Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

13/02/2010

O Vasco é finalista da Taça Guanabara

Depois de um primeiro tempo em que tanto Fluminense quanto Vasco não ousaram arriscar e em que Fred teve duas belas chances para marcar, veio um segundo tempo com 20 minutos iniciais empolgantes no Maracanã.

Era chance de gol pra lá e pra cá, mais pro Flu que pro Vasco, mas também pro Vasco que teve uma enorme chance desperdiçada por Élder Granja, de cabeça.

Mas o que o Flu perdeu de gols não está escrito, principalmente com Fred, numa noite em que ele se apresentou livre uma dúzia de vezes como opção, mas nas quais finalizou muito mal, além de simular um pênalti em lance imperdível e imperdoável.

Alan também cabeceou para fora uma bola que não se desperdiça.

Não era noite de Fred, nem de Dodô, apagado. 

Não era noite de gols.

Aos 40, em falta ensaiada, Carlos Alberto deu para Élder Granja marcar ou passar para Dodô e ele não fez nem uma coisa nem outra.

Os pênaltis eram a única maneira de ver a rede balançar.

Até o árbitro, que pipocou ao não mostrar um segundo cartão amarelo para Thiaguinho, no fim do jogo, exatamente pela falta que fez e cujo desenlace foi perdido por Granja, resolveu não dar os dois minutos de acréscimos como havia sinalizado e acabou o jogo aos 45.

De fato, dois minutos,  duas horas ou dois dias não fariam a menor diferença, porque neste sábado carnavalesco, no Rio, gol era coisa proibida. 

Quarenta mil torcedores, 30 mil pagantes, foram para a apoteose dos pênaltis em busca de uma vaga na final da Taça Guanabara.

Dodô fez 1 a 0.

Fred empatou. Ufa! Com paradinha, paradona e pé por cima da bola.

Fernando fez 2 a 1.

Gum empatou. Com paradinha, sim senhor!

Márcio Careca fez 3 a 2.

Cássio empatou.

Philippe Coutinho, com paradinha, fez 4 a 3.

Dario Conca empatou, com um torpedo no meio do gol.

Carlos Alberto fez 5 a 4.

Nove pênaltis inapeláveis.

Marquinho bateu o décimo e empatou, inapelavelmente.

Veio a série alternada.

Nilton soltou uma bomba e fez 6 a 5.

Alan, o menino, bateu no travessão.

 

Por Juca Kfouri às 20h52

Sem futebol em São Paulo

Não houve futebol no Canindé, porque é impossível haver futebol no sol das 15 horas em pleno verão.

Então, no primeiro tempo, Felipe falhou feio e a Lusa fez 1 a 0, num verdadeiro gol contra de goleiro.

O Corinthians empatou com Elias, no segundo, quando também não houve futebol digno desse nome: 1 a 1.

Injustamente, o violento zagueiro Domingos foi expulso de campo.

Injustamente porque ele não deveria nem entrar em campo de futebol, a menos que seja do tal futebol americano.

Injusto também foi o empate, porque o Corinthians mereceu vencer e ainda mandou uma bola na trave no último segundo de jogo.

Em Itu, no primeiro tempo, que foi o que vi, também não houve futebol pelo mesmo motivo já explicado em relação ao Canindé.

Lá, Rogério Ceni fez o gol, de pênalti e sem paradinha, da vitória do São Paulo sobre o Ituano: 1 a 0.

Em tempo: a Lusa é mesmo fabulosa.

Com o mando de campo, sob um calorão danado, o time jogou todo de preto e deixou o rival jogar todo de branco...

Por Juca Kfouri às 17h56

12/02/2010

Corujices...

Daniel Kfouri

A foto premiada

Há 35 anos nascia Daniel Kfouri, meu segundo filho.

Aos 5 anos estava claro que ele não era uma pessoa comum, tamanho seu senso de humor puxado para o surrealismo.

E deu trabalho.

A estrutura educacional brasileira, infelizmente, não dá conta de gente como ele.

Bateu cabeça para cá, bateu cabeça para lá, virou editor de arte, o que fazia sentido, fez a reforma visual da revista Sexy, virou chefe de arte da Caros Amigos e, de repente, apaixonou-se pela fotografia.

Seu endereço na Internet está aí, do lado esquerdo de meu blog.

Mas não conto isso para apenas celebrar seu 35o. aniversário.

Conto porque ele acaba de ser premiado num dos mais prestigiados concursos de fotografias do mundo, o "World Press Photo".

Ganhou o terceiro prêmio na categoria Esportes de Ação, único brasileiro premiado.

O pai coruja não cabe em si.

Atualizando, aos 25 minutos do dia 13 de fevereiro, pós jantar do aniversário: ao verificar em seus arquivos quem era o atleta sobre o skate, o fotógrafo descobriu que é simplesmente o melhor deles, o brasileiro Bob Burnquist.

Por Juca Kfouri às 13h28

Tem futebol no ziriguidum

É claro que tem futebol no Carnaval.

E nisso, diga-se, não há nenhum mal.

No Rio, por exemplo, amanhã, tem Vasco e Flu, em ritmo de semifinal.

E no Maracanã.

Como,  no domingo, no Pacaembu, tem Robinho, para provar que é ainda é o tal.

Ora, tem sim quem não goste de samba sem ser doente do pé.

É gente como nós, que nos perdoe o Rei Momo, que curte mais os sudítos do Rei Pelé.

Por Juca Kfouri às 00h01

11/02/2010

Coisa de louco!

http://meiodecamporm.blogspot.com/

Escreveu, em seu blog, o cruzeirense Jorge Santana:

"Gilberto – Foi expulso aos 2 minutos por imprudência. No lance e na concepção de jogo. Divã, já!".

E tem gente aqui achando que não vi o jogo, que a expulsão foi injusta e meramente interpretativa.

A estes, recomendo, apenas, um mínimo de isenção.

A expulsão de Gilberto, de cujo futebol sou admirador, foi obrigatória.

Simplesmente obrigatória.

Sim, houve argentino que também mereceu, como Gil.

Mas Gil até poderia não ter sido.

Gilberto não.

Ele mesmo, com seus botões, há de reconhecer. 

Por Juca Kfouri às 14h36

Na 'Folha', dias atrás

DRAUZIO VARELLA

Bem-vinda

MINHA NETA acabou de nascer.

Não é a primeira, tive outra há cinco anos; uma menina de bons modos e olhar atento que encanta a família inteira.

Curiosa a experiência de ser avô, perceber que a espiral da vida dá uma volta completa; a primeira que independe de nossa participação.

Sim, porque até o nascimento de um neto os acontecimentos biológicos de alguma forma dependeram de ações praticadas por nós: nossos filhos só existem porque os concebemos, os fatos que constituíram a história de nossas vidas apenas ocorreram porque estávamos por perto; mesmo nossos pais só se transformaram em figuras carregadas de significado porque nos deram à luz.

Os netos, em oposição, vêm ao mundo como consequência de decisões alheias, nasceriam igualmente se já nos tivéssemos ido.

A ideia de nos tornarmos seres biologicamente descartáveis é incômoda, porque nos confronta com a transitoriedade da existência humana: viemos do nada e ao pó retornaremos, como rezam os ensinamentos antigos.

Por outro lado, liberta do compromisso de transmitirmos às gerações futuras os genes que herdamos das que nos precederam, força da natureza que reduz a essência da vida na Terra (e em qualquer planeta no qual ela porventura exista ou venha a existir) ao eterno crescei, competi e multiplicai-vos, como ensinaram Alfred Wallace e Charles Darwin.

A sensação de que nos livramos dessa incumbência biológica, entretanto, não nos torna imunes ao ensejo de proteger os filhos de nossos filhos como se fossem extensões de nós mesmos.

Somos impelidos a fazê-lo não por senso de responsabilidade familiar ou por normas de procedimento ditadas por imposições sociais, mas por ímpetos instintivos irresistíveis.

Os biólogos evolucionistas afirmam que a seleção natural privilegiou nas crianças uma estratégia de sobrevivência imbatível: a beleza.

Fossem feias e repugnantes, não aguentaríamos o trabalho que nos dão, porque cavalos e bezerros ensaiam os primeiros passos ao ser expulsos do útero materno, enquanto filhotes de primatas como nós são dependentes de cuidados intensivos por anos a fio.

Dizem eles, também, que o amor dos avós conferiu maior chance de sobrevivência aos bebês que tiveram a sorte de contar com ele, razão pela qual esse sentimento teria persistido em nossa espécie. Pelo mesmo motivo, explicam as vantagens evolutivas conferidas pela menopausa, fase em que a mulher já infértil reúne experiência e disponibilidade para ajudar os filhos a cuidar da prole.

Sejam quais forem as raízes biológicas, o fato é que caímos de quatro diante dos netos.

Por mais voluntariosos, mal-educados, egoístas, temperamentais e pouco criativos que os outros os julguem, para nós serão lindos, espertos, de boa índole e, sobretudo, inteligentes como nenhuma outra criança.

Anos atrás, surpreendi um amigo ao telefone perguntando para o neto como fazia o boizinho do sítio em que o menino de dois anos se encontrava.

A cada "buuuu" que ouvia, meu amigo ria de perder o fôlego.

Diante do riso exagerado, perguntei como reagiria quando a criança relinchasse.

Você verá quando for avô, respondeu.

Tinha razão.

Os netos surgem em nossas vidas quando estamos mais maduros, menos preocupados em nos afirmar, mais seletivos afetivamente, desinteressados de pessoas que não demonstram interesse por nós, libertos da ditadura que o sexo nos impõe na adolescência e cientes de que não dispomos mais de uma vida inteira para corrigir erros cometidos, ilusão causadora de tantos desencontros no passado.

A aceitação de que não temos diante de nós todo o tempo do mundo cria o desejo de nos concentrarmos no essencial, em busca do máximo de felicidade que pudermos obter no futuro imediato. A inquietude da inexperiência e os desmandos causados por ela dão lugar à busca da serenidade.

Fase inigualável da vida, quando abandonamos compromissos sociais para brincar feito crianças com os netos, sem nos acharmos ridículos.

Ajoelhar para que montem em nossas costas, virar monstros, onças ou dinossauros em obediência ao que lhes dita a imaginação aventureira, preparar-lhes o jantar que não comerão, assistir aos desenhos animados da TV, ler histórias na cama quando estão entregues, beijar-lhes o rosto macio, sentir-lhes o cheiro do cabelo e a respiração profunda ao cair no sono.

Por Juca Kfouri às 00h18

10/02/2010

Grandes penam na Copa do Brasil

Nada vi da Copa do Brasil, com exceção da dura vitória do Grêmio, no Mato Grosso, contra o Araguaia, 3 a 1, o que eliminou o jogo de volta.

Coisa que os titulares do Palmeiras não conseguiram contra o Flamengo do Piauí, pois ficaram no 1 a 0, em Teresina, gol de Diego Souza, aos 29 do segundo tempo.

Pior fizeram os titulares do Botafogo, que perderam, em Santarém, no Pará, para o São Raimundo: 1 a 0.

Já os reservas do Vasco ficaram no 2 a 1 com o Souza, da Paraíba, em João Pessoa, o que obriga o jogo de volta, em São Januário.

Por Juca Kfouri às 23h44

São Paulo ganha mal e Cruzeiro perde bem

Gilberto, inexplicavelmente, aos 2 minutos de jogo, fez uma falta estúpida em Sebá e foi corretamente expulso de campo.

Não demorou muito e o Vélez Sarsfield fez 1 a 0 no Cruzeiro.

Pouco antes do primeiro tempo acabar foi a vez do zagueiro Gil fazer uma falta para evitar um gol e tomar o segundo amarelo.

Mas com dois a menos e sem o experiente Gilberto, que já tinha sido expulso em Potosí, o Cruzeiro virou presa fácil em Buenos Aires.

Felizmente para os mineiros a goleada que poderia vir acabou por ser evitada pelos nove bravos celestes que permaneceram no gramado.

Quando faltavam 13 minutos para o jogo acabar os argentinos conseguiram seu segundo gol e ficaram nisso: 2 a 0.

Já o São Paulo não jogou bem no primeiro tempo, viu o time misto do Monterrey tomar conta da bola, embora sem levar perigo, fez 1 a 0 num gol contra para evitar que Washington o marcasse (o árbitro acabou por dar o gol para o centroavante brasileiro) logo aos 12 minutos de partida e estreou com vitória.

Mas precisava melhorar. E muito. E estava na cara de Ricardo Gomes que ele é o primeiro a saber disso. Sabe muito bem.

Nem por isso o comportamento no segundo tempo foi tão melhor, apesar de já não permitir o domínio mexicano.

Aos 30, enfim, Cicinho entrou no lugar de Richarlyson e, para saudá-lo, Washington fez 2 a 0.

Ficou de bom tamanho.

Por Juca Kfouri às 23h22

Adeus, Orlando!

Por ROBERTO VIEIRA 

Encantou-se aos 74 anos. 

Quem encantou brasileiros e argentinos. 

O zagueiro Orlando Peçanha foi uma rara unanimidade. 

Deslumbrou vascaínos e xeneizes. 

Nos anos 70 ganhei um livro de minha mãe. 

A Seleção Brasileira de Todos os Tempos. 

Eleita em votação antes da Copa de 70. 

Lá estava a defesa: 

Gilmar, Djalma Santos, Orlando, Domingos da Guia e Nilton Santos. 

Li e reli a história de Orlando. 

Nunca o vi jogar. 

Muita gente vai debochar de mim: 

"Ele não sabe o que fala!" 

Pode ser. 

Mas quem admira o gênio, acredita sem ver o milagre. 

E segundo os mandamentos do futebol. 

Benditos os que não viram e vivem a fé... 

Deles é o Reino do Futebol. 

Vá com Domingos, Orlando! 

Domingos que vestiu as mesmas camisas que você. 

Com a mesma classe. 

Com a mesma nobre estirpe... 

Os que ficam assistindo os zagueiros pernas-de-pau te saúdam! 

Por Juca Kfouri às 20h27

Pra que serve a CBF?

A CBF mudou quatro vezes o horário do jogo do Grêmio, nesta noite, em Rondonópolis, pela Copa do Brasil.

Será, enfim, às 19h30, mas esteve marcado até para às 23h30!

A CBF não sabia que dia 2 de março é uma terça-feira, não quarta, como imaginava, o que complica a participação de Robinho no clássico diante do Corinthians, marcado para o domingo, dia 28 de fevereiro, na Vila Belmiro.

Normalmente os jogadores se apresentam no domingo à noite, quando o jogo é na quarta-feira, mas como é numa terça...

Por Juca Kfouri às 13h31

A primeira noite de Libertadores

A Copa Libertadores começa hoje para os times brasileiros.

Dois deles estarão em campo nesta noite.

O São Paulo, tricampeão, que recebe o Monterrey, do México, e o bicampeão Cruzeiro, que enfrenta o Veléz Sarsfield, na Argentina.

A tarefa paulista é bem mais simples que a mineira.

Porque o tricolor recebe um Monterrey desfigurado, com apenas quatro titulares, pois seus melhores jogadores estão poupados para o clássico contra o Tigres, no próximo domingo, pelo Campeonato Mexicano.

Monterrey e Tigres são os dois maiores rivais do estado Nuévo Leon, fazem o clássico Regiomontano, uma espécie de Gre-Nal mexicano.

O Monterrey é o atual campeão do torneio Apertura do México e o Veléz Sarsfield é o atual campeão do Clausura na Argentina.

O Monterrey tem 65 anos, 10 anos mais moço que o São Paulo.

Já o Velez completou 100 anos no último dia primeiro de janeiro e é 11 anos mais velho que o Cruzeiro, além de querer, como o Corinthians, ganhar a Libertadores em seu centenário.

A diferença está em que o Veléz já ganhou uma Libertadores, em 1994, ao derrotar, nos pênaltis, o São Paulo, em pleno, pleníssimo Morumbi.

Portanto, o time argentino quer o bi.

O Cruzeiro que se cuide.

Por Juca Kfouri às 00h02

09/02/2010

Seis vezes Flamengo!

No livro 6 X Mengão, mais um da Maquinária Editora, o jornalista Paschoal Ambrósio Filho, mesmo autor do Pentatri, convida o leitor para uma  viagem pelos seis títulos brasileiros conquistados pelo Flamengo.

Desde a conquista de 1980, passando por 1982, 1983, 1987, 1992 e, especialmente, 2009, que sacramentou o hexa, o livro conta todos os detalhes dessa façanha rubro-negra.

Contendo depoimentos inéditos de Zico, Júnior, Rondinelli, Raul, Ronaldo Angelim e Andrade, além de 42 fotos e as fichas dos 155 jogos disputados, é uma obra para deixar felizes todos os flamenguistas do mundo.

São 128 páginas por R$ 28.

Por Juca Kfouri às 17h14

Por enquanto, Ronaldinho verá a Copa pela TV

Ronaldinho está mesmo fora.

Thiago Silva foi convocado na vaga de Miranda.

Michel Bastos é o lateral-esquerdo convocado agora há pouco por Dunga.

E Gilberto, do Cruzeiro, foi chamado, provavelmente para ser lateral e, de fato, fez por merecer.

Difícil é entender a convocação de Doni, reserva na Roma.

Mas, tudo bem.

Dunga mantém seu grupo.

Ele é assim.

Chama quem se deu bem com ele, mesmo que em má fase em seus clubes.

Ah, sim, claro, Robinho está convocado e André Santos não. 

Por Juca Kfouri às 11h18

Dia de Dunga. Dia D para Ronaldinho

Daqui a pouco, às 11 horas, Dunga fará a penúltima convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo.

Daqui a pouco saberemos se, por exemplo, Ronaldinho Gaúcho ainda é um jogador que pode ir à África do Sul.

Dunga tem mil motivos para estar feliz com o grupo que montou, campeão da Copa América, da Copa das Confederações e das eliminatórias.

Dunga, ao seu estilo, sabe que Ronaldinho é melhor que Júlio Baptista, mas sabe, também, que pode confiar cegamente em Júlio Baptista e é compreensível que tenha, se tiver, dúvidas sobre o Gaúcho.

Enfim, há quem torça por Ronaldinho, como este que vos escreve.

Mas que compreenderá perfeitamente se Dunga não o convocar.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 9 de fevereiro de 2010.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 01h51

08/02/2010

Tabelinha desta segunda-feira

Por Juca Kfouri às 21h13

São Jorge Henrique...

Por Juca Kfouri às 13h01

Beleza, Bellucci! (2)


Como revela levantamento feito pela jornalista Roberta Nomura, do UOL, Bellucci, aos 22 anos, já é o quarto melhor brasileiro da história do ranking tenístico.

Melhor que ele só o Guga, que foi, aos 24 anos de idade, primeirão durante quase um ano, Thomaz Koch, que foi 24o., aos 29 anos e Fernando Meligeni, que foi 25o., aos 28 anos.

O palmeirense Bellucci, repita-se, aos 22, já é o 28o.

Por Juca Kfouri às 12h56

Beleza, Bellucci!

Ontem, em Santiago, o tenista brasileiro Thomaz Bellucci já tinha conseguido uma vitória consagradora: derrotou o chileno Fernando Gonzalez, medalhista de ouro olímpico e 11o. do ranking da ATP, por 2 a 1, na cada dele.

Agora há pouco, Bellucci conseguiu nova proeza.

Fez 6/2 no argentino Juan Monaco, 29o. do ranking, no primeiro set, levou um pneu no segundo e ganhou o jogo no terceiro, por 6/4.

Ganhou, assim, seu segundo torneio da ATP e melhorará sua posição, que já era boa, de 35o. melhor tenista do mundo.

Pena que a BandSports, que vinha transmitindo o torneio, tenha deixado de fazê-lo exatamente na final, embora o segundo e o terceiro sets tenham sido disputados já depois do fim do Superbowl.

Atualização, às 12h32: Como revela levantamento feito pela jornalista Roberta Nomura, do UOL, Bellucci, aos 22 anos, já é o quarto melhor brasileiro da história do ranking tenístico.

Melhor que ele só o Guga, que foi, aos 24 anos de idade, primeirão durante quase um ano, Thomaz Kock, que foi 24o., aos 29 anos e Fernando Meligeni, que foi 25o., aos 28 anos.

O palmeirense Bellucci já é o 28o.

Por Juca Kfouri às 01h24

Viva Nova Orleans!

Não me pergunte sobre futebol americano.

Vejo o Superbowl pelo acontecimento que é, mas entendo pouco, quase nada.

Torci pelos Saints, como a maioria pelo mundo afora, porque Nova Orleans merecia, cinco anos depois do terrível Katrina.

Quem conheceu a cidade antes do furacão, sabe do que estou falando.

Quem não conheceu, também é capaz de imaginar.

Sim, os Colts, de Indianápolis, eram os favoritos.

Mas por 31 a 17 a vitória foi de quem nunca tinha participado de um Superbowl, para o maior carnaval de New Orleans.

Haja blues, haja jazz.

Por Juca Kfouri às 00h45

07/02/2010

O 'outrista'

Entre as muitas figuras geniais criadas por Luis Fernando Verissimo, está a do "outrista".

Aquele cara que sempre encontra alguém diferente do que foi unânime, seja num jogo, num filme, numa peça teatral.

Pelé?!

Pelé foi ótimo, mas melhor que ele era o irmão, o Zoca, só que não lhe deram a devida chance.

Mané Garrincha foi brilhante, mas se não tivesse o Didi, sei não...

E vou dizer uma coisa: Adriano, de fato, faz gols, mas ele tem um primo...

Assim é o "outrista".

E sem sê-lo ou ter a pretensão de ser, é preciso dizer que na tarde de Robinho, e de Neymar, o melhor jogador em campo foi...Paulo Henrique, o Ganso.

E boa noite!

 

Por Juca Kfouri às 20h07

Neymar&Robinho! Tá bom ou quer mais?

FOLHA IMAGEM

São Paulo e Santos fizeram um primeiro tempo com muito sol, poucas faltas e futebol abaixo do esperado.

Culpa do calor, porque o gramado é ótimo em Barueri.

E tudo não ficou no 0 a 0 porque Miranda fez um pênalti infantil em Arouca, aos 36.

Pênalti que o abusado Neymar converteu com uma paradinha ainda mais abusada, para desespero de Rogério Ceni: 1 a 0.

Era justo, diga-se, porque o Santos, mais jovem, correu e buscou mais que o São Paulo.

Já com sombra, o segundo tempo foi diferente.

O tricolor foi mais atrás do jogo e Robinho entrou, aos 12, no lugar de André.

Azar dele, sorte de Roger que acabara de entrar no lugar de Dagoberto e, em seu primeiro lance, cabeceou para empatar, aos 22.

Cleber Santana tinha entrado um pouco antes, no lugar de Washington.

Jogo empatado, Zé Eduardo substituiu Marquinhos no Santos.

A impressão era a de que a entrada de Robinho, exigida pela torcida santista, quebrara a naturalidade do time santista.

Mas, aos 30, Robinho e Neymar fizeram linda jogada, que culminou com o chute de Robinho para ótima defesa de Rogério.

Seria um gol fabuloso.

Não foi e o São Paulo voltou a ser mais perigoso ao criar três boas chances de gol.

Aos 34, de novo, Neymar deu para Robinho que chutou rente à trave da entrada da área.

O segundo tempo justificava a expectativa em torno do San-São.

Léo Lima substituiu Marcelinho Paraíba, aos 35.

E, aos 40, a sensação!

Wesley desceu pela direita, foi à linha de fundo, cruzou à meia altura e Robinho, de letra, desempatou: 2 a 1!

Golaço e fim de papo.

Que mais o santista poderia querer?

Em Bragança, em jogo que o blog não acompanhou com muita atenção, o Palmeiras ganhou do Bragantino por 3 a 2.

Logo no começo, Diego Souza deu excelente passe de cavadinha para Cleiton Xavier, com um toque sutil, encobrir o goleiro e fazer 1 a 0.

O Bragantino empatou, mas o árbitro marcou perigo de gol.

Aí, no segundo tempo, também no começo, o goleiro do Braga deu o 2 a 0 para Robert.

Por incrível que pareça, o Bragantino ainda empatou, mas nem teve tempo de ficar feliz, porque Lenny aproveitou-se de um cruzamento de Cleiton Xavier e fez o gol da vitória.

 

Por Juca Kfouri às 18h57

Até breve, companheiro!

Aquele que considero o mais importante blog esportivo do país, o Blog do José Cruz, está, por orientação médica, dando uma parada.

Nada que tire de circulação, em Brasília, o bravo jornalista gaúcho.

Porque aqui, por exemplo, ele terá sempre as portas abertas e sabe disso.

Fica o registro, o lamento e a esperança de que, como diz ele em seu blog, seja apenas um até logo!

José Cruz é daqueles profissionais que um dia mereceram este poema de Bertold Brecht:

"Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida.
Estes são os imprescindíveis".

http://blogdocruz.blog.uol.com.br

Por Juca Kfouri às 15h57

Viva o sindicato gaúcho!

O sindicato dos atletas gaúchos conseguiu medida liminar na Justiça do Trabalho proibindo jogos antes das 18h no horário de verão brasileiro.

Aleluia!

Quem dera os outros o seguissem, também em relação aos gramados e, sem dúvida, em relação aos salários atrasados, que param campeonatos na Argentina ou no Uruguai.

Não jogar sob 40 graus ou a mais de 2500 metros de altitude tem dois aspectos:

O primeiro, e mais importante, diz respeito à saúde dos jogadores;

o segundo diz respeito à qualidade do espetáculo.

Sim, é sabido que a Fifa, criminosamente, não só ainda permite futebol em La Paz, por exemplo, como fez três Copas do Mundo, duas no México e uma nos Estados Unidos, com jogos ao meio-dia em pleno verão.

Não foi à toa, aliás, que os americanos não compraram o futebol depois da Copa de 1994, obrigados que foram a ver 120 minutos de 0 a 0 e futebol arrastado na final do Mundial, entre Brasil e Itália.

A medida da Justiça protege os jogadores e o futebol.

Protege, até, a longo prazo, os interesses da TV, incapaz, hoje, de pensar  -- a não ser da mão para a boca.

E não me venha o cartolão da federação gaúcha argumentar, como fez, que um pedreiro trabalha de sol a sol e ganha muito menos.

Primeiramente porque ninguém paga para ver um pedreiro trabalhar.

E depois porque cartola só faz alusão a trabalhador quando, por pura demagogia, quer desviar o foco da questão.

Por Juca Kfouri às 15h46

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico