o Cruzeiro e tirou o Palmeiras de novo, para alegria de Luxemburgo.

Aos 27, Pet dava lugar a Fierro e era ovacionado no Maracanã com 85 mil torcedores, 78.639 pagantes.

Que levaram um susto, aos 32, em bola mal defendida por Bruno que Maylson desperdiçou no rebote.

O Flu resistia no Couto Pereira bravamente, como é de seu feitio ultimamente, e o Coritiba, no seu centenário, caía.

Um 1 a 1 que valeu como uma goleada para o Fluminense.

No Prudentão, 0 a 0 para Grêmio e Atlético Paranaense, diante do menor público da rodada, apenas 1.741 pagantes.

E, no Barradão, 2 a 2, para Vitória e Goiás, com 9.784 pagantes.

 

Por Juca Kfouri às 18h46

Galo quer Luxemburgo, mas não pode

Enganado pelo passado, Alexandre Kalil, presidente do Galo, não disfarça:

"Se eu tivesse dinheiro, traria Vanderlei Luxemburgo, porque, enquadrado, ele é o melhor técnico do Brasil. Mas o clube não pode".

A hipótese de Ricardo Guimarães, do BMG, e do valerioduto, financiar a aventura é prontamente descartada:

"Não estou aqui para receber ordem de banqueiro. Ele não manda nem mandará mais nada no Atlético. Pode ser que cheguemos a um acordo para resolver a dívida que há com ele, mas isso passa pela devolução do shopping ao clube".

Kalil acrescenta que se Luxemburgo não cobrar os olhos da cara e não vier com intenção de mandar no clube, nem com toda sua famosa turma, só no futebol, tudo será possível.

E descarta parceria com a Traffic:

"Ninguém mais mandará no Galo que terá de andar por suas próprias pernas. Isso eu garanto, dou a minha palavra!".

Por Juca Kfouri às 13h04

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico