Sim, desnecessário dizer, triste constatar: Belluzzo pisou na bola mais uma vez.
Lamentável.
Tomara que saia logo do Palmeiras e volte a ser ele.
Por Juca Kfouri às 00h36
Não vi.
E não gostei.
E adivinhei.
Só porque era óbvio.
Sou meio burro, mas não brigo com a Ciência do Esporte.
Oxalá, agora, o encanto não se quebre.
E, confesso: quando soube do primeiro gol tricolor logo no primeiro minuto, pensei; "Oba, vou errar de novo".
Mas era mesmo impossível.
Por Juca Kfouri às 23h50
O Jornal Opção não se considera "professor de Deus" nem o escolhido entre os escolhidos, mas é inegável que tem tutano. Na edição de 14 a 20 de maio de 2006, quando o senador Maguito Vilela aparecia nas pesquisas com mais de 50 por cento das intenções de voto, o Jornal Opção revelou aos seus leitores, sem nenhuma tergiversação, que havia sido ameaçado pelo vice-prefeito de Goiânia e secretário da Fazenda do governo do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira. "Numa conversa [gravada] com o repórter Hélmiton Prateado, Valdivino de Oliveira disse: ‘O Jornal Opção é meu problema. Mas isso não será mais problema — 2006 está acabando’. A ameaça estriba-se no fato de que Maguito Vilela lidera as pesquisas de intenção de voto, mas o Jornal Opção (que já tem 30 anos) não a teme, pois, como uma instituição dos goianos, vai permanecer, e seus supostos adversários vão passar, como muitos outros passaram. Quem faz jornalismo de opinião não pode ter medo, pois, se tiver, queda-se paralisado". Pois o Jornal Opção desafiou esse coro e denunciou a truculência do secretário-vice-prefeito. Cabe explicar aos leitores os motivos da ira de Valdivino de Oliveira, economista que tentou, mas não conseguiu fazer mestrado na Universidade de Brasília (UnB) e certamente nunca leu nenhuma obra da filósofa Hannah Arendt. E, mais, apesar de ser goiano, o secretário elaborou uma política de incentivo fiscal para tirar empresas de Goiás e levá-las para Brasília. A mensagem do político neófito era prosaica: "Em 2007, com Maguito Vilela no poder, vamos ‘ferrar’ o jornal". Nota do blog: Valdivino é o presidente executivo do Atlético Goianiense.
A seguir, transcrevemos trecho do posicionado editorial:
Parecia impossível desafiar o coro dos contentes naquele momento, com Maguito com a "vitória" nas mãos, como diziam todos os jornais goianos.
Primeiro, Valdivino de Oliveira queria impedir que o Jornal Opção publicasse denúncias de irregularidades tanto no governo do Distrito Federal — agora, depois das denúncias do jornal, a Polícia Federal prendeu auxiliares do ex-governador Joaquim Roriz e desmontou a suposta quadrilha que, atuando no Instituto Candango de Solidariedade, em Brasília, pode ter aplicado um golpe de quase 3 bilhões de reais — quanto na Prefeitura de Goiânia.
Por Juca Kfouri às 17h15
Bem humorado e certeiro em seus comentários, Dunga estava feliz ontem à tarde, talvez inspirado pelo lugar onde falou, o palpitante Museu do Futebol de São Paulo.
Dengoso, quando perguntado sobre Ronaldo, Dunga pediu candidamente aos entrevistadores que não o induzissem a cometer o erro que foi cometido na Copa de 2006.
E mais não disse, sem ficar zangado, embora lhe fosse perguntado, porque, maliciosamente, preferiu acreditar na inteligência dos perguntadores.
Mais ou menos como um mestre que dissesse que para bom entendedor pingo é letra.
Dunga tratou, também, de defender o recurso da tecnologia para ajudar a arbitragem quando falou da eliminação da Irlanda pela França por causa de um gol clamorosamente irregular.
E olhe que a Fifa nem quer pensar nisso, o que não impediu que o técnico da Seleção Brasileira se manifestasse com independência, talvez para que possa dormir a soneca dos justos.
Sem desprezar a força tradicional de uma Itália ou Alemanha, Dunga realçou o progresso de Espanha e Inglaterra, além de apostar que alguma seleção africana se dará bem na Copa de 2010.
Parabéns, Dunga.
Pelo equilíbrio na entrevista e pela sensatez das opiniões.
E caso você espirre, desde já, saúde!
Comentário para o Jornal da CBN desta quarta-feira, 25 de novembro de 2009.
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Por Juca Kfouri às 00h09
Prezado Juca,
Vimos pedir publicamente desculpas pela menção do "Blog do Juca" na campanha do nosso cliente Esso.
Nosso erro, que assumimos integralmente, foi o de não termos sua autorização prévia.
Todos conhecemos sua trajetória de isenção e independência editorial absoluta, reagindo a qualquer tipo de merchandising ou propaganda que possa indevidamente interferir no seu trabalho.
Nossa equipe se concentrou na viabilização e na negociação comercial desta campanha apenas com a equipe do UOL. Por isso nos retratamos e isentamos nosso cliente de qualquer culpa.
Atenciosamente,
Luiz Lara
Igor Puga
Domenico Massareto
Jaques Lewkowicz
ID/TBWA
Por Juca Kfouri às 22h09
Enquanto a direção do Santos impede a entrada dos oposicionistas na TV Educativa da cidade que, no entanto, pertence à familia do presidente santista, fruto provavelmente do desespero que as pesquisas andam causando, coisa ainda pior acontece no outro alvinegro, o da capital.
Eis que foi expulso do conselho do Corinthians o conselheiro Alfredo José Trindade.
Expulso por faltar sem justificativa às reuniões do conselho, embora, gravemente doente e com as justificativas apresentadas por seu amigo, e também membro do conselho, Luiz Scarpelli, um dos comandantes alvinegros no período da Democracia Corinthiana.
Trindade era filho do histórico presidente corintiano Alfredo Ignacio Trindade, que dirigia o clube na conquista do campeonato do IV Centenário de São Paulo, em 1954.
Era porque Trindade morreu 40 dias depois de ter enviado sua defesa à direção do Corinthians.
Que, como sempre, calou.
Leia, abaixo, alguns trechos e perceba o tamanho da monstruosidade cometida:
1 – Em 07 de novembro do ano findo, com surpresa e inegável decepção, recebi, pelo correio, mensagem da Secretaria do CD, através da qual, fria e secamente, fui informado de minha destituição do cargo de conselheiro quadrienal, por força do Ato de nº 06/2008 expedido pela presidência do referido CD. O fundamento para tal ato, como se lê de seu inteiro teor, teria sido o parágrafo 1º do artigo 83 que assim se expressa:
" O conselheiro eleito perderá seu cargo, automaticamente, caso falte a 3 (três) reuniões consecutivas ou 5 (cinco) alternadas, sem justificativa, no período de seu mandato ou por falta de pagamento quando associado contribuinte ou patrimonial, deixar de cumprir suas obrigações junto à Tesouraria do Clube, por 3 (três) meses..."
Consta mais da referida missiva a solicitação de devolução da carteira de identificação de conselheiro, o que chega a representar injusta e descortês presunção de mau uso do referido documento, o que não se coaduna com a honorabilidade e respeitabilidade que merece ser emprestada a membros de órgão de extrema relevância à administração de nosso clube.
2- Ênfase especial merece o fato de que todas as minhas ausências em assembléias levadas a efeito no ano anterior foram justificadas, perante a mesa, pelo conselheiro vitalício, Luiz Sérgio Scarpelli Esteban, fato que poderá ser por ele próprio confirmado pelos fones 30588XX e 99365XXX. Tratando-se de amigo de longa data, por isso mesmo, tinha ele pleno conhecimento de problemas de saúde que vinha enfrentando quem esta subscreve, o que se comprova, neste ato, pelas cópias de laudos médicos anexos ( docs. 1 a 4 ).. Tais laudos são suficientes para atestar a presença de hidronefrose no rim esquerdo, com conseqüente paralização do mesmo, diagnóstico que se torna mais grave ante o fato de tratar-se de paciente já revascularizado, o que se poderá interpretar pela Cintilografia de Perfusão Miocárdica.
3- Além das justifcativas apresentadas pessoalmente pelo conselheiro, Luiz Sérgio Scarpelli Esteban, coube também a mim, em meados de novembro último, informar a respeito de meu estado de saúde através de mensagem encaminhado à Ouvidoria, através do site oficial do SCCP, sem qualquer resposta até a presente data.
4- Ante tais fatos, penso que ganha maior expressão a circunstância inequívoco de que a destituição de conselheiros promovida pelo Ato nº 6/2008 verificou-se sem a menor preocupação em promover o sagrado direito de defesa.
7- Por fim, peço vênia para considerar que meu relacionamento com nosso querido Corinthians é, metaforicamente, de natureza umbilical. Sou filho de ALFREDO IGNÁCIO TRINDADE que presidiu esse clube em tempos memoráveis e gloriosos, Pertencem à sua gestão vários títulos que, até hoje, constituem motivo de orgulho e ufanismo de toda família corintiana: Taça dos Invictos ( uma definitiva e outra transitória ), Campeão Paulista em 1951, 52, 54 ( ano do IV Centenário de São Paulo), Campeão de vários torneios Rio/São Paulo, entre outros. No campo patrimonial, merecem especial destaque o maravilhoso conjunto olímpico de piscinas e as obras de fundação do atual ginásio de esportes. É, pois, de se concluir que o Corinthians faz parte de meu próprio DNA, mesmo porque meu saudoso pai matriculou-me como sócio no mesmo dia em que nasci, o que já perfaz 67 anos. O alvinegro faz parte integrante da história de minha vida, razão porque a penalidade contra a qual me insurjo nesta defesa assume, particularmente, drástica e desmedida dimensão.
Por Juca Kfouri às 16h12
O time do Fluminense foi para Quito disputar, nesta quarta-feira, a primeira partida das finais da Copa Sul-Americana. Lá, a 2850 metros de altitude, tentará um resultado razoável diante da LDU, que acaba de despachar o River Plate uruguaio com um retumbante 7 a 0, depois de ter perdido por 2 a 1 o primeiro jogo, em Montevidéu. O segundo jogo contra a LDU será na quarta-feira, dia 2 de dezembro, no Maracanã. Antes, no domingo, também no Maracanã, o Fluminense receberá o Vitória para buscar mais uma vitória na trajetória que garanta o Tricolor na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro. E, depois do segundo jogo pela Sul-Americana, o Flu terá Coritiba pela frente, em Curitiba, num jogo que pode selar a queda de um ou de outro. Esfalfado, não há nenhuma chance de o Flu se dar bem no Equador, razão pela qual o time titular deveria ter ficado no Rio e dado por findo o esforço na sub-taça continental. É de se temer que a derrota, quase inevitável, quebre o encanto desse Flu que vem de 13 jogos sem perder, com cinco vitórias seguidas. Este jogo eu não vou assistir, porque será tão insuportável, tão desumano como ver a mulher amada ser torturada. Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, dia 24 de novembro de2009. http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/juca-kfouri/JUCA-KFOURI.htm
Por Juca Kfouri às 02h24
Vamos combinar que pior até mesmo do que uma invasão de gramado prontamente neutralizada pela segurança é a ação de gandulas que demoram para devolver a bola do jogo como se viu ontem no Engenhão.
Razão pela qual a barbaridade, obviamente sob ordens superiores, merece ainda mais a interdição do estádio do mandante, responsável pelos gandulas.
O argentino Gandula, jogador que o Vasco contratou e que ajudava os companheiros pegando as bolas que saiam durante os treinamentos, deve se revirar no túmulo com coisas como as que ainda acontecem em nossos gramados.
Por Juca Kfouri às 10h23
Se o São Paulo perder do Goiás, no Serra Dourada;
o Flamengo empatar com o Corinthians, no Brinco de Ouro;
o Inter ganhar do Sport, na Ilha do Retiro;
e o Palmeiras ganhar do Galo, no Palestra Itália...
... todos chegarão à última rodada com 62 pontos.
Pontos corridos...
Que chatice!
Por Juca Kfouri às 23h24
Formado em Ciências Sociais pela USP. Diretor das revistas Placar (de 1979 a 1995) e da Playboy (1991 a 1994). Comentarista esportivo do SBT (de 1984 a 1987) e da Rede Globo (de 1988 a 1994). Participou do programa Cartão Verde, da Rede Cultura, entre 1995 e 2000 e apresentou o Bola na Rede, na RedeTV, entre 2000 e 2002. Voltou ao Cartão Verde em 2003, onde ficou até 2005. Apresentou o programa de entrevistas na rede CNT, Juca Kfouri ao vivo, entre 1996 e 1999. Atualmente está também na ESPN-Brasil. Colunista de futebol de "O Globo" entre 1989 e 1991 e apresentador, desde 2000, do programa CBN EC, na rede CBN de rádio. Foi colunista da Folha de S.Paulo entre 1995 e 1999, quando foi para o diário Lance!, onde ficou até voltar, em 2005, para a Folha.