Blog do Juca Kfouri

Tabelinha com Juca

Segundas-feiras, às 15h

05/03/2010

Bússola tricolor

Por Juca Kfouri às 17h40

E ninguém está preso?

Era só mesmo o que faltava!

E viva a cartolagem que respalda essa gente!!

E viva a autoridade pública que nada faz!!!

Por Juca Kfouri às 17h40

Era Júlio Baptista

Publicado na Folha de S.Paulo, de ontem, 4 de março.

JUCA KFOURI

Era Júlio Baptista
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Ganhe ou perca na África, esta seleção brasileira tem tudo para que se cometa a mesma injustiça de 1990
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JÚLIO BAPTISTA pode até nem participar de nenhum jogo da Copa do Mundo.

Mas será sempre o símbolo de um time cujo técnico optou por ele em detrimento do talento de Ronaldinho Gaúcho.

Já há quem diga que Dunga preferiu um botinudo, coisa que Júlio Baptista jamais foi.

Pode-se cometer em relação a ele a injustiça de que Dunga foi vítima na Copa da Itália, porque também Dunga não era um botinudo, como provou fartamente depois.

Mas rótulos são rótulos, e o que pespegaram no gaúcho dói tanto até hoje que está na raiz de sua beligerância permanente com a imprensa, qualquer imprensa.

Como já disse, Dunga tem a coerência dos toscos, teimosia ou burrice mesmo para muitos, mas, de fato, convicção que o faz morrer junto com os seus ou ir com eles ao paraíso, aposta, aliás, que este colunista faz desde já.

O que se viu em Londres anteontem é que se verá em junho e, tomara, em julho, na África do Sul.

Muita marcação, muita competição, contra-ataques sempre que possível, um brilho aqui e outro ali, desde que com moderação.

E vitórias.

Vitórias em cima de vitórias (37 em 53 jogos), com gols em quantidade razoável, mais de dois em média por jogo (110), menos de um gol sofrido por partida (37), apenas cinco derrotas, uma delas na Copa América, que venceu, nenhuma na Copa das Confederações, que também venceu, a exemplo do que fez contra a Argentina, em Rosário, nas eliminatórias, que liderou.

Mas Júlio Baptista será o estigmatizado da Copa de 2010.

Porque cada vez que aparecer, seja num jogo esporádico, seja nos treinos, seja no saguão do hotel, lá estará a fera que usurpou o lugar da bela menina dos olhos de todos que, entre a abnegação eficaz e a beleza eficaz, preferem a arte.

Pois Dunga prefere os que comem a grama e não os que nela desfilam, porque jamais desfilou.

E, para piorar, até andou sendo entortado por quem desfila -note que está escrito entortado, não humilhado, como ele se sentiu naquele Gre-Nal em que RG deu-lhe um drible de letra pela direita e um chapéu pela esquerda.

O mesmo RG que o presidente da CBF enfiou-lhe goela abaixo nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Ah, sim, ora bolas! Venha enfiar agora, quero ver.

Sim, Dunga é o capitão que xingou a taça do mundo que sucedeu aquela que Bellini ergueu e Carlos Alberto beijou, como observou o jornalista Marcelo Barreto.

E que xingará nós todos quando, e se, é claro, ganhar o hexacampeonato como técnico.

Até lá, porém, terá de aconselhar Júlio Baptista, a Fera, não o patinho feio, até porque, cá entre nós, numa passarela o atlético defensor da Roma chama muito mais atenção do que o dentuço jogador do Milan.

Que apenas seria muito mais adequado para uma eventual substituição de Kaká…

Em tempo: gosto do futebol de Júlio Baptista e o levaria para a Copa, ainda mais com a folha de bons serviços dele à seleção.

Tiraria Josué, porque Ramires faz a função muito melhor, e chamaria RG.

Ou, então, PHG.

Ou ambos. Mas essa é uma outra história, para uma outra vez.

Por Juca Kfouri às 17h40

Febeapá

O Festival de Besteiras que Assola o País parece que não vai acabar nunca.

Como se sabe, a Câmara Municipal de São Paulo está em vias de aprovar uma lei que proibe jogos de futebol depois das 23h15 na capital paulistana.

O projeto é sensível à bronca geral e irrestrita de quem gosta de ir aos estádios porque, de fato, jogos às 21h50 são um porre.

O projeto, no entanto, parece ser mais uma demagogia, ou daquelas coisas em que os políticos impõem dificuldades para vender facilidades depois.

Porque qual é a grande diferença entre um jogo acabar às 23h30 e às 23h15?

E se, às 23h15, no fim do tempo regulamentar, for necessário bater pênaltis para decidir um jogo?

Mas o fato é que a insistência antipática da Globo em fazer futebol depois da novela acabou por permitir essas coisas.

E quem está contra?

O presidente do Palmeiras, por exemplo, está.

E com que argumento?

Frágeis, principalmente para quem lê Jean-Paul Sartre.

Ele diz que essas coisas não podem ser impostas de cima para baixo.

Cumé?!

Os vereadores não são os representantes do povo?

De cima para baixo seria se por decreto, jamais por uma lei.

O cartola diz, ainda, que há um contrato com a TV.

E daí?

A existência de contratos impede que se façam leis que, por exemplo, os proibam.

Ou não existiam contratos de 12 horas de trabalho quando se legislou que a jornada seria de, no máximo, oito horas?

Para quem falava contra os monopólios, o presidente alviverde está pisoteando sem pena em sua biografia.

Por Juca Kfouri às 17h39

Santos, sempre Santos

Deu Santos, mais uma vez, e pela nona vez seguida no Paulistinha, diante de 8000 torcedores em Jundiaí.

Não vi tudo, é verdade, porque cheguei apenas a tempo de ver Robinho entrar e fazer o gol da vitória, suada, por 3 a 2, sobre o Paulista.

Lamento não ter visto, embora o jantar tenha valido a pena.

Porque o Santos é o único time que tem dado gosto ver até agora em 2010.

Mais uma vez, por sinal, tomou gols, dois.

Mais uma vez, contudo, fez gols, três.

Recupero que o Paulista saiu na frente, logo aos 2 minutos.

O ótimo Wesley empatou, antes dos 30.

Ganso pôs o líder na frente, aos 7 do segundo tempo, que viu, aos 11, novo empate.

Mas Robinho entrou e decidiu o jogo: 3 a 2.

Robinho está valendo mais do que pesa.

Ainda bem.

Por Juca Kfouri às 17h39

04/03/2010

Cadê o futebol, Mano?

Depois de um primeiro tempo equilibrado, num Pacaembu vazio, e sem que Ronaldo praticamente tocasse na bola, Corinthians e Botafogo foram para os vestiários sem fazer gols, embora o time de Ribeirão Preto, mesmo sem três titulares, fosse mais perigoso.

No segundo tempo, no entanto, o Corinthians resolveu jogar um pouco de futebol e criou boas chances até que Dentinho, em passe precioso de Alessandro, abrisse o placar.

Mas a vantagem que daria ao Corinthians o terceiro lugar não durou muitoporque, em linda jogada, o Botafogo empatou, até para tornar o resultado mais adequado ao que era a partida.

Assim, o Botafogo permaneceu no G4 e o Corinthians, ainda sem jogar bem em 2010, ficou em sexto.

Poderia ser em cesto.

Cesto de…bem, deixa pra lá.

Por Juca Kfouri às 19h13

Já imaginou?

O presidente da Rússia exigiu e o presidente do Cômite Olímpico Russo se demitiu depois do fracasso nas Olimpíadas de Inverno, quando os russos, que vão sediar as próximas olimpíadas, ficaram só em 11o. lugar, com “apenas” três ouros, cinco pratas e sete bronzes…

Por Juca Kfouri às 18h11

Fatos, não argumentos

O dono do blog é criticado por uma minoria que ainda gosta dos campeonatos estaduais.

Todas as sondagens de opinião feitas no blog, no entanto, deram resultados de acordo com a opinião do blogueiro, o que, de resto, é natural.

Mas veja as médias de público dos principais estaduais brasileiros até o momento, publicadas ontem pelo diário “Lance!”.

E veja que não se trata de opinião, de ser contra ou a favor.

Trata-se de uma constatação:

No Ceará a média é de 6.951 torcedores por jogo.

Em Pernambuco, 6.934.

No Rio de Janeiro, 6.131.

Em Minas Gerais, 5.780.

No Rio Grande do Sul, 5.772. Gauchão?

Em São Paulo, 4.823. Paulistão? Paulistinha, sim senhor!

Na Bahia, 3.171.

E, no Paraná, 2.341.

Alguma dúvida?

Por Juca Kfouri às 11h48

Ramalhão baila no Palestra

O primeiro tempo estava tão fácil para o Santo André, no Palestra Itália às moscas (3.840 pagantes), que o 2 a 0 surgiu ao natural, contra um Palmeiras que mais parecia um bando que um time de futebol.

Mas Robert diminuiu no fim do primeiro tempo, para dar um alento aos palmeirenses.

Daí, o segundo tempo foi franco, aberto, porque o Ramalhão entendeu que não tinha por que respeitar o Verdão e aceitou jogar francamente, sem essa de segurar a vantagem.

Entre outros motivos porque é, de fato, melhor que o adversário.

Lá e cá pra lá, lá e cá pra cá, aos 18, gol de letra!

Do time do ABC, é claro: 3 a 1.

Atarantado, Antônio Carlos parecia se lembrar do São Caetano, que sob o seu comando enfiou, no mesmo estádio, 4 a 1 no Palmeiras, goleada que derrubou Muricy Ramalho e lhe deu o emprego para o qual há dúvidas se está preparado.

Diego Souza, genial, deu um chute num adversário e foi expulso de campo, de onde saiu xingado pelos poucos torcedores presentes.

Na 12a. rodada do Paulistinha, ao faltarem sete para terminar a primeira longa e entediante fase do campeonato, o Palmeiras é o décimo de vinte times, mais perto do último (a apenas oito pontos do Sertãozinho) do que do primeiro (a 12, que amanhã podem ser 15 pontos, do Santos).

E já está a cinco pontos do G4.

E pensar que o presidente do clube (também alvo de irados protestos daqueles que ele queria que matassem os…) ficou bravo quando aqui se disse que o Palmeiras era a quarta força de São Paulo…

Já o São Paulo, com Fernandinho desde os 35 minutos do primeiro tempo quando o frágil Oeste ficou com 10 jogadores, não passou de um 0 a 0, sob as vaias de sua torcida (7.710 pagantes) em Araraquara.

Verdade que o placar mais de acordo com o que o jogo foi seria um 3 a 2 para o São Paulo. Mas a bola não quis entrar nem de um lado nem do outro.

Por Juca Kfouri às 11h47

Sinal de alerta

A Fifa pressionou e a CBF cobrou as 12 cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

Ninguém começou obra para valer em lugar algum.

A Fifa não quer que se repita o sufoco que está passando a 100 dias da abertura da Copa de 2010, na África do Sul.

E os Estados Unidos já avisaram que estão prontinhos para receber o mundo do futebol em 2014, se for necessário.

Claro que eles adorariam se vingar da derrota de Chicago para o Rio, na disputa pelos Jogos Olímpicos-2016.

E claro, também, seria uma vergonha sem tamanho para o Brasil.

Razão pela qual, a CBF já ensaia fazer aquilo que o COBre fez em relação ao Pan-2007: faca no peito do governo federal, para que a viúva pague a conta.

Começou mais cedo do que se esperava.

Comentário para o Jornal da CBN desta quinta-feira, 4 de março de 2010.

Por Juca Kfouri às 11h47

Goleada no STF

Você se lembra da notícia abaixo?

Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Ministro Celso de Mello anula condenação que obrigou jornalista a indenizar presidente da CBF (íntegra da decisão)

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, reformou decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) que obrigou o jornalista Juca Kfouri a indenizar em R$ 50 mil o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, por conta de matéria jornalística considerada ofensiva pelo dirigente. Para o ministro, Juca Kfouri apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão.

Teixeira ajuizou ação indenizatória contra o jornalista em virtude de matéria publicada na revista “Lance”, edição de dezembro de 1999, em que Juca Kfouri teria criticado a entrevista concedida por Teixeira a um jornalista da revista Playboy. Segundo Kfouri, o presidente da CBF teria respondido às perguntas “sem nenhuma preocupação com a ética ou com a verdade”. E disse acreditar que o salário de Teixeira como dirigente da CBF, de aproximadamente R$ 17 mil, seria pouco.

Ao analisar o recurso – um Agravo de Instrumento (AI) 505595 ajuizado por Kfouri contra a decisão do TJ-RJ que o condenou ao pagamento da indenização – o ministro Celso de Mello explicou que no caso o jornalista exerceu, de forma concreta, o exercício da liberdade de expressão e de crítica.

“Reconheço que o conteúdo da matéria jornalística que motivou a condenação do recorrente [Juca Kfouri] ao dever de pagar indenização civil, por danos morais, ao ora recorrido [Ricardo Teixeira], longe de evidenciar prática ilícita contra a honra subjetiva do suposto ofendido, traduz, na realidade, o exercício concreto, por esse profissional da imprensa, da liberdade de expressão, cujo fundamento reside no próprio texto da Constituição da República, que assegura, ao jornalista, o direito de expender crítica, ainda que desfavorável e mesmo que em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades”, disse Celso de Mello.

Para ele, a crítica jornalística, quando inspirada pelo interesse público, ainda mais quando dirigida a figuras públicas com alto grau de responsabilidade na condução dos interesses de certos grupos da coletividade, “não traduz nem se reduz, em sua expressão concreta, à dimensão do abuso da liberdade de imprensa, não se revelando suscetível, por isso mesmo, em situações de caráter ordinário, de sofrer qualquer repressão estatal ou de se expor a qualquer reação hostil do ordenamento positivo”, concluiu o ministro.

Celso de Mello deu provimento ao recurso, para julgar improcedente a ação indenizatória ajuizada pelo presidente da CBF. O ministro determinou, ainda, que seja devolvido ao jornalista o valor de sua condenação, depositado em juízo na 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro, equivalente a R$ 50 mil mais correção monetária desde 2002.

Pois é. O cartola recorreu ao pleno do STF.

E perdeu por unanimidade, como está na página do Supremo.

Decisão: Negado provimento. Votação unânime. Ausentes, justificadamente, neste julgamento, os Senhores Ministros Joaquim Barbosa e Eros Grau. 2ª Turma, 02.03.2010.

Por Juca Kfouri às 11h46

03/03/2010

Nosso recordista no handebol!

O sítio da Confederação Brasileira de Handebol informa que seu presidente, Manoel Luiz Oliveira, “aceitou”, constrangidamente, é claro, cumprir mais um mandato à frente da entidade, o sétimo.

Ele também quer ficar até o Rio-2016.

Talvez seja o mais longevo presidente de confederação do mundo, digno do livro de recordes.

Vou repetir: O SÉTIMO MANDATO!

Agora, responda rápido: qual foi o desempenho brasileiro no handebol, um esporte disseminado pelo país afora porque dos mais praticados em nossas escolas, nas últimas Olimpíadas, em Pequim?

O masculino, a exemplo do que acontecera quatro anos, em Atenas, ganhou apenas uma partida, contra o Egito.

E o feminino venceu apenas a Coréia do Sul.

E porque o cartola será reconduzido pela sétima vez — vou repetir: SÉTIMA VEZ –, ao posto de presidente?

Por Juca Kfouri às 14h05

Seleção encerra preparação do jeito que vai jogar a Copa do Mundo

Faço este comentário ainda sem ler os jornais desta quarta-feira.

Mas sou capaz de apostar que as avaliações sobre o desempenho da Seleção Brasileira na vitória de ontem sobre a Irlanda, falam em jogo sem brilho, burocrático, pouco criativo, de muita marcação.

De fato, jamais uma Seleção Brasileira foi tão italiana.

Mas ganhou, como os italianos também mais ganham do que perdem, haja vista serem os únicos que podem ser pentacampões na África do Sul, porque os brasileiros já são e os alemães são apenas tricampeões.

Independentemente de gostar ou não do que esta seleção de Dunga mostra, será isso que vamos ver o time fazer na Copa do Mundo.

Um time pragmático, que adora jogar na base do contra-ataque que pouco privilegia o jogo bonito, mas que sua sangue pela vitória.

Assim o Brasil será ou não hexacampeão.

É claro que o direito de reclamar é livre, líquido e certo.

Mas é bom já ir se acostumando à ideia.

É o que temos e teremos na África do Sul.

Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 3 de março de 2010.

Por Juca Kfouri às 14h04

02/03/2010

Virado para a lua

Por Juca Kfouri às 21h48

Assim será na África do Sul

O que a Seleção Brasileira mostrou no primeiro tempo contra a Irlanda, em Londres, foi uma espécie de ensaio para o que vamos ver na Copa do Mundo: um time aplicado, com marcação férrea, pouca criatividade e esporádicos, porém perigosos, contra-ataques.

Num deles, no fim dos 45 minutos iniciais, Robinho recebeu em posição de impedimento, bateu cruzado e contou com a sorte de ver o zagueiro irlandês marcar contra o próprio gol.

A Irlanda jogara melhor até então, levara mais perigo, mas, como estava escrito, perdia.

Não com um miserável gol de mão, como aquele da França que a tirou da Copa, mas com o de Robinho, impedido.

E com um pênalti de Juan não apitado pelo juiz.

Para o segundo tempo a expectativa era a de ver mais contra-ataques, porque a Irlanda deveria ir para cima.

Bem que tentou, mas logo desistiu porque não lhe deram a menor chance.

E os brasileiros tomaram conta, com a marcação começando no terreno adversário.

Daí Robinho roubou um gol de Maicon ao, de novo em impedimento, tomar-lhe a bola e perdeu outro feito, em jogada de Kaká.

Antes, assim que entrara em campo no lugar de Ramires, Daniel Alves havia roubado uma bola, se livrado do goleiro, mas, desequilibrado, finalizou para fora.

1 a 0 era pouco e Grafite estava em campo, no lugar de Adriano, que participou pouco do jogo.

A bola era dos brasileiros.

E, aos 30, Robinho deu para Grafite, recebeu de volta com passe de calcanhar do estreante, e fez o 2 a 0 que já demorava.

Robinho saiu para entrar Nilmar, depois de participar de um lance de pura arte e foi efusivamente abraçado por Dunga, como um desagravo.

Notas

Júlio César sempre bem quando preciso: 7

Maicon, uma fortaleza a serviço do bom futebol: 7,5

Lúcio e Juan: parecem um só, tamanho o entendimento e a firmeza: 7

Michel Bastos se firma, o que não é pouco naquela lateral-esquerda: 6,5

Gilberto Silva, com a regularidade de sempre: 6,5

Felipe Melo, mais contido que habitualmente na Seleção: 6

Ramires, não aproveitou como deveria a ausência de Elano: 5,5

Kaká, discreto perto do que pode: 6

Adriano, tentou, mas a bola pouco chegou: 5,5

Robinho, altos e baixos, mas dois gols: 7

Daniel Alves, joga muito, sempre: 7,5

Grafite mostrou que pode jogar com a amarela: 7

Nilmar. Carlos Eduardo e Luizão jogaram pouco tempo, mas bem: 6,5

Dunga viu seu time jogar como ele quer: muita competição, algum brilho, 2 a 0, quer mais o quê? Nota 8. É nós!

Por Juca Kfouri às 19h57

Corinthians&Cielo&Okimoto

O Corinthians não aguarda apenas a assinatura de César Cielo para tê-lo defendendo as cores alvinegras.

Negocia, ainda, com a campeoníssima Poliana Okimoto, a rainha mundial dos mares na maratona aquática.

Cielo e Poliana têm em comum não só as vigorosas braçadas, mas o coração corintiano.

Do mesmo modo que o Corinthians promete trazer também, o técnico de Cielo, Alberto Silva, que resiste, nem que seja como treinador pessoal só dele, Poliana deve vir com o dela, que é, por sinal, o seu marido Ricardo Cintra, tão corintiano como ela.

Os pais de Poliana moram perto do Parque São Jorge.

Por Juca Kfouri às 19h57

Tabelinha de segunda-feira

Por Juca Kfouri às 19h30

Chorar para disfarçar

Entre as lições que Vanderlei Luxemburgo deixou em sua passagem pelo futebol paulista, está a de sempre justificar uma derrota com os erros da arbitragem.

Sim, os árbitros erram e muito.

Tanto ou mais que os técnicos, goleiros, zagueiros, meio campistas e atacantes.

Tanto ou mais que os jornalistas, também.

Mano Menezes tem sido um ótimo discípulo de Luxemburgo.

Até nas reclamações.

Porque em vez de agradecer aos santistas pelas brincadeiras do domingo na Vila, ele não só falou mal do árbitro como reclamou da proteção ao meninos santistas.

De sua defesa desprotegida e jogando na velha linha-burra ele nada disse.

E porque deveria o técnico corintiano agradecer aos santistas pelas brincadeiras?

Porque se eles tivessem continuado a jogar seriamente teriam goleado o Corinthians.

Razão para esbravejar, na verdade, tem Dorival Júnior, o treinador do Santos.

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, 2 de março de 2009.

Por Juca Kfouri às 10h46

01/03/2010

O desmentido de Ganso

O jornal “Agora” publicou hoje que Paulo Henrique Ganso disse ter entrado propositalmente em Ronaldo “para que ele acordasse, percebesse que estava na Vila Belmiro e não no Pacaembu”.

Ganso desmente, diz que não falou com nenhum repórter após o jogo e que dará uma entrevista coletiva amanhã para reafirmar o desmentido.

No entanto, no sítio da ESPN Brasil, em entrevista gravada à Rádio Eldorado ouve-se Ganso dizendo exatamente aquilo que o jornal “Agora” publicou. Vai ficar difícil desmentir.

Por Juca Kfouri às 19h58

O Brasil nas Copas – “O complexo de vira lata (1950/1954)”

Palestra com os jornalistas ROBERTO MUYLAERT e GENETON MORAES NETO sobre O BRASIL NAS COPAS DO MUNDO DE FUTEBOL

O Grupo Literatura e Memória do Futebol – MEMOFUT em parceria com o Museu do Futebol está promovendo uma série de reuniões, aos sábados pela manhã, apresentando a participação do Brasil em Copas do Mundo de Futebol

Programação:
06 de março – sábado

Palestra: “O COMPLEXO DE VIRA LATA (1950/1954)” com ROBERTO MUYLAERT – Jornalista, editor e escritor. Autor dos livros: “A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar” (1994) e “Barbosa – Um gol faz cinqüenta anos” (2000) e GENETON MORAES NETO – Jornalista da Rede Globo desde 1985. Escreveu o livro “Dossiê 50 – Os onze jogadores revelam os segredos” (2000).

Horário: 10h às 12h

Local: Auditório Armando Nogueira -Museu do Futebol – Praça Charles Miller – Estádio do Pacaembu

Entrada gratuita

Para mais informações sobre eventos do Museu do Futebol, acesse:
Museu do Futebol – www.museudofutebol.org.br        Telefone: (11) 3663-3848

Por Juca Kfouri às 19h58

Rio-2018!

Por ANTONIO AZEVEDO

Estou viciado nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Não entendo nada, quase nada, mas é tão bonito.

Aqueles locais maravilhosos, as árvores com a neve caindo, aquelas roupas coloridas, os belos atletas, as lindas e graciosas garotas.
 
Pois me veio uma idéia, uma grande idéia!

Após a experiência adquirida nos Jogos Panamericanos, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que brevemente se realizarão, porque não sediarmos os Jogos Olímpicos de Inverno de 2018?
 
O slogan poderá ser Rio 40 graus: – 40º C no interior dos ambientes e + 40º C no exterior desses ambientes dos jogos.
 
É claro, tudo com dinheiro privado, sem um único tostão público.

Igual aos outros jogos, conforme afirmado nos Cadernos de Encargos e tão bem defendido pelos nossos dirigentes esportivos e nossos políticos (o BNDES continuará a auxiliar só às pequenas empresas…).
 
A data ideal é janeiro, com início logo após a queima de fogos de fim-de-ano em Copacabana e com o término ao início do Carnaval.

Teremos muito turistas, novos hotéis serão construídos.
 
O mundo ficará arrepiado.

Os espectadores saindo da praia de Copacabana de maiô e biquini, a mais de + 40º C e na mesma praia alugando, na entrada do ginásio, roupas, grandes casacos, para enfrentar a temperatura de – 40º C.

Tudo isso para assistir a eletrizantes disputas de curling, o vulgo bocha no gelo, que tão no gosto caiu dos brasileiros.

Este será um dos muitos ginásios especiais que serão construídos com as mais modernas técnicas de engenharia sobre as areias cariocas.
 
Ah, a bela patinação artística! Um luxo só.

Para tanto um ginásio que será mais uma das oitavas maravilhas do mundo, perto de Ipanema, Leblon, Gávea, um local único: a Lagoa Rodrigo de Freitas será congelada, bem no seu centro será erguido o mais belo ginásio de esportes do mundo.
 
As competições de esqui, tudo será maravilhoso, visual extraordinário.

A pista de neve terá início no alto do Pão de Açúcar.

Imaginem os atletas descendo com as câmeras nos seus capacetes.

Que vista!!!! (convém salientarmos que aqui teremos grande economia pois o bondinho poderá ser utilizado e, assim, não será necessária a construção de um teleférico).
 
O local da moda para os turistas?

A Rocinha, é lógico!

Claro que não poderíamos esquecer as suas ladeiras, as suas vielas.

Nelas serão construídas pistas de gelo onde se realizarão as corridas de cross country.

O Maracanã, que sempre terá ser utilizado, logo após o encerramento das Olimpíadas de Verão de 2016, será fechado, para reformas.

O gramado será retirado, novamente rebaixado devido às máquinas de fazer gelo e lá teremos os jogos de hóquei.

A cobertura será refeita para haver o isolamento de temperatura e, assim, teremos novamente, no novo, novíssimo Maracanã, o maior publico mundial para esse esporte.

Finalmente, o centro de imprensa ficará ao lado do Cristo Redentor, para deixarmos o mundo de queixo caído.
 
Rio 40 graus: um luxo!

Por Juca Kfouri às 14h33

A história se repete no Chile, 50 anos depois

Cinquenta anos depois do chamado Grande Sismo do Chile — o maior terremoto da história da humanidade até aquele dia 22 de maio –, que matou mais de 5 mil pessoas e feriu mais de dois milhões, 9,5 pontos na escala Richter, novamente o país andino está traumatizado.

A história se repete literalmente como tragédia.

Cinquenta anos atrás, o Chile estava às portas de sediar a Copa do Mundo de 1962, e não foram poucos os que quiseram desistir da empreitada.

Mas um dirigente chamado Carlos Dittborn, chileno nascido em Niterói, no Rio de Janeiro, resistiu, ele que era o comandante do Comitê Organizador da Copa.

Então, Dittborn cunhou uma frase que entrou para a história: “Porque nada tenemos, lo haremos todo”.

E, de fato, fizeram.

A Copa do Mundo foi disputada no território chileno e o Brasil sagrou-se bicampeão mundial.

Dittborn, no entanto, não pode vê-la.

Morreu, aos 38 anos, de parada cardíaca, 32 dias antes da abertura da Copa.

Comentário para o Jornal da CBN desta segunda-feira, 1o. de março de 2010.

http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm

Por Juca Kfouri às 14h33

Zago não é técnico…

…de polo aquático.

Razão pela qual não se pode tirar nenhuma conclusão da incômoda derrota palmeirense para o Rio Claro, 1 a 0, na casa, ou melhor, na piscina do rival.

Incômoda porque começa a ficar complicada a classificação do Palmeiras para as semifinais do Paulistinha.

O time, em oitavo lugar, já está a quatro pontos do último do G4, o São Paulo.

Por Juca Kfouri às 14h32

Porque nada temos…

Por ROBERTO VIEIRA

Porque nada temos…

O Chile estava em ruínas.

Outro terremoto.

O mesmo país.

Morte e desespero em todos os olhares.

A Copa do Mundo era o de menos.

Porque nada temos…

Como pensar em Copa do Mundo quando se contavam os mortos.

As mães chorando pelas calçadas.

Talca e Concepcion vermelhas de sangue.

Porque nada temos…

A FIFA ameaça mudar a sede do Mundial.

Carlos observa o seu país devastado.

Carlos que nascera longe dali.

Em Niterói.

Um chileno carioca.

Porque nada temos…

O Chile ouve as palavras de Carlos.

O Chile junta seus trapos e farrapos humanos.

Seu coração e sua honra.

Constrói pedaço por pedaço em desenho mágico.

Campos. Cidades. Vidas.

Porque nada temos…

Dos que nada possuem chega a força para voltar a sonhar.

O futebol torna-se símbolo da ressurreição nacional.

Porque nada temos…

Dois meses antes da Copa do Mundo de 1962.

O Chile está pronto para receber Pelé, Garrincha e Masopust.

O país chorando suas cruzes.

O país de pé novamente.

Porque nada temos…

Os jornais dão a manchete.

Aos 38 anos morre Carlos Dittborn.

O coração dizendo adeus.

Como um final de tarde em Viña Del Mar.

Como um poema de Neruda.

Nota do blog: Carlos Dittborn foi o chefe do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 1962, no Chile, que esteve ameaçada de não ser realizada por causa de um terremoto de proporções maiores que o de ontem, em 1960, o mais terrível já acontecido na América do Sul.
Ele cunhou a célebre frase “Porque no tenemos nada, queremos hacerlo todo”, conseguiu cumprir as metas para realizar a Copa e morreu 32 dias antes da abertura do torneio.

Por Juca Kfouri às 14h31

Por que não vi Fernandinho?

Porque vi, primeiro de rabo de olho, enquanto acompanhava o show de Neymar e cia (que não me venham reclamar da arbitragem, pelamordedeus) o hóquei nas Olimpíadas de Inverno.

Depois, com quatro olhos, acompanhei o segundo tempo e o tempo extra.

A decisão do ouro em Vancouver, com a sensacional vitória do Canadá, na morte súbita, ou gol de ouro, aos 8 minutos da prorrogação, sobre os EUA, 3 a 2, num jogo de arrepiar.

A ponto de pegar fogo no gelo.

A prorrogação, com cinco contra cinco em vez de seis contra seis como no tempo normal, seria de 20 minutos, com gol de ouro que, se não acontecesse, obrigaria a cobrança de pênaltis.

No tempo normal, ao faltarem dois minutos do tempo normal, o Canadá perdeu o terceiro gol que, provavelmente, liquidaria a fatura.

E, ao faltarem 24 segundos, os Estados Unidos empataram, depois de uma sucessão de grandes defesas do goleiro canadense.

Que jogo, que jogo!

Por Juca Kfouri às 14h31

E 2 a 1 foi pouco na Vila

Quando o clássico chegou ao setimo minuto na Vila Belmiro com menos torcedores do que merecia (só 9 mil), já estava claro quem eram os candidatos a heróis e a vilões.

Paulo Henrique Ganso botou duas vezes seus companheiros na cara.

Na primeira, Neymar se assustou com a segura saída de Felipe.

Na segundo, afobado, Roberto Carlos fez pênalti em Marquinhos, Neymar titubeou na cobrança e Felipe defendeu.

Como tirou, 10 minutos depois, o pão da boca de Arouca.

O Santos dava um baile no Corinthians e Mano Menezes se limitava a reclamar da arbitragem.

Até que, aos 25, quase que Dentinho fez um golaço de bicicleta, coisa que o outro goleiro Felipe evitou.

Seria um lindo gol, mas não seria justo.

Justiça se fez, aos 36, quando Neymar virou em cima de Alessandro, da marca do pênalti, para fazer 1 a 0.

O menino limpava sua barra com louvor.

E o baile continuava, porque Pará perdeu chance clara logo depois.

Para o segundo tempo o time da capital voltou com Jucilei e Moacir nos lugares de Ralf e Alessandro.

O da praia ficou como estava.

Moacir, logo em sua segunda falta em Neymar, levou seu primeiro cartão amarelo.

Impotentes e dominados, os corintianos só reclamavam, porque também Roberto Carlos, William e Tcheco tinham levado cartões, todos corretamente, diga-se de passagem.

Enquanto os alvinegros de São Paulo reclamavam, os de Santos, jogavam.

E jogavam fácil.

Marquinhos, que já tinha dado o passe do primeiro gol, enfiou de trivela na medida, no peito de Neymar, que achou André no meio da área, para sair o 2 a 0 que a superioridade dos anfitriões justificava.

Pará se machucou e saiu para Germano entrar.

Daí, aos 23, Ronaldo fez sua segunda e última jogada e, pela esquerda, deu para Dentinho chutar na trave, pegar o rebote, e diminuir: 2 a 1.

Em seguida, irresponsavelmente, Moarcir deu um carrinho criminoso em Marquinhos, levou seu segundo cartão amarelo e foi expulso.

Como foi expulso, por simulação de pênalti, Roberto Carlos, a segunda expulsão em clássico, ele que deveria ter levado cartão vermelho também na estreia da Libertadores.

Dorival Júnior queria mais gols e tirou Roberto Brum para botar Mádson.

Nove contra 11, 1 a 2, os corintianos que se dêem por felizes.

Ficou barato.

Embora, aos 40, debaixo do gol, Tcheco tenha cabeceado por cima, uma bola cruzada por Dentinho e que Felipe falhou ao tentar segurar.

Seria o empate e um castigo que os meninos da Vila não mereciam.

Iarley ainda entrou no lugar de Dentinho e Breitner no de Marquinhos.

O blog não viu mas ainda verá, pelo menos o segundo tempo, de São Paulo 5, Monte Azul 1.

Porque o estreante Fernandinho, que entrou no intervalo, fez simplesmente o segundo, terceiro, quarto e quinto gols tricolores.

Fernandinho foi uma das revelações (ao lado de Giuliano, do Inter) do Brasileirão passado, jogando pelo Grêmio Barueri.

 

Por Juca Kfouri às 14h30

28/02/2010

Eles nem ligam...

No segundo dia das Olimpíadas de Inverno, no Canadá, Carlos Nuzman, o presidente do COBre, deitou falação ao chamar atenção para o entusiasmo dos canadenses que, segundo ele, não estavam nem aí para o fato de o país não ter ainda nenhuma medalha de ouro.

Pois é.

Os Jogos estão acabando.

E o Canadá já é o campeão, com nada menos que 13 medalhas de ouro até aqui, recorde absoluto nos Jogos de Inverno.

Por Juca Kfouri às 17h17

Aos navegantes

Duas queixas em relação à nota anterior, sobre o futebol inglês:

1. Quem está fora do Brasil não consegue vê-las;

É assim mesmo. Os direitos das imagens se restringem ao Brasil.

2. Muita gente clicou e viu imagens diferentes das postadas;

Trata-se, provavelmente, de um problema de “cachê”. Será necessário limpá-lo, para renovação dos “cookies”, seja lá o for isso…

Por Juca Kfouri às 17h17

Fofoca e drama no futebol inglês

As duas imagens abaixo resumem na perfeição o sábado de futebol na Inglaterra.

Primeiramente, com o cumprimento que não houve entre John Terry e Wayne Bridge, dois dos vértices de um caso amoroso explorado de maneira sensacionalista pelo que ainda resta da era vitoriana.

Surpreendente mesmo foi a vitória do Manchester City, de Bridge, contra o líder Chelsea, de Terry: 4 a 2.

Bom para o Arsenal, que venceu o Stoke City por 3 a 1 e colou no Chelsea, a apenas um ponto.

Mas o jogo foi palco de uma cena chocante, na dividida entre Ryan Shawcross, do Stoke City, e Aaron Ramsey, do Arsenal.

O primeiro foi expulso e saiu de campo em prantos.

O segundo saiu precisando de respiração artificial.

Por Juca Kfouri às 09h34

Sobre o autor

Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.

Histórico